terça-feira, 20 de março de 2012

O FIM DA “GUERRA ESTÚPIDA” por Roberto Rufo


O FIM DA “GUERRA ESTÚPIDA”

Roberto Rufo

“A guerra só acabou para os americanos. Ninguém sabe se a guerra terminará também para nós”. (Emad Risn, colunista de um jornal de Bagdá).

“Algum dia a Guerra do Iraque será considerada a virada fatal dos Estados Unidos”. (Lee Siegel, colunista do Los Angeles Times e agora também do Estadão).

“Encerrarei de uma vez por todas essa guerra estúpida”. (Barack Obama, em promessa de campanha).


A pretexto de eliminar a ameaça representada pelo ditador Sadam Hussein, que possuiria arsenais de destruição em massa, que os EUA sabiam tratar-se de ficção, há nove anos iniciou-se a invasão do Iraque. A guerra começou com uma mentira, mas terminou com um saldo catastrófico. As estatísticas são devastadoras. As baixas fatais americanas foram da ordem de 5 mil mortes. Cerca de 110 mil civis iraquianos morreram e 1,5 milhão fugiram para os países vizinhos.

O custo financeiro, para os EUA, da sua louca aventura, é da ordem de US$ 800 bilhões, pelos dados oficiais. No entanto, estimativas independentes falam em até US$ 3 trilhões. Seja qual for o dado verdadeiro não há como deixar de associá-lo ao estado crítico das finanças americanas. Fora tudo isso será muito difícil aos iraquianos esquecerem as atrocidades cometidas por soldados americanos na prisão de Abu Ghraib. Claro, foi tudo feito em nome dos valores americanos da liberdade e da democracia.

Sem falar em cifras milionárias que foram desviadas por empresas contratadas pelo governo americano para prestar todo tipo de serviço no Iraque. Para essas empresas contratadas, a guerra foi um sucesso de negócios, podendo até mesmo usar o falso argumento ético da geração de empregos.

Pergunta 742 do Livro dos Espíritos: Qual é a causa que leva o homem à guerra? Resposta dos Espíritos: “Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e satisfação das paixões. À medida que o homem progride, ela se torna menos frequente, porque lhe evita as causas e, quando é necessária, sabe aliá-la à humanidade”.

Pergunta 745 do Livro dos Espíritos: Que pensar daquele que suscita a guerra em seu proveito? Resposta dos Espíritos: “Este é o verdadeiro culpado e precisará de muitas existências pra expiar todos os homicídios dos quais foi a causa, porque responderá pelo homem, cada um deles, ao qual causou a morte para satisfazer sua ambição”.

Não há resposta melhor do que essa para o verdadeiro significado da guerra do Iraque.

Artigo publicado no Jornal Abertura em Janeiro/Fevereiro de 2012

quarta-feira, 14 de março de 2012

Conversando com Jaci Régis


Conversando com Jaci Régis
Nota da Redação: Esta entrevista foi concedida por Jaci Régis ao Obervador Espírita em 2009.

- A religião continua sendo um equívoco dentro do movimento espírita?

Sem dúvida. Na medida em que o Espiritismo se torna uma religião, perde a flexibilidade evolutiva que lhe caracteriza a estrutura criada por Allan Kardec. A religião, por definição, apoia-se em verdades absolutas e por afirmações dogmáticas.

- Por que os espíritas têm tanta dificuldade para romper com os laços religiosos e cultivar uma religiosidade mais natural?

Devemos ter em mente que as estruturas religiosas se sedimentaram em nossa mente através das reencarnações. Romper com elas é tarefa de reflexão, meditação, raciocínio e decisão. Isso acontece quando a pessoa consegue superar o medo de ficar desamparada pelo divino e compreende que o divino se manifesta diariamente na vida de todos.

- Você acredita que Kardec estranharia o atual movimento espírita no Brasil?

Creio que sim, porque a forma como foi desenvolvido o Espiritismo no Brasil contraria a linha que ele adotou na criação da doutrina.

