quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

BREVES COMENTÁRIOS À CARTA DE POSICIONAMENTO DA CEPABrasil - Abertura Dezembro de 2010. Artigo de Roberto Rufo - Filósofo e Metroviário.

BREVES COMENTÁRIOS À CARTA DE POSICIONAMENTO DA CEPABrasil .

Em seu preâmbulo à Carta de Posicionamentos , elaborada em reunião durante o II Encontro Nacional realizado em Bento Gonçalves-RS , de 3 a 6 de Setembro de 2010 , a CEPABrasil manifesta seu pensamento a respeito do Espiritismo e do papel da CEPA , fazendo questão de reconhecer que todos os espíritas , vinculados ou não à CEPA podem pensar inversamente. Admite também a mutabilidade desses pensamentos dentro do princípio da progressividade . Muito interessante é que logo em seu segundo parágrafo outorga à CEPA a " PRIMAZIA " e a " liderança " mundial de um movimento de ideias que luta pelo resgate da proposta original do fundador do espiritismo . É de se supor então que outras instituições ou indivíduos devem solicitar seu aval caso elaborem propostas de novos conceitos que julgarem interessantes dentro do resgate pretendido .

1. QUANTO À NATUREZA E IDENTIDADE DO ESPIRITISMO .

Nesse tópico são sete as posições assumidas pela CEPA , a primeira ( 1.1) querendo resgatar , baseado no " discurso de abertura " de Allan Kardec ( Revista Espírita - Novembro/1.868 ) , o significado que nos interessaria da palavra religião. Isso talvez para não amedrontar instituições vinculadas à CEPA que possuam muita religiosidade em seu dia-a-dia . A palavra religião , tal como a palavra cristão estão perenemente contaminadas . É inútil esse esforço ,além de desnecessário. Outras posições ( 1.2 , 1.3 ) são inerentes a um dos princípios fundamentais do Espiritismo , ou seja , a Evolução Infinita . O Item 1.4 , perfeito na sua sustentação , deveria ter sido escrito em linguagem bem direta : " Não se admitem mais termos como 3a.Revelação , Consolador Prometido ou Revivescência do Cristianismo " .
Brilhante a posição expressa no item 1.5 , onde outros conhecimentos são apresentados como necessários no subsídio que nos prestam à análise espírita das questões humanas . O muito extenso item 1.6 quer dizer algo bem simples : " O Estado deve ser laico " . No entanto em seu item 1.7 a posição acima parece contraditória ao afirmar-se que " não se coaduna com a verdade ( ? ) pretender identificar laicismo com antirreligiosidade , nem , evidentemente , com ateísmo " . Pelo contrário , o Estado tolera e protege as individualidades na sociedade , mas é antirreligioso em sua estrutura . Uma instituição pública pode e deve ensinar a Teoria Evolucionista de Darwin , mas não pode e não deve ensinar que o homem foi criado por Deus . Aí é questão de foro íntimo .

2. QUANTO ÀS OBRAS BÁSICAS DO ESPIRITISMO .

O Item 2.1 , bem como o item 2.2 e 2.5, podem ser incluídos no que se refere a " Pentateuco Kardequiano " , " Bíblia dos Espíritos " e " Secretário dos Espíritos " na sugestão acima do item 1.4 . Os Itens 2.3 , 2.4 , 2.6 e 2.7 ( que tal excluir essa palavra " codificação " e incluí-la no item 1.4 acima ) são obviedades que não necessitam ser matéria de uma Carta de Posicionamentos da CEPABrasil .

Fim da primeira parte

3. QUANTO À ESTRUTURA , ORGANIZAÇÃO E OBJETIVOS DA CEPA .

Se a Carta de Posicionamento da CEPABrasil tem por objetivo principal o resgate do Espiritismo , tudo o que nela está escrito é posição firmada da CEPA , não necessitando se justificar tanto em nove itens , pois pode se transformar numa mensagem confusa , como por exemplo ao afirmar no item 3.6 que " uma instituição que adere ou se filia à CEPA não está subordinada a regulamentos de obediência a normas emanadas por aquela". Pode portanto continuar usando " Pentateuco Kardequiano " , " 3a Revelação " , " Consolador Prometido " e outros termos não espíritas ? O item 3.8 então é de uma ambiguidade sem tamanho ao afirmar que a CEPA respeita as diferentes visões , mas não admite dogmatismo ( ! ) . sectarismo ( ! ) , o patrulhamento da pretensa pureza doutrinária ( a quem se dirige especificamente essa advertância ? ) , o academicismo vazio de aplicações ( tem algo de Karl Marx nessa advertência ) e por último o filosofar estéril , sabe-se lá Deus o que isso quer dizer . Parece mais um discurso dirigido a algumas pessoas em particular do que contra instituições federativas , essas sim , que fizeram do Espiritismo uma ideia sem sentido . Mas , sei lá , amanhã talvez seja possível uma aproximação . Convém não fechar as portas . Depois de tantas advertências e avisos , algumas delas que mais parecem dizer " cuidado conosco " , o Item 3.9 ameniza a linguagem e fala em contribuição , colaboração , estímulo ao estudo e à pesquisa , contribuição , enfim " há que endurecer porém sem jamais perder a ternura " .

4. QUANTO À RELAÇÃO DA CEPA COM O MOVIMENTO ESPÍRITA BRASILEIRO .

Ou o projeto da CEPA é de confronto com as demais correntes do movimento espírita , ou qual a razão para se redigir uma " Carta de Posicionamentos "
pensando no resgate da proposta original do fundador do Espiritismo e pela sua permanente atualização ( palavras textuais da Carta ) . Para que foi criada a CEPA senão pelo total antagonismo de ideias e conceitos com o movimento espírita dito oficial ? Fala em seu item 4.2 que " sua visão de movimento espírita não contempla qualquer sentido de poder , de dominação , de imposições de ideias " .
Quando se cria uma instituição e ela cresce , como é o caso da CEPA , o poder é inerente a essa existência . Cultivar a liberdade de pensamento passa a ser então seu maior desafio , não a eximindo no entanto de afirmar-se claramente , sem rodeios . Sem com isso ser um pensamento único , como diz o texto , que é na verdade o sonho de todo espírito totalitário quando pretende exercer o " controle das informações " . O que não é o caso . Em relação ao movimento espírita brasileiro ( MEB , quase MDB ) não há sequer " união " em torno dos princípios fundamantais do Espiritismo , tal a disparidade de interpretação desses princípios , como aliás aponta a Carta de Posicionamentos em vários de seus itens .


Fim da segunda-parte

5. QUANTO À ATUALIZAÇÃO DO ESPIRITISMO .

Para o Item 5.1 a indagação é antiga : Onde está o Plano de Ação ?
Dentro da liberdade de pensamento exponho que não há melhor Plano de Ação do que o Novo Modelo Conceitual do Jaci Regis , bastando apenas transformá-lo num modelo 5W1H para melhor entendimento a todos . É preciso revisar o modelo de aprendizagem espírita . Gostei da frase do item 5.4 : " Não se pode atualizar sem revisar " . Então mãos a obra . E por revisar entenda-se uma nova interpretação de textos que já não traduzem um significado atual depois de tanto conhecimento adquirido em mais de cento e cinquenta anos após o lançamaneto do Livro dos Espíritos . Mesmo que isso signifique rejeitar certas colocações , sem condenações , pois muitas delas são frutos do momento em que foram escritas . È claro que não se pode alterar textos consagrados sob pena de violação de direitos autorais , como queriam fazer com os livros do Monteiro Lobato .

6. QUANTO AOS CONCEITOS DE REENCARNAÇÃO , EVOLUÇÃO E MEDIUNIDADE .

Sem dúvida o melhor da Carta de Posicionamentos . A CEPA discorda , A CEPA aceita , A CEPA busca , A CEPA não estimula . etc . Ainda não inventaram algo melhor do que a forma direta de comunicação . Instituições que não aceitam esses seis itens ( 6.1 a 6.6 ) não podem fazer parte da CEPA . É uma ideia clara e distinta , como falou Descartes .

7. QUANTO À PARTICIPAÇÃO DO ESPÍRITA NA SOCIEDADE .

Outro grande momento da Carta de Posicionamentos , por mostrar claramente que o Espiritismo não é defensor de teorias deterministas , que tentam justificar o injustificável , tal como as desigualdades sociais ,que são fruto da ação humana , como muito bem nos ensimam os espíritos no Livro dos Espíritos .

8. QUANTO A JESUS , AO EVANGELHO E AO CRISTIANISMO .

Assim como Kardec se sentiu premido a " dar explicações " sobre Jesus , o Evangelho e o Cristianismo , escrevendo o " Evangelho Segundo o Espiritismo " , a CEPA tinha que enfrentar esses Leviatãs em sua Carta de Posicionamentos . E se sai muito bem , exceção feita aos itens 8.2 e 8.3 quando quer " livrar a cara " de kardec procurando ligar " Espiritismo Cristão " ao pensamento moral de Jesus de Nazaré . Além de não ser nada disso , o estrago já foi feito . Covém voltar à velha forma afirmativa : " A CEPA REJEITA QUALQUER ASSOCIAÇÃO DO ESPIRITISMO COM OS TERMOS CRISTÃO E CRISTIANISMO " . A princípio pode machucar , mas o tempo é o melhor remédio . Ficou muito bem registrado no item 8.9 que a CEPA corrobora o critério de abordagem exclusivamente no ensino moral de jesus . Realmente é somente isso que nos interessa ao se tratar de Jesus . E é muito justa a crítica feita a Kardec pela tentativa de conciliar conceitos espíritas com a teologia católica buscando dar-lhes sustentação racional através de seus três últimos livros - O Evangelho Segundo o Espiritismo , O Céu e o Inferno e A Gênese , apesar do contexto histórico .
Eis a oportunidade : A CEPA PROPÕE QUE AS INSTITUIÇÕES A ELA ADESAS PROCUREM NÃO MAIS UTILIZAR OS LIVROS " O CÉU E O INFERNO " , " A GÊNESE " E O " EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO " NA ELABORAÇÃO DE SEUS PROGRAMAS DOUTRINÁRIOS . Essa vai doer bastante , mas como falou Emmanuel , " não há evolução sem dor " .

9. QUANTO À DIVULGAÇÃO DO ESPIRITISMO .

São cinco itens muito bem colocados , contribuição importante a quem necessite no seu dia-a-dia em suas instituições expressar de alguma forma a comunicação do Espiritismo . Também aqui é reforçada a necessidade de conhecimentos específicos no auxílio dessa comunicação . A Carta de Posicionamentos da CEPABrasil é antes de tudo uma Carta de Compromissos , que só o tempo dirá se sua aplicação foi eficaz .



Roberto Rufo - Santos-SP

Jornal Abertura - assinaturas através do email ickardecista1@terra.com.br. Assinatura anual R$ 40,00 por 11 edições de fevereiro a dezembro.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Energia Nuclear e Espiritismo

Uma nova corrente contra o uso abusivo da Energia Nuclear

O site da revista Exame publicou a seguinte notícia, no dia 23 de Março ”No bairro paulistano da Liberdade, um pequeno grupo de manifestantes acendeu velas e vestiu camisas negras para homenagear as vítimas do tsunami no Japão e ao mesmo tempo protestar contra o programa nuclear brasileiro. “Uma vigília pacífica, silenciosa, marcada apenas pelo tambor como se fosse um velório”, detalhou a organizadora do ato, a ativista Rebeca Lerer “ atos similares ocorreram simultaneamente em sete capiatais brasileiras.
Na Alemanha multidões saem às ruas para protestar contra o uso generalizado da Energia Nuclear para geração de energia, queremos ressaltar a importância destas manifestações coletivas, pois demonstram uma evolução no nível de conscientização da sociedade.

Allan Kardec na questão 731 do LE adiciona a seguinte nota: “Sendo o progresso uma condição da natureza humana, não está no poder do homem opor-se-lhe. É uma força viva, cuja ação pode ser retardada, porém não anulada, por leis humanas más. Quando estas se tornam incompatíveis com ele, despedaça-as juntamente com os que se esforcem por mantê-las. Assim será, até que o homem tenha posto suas leis em concordância com a justiça divina, que quer que todos participem do bem e não a vigência de leis feitas pelo forte em detrimento do fraco.” A Sociedade cobra de seus governantes ações claras e abertas sobre os riscos e benefícios desta tecnologia. Assim a luta por um lugar melhor para se viver permanece no alto das prioridades socias.

Publicado pela Redação do Jornal Abertura em Abril de 2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Um ano sem a presença física de Jaci Régis - por Egydio Régis


Em homenagem a esta pessoa que fundou o ICKS, o Jornal Abertura e tantas outras atividades publicamos algumas palavras proferidas por seu irmão Egydio Régis e publicadas no Jornal Abertura na edição especial de Janeiro-Fevereiro de 2011.

Irmão coragem
Ainda me lembro daqueles tempos em que usava calça curta, aos dez anos de idade (imaginem!) quando começava a freqüentar as aulas de evangelho no Centro Espírita Manoel Gonçalves. A Juventude Espírita de Santos acabara de ser fundada (1947) e eu via os jovens como meus ídolos, liderados por personagens inesquecíveis, verdadeiros “monstros” sagrados de minha infância: Alexandre Barbosa e Isaura Perrone. Meus irmãos Ivon e Jaci faziam parte do grupo, juntos com outros inesquecíveis ícones de meus dez anos: Armando, Maria, Maria Nilce, Irene, Antonio Garófalo, Quinzinho e outros de quem não me lembro os nomes. Todos religiosamente entusiasmados pelo grande líder que era o “seo” Barbosa. No meio deles alguém já começava a aparecer, primeiramente pelo tipo físico dos seus quatorze anos e pelos cabelos rebeldes e calças largas. Cheio de idéias e irrequieto logo começava a dar claros sinais de que iria “incomodar” bastante o meio que era coordenado e orientado pelos mais velhos. A primeira atitude foi apoiar e incentivar o desligamento da Juventude (hoje Mocidade Espírita Estudantes da Verdade) e seus orientadores, do Centro Manoel Gonçalves, por incompatibilidade com a direção que desejava impor algumas regras na condução dos trabalhos dos moços. Barbosa e Isaura, assim como os demais Perrones acompanharam a mudança para o então pequeno grupo espírita – Centro Beneficente Evangélico- localizado na rua Rio de Janeiro.

 Aí começa toda a história desse revolucionário, idealizador, criador e apaixonado kardecista. Determinado e acima de tudo de uma coragem jamais vista no meio espírita. Liderou, contra a vontade dos então dirigentes do Centro Beneficente Evangélico,a primeira alteração da denominação dessa entidade, acrescentando o nome Espírita e, posteriormente, para Centro Espírita Allan Kardec.

Assumiu, por volta dos seus 19 ou 20 anos, a presidência do CEAK, iniciando uma verdadeira revolução nos métodos de estudos da doutrina e na filosofia de trabalho desde a infância até às reuniões. Sua incrível capacidade de trabalho e sua forte personalidade marcaram definitivamente uma nova era no movimento espírita de Santos, extrapolando para o resto do país. Assim como Herculano Pires, teve a coragem de criticar os Centros que mais pareciam igrejas evangélicas do que casas de estudo e prática dos princípios da D.E. Ainda me lembro de seu primeiro comentário crítico a um dos grandes centros da cidade que tinha no seu salão de reuniões públicas um nicho com a imagem de Maria e todos que passavam por ali se benziam como fazem os católicos. Essa crítica lhe custou a proibição de entrar no referido Centro. Mas, Jaci não ficava apenas nas palavras e seu coração lhe indicava que era preciso também cuidar das pessoas amenizando suas angústias e suas dificuldades materiais.