- Queiram ou não queiram os antipáticos, o chamado Grupo de Santos formou escola e já entrou para a história do movimento espírita. Como você vê tudo isso?

O “grupo de Santos” do qual eu fui o principal articulador, teve a coragem, no seu tempo, de apresentar uma visão dinâmica da doutrina em contraposição ao esquema montado por pessoas e Espíritos ligados umbilicalmente ao sentido cristão da vida.

- Você sempre foi muito crítico ao perfil doutrinário da FEB e de outras entidades federativas. Houve alguma mudança na sua opinião?

A FEB é uma instituição respeitável e lidera a maior parte do movimento espírita. A ela estão ligados os representantes dos centros e federações. Entretanto, desde sua fundação ela seguiu um caminho próprio, diferente do preconizado por Kardec. Esse caminho compreendeu um extremo sentido religioso, místico e até aceitando as teses de Roustaing. Ultimamente se tornou menos inflexível, mas prossegue na sua intenção de liderar o movimento espírita mundial, na feição de corrente evangélico-mediúnica.

- A CEPA é realmente uma alternativa crescente no movimento espírita?

A CEPA pode se tornar uma alternativa positiva ao Espiritismo mundial, na medida que se espalha não apenas na América, mas também na Europa. É numericamente pequena, mas reúne um grupo de espíritas que possui gabarito intelectual para disseminar uma forma de entender o Espiritismo adequado ao progresso e à realidade social. Para isso, contudo, é necessário definir claramente seus objetivos e trabalhar por eles.

- E sobre as práticas espíritas, você considera o ‘passe’ uma autêntica atividade espírita?

Hoje em dia se diz aplicação ou transmissão energética, por ser mais adequada ao processo de transmissão de energia humana e magnética. Não se trata de uma prática genuinamente espírita, mas oriunda do magnetismo. Penso que é útil e efetiva quando aplicada de forma consciente e fraterna, sem considerá-la uma panacéia.

- O que é o Gabinete Psico-Mediúnico?

Com o Gabinete Psico-Mediúnico pretendemos oferecer uma opção para as pessoas com problemas emocionais, nos quais incluímos, naturalmente, a obsessão. Queremos criar um ambiente seguro de bases psicológicas, através de técnicas de relaxamento e respiração, por exemplo, indução à renovação do pensamento e complementarmente por orientação mediúnica e aplicação energética.

- Por que você passou a utilizar a expressão “kardecista”, não bastava apenas “espírita”?

Entre as muitas deturpações a que o Espiritismo tem sofrido, incluímos a apropriação de desvio do significado dos termos “espiritismo” e “espírita”. Correntes esotéricas e de base dos cultos africanos se autodenominaram espíritas e as ousadias de dirigentes de centros que se intitulam espíritas criando “doutrinas próprias”, tornou o ambiente confuso, de modo que a palavra “espírita” não significa necessariamente o que Allan Kardec criou. Por isso, acreditamos que a palavra “kardecista” oferece uma apropriada denominação ao esforço que temos feito de reescrever o pensamento de Allan Kardec, adequando-o ao processo evolutivo das ideias e da humanidade. Daí crermos que “kardecista” refere-se mais especificamente ao trabalho original de Allan Kardec, delimitando nosso espaço e definindo nossos propósitos. Certamente, jamais a palavra “espírita” será substituída por ter sido criada por Kardec, mas “kardecista” está diretamente ligada ao criador da doutrina.

- Ser kardecista hoje significa ser fiel, sectário e até fanático em algumas situações e agremiações espíritas. O que está acontecendo?

Ser kardecista é ter conseguido livrar-se dos condicionamentos sectários e ter um novo pensar, dinâmico e reflexivo sobre os problemas humanos, a partir dos enunciados iniciais de Allan Kardec.

- Finalmente, o que está desatualizado: Kardec ou o Espiritismo? Kardec é necessariamente sempre sinônimo de Espiritismo?