Assim, lançou-se corajosamente a dirigir um lar de crianças órfãos ou abandonadas que era mantido por uma associação de trabalhadores- o Lar Veneranda. Pequeno e limitado em seus recursos, essa entidade transformou-se numa das mais expressivas e exemplares da cidade de Santos, graças ao comando agressivo e empreendedor de Jaci. Precisou de muita coragem inclusive para enfrentar e vencer dificuldades criadas até mesmo por pessoas que o cercavam e não acreditavam no sucesso do empreendimento. No campo das idéias no movimento espírita, teve a coragem de quebrar paradigmas como o da evangelização, a supremacia de Emmanuel em detrimento de Kardec, o misticismo religioso, etc. Jaci inscreve seu nome na galeria dos mais importantes nomes na defesa e na divulgação da Doutrina Espírita.

Com seu espírito combativo, ousado, consistente, jamais se deixou abater pelas críticas, pelos despeitos e pelo isolamento do movimento espírita em todo o Brasil. Escritor emérito sobre temas espíritas, Jaci foi original. Médium psicofônico de recursos, abandonou sua mediunidade porque tinha luz própria e não queria ser instrumento de outras mentes. Sua produção literária é inteiramente de sua criação e é um legado importante para quem se interessa pela evolução ou atualização da D.E. Seu último ato de coragem talvez tenha sido o de discordar do próprio mestre Kardec em alguns pontos sem, entretanto, deixar de ser seu maior defensor e admirador. Para ele Espiritismo é kardecismo. Mas seguia a própria orientação do mestre quanto ao progresso da Doutrina. Por tudo isso e pela sua imensa coragem e incansável batalha para estimular os espíritas ao estudo e a abertura das mentes, Jaci merece todas as homenagens sinceras dos seus irmãos e companheiros e, principalmente, deste que escreve estas breves linhas e que embora nunca lhe tenha revelado a viva voz, foi sempre seu aliado e confesso discípulo. Meu irmão coragem, aquele abraço.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Conheça o Lar Veneranda e seja um sócio contribuinte


Fundada em 5 de junho de 1954 a Comunidade Assistencial Espírita Lar Veneranda tem 62 anos de trabalho promocional , beneficiando centenas de famílias e crianças, com um programa educacional e de capacitação humana, resgatando valores e indicando rumos diferentes para as vidas de cada uma delas. O Lar Veneranda é hoje um complexo educacional e de promoção humana e profissional, com atividades diversas, convergentes, todavia para o mesmo objetivo, que é a valorização da pessoa. Em sua sede, a Rua Evaristo da Veiga, 211/213, mantém creche, núcleo de recreação infantil “Amelie Boudet” e oficinas pedagógicas, atendendo 175 crianças e adolescentes em período integral.
Para as famílias, no núcleo de promoção social”Dona Júlia”, promove desde 1975, alfabetização, cursos de capacitação e complementação de renda, além de extenso programa de cidadania, com aulas e palestras.
Desde 2001, a Comunidade ampliou seu trabalho com a inauguração do edifício “Jaci Regis”, na Av. Francisco Glicério, 261, onde funciona o CEPROF- Centro de Capacitação Profissional e Humana, especializado em Inclusão Digital e o Espaço Florescer-convivência e capacitação para jovens. Neste mesmo prédio funciona também o ICKS.
Ligue e se inscreva como sócio: (13) 3239-4020
Para saber mais:
http://www.espiritnet.com.br/lv.htm
Portal dos voluntários:
http://voluntarios.institutocea.org.br/aggregators/2170/comments
Home page do Lar Veneranda:
http://www.larveneranda.xpg.com.br/index.html
http://www.larveneranda.xpg.com.br/historico.html

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Livros de Jaci Régis a venda pela Internet


Se você está procurando pelos livros de Jaci Régis chegou ao lugar certo. Entre em contato conosco, via comentários aqui mesmo ou por email ( muito mais fácil). Estes preços são para entrega na sua residência por correio.

Livros de Jaci Régis:


Comportamento Espírita – R$  15,00

Caminhos da Liberdade – R$ 16,00

Introdução a Doutrina Kardecista – R$ 15,00

A Mulher na Dimensão Espírita – R$ 13,00

Romance Muralhas do Passado – R$ 13,00

A delicada questão do sexo e do amor – R$ 15,00

Uma nova visão do homem e do mundo – R$ 15,00

Exemplar de Jan/ Fev de 2011 do Jornal Abertura (Especial sobre a vida de Jaci Régis) – R$ 5,00

Doutrina Kardecista – Modelo conceitual – R$ 10,00

Novo Pensar - Deus, Homem e Mundo ( última obra do autor) - R$ 22,00


Livros de Cláudia Régis Machado também podem ser encontrados no ICKS


Desafios do Kadu  - R$ 10,00 ( brochura tipo coquetel)

Kadu e o Espírito Imortal - R$ 18,00


Ligue: (13) 33247321

ou pelo email: ickardecista1@terra.com.br

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Palestra de Ciro Pirondi - nesta sexta-feira no ICKS


Palestra nesta Sexta-feira dia 9 de Dezembro de 2011às 20 horas.
Ciro Pirondi é o convidado a expor o tema:
"Os insondáveis caminhos da vida" teremos muita satisfação em recebê-lo em nossa sede.

Ciro Pirandi é arquiteto e Diretor e fundador da Faculdade da Cidade de Arquitetura em SP.

apresentamos uma foto de Ciro no XII SBPE

domingo, 4 de dezembro de 2011

O Terceiro Chimpanzé - Marcelo Régis

“O Terceiro Chimpanzé” é o título de um dos livros do cientista americano Jared Diamond e indica que o Homem, como espécie, é muito similar a outros dois grandes primatas parentes nossos – bonono e chimpanzé. Na verdade, após o mapeamento genético das três espécies, foi constatado que o código genético humano é 98,4% similar ao dos chimpanzés, ou seja, do ponto de vista genético somos apenas 1,6% distintos de nossos parentes animais mais próximos. Ainda é sabido que do ponto de vista genético, os chimpanzés são mais próximos de nós humanos (1,6% de diferença) do que dos gorilas, com quem possuem 2,3% de diferença genética. Como explicar então a nítida diferença evolutiva entre nós e os animais? Afinal, apenas o Homem desenvolveu linguagem falada e escrita, artes e tecnologia suficientes para povoar todos os continentes, enviar sondas ao espaço e explorar o fundo dos oceanos.
Interessante notar que essa evolução e diferenciação são recentes em termos biológicos. Afinal, o Homo Sapiens sapiens, a espécie a qual pertencemos, evoluiu há apenas 200 mil anos. Dados genéticos indicam que todas as pessoas existentes na Terra descendem diretamente de um pequeno grupo, que viveu entre 100 e 200 mil anos, na África. Anatomicamente éramos o que somos hoje, por certo: pegue um homem de 130 mil anos atrás, faça sua barba, o vista e ninguém, em lugar nenhum, vai considerá-lo mais ou menos diferente. Nos primeiros 80 mil anos do Homo sapiens sapiens na Terra, ele continuava o mesmo bicho nu com suas pedras lascadas. Só que aí, 50 mil anos atrás, aconteceu algo repentinamente. Passamos a costurar e fazer roupas, fizemos arcos para lançar flechas, pintamos nas cavernas. Houve um salto. Buscamos nos fósseis anteriores e posteriores e não há diferença no bicho homem. O crânio é igualzinho, cabe lá um cérebro do mesmo tamanho; as mãos têm os mesmos dedos, pés e pernas, a mesma firmeza. São os ossos do mesmo animal. Mas esse animal tinha adquirido uma miríade de talentos. Esse grande salto para frente, como chamam alguns dos estudiosos, permitiu o aparecimento da cultura. Por quê? Não sabemos. Uma das possibilidades é a de que nossa linguagem tenha se sofisticado. Talvez alguma mudança em nosso aparelho vocal tenha permitido uma quantidade maior de sons, que foi dar na estruturação de línguas complexas. Quando você pode explicar uma coisa direito, começa a comunicar; quando a comunicação é precisa, há troca de idéias; dois ou mais discutindo um problema encontram melhores soluções. Nasce a tecnologia.
Outro grande acontecimento em nossa evolução foi o desenvolvimento da agricultura. A transição do nomadismo da vida de caçadores-coletores para um estilo de vida agrícola sedentário aconteceu há uns 10 ou 15 mil anos e, pode representar a primeira vez que as pessoas tiveram um conceito de lar. Também propiciou a liberação de corpos e mentes para outras tarefas que não exclusivamente procurar o alimento do dia, impulsionando a cultura e a sociedade moderna que conhecemos e isso foi há muito pouco tempo, evolutivamente falando.
Se somos tão similares aos nossos parentes chimpanzés, será que esse 1,6% é tão especial assim para explicar todas essas diferenças? Parece que não, pois as pesquisas atuais ainda não encontraram uma relação direta, de causa e efeito, entre esse 1,6% e nossas habilidades específicas. É aí que se encaixa o espírito. Afinal, se considerarmos que além do corpo físico possuímos uma alma, um espírito capaz de armazenar informações e aprendizados de inúmeras vidas passadas, podemos concluir que temos à nossa disposição infinitamente mais recursos que nossos parentes chimpanzés. Interessante pensar que, muito provavelmente, os chimpanzés também possuem algum componente espiritual, pois parece que na natureza não existem transições bruscas. Portanto, provavelmente, os 1,6% têm alguma relação direta com o fato de possibilitar que Espíritos habitem nossos corpos, enquanto princípios espirituais com capacidade de evolução mais restrita estariam ligados aos chimpanzés. Afinal, os chimpanzés habitam a Terra há mais de 6 milhões de anos, não tendo evoluído nenhuma característica cultural, artística ou tecnológica distintas em todo esse tempo evolutivo. Novamente, apenas a integração das teorias materialista e espiritualista pode ajudar a melhor entender o Homem em sua totalidade. Esforços isolados se mostram incompletos e insuficientes e temos que reconhecer que, apesar de todos os esforços feitos até hoje, ainda estamos longe de entender toda a beleza e complexidade da evolução material-espiritual em sua plenitude. O Espiritismo tem muito a contribuir nesse assunto, pois pode adicionar o componente espiritual à equação humana.

Para saber mais: O TERCEIRO CHIMPANZÉ: A EVOLUÇAO E O FUTURO DO SER HUMANO; Jared Diamond; Editora: Record.

Este artigo foi fublicado no Jornal Abertura em Maio de 2010

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O SER HUMANO E A EVOLUÇÃO, UMA ANÁLISE PRÉ-HISTÓRICA - Alexandre Cardia Machado

1. INTRODUÇÃO

A primeira pessoa a tratar do evolucionismo foi Aristóteles (14,93), na sua Physicae Auscultationes (16,1987) que proclamava a evolução de todos os seres, desde a matéria ao pensamento. O tema teve posteriormente a contribuição de personalidades como Buffon, Lamarck, Saint-Hilaire, Wallace, Darwin e Haeckel, todos de alguma forma tentaram se contrapor à idéia bíblica de que todas as espécies foram “especialmente criadas”.
O fato é que o homem e o macaco têm um ancestral em comum. A determinação da espécie exata que deu origem ao homem moderno tem ocupado a atenção mundial, no campo da Paleontologia. Allan Kardec, em A Gênese, tratou do assunto nos capítulos X (Gênese Orgânica), XI (Gênese Espiritual – Princípio espiritual), este artigo procura estabelecer um paralelo entre a posição de Kardec – baseado nos ensinamentos dos espíritos e na ciência de 1868 – com os conhecimentos científicos do final do século XX.
Os humanos têm uma estrutura semelhante à dos chimpanzés e gorilas (a mesma estrutura anatômica básica e constituição genética similar), provavelmente herdadas de um ancestral que deve ter vivido há cerca de 10 milhões de anos. Sabe-se que (4,91) o primata mais antigo descoberto ate o momento foi um lêmur, pequeno animalzinho que vive até hoje, na ilha de Madagascar, no entanto, seus ancestrais já estavam por aqui a cerca de 50 milhões de anos.
Um interessante artigo foi publicado na revista Superinteressante (8,88), destacamos que: “Charles Darwin afirmou que os homens e os macacos têm a mesma origem, o que a ciência pode reforçar hoje, com o Aegyptopithecus de 35 milhões de anos. Até recentemente, porém, não se acreditava que a família dos humanos se confundia com a de chimpanzés e gorilas”, esta posição sempre foi um tabu, mormente no século passado. ”Hoje os cientistas tendem a aceitar que todos fazem parte de um único grupo, no qual homem e chimpanzé são parentes próximos, ao passo que gorilas q orangotangos são primos evolutivos mais afastados do gênero Homo.” (8,88).
Segundo Lima, “a semelhança física entre os humanos e os macacos inquestionável, porém o parentesco que há entre nós adquire destaque quando se comparam as proteínas humanas com as desses nossos parentes” (13,90).
A seguir apresento um quadro comparativo de homologia bioquímica, estabelecendo a relação entre proteínas presentes nos mamíferos, entre eles o homem.

Homem - 100%; Chimpanzé - 97%; Gorila - 92%; Gibão - 79%; Babuíno - 75%; Macaco aranha - 58%; Lêmur - 37%; Porco - 8%

A POSIÇÃO DE KARDEC

Com o objetivo de orientar o raciocínio do leitor, vamos expor, de forma simplificada, os principais pontos da Doutrina Espírita sobre a evolução do homem, extraídos das obras básicas.

1. Aceitação da existência de diversos ramos de primatas, que deram origem a diversas árvores (homem, chimpanzés, gorilas, etc.).
2. Aceitação do princípio, ainda que à nível de hipótese “de que o homem tenha se utilizado da vestimenta do macaco” na fase de elaboração do envoltório definitivo.
3. O Espírito modela o seu envoltório, talha-o de acordo com a sua inteligência.
4. Os mundos progridem, fisicamente, pela elaboração da matéria e, moralmente, pela purificação dos Espíritos que o habitam.
5. Existência da raça Adâmica.
6. Os selvagens também fazem parte da humanidade, evoluirão, mas sem dúvida, não será em corpos da mesma raça física.
7. Existência de dois tipos de seres, os que não são procriados (geração espontânea) e os que se propagam por reprodução, dando origem a novas espécies (teoria da evolução de Darwin).
A seguir apresentaremos como a ciência atual interpreta a evolução humana e sempre que couber, estaremos fazendo uma comparação com a posição de Kardec.