Kardec é o criador do Espiritismo. Daí ser a raiz do pensamento espírita agora e sempre. Mas ele deixou claro um caminho de evolução e aperfeiçoamento do corpo doutrinário. Sendo, como foi, um homem atual, moderno e um pensador sábio, ao constatar que o Espiritismo seria ultrapassado se fosse uma religião ou tentasse ter as respostas absolutas para os problemas da pessoa humana com os conhecimentos de sua época. Por isso, deixou claro que o Espiritismo evoluiria ou morreria. A “morte” do Espiritismo não se dará por desaparecer, mas por perder seu significado progressivo e progressista e quando não puder oferecer ao ser humano uma reflexão cabível e atual sobre si mesmo e seu futuro.

Texto publicado no Jornal Abertura Jan-Fev 2012

sábado, 10 de março de 2012

Curso Introdução à Doutrina Kardecista - início em 13 de Março

São 4 aulas das 20 às 22 horas, sempre as terças-feira.
Inscrições pelo email ickardecista1@terra.com.br
ou pelo telefone:(13)32842918]
endereço: Avenida Francisco Glicério, 261 - Santos-SP

Investimento R$ 30,00 incluindo o recebimento do Livro Introdução à Doutrina Kardecista de Jaci Régis.

Não perca tempo, faça já a sua inscrição!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Abrindo a Mente - 7 bilhões de humanos – estaríamos ‘raspando’ o umbral? Por Alexandre Machado


Abrindo a mente:
7 bilhões de humanos – estaríamos ‘raspando’ o umbral?
Como explicar, através da lei de reencarnação, a multiplicação da população da Terra em seis vezes, em apenas 250 anos? Em 1750 éramos, apenas, pouco mais de 1 bilhão de habitantes no planeta; hoje beiramos os 7 bilhões. Mas de onde vieram todos estes Espíritos? Quantas encarnações cada um deles teve como humano? Como referência, no ano Zero da era Cristã, a população mundial era de 250 milhões de habitantes, levamos 1500 anos para dobrar este número e chegar aos 500 milhões em 1500, ano do descobrimento do Brasil. De lá até o referido ano de 1750 – mais 350 anos – e, após a conquista da América e a ocupação da Austrália pelos europeus, a população mundial chegou a 1 bilhão.
Se fosse somente este o salto populacional da humanidade não seria tão complicado de imaginar os ciclos reencarnatórios, pois teríamos a nosso favor cerca de 4 milhões de anos desde que nos diferenciamos de nosso elo perdido, passando pelos diversos hominídeos e chegando ao Homo Sapiens, há cerca de 250 mil anos. Portanto, nesse tempo saímos de um pequeno grupo de cerca de 50 espécimes, que se diferenciaram e, a partir daí, pelo acúmulo de vantagens competitivas. Os novos Espíritos que se agregavam aos humanos iam sendo absorvidos d os outros hominídeos que coexistiam com o Homo Sapiens como os Homo Eréctos e o Homo de Niendertal encarnando na população humana em formação. Mas como chegamos aos 7 bilhões, sem contar um número muito difícil de estimar de desencarnados? A conta não parece fechar
O contraponto aqui é que não existiam 7 bilhões de primatas na Terra, ou seja, durante todo este período, necessariamente, princípios espirituais encarnaram pela primeira vez como hominídeos e, finalmente, como humanos.
Existe, é claro, a hipótese defendida por Emmanuel em A Caminho da Luz de que muitos espíritos tenham emigrado da constelação de Capela (estrela dupla). Não sou favorável a ela, pois não é possível observar saltos na evolução humana que não tenham explicações muito mais simples – a hipótese da emigração traz este componente de missão que não passa pelo meu senso crítico. É perfeitamente defensável a evolução humana através de coisas simples como o domínio do fogo, do artesanato, da agricultura; depois da pecuária, da escrita cuneiforme, da escrita moderna e outros tantos que podem muito bem ser entendidos passo a passo sem intervenções drásticas do ‘Alto’. O desenvolvimento do corpo físico, sem dúvida, é resultado dos mecanismos de adaptação ao meio – mais conhecido como “evolução natural das espécies” – assim, somos o produto de nossa história aqui na Terra.
Esta questão é importante, pois pode explicar porque seguimos convivendo de um lado com um certo progresso social, mas porque pontualmente vemos ações individuais que beiram a barbárie. Acredito que estejamos ‘raspando’ o umbral, dando oportunidade de reencarnação àqueles que possivelmente não puderam reencarnar tanto anteriormente, mas que pela explosão demográfica estão podendo reencarnar neste momento.
A grande vantagem que um avanço social proporciona a esta gente é a oportunidade de reencarnar em patamares de educação melhores, numa sociedade que busca a valorização do homem, ainda que com muitas dificuldades, causadas pelas desigualdades socias. Mas o fato de existirem telecomunicações, educação básica para muitos, o domínio da escrita, da leitura e da tecnologia acelera o crescimento individual. Estamos todos à caminho da luz, de uma forma ou de outra.
Para saber mais : Leia críticamente o Livro A Caminho da Luz de Emmanuel psicografado por Francisco Xavier