2. OS PRIMEIROS PASSOS – OS HOMINÍDEOS DESCEM DAS ÁRVORES

Estudos demonstram que os ancestrais humanos passaram a ser bípedes há cerca de, 7 milhões de anos, segundo Richard Leakey, (14,95) estes seres são chamados de “Australopicíneos, ou símios meridionais” (Australoptécos), o representante mais conhecido desta fase chama-se “Lucy” e foi encontrado ao meio de rochas calcáreas na África Oriental, na região do Afar, na Etiópia. Lucy viveu à cerca de 3,2 milhões de anos.
Pegadas conservadas por cinzas vulcânicas mostram que os Australoptécos viviam em grupos familiares à cerca de 3,8 milhões de anos.
A revista Superinteressante de fevereiro de 1996 publicou a notícia da descoberta de um fóssil de Australopteco na região de Chade na África, local onde até então não se imaginava que os mesmos pudessem ter habitado. Este fóssil foi encontrado por um time de primeira linha de Arqueoantropólogos a cerca de 2000 km dos sítios anteriores, o que nos leva a crer que o processo evolutivo desta família pode ter ocorrido em pontos diferentes da África.
Não sabemos com certeza se o Australoptécos foi um ancestral humano ou se seguiu uma evolução paralela, o certo é que esta família desapareceu por volta de 1,7 milhões de anos atrás. No entanto a descoberta de um fóssil de australopthecus robustus de 1,8 milhões de anos, mais precisamente de sua mão, segundo Randall Susman (8,88), reacende a polêmica sobre o desaparecimento desta espécie pois as mãos encontradas eram muito semelhantes às humanas, portanto capazes de fabricar utensílios. Segundo Randall, a sua dieta vegetariana pode ter sido a causa de sua extinção.
Espiritamente poderíamos imaginar a luta dos princípios espirituais, visando identificar, qual das espécies de hominídeos seria mais favorável ao desenvolvimento da inteligência, uma luta no melhor estilo Darwinista.
O paleontólogo francês Yves Coppens (7,96), co-descobridor de Lucy e defensor da idéia do desenvolvimento do homem à partir do lado leste da África, na chamada “East Side Story”, por sua teoria a cerca de 4 milhões de anos, as diversas formas de hominídeos evoluíram, através do isolamento causado pela formação de um imenso vale no meio da África. No oeste, manteve-se a floresta úmida, cheia de árvores onde se desenvolveram os gorilas e os macacos. No leste uma savana com poucas árvores e menos abrigo, neste ambiente o homo teria se desenvolvido.
Lima afirma que a evolução dos ancestrais humanos se deu entre 8 e 4 milhões de anos, primeiramente pela adoção da postura ereta e posteriormente pelo desenvolvimento do cérebro. Tanto que, atualmente, os antropólogos centralizam a sua observação mais nas pernas e na bacia, do que nos crânios e mandíbulas como antigamente (13,90).
Leakey também defende esta idéia e afirma que os Australoptecos seriam os primeiros “humanos” erectus, apesar do aspecto e hábitos simiescos, segundo ele, há concordância entre os antropólogos em quatro pontos: “primeira, a origem da família humana a 7.000.000 anos, segunda, a proliferação das espécies bípedes, terceiro a 3.000.000 anos surge o gênero homo, e quarta, muito mais tarde, surgem os homens modernos” (14,95).

Podemos resumir as dúvidas atuais dos antropólogos em 3 questões:

1. “Qual a forma precisa da árvore da família humana?
2. Quando a linguagem falada sofisticada começou a evoluir?
3. O que provocou o aumento dramático no tamanho do cérebro na pré-história humana?” (15,1995)

PONTO 1 – A POSIÇÃO DE KARDEC

Aceitação da existência de diversos ramos, que deram origem a diversas árvores. Para Kardec, o homem e o macaco afastaram-se através de procriações sucessivas, formando ramos de uma mesma árvore, até que finalmente as duas árvores se separam formando troncos distintos. “O tronco se bifurcou: produziu um ramo, que por sua vez se tornou tronco”, complementando: “ Como em a Natureza não há transições bruscas, é provável que os primeiros homens aparecidos na Terra pouco diferissem do macaco pela forma exterior e não muito também pela inteligência. Em nossos dias ainda há selvagens que, pelo comprimento dos braços e dos pés e pela conformação da cabeça, tem tanta parecença com o macaco, que só lhe faltam ser peludos, para se tornar completa a semelhança” (10,1868).
Fica claro que Kardec possuía uma idéia evolucionista. Idéia distinta da Teoria de Darwin, apesar de Charles Darwin já ter apresentado a sua Origem das Espécies (16,1987), mas que, até aquele momento não havia conseguido o apoio integral da comunidade cientifica da sua época.

3 O SURGIMENTO DO GÊNERO HOMO

A família ou gênero Homo surge a cerca de 2 milhões de anos² diferencia-se dos Australoptecos por possuir um cérebro maior, crânio arredondado e face tipicamente humana. O representante mais antigo foi encontrado em Olduvai (Tanzânia), sendo classificados como Homo habilis, pois possuíam a habilidade de confeccionar utensílios.
O Homo erectus surge por volta de 1,7 milhões de anos e resiste até cerca de 200.000 anos a.C. possuíam cérebros maiores e mais desenvolvidos. Viveram no Sudeste da Ásia e China. O grupo africano que até alguns anos atrás era classificado como Homo erectus, hoje é chamado de Homo sapiens primitivo. O australopteco por não possuir a capacidade de construir utensílios nem construir abrigos ficou restrito à África tropical. Já o homo habilis, dominou o fogo e o vestuário e iniciou a expansão pela Europa e Ásia.
No mesmo artigo referido, (2,96) revela que foram encontrados os fósseis mais antigos de homo erectus na Ásia, num sitio, na China. Além disto, ferramentas feitas com pedras, de mesma qualidade das encontradas na Europa também foram descobertas recentemente na África, contrariando a tese anteriormente aceita, de que, esta habilidade teria se desenvolvido apenas na Europa.
Portanto, a cerca de 1,8 a 2 milhões de anos conviviam, disputando territórios e recursos os homo habilis, os homo erectus e os australoptecos. Por volta tenha sido encontrado até o momento fósseis de 500.000 anos³.
Uma das mais sensacionais descobertas recentes foi a do menino de Turkana, um exemplar de cerca de 9 anos de homo erectus encontrado quase que de corpo inteiro, uma sensação em arqueologia, uma vez que em geral encontra-se partes de ossos. Esse garoto pode-se dizer assim, viveu a cerca de 1.500.000 anos atrás, ele foi descoberto em 1984, porém só em 1993 é que a antropóloga americana Holly Smith, da Universidade de Michigan conseguiu
determinar a sua datação. Este exemplar tinha 1,60m de altura. Um adulto poderia ter de 1,88 a 2m de altura.
Neste mesmo sítio foram encontrados 2000 fragmentos de ossos e 1500 peças de pedras lascadas que, nos próximos anos, podem acrescentar muitos dados à interpretação da pré-história.
Há cerca de 500.000 anos uma nova espécie começa a surgir na terra, é o homo sapiens. Fósseis datados de 250.000 a 150.000 anos demonstram a evolução do homo sapiens até uma espécie que o sucederá os chamados homo sapiens neanderthalensis, mais conhecidos como “homem de Neandertal”, esta espécie viveu na Europa e no Oriente Médio, nos anos de 100.000 a 35.000 anos a.C. Tinham feições toscas, com grandes mandíbulas, testa proeminente, corpos musculosos e robustos.

PONTO 2 - A POSIÇÃO DE KARDEC

Aceitação do principio, ainda que a nível de hipótese “de que o homem tenha se utilizado da vestimenta do macaco” na fase de elaboração do envoltório definitivo. (A Gênese, cap.9, pág. 212/3, questão 15) “admitida essa hipótese, pode-se dizer que, sob a influencia e por efeito da atividade intelectual do seu novo habitante, o envoltório se modificou, embelezou-se nas particularidades, conservando a forma geral do conjunto. Melhorados, os corpos, pela procriação, se reproduziram nas mesmas condições, como sucede com as árvores de enxerto. Deram origem a uma espécie nova, que pouco a pouco se afastou do tipo primitivo, à proporção que o Espírito progrediu (10,1868)”.
Cabe aqui apenas uma ressalva, a idéia de que o intelecto altera o corpo é uma interpretação no “estilo Lamark”, ou seja, a necessidade provoca pequenas mudanças no corpo físico, de geração em geração. Um exemplo clássico é o da girafa, que teria expandido o pescoço afim de alcançar os galhos mais altos, hipótese essa abandonada desde a publicação dos trabalhos de Darwin e Wallace.
A frase “por efeito da atividade intelectual do seu novo habitante” trás uma idéia de ação imediata, infelizmente não foi desta forma que as coisas aconteceram, como poderemos ver a seguir.

4. O APARECIMENTO DO HOMEM MODERNO

A determinação exata no momento em que o homem moderno surge no cenário ainda levanta muitas controvérsias, pois durante um determinado período eles convivem paralelamente a estas últimas espécies. Surgiram os chamados “homem moderno”, ou “homo sapiens sapiensis”, com idade de 90.000 a 110.000 anos, provavelmente em algum lugar entre a península Indiana, o Oriente Médio e o leste da África, um dos primeiros espécimes encontrados foi o homo sapiens sapiensis Cro-Magnon (1868 na França), que
durante muito tempo fez os cientistas pensarem que o homem moderno tivesse se desenvolvido na Europa (9,90).

PONTO 3 – A POSIÇÃO DE KARDEC

O Espírito modela o seu envoltório e o apropria às suas novas necessidades; aperfeiçoa-o e lhe desenvolve e completa o organismo, talha-o de acordo com sua inteligência (10,1868).

A MUDANÇA FÍSICA CONSTANTE, O SINAL DA EVOLUÇÃO, O DESENVOLVIMENTO CEREBRAL, O SINAL DA PRESENÇA DO ESPÍRITO

Cabe um comentário a esta posição espírita, por trás desta afirmação está a tese de que o Espírito molda o corpo físico, vejamos como pensa a ciência.
Seria a inteligência (espírito) o dínamo da mudança do homem?
A questão é de suma importância, abalando a todos que tentaram estudar o assunto, Darwin, Robert Broom e Alfred Russel Wallace, debateram a questão da evolução em todos os campos, porém no que diz respeito ao homem, os três concordavam em que uma ação divina interferia diretamente no processo evolutivo. “Wallace e Broom debatiam-se entre forças conflitantes, uma intelectual, outra emocional. Eles aceitavam o fato de que o Homo Sapiens originava-se em ultima instância da natureza pelo processo de evolução, mas sua crença na espiritualidade essencial, ou essência transcendente, da humanidade levou-os a construir para a evolução explicações que mantinham a distinção humana” (15,1995).
Durante muitas décadas, acreditou-se que o crescimento do cérebro humano fosse o dínamo da evolução humana, a partir da década de 70, constatou-se que não foi bem assim, primeiro deu-se o bipedismo, em segundo lugar o desenvolvimento da habilidade dos membros superiores e muito depois o crescimento do cérebro.
Existem duas correntes que divergem sobre o modelo de predominância do bipedismo, são elas:
• A liberação dos membros superiores que possibilita o transporte das coisas;
• A postura bípede é um modo de locomoção mais eficiente do ponto de vista energético.
A cerca de 2,5 milhões de anos, os homens começaram a deixar registros fósseis de utilização de ferramentas feitas a partir de pedras lascadas.
• O período correspondente de 2,5 a 1,4 milhões de anos é chamado de período Ondoviano, onde as ferramentas eram obtidas sem uma forma predominante indicando um estado mental muito primitivo.
• O segundo período, a partir de 1,4 milhões de anos, chamado período achaulense, onde percebe-se um modelo mental determinado a ferramenta que seria produzida.
• Uma descoberta muito importante foi a de que os objetos de pedra foram feitos por indivíduos predominantemente destros, como os
humanos atuais. Contrastando com os macacos que são indiferentemente destros ou canhotos.
Por último, o desenvolvimento do cérebro, segundo o Atlas da História do Mundo (1,1995) o “essencial do desenvolvimento humano de 2,5 milhões de anos atrás até 10.000 anos a.C. foi a mudança física permanente, já que os Australoptecos de cérebro pequeno foram substituídos por formas primitivas do Homo e depois por seres humanos com características do homem moderno. A chave para o sucesso humano, porém, reside no desenvolvimento da cultura e tecnologia, possibilitado por um cérebro cada vez maior. Esse desenvolvimento intelectual e sobretudo a invenção da fala e linguagem possibilitaram ao homem assumir um lugar de destaque na história da evolução”.
Durante muito tempo os cientistas formularam teorias à respeito do desenvolvimento do homem baseados, mais na intuição do que em fatos, Leakey nos coloca: “graças a Isaac e ao arqueólogo Lewis Binford, então na Universidade do Novo México. Ambos deram-se conta de que muito da interpretação dominante dos registros pré-históricos tinha base em suposições implícitas. De modo independente, eles começaram a separar o que poderia ser realmente conhecido a partir dos registros daquilo que simplesmente era suposto” (15,1995).
Lima (13,90) explica como os cientistas determinaram se os primatas possuíam ou não a capacidade da fala, existem 2 regiões no cérebro humano responsáveis pela fala, são elas a Área de Broca, no hemisfério esquerdo, responsável pela coordenação da boca, língua e laringe, e a Área de Wernicke, que coordena os padrões neurais. Através da análise do volume cerebral, do volume da região do hemisfério esquerdo, foi possível identificar que os australoptecos não os tinham desenvolvidos, e portanto não devem ter desenvolvido a fala.
Os chimpanzés treinados também conseguem reproduzir um vocabulário representado por símbolos de cerca de 200 palavras, no entanto não são capazes de formar sentenças organizadas gramaticalmente.
O ponto crítico da análise evolucionista é a falta do elo principal, da corrente, o chamado “elo perdido”, evidentemente que, quando esta expressão foi criada, na verdade faltavam muitos elos, hoje, com o aumento da pesquisa, com o incremento de técnicas combinadas de genética, datação de carbono, antropologia e paleontologia, espera-se em curto espaço de tempo, encontrar a peça faltante.
Mas apenas encontrar o corpo de transição não é suficiente para explicar o salto intelectual, neste aspecto, como veremos abaixo, Kardec propõe a hipótese extraterrestre, ou seja, a migração para o nosso planeta de Espíritos menos evoluídos de outros globos, com o objetivo de forçar a evolução humana.

PONTO 4 - A POSIÇÃO DE KARDEC

Os mundos progridem, fisicamente, pela elaboração da matéria e, moralmente, pela purificação dos Espíritos que o habitam.
Desta forma os mundos chegariam a períodos de transformação onde, então, Espíritos em grande quantidade migrariam de um mundo a outro,
conforme o seu estado de adiantamento. “É quando se dão as grandes emigrações (nos 34 e 35). Os que apesar da sua inteligência e do seu saber, perseveraram no mal, sempre revoltados contra Deus e suas leis, se tornariam daí em diante um embaraço ao ulterior progresso moral, uma causa permanente de perturbação para a tranqüilidade e a felicidade dos bons, pelo que são excluídos da humanidade a que até então pertenceram e tangidos para mundos menos adiantados, onde aplicarão a inteligência e a intuição dos conhecimentos que adquiriram ao progresso daqueles entre os quais passam a viver, ao mesmo tempo que expiarão, por uma série de existências penosas por meio de árduo trabalho, suas passadas faltas e seu voluntário endurecimento.”
Algumas teses à este respeito foram lançadas ao longo do tempo, Eric Von Daniken, sem duvida é o autor mais conhecido, através do seu livro “ Eram os deuses astronautas?”, que aborda o tema sobre a ótica de uma colonização física da Terra por Ets.
Esta hipótese, levantada pelos Espíritos, na codificação, em verdade transfere o problema da evolução intelectual do homem, da Terra para um outro planeta. No caso de esta hipótese ser analisada mais profundamente, teríamos que tentar descrever os mecanismos de migração perfeitamente. Considerando que a época de Kardec, a hipótese de vida inteligente, nos demais planetas do sistema solar, era uma hipótese com validade científica, a dificuldade de locomoção restringia-se a alguns milhões de quilômetros. Acreditamos que esta hipótese hoje deva ser analisada com muito ceticismo.