Originalmente publicado no Jornal Abertura de Julho de 2011.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O espírita e o mês de dezembro - Imprensa Espírita

Recebemos diversos jornais e revistas espíritas enviados por nossos companheiros do Brasil inteiro e, como sempre fazemos, procuramos encontrar sinais comuns entre eles, ou então matérias que merecessem uma maior análise. Como em sua maioria tratavam-se de jornais de dezembro, o assunto que predominou foi o Natal.
O Opinião, de Porto Alegre trouxe Jesus, um homem entre muitos mitos. A matéria apresenta a questão mítica da data herdada de outras crenças e, seu editorial “Nós e o Natal” analisa como estas questões mitológicas chegaram até hoje, e justifica o destaque dado à data por tratar-se do “momento maior, de nossa cultura , para se celebrar a confraternização ...”. O Reformador traz na capa a chamada: Onde e quando nasceu Jesus. O periódico A Flama Espírita apresenta a Súplica de Natal; o Seareiro, de conteúdo predominantemente Cristão, escreve sobre a Comemoração do Natal – Passado, Presente e Futuro. O Mundo Espírita, do Paraná, trata das Ressonâncias do Natal, por Joanna de Ângelis e, finalmente, Resenha Espírita tem 90% da revista dedicada ao Natal.
Esta ênfase na necessidade, por um lado, de explicar o fenômeno de marketing que o Natal representa – que sabemos ser o responsável por até 30% das vendas anuais do comércio de produtos eletrônicos, por exemplo – e que vem ganhando, portanto, cada vez mais destaque pela imposição da troca social de presentes tem, por outro lado, a necessidade de reforçar, como bem fez o Jornal Opinião, a questão da confraternização e do amor. No entanto, muitos dos artigos apenas demonstram a intensão de louvar a Jesus.
Neste sentido, a curiosidade acendeu a dúvida: como Kardec trataria do Natal? Neste caso, temos a nosso favor onze edições de dezembro da Revista Espírita e convido os leitores a fazerem uma busca. Não encontrarão absolutamente nada sobre o Natal.
Logo, há um explícito contraste entre quase 100% da mídia espírita, ao eleger este assunto não só de grande interesse, como em sua maioria, matéria de capa e, de outro lado, Allan Kardec que não fez menção alguma em nenhuma das muitas oportunidades que teve ao seu dispor. Como analisar isto? Só podemos concluir que Kardec não achava o tópico Natal, dentro da análise científica que o mesmo fazia do papel de Jesus na história, algo que merecesse destaque. Fica aqui o convite à reflexão.

Da Redação do Jornal Abertura - Edição Jan/Fev 2012

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Curso de Introdução à Doutrina Kardecista - início 13 de Março


Aproveite e inscreva-se já para o XII - Curso de Introdução à Doutrina Kardecista que inicia agora, em 13 de Março, o investimento é de R$ 30,00 sendo que cada aluno receberá um exemplar do Livro de Jaci Régis, Introdução à Doutrina Kardecista. Inscreva-se pelo email ickardecista1@terra.com.br ou pelo telefone (13) 32842018.