5. A PRÉ-HISTÓRIA

Durante o Mesolítico (30.000 a 10.000 a.C.), o homem moderno, já como o único Homo existente, desenvolve a habilidade da caça utilizando o arco e a flecha, passando a viver em grupos menores, uma vez que as espécies grandes, quase todas foram extintas no período anterior. Com a nova técnica de caça o homem passou a abater aves e pescar, aumentando a sua capacidade de adaptação ao meio ambiente. Também é desta fase o início da domesticação de animais. (13,90)
As pinturas rupestres desta época ganham clareza e realismo muito grandes, representam animais perfeitamente, no entanto em nenhum momento figuras humanas são representadas. (13,90) Isto nos leva a considerar que os humanos daquela época tivessem receio em representar as figuras humanas, para não atrair o Espírito dos mesmos.
O Neolítico (10.000 a 4.000 a.C.) caracteriza-se pelo surgimento da agricultura, existem sítios arqueológicos datados de 9.000 a.C. onde sementes de trigo e cevada foram encontradas. Com a agricultura apareceram as primeiras aldeias. No oriente médio por volta de 6.000 anos a.C. já havia aldeias de tamanho considerável. Na Grécia quase ao mesmo tempo e na Grã-Bretanha por volta de 4.000 a.C. é atingida pela expansão da agricultura.
A Idade do Bronze e do Ferro confunde-se com a história, já aparece a civilização, as cidades estado, o comércio e principalmente a guerra, desta forma, chega-se ao estágio que se caracteriza pela evolução tecnológica em escala geométrica, fazendo com que o homem salte em menos de 5.000 anos da criação da escrita à conquista do sistema solar.

6. OS SUMÉRIOS, TALVEZ A RAÇA ADÂMICA?

O berço da civilização sem dúvida fica na Mesopotâmia (6,1991). Na época da ascensão dos Sumérios, 8.500 a.C., a maior parte da população humana era nômade, os homens perambulavam em pequenos grupos, de uma região para outra, alimentando-se dos animais que caçavam, das sementes e talos de plantas silvestres que colhiam, por todo o globo os homens se vestiam de peles de animais e buscavam abrigo em cavernas ou cabanas toscas. Tratavam de sobreviver. No entanto, os Sumérios foram os primeiros a desenvolver a agricultura, domesticar animais e formar cidades, com regras. Estabeleceram a monarquia e as classes sociais. Irrigaram a terra, desviaram rios e estabeleceram laços comerciais com as outras regiões em desenvolvimento. Criaram o arado, o primeiro calendário e foram os primeiros Astrônomos da história.
PONTO 5 – A POSIÇÃO DE KARDEC
Existência da raça Adâmica, de origem espiritual extraterrestre, ou seja, formada por anjos decaídos; (A Gênese, cap.9, pág. 231, questão 45) “Os Espíritos que a integram foram exilados para a Terra, já povoada, mas de homens primitivos, imersos na ignorância, que aqueles tiveram por missão fazer progredir, levando-lhes as luzes de uma inteligência desenvolvida.” Kardec referia-se à raça Adâmica como sendo a branca, considerando-a inclusive superior às demais (negra, amarela, etc.) até no seu próprio tempo. “Não é esse, com efeito, o papel que essa raça há desempenhado até hoje? Sua superioridade intelectual prova que o mundo donde vieram os Espíritos que a compõe era mais adiantado do que a Terra”.

OS SUMÉRIOS – O BERÇO DA CIVILIZAÇÃO

Os Sumérios acreditavam na existência de divindades. Foram os primeiros a desenvolverem um clero, pois justamente estes sacerdotes descobriram que precisavam de um método de preservação de registros, como colheitas, impostos e carregamentos comerciais. Foram criados os pictogramas que representavam os cereais, animais, etc, seguidos da quantidade, tudo isso em argila, em forma de tabletes. Isso já por volta de 8.000 a.C. A partir destes tabletes os Sumérios passaram a identificar alguns símbolos que representavam idéias, um exemplo: uma boca junto com linhas onduladas (água), representava sede. A seguir foram feitas experiências com fonemas. Criaram um instrumento em forma de cunha que facilitava o trabalho do escriba. A escrita cuneiforme foi então estabelecida na mesopotâmia (3.000 a.C) e a seguir se espalhou pelo velho mundo.
A chamada pré-história, não tem uma data específica para determinar o seu fim, uma vez que sua definição é “o período anterior a invenção da escrita” (5,1995), esta data, portanto não é fixa para toda a humanidade, na Mesopotâmia a história começou em 3.000 a.C., o norte da Europa só conheceu a escrita por volta do ano 500 d.C., enquanto que populações indígenas e aborígenas não a conhecem até os dias de hoje.

7. AS RAÇAS ATUAIS

Em 1987, dois bioquímicos da Universidade da Califórnia, Vicent Sarich e Allan Wilson, fizeram um estudo comparando proteínas humanas e de chimpanzés para ter uma idéia aproximada do tempo que os dois se separaram de um ancestral comum, a resposta foi de 5 milhões de anos.
O paleontólogo Jay Gould comentando a descoberta bioquímica da Geneticista Rebecca Cann, da Universidade do Havaí, junto com colegas da Universidade de Berkeley, de que o ancestral comum de todos os homens modernos teria cerca de 290.000 anos, afirma: “nos faz compreender que todos os seres humanos são mesmbros de uma mesma família, que teve uma origem recente em apenas um lugar”.

PONTO 6 - A POSIÇÃO DE KARDEC

“Os selvagens também fazem parte da humanidade e alcançarão um dia o nível em que se acham seus irmãos mais velhos. Mas, sem dúvida, não será em corpos da mesma raça física, impróprios a um certo desenvolvimento intelectual e moral”. (10,1868)

A UTILIZAÇÃO DE TÉCNICAS GENÉTICAS

Através da utilização da técnica do DNA mitocondrial, muito útil para traçar árvores genealógicas porque contém apenas a herança da mãe, só sendo alterado por mutações que afetam apenas a herança da mãe.
Com relação às raças existentes atualmente, comparando as amostras coletadas dos mais diversos grupos étnicos, os cientistas verificaram serem pequenas e triviais as diferenças entre as raças. “A cor da pele, por exemplo, é resultado de mera adaptação ao clima – negra na África, para se proteger do sol forte; branca na Europa, para facilitar a absorção dos raios ultravioleta, que ajudam a produção da vitamina D.” (8,88). O que nos leva, portanto, a crer que, antes da expansão do homem moderno os nossos ancestrais comuns eram todos negros. (13,90)
Todas as experiências feitas até hoje com seres humanos de diversas origens jamais conseguiram demonstrar a superioridade racial de qualquer tipo sobre os outros, qualquer ser humano, dispondo de condições semelhantes de alimentação e educação, apresentará resultados médios semelhantes em quaisquer testes psicológicos. É evidente que a comparação direta entre um europeu com um índio semi civilizado no interior da Amazônia, dentro de critérios desenvolvidos por europeus demonstrará uma superioridade muito grande à favor do primeiro.
O racismo é uma criação recente, surgida com os grandes descobrimentos, quando por razões econômicas inciaram-se as escravidões em massa de negros e índios, baseados na tese logo desenvolvida que estes formavam uma sub-raça, isto levou a que o Papa, em 1537 declarasse que os indígenas eram seres humanos e possuidores de alma imortal. (13,90) Claro está que os seres humanos brancos, de olhos azuis, são oriundos dos
primeiros homo sapiens sapiens, que eram negros e que as diferenças na inteligência e na posição social ocupada pelas diversas raças, se originam de sua história natural e não da sua história biológica.
O aspecto sociológico, cultural, genético e alimentar, devem se somar ao espiritual para que todo esse processo seja entendido.

8. A IDÉIA DE EVOLUÇÃO SEGUNDO KARDEC

PONTO 7 - A POSICAO DE KARDEC

"Existência de dois tipos de seres, os não procriados (geração espontânea) e os que se propagam por reprodução, dando origem a novas espécies (teoria da evolução de Darwin) - (11,1868): "Os seres não procriados formam, pois, o primeiro escalão dos seres orgânicos e, provavelmente, um dia serão contados na classificação cientifica. Quanto às espécies que se propagam por procriação, uma opinião que não, mas que hoje se generaliza sob égide da ciência, é que os primeiros tipos de cada espécie são o produto da espécie imediatamente inferior. Assim estabeleceu-se uma cadeia ininterrupta, desde o musgo e o líquem até o carvalho, depois o zoofita, o verme da terra e o homem, se se considerarem apenas os pontos extremos, há uma diferença que parece um abismo, mas quando se aproximam todos os elos intermediários, encontra-se uma filiação sem solução de continuidade". (11,1868).
Kardec escreve este artigo, 7 meses após a publicação da Gênese (10,1868), portanto, sem receio de rever os seus pontos de vista. A credito que a Gênese só não foi revisada em tempo devido ao óbito de Kardec em 1869 (no livro em questão, o mestre se declara totalmente a favor da teoria da geração espontânea).
No mesmo artigo (11,1868), Kardec declara-se claramente a favor da evolução da Doutrina, através da discussão e da adesão as descobertas cientificas "Sendo a Revista um terreno de estudo e de elaboração de princípios, nela dando claramente a nossa opinião, não tememos empenhar a responsabilidade da doutrina, porque a doutrina a adotara, se for justa, e a rejeitara, se for falsa". Este é, no meu entender, uma deixa de Kardec para que o seu trabalho seja permanentemente estudado, ampliado e revisto, no caso de a ciência evoluir e lhe demonstrar que um determinado principio deixou de ter validade cientifica.

9. CONCLUSAO

É extraordinário avaliar que Kardec em 1868 pudesse antecipar uma série de desenvolvimentos científicos que só se consolidaram muitos anos apos a sua morte.
No entanto, alguns de seus pontos não encontraram guarida na ciência, poderão argumentar alguns, de que a ciência poderá lá chegar algum dia. Não é bem assim, algumas áreas já possuem suficiente material para que uma base sólida possa ser montada, permanecendo, é claro, espaço para mudanças posteriores em seus detalhes. São exemplos disto a Teoria da Origem das Espécies, publicada por Darwin em 1858 (12,1986), 10 anos antes da
publicação da Gênese, permaneceu em discussão ate que a serie de descobertas de fósseis viessem a lhe comprovar a razão.
O que nos faz estranhar é o fato dos Espíritos não se manifestarem a favor da Teoria de Darwin, já que os mesmos opinavam sobre tudo, vide a Revista Espírita. O homem de Neanderthal foi descoberto em 1856 e, no entanto os cientistas recusavam-se a enxergá-lo como um ancestral do homem. Kardec, no entanto em 1868, após a publicação da Gênese, muda de posição, provavelmente dando atenção à corrente que se engrossava pelos científicos, favoráveis à teoria da evolução.
Um dos princípios básicos do Espiritismo é o da evolução infinita, outro o da lei do progresso, penso estar colaborando com este artigo para o progresso e a evolução da Doutrina Espírita.
Finalizando, a ciência ainda tem muitas dúvidas a respeito de detalhes como: Qual a forma precisa da árvore da família humana? Quando a linguagem falada sofisticada começou a evoluir? O que provocou o aumento dramático no tamanho do cérebro na pré-história humana? O Espiritismo trás hipóteses que ajudam a compreender estas questões, porém deve adequar-se àquilo que já está perfeitamente entendido.
Como ultima questão, deixarei com vocês um outro problema, se a evolução humana teve influencia espiritual, como defendemos, de que forma, e onde estes espíritos superiores evoluíram?

10. BIBLIOGRAFIA

1. ATLAS DA HISTÓRIA DO MUNDO, Folha de São Paulo, Geofrey Parker, 4ª ed.;1995, 320p.
2. REVISTA SUPERINTRESSANTE; Fevereiro 1996, Editora Abril, São Paulo 1996.
3. REVISTA SUPERINTERESSANTE; Outubro 1993, Editora Abril, São Paulo, 1993.
4. REVISTA SUPERINTRESSANTE; Abril 1991, Editora Abril, São Paulo, 1991.
5. ENCICLOPÉDIA COMPACTA DE CONHECIMENTOS GERAIS, ISTOÉ GUINNESS, Ed. Três Ltda. Rio de Janeiro, 1995.
6. HISTÓRIA EM REVISTA, a era dos reis divinos, Editora de Time-Life Livros, Abril Livros, Rio de Janeiro,1991.
7. CIÊNCIA- PRÉ HISTÓRIA - Jornal Folha de São Paulo, caderno de ciências, 3 de março de 1996. São Paulo, 1996.
8. REVISTA SUPERINTERESSANTE; Setembro 1988, Editora Abril, São Paulo 1988.
9. REVISTA SUPERINTRESSANTE; Fevereiro 1990, Editora Abril, São Paulo 1990.
10. KARDEC, ALLAN; A Gênese – os milagres e as predições segundo o espiritismo; (Le Gênese, lês miracles et lês prédictions selon lê spiritisme, janeiro de 1868) – Tradução de Guillon Ribeiro; FEB, 1944.
11. REVISTA ESPÍRITA – Jornal de Estudos Psicológicos; 1868; Edicel, São Paulo, s/d.
12. DAMPIER, WILLIAM C.; História da Ciência, São Paulo, Ibrasa, 1986. 249p.
13. LIMA, CELSO P.; Evolução Humana, São Paulo, Ed. Ática, 1990. 95p.
14. DAY, MICHAEL H.; O homem fóssil, 3º ed. São Paulo, Ed. Melhoramentos, 1993, 157p.
15. LEAKEY, RICHARD; A origem da espécie humana, Rio de Janeiro, tradução Alexandre Tort, Rocco, 1995. 159p.
16. DARWIN, CHARLES; A origem das espécies, Tradução: FONSECA, EDUARDO, Editora Tecnoprint, Rio de Janeiro. 387p.
17. REVISTA SUPERINTERESSANTE; Setembro de 1997, Editora Abril, São Paulo, 1997.

Anexo 1 - GÊNESE HUMANA E ESPIRITUAL – ÁRVORE EVOLUTIVA

1- Lemur – primeiro primata detectado – 50 milhões de anos
2- Aegyptopithecos – 35 milhões de anos
3- 20 milhões de anos (linha que separa os hominídeos, gorilas e chimpanzés, dos orangotangos)
4- Mitopithecus- 8 milhões de anos
5- Australopthecus ramidus – 4,4 milhões de anos (fóssil mais antigo)
6- Australopthecus anomensis – (1995) 4 milhões anos
7- Australopthecus afarensis – (1974) 3,3 milhões de anos (Lucy)
8- Australopthecus africanus – 4 milhões de anos a 1,5 milhões
9- Homo rodolfensis – 2,4 milhões de anos (início do aumento do cérebro)
10- Homo eagaster – 2,1 milhões de anos
11- Homo habilis – (1972) – 2,0 milhões de anos
12- Australopthecus robustos – (1938) – 1,7 milhões de anos
13- Homo erectus – 1,5 milhão de anos a 400 mil anos
14- Homo sapiens – 400 mil anos
15- Homo sapiens neanderthalensis – (1856) – 200 mil anos a 30.000 anos
16- Homo sapiens sapiensis – surge entre 100 mil e 50.000 anos a.C

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