Dando continuidade à Série Microfilme decidimos disponibilizar o Caderno Cultural Depoimentos Mediunidade - 2002, atualmente esgotado.
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Dando continuidade à Série Microfilme decidimos disponibilizar o Caderno Cultural Depoimentos Mediunidade - 2002, atualmente esgotado.
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O Poder e o Movimento Espírita de Jaci Régis e José Rodrigues
Para que você possa ler, basta baixar o arquivo em pdf – gratuito no site da CEPA – Associação Espírita Internacional, clique abaixo:
O poder e o Movimento Espírita
Estamos divulgando mais uma publicação – O Poder e o
Movimento Espírita – um livreto de 1981, lançado pela DICESP, porém apresentado
pela primeira vez no Jornal Espiritismo e Unificação, como texto da Redação. Em
conversa com Eugenio Lara, que então fazia a diagramação do jornal e que
posteriormente fundou junto com José Rodrigues o site PENSE, o texto original
era de Jaci Régis, e na formatação do livreto foi editado por José Rodrigues,
assim que fazendo justiça a ambos, apresentamos o livro como de coautoria de
ambos.
Assim, o livreto esteve disponível no site PENSE, que está
no momento fora do ar, assim o histórico fica desta forma:
1ª publicação - Jornal Espiritismo e Unificação –
abril de 1981.
1ª Edição - DICESP - Divulgação Cultural Espírita S/C
Editora – setembro de 1981.
2ª Edição - Adaptação em pdf pelo site Pense – José
Rodrigues e Eugenio Lara.
3ª Edição - ICKS – organização – Alexandre Cardia
Machado – março de 2024.
Conheça nossa página na internet: www.icks.ong.br
Trazemos aqui uma foto do jornal Espiritismo e Unificação de
abril de 1981, há exatos 43 anos, como todos devem saber o Jornal Abertura
sucedeu o Espiritismo e Unificação, após a cisão do Grupo de Santos com a USE.
Sendo o Abertura lançado em abril de 1987, comemorando neste mês 37 anos.
É uma leitura rápida, mas importante, nada mudou desde
então, a não ser a emancipação do grupo laico, hoje alinhado com a CEPA – Associação
Espírita Internacional. O que de certa forma nos distanciou destas disputas de
poder. Nosso foco é no saber espírita.
A contribuição do ICKS, órgão responsável pelo Jornal Abertura tem sido, portanto, a disponibilização de material grátis, que permitam abrir a mente daquelas pessoas que entram em contato com esta visão laica, livre-pensadora que tanto defendemos.
Esta matéria foi publicada no Jornal Abertura de abril de 2024, si quiser lê-lo baixe aqui:
Este texto compõe o livro – Caminhos da Liberdade – caso você tenha gostado e queira ler o livro todo – entre em contato com o ICKS pelo e-mail – ickardcista1@terra.com.br. ou então, vá um nossa loja virtual:
Fiquem com Jaci Régis: https://icks.lojavirtualnuvem.com.br/
Uma pergunta que cada um se faz, senão sempre, mas vez por
outra, quando está engajado numa doutrina, ideal, movimento que vise o
aperfeiçoamento social, a ecologia, um mundo melhor, é se vale a pena fazer o
que está fazendo.
Se a pessoa está ligada a esse movimento ou ideia, com um
mínimo de pureza de sentimentos, ver-se-á constantemente envolvida por questões
menores e maiores que, por fim, colocam em dúvida a validade de seu esforço, de
seu idealismo.
Principalmente quando, a seu ver, existe incompreensão,
encontra desilusão pelo comportamento contrário do que esperava por parte dos
demais.
A questão não é irrelevante.
Todo e qualquer dispêndio de energias espirituais deve ser
constantemente avaliado. Por isso, a primeira coisa a fazer é perguntar a si
mesmo da validade do conteúdo da proposta que defende, de modo crítico e realístico
e o quanto de satisfação lhe traz o envolvimento no trabalho.
Se o resultado desse questionamento concluir que houve
engano e aquilo não é bem o que se quer, então nada mais se tem a fazer senão deixá-lo
de lado.
Mas se a conclusão mostrar que estamos fazendo o que
queremos, que continuamos com a convicção que é melhor para nós, para a
comunidade, para o mundo, então nada nos deterá ou não deveria nos deter, na
continuidade de nossos esforços.
Se estivermos ligados a uma causa aceita apenas por uma
minoria e, portanto, compelidos a lutar para que não morra, mas avance, então é
também necessário compreender que a adesão a esse tipo de ideal requer mais do
que simples participação, simpatia ou aplauso.
Requer a integração da própria vida, porque não se trata de
ganhar mais uma batalha, mas romper bloqueios, revolucionar posições, e começar
por nós mesmos.
E uma mudança radical no interior da pessoa, principalmente
em relação a conceitos fundamentais em que repousava a própria consciência dos
valores, não é fácil, nem isenta de ansiedade.
Publicamos este artigo no jornal Abertura de abril de 2024
baixe aqui
Cada um organiza, estrutura sua mente de acordo com
princípios, valores e crenças que se acumulam em estreita correlação com a
cultura, com o grupo, com a família, com a comunidade a que se filia.
Quando uma renovação conceitual implica em romper com toda
essa estruturação, sobram dúvidas internas e pressões externas.
Essa transição é sempre dolorosa por importar num hiato
solitário em que a pessoa necessita tomar decisões isoladamente. Esse caminho
pode afastá-lo de pessoas, grupos a quem está ligado emocionalmente. Certas
amizades poderão esfriar, certos relacionamentos se desfazem.
É preciso ter em mente que quando se pretende inovar, mudar,
transformar um sistema, este tudo fará, armar-se-á poderosamente para evitar
qualquer mudança.
Um sistema de ideias ou social é como um organismo.
Sentindo-se atacado, reage, reúne suas defesas e, se necessário, mata.
Veja-se o exemplo da ação dos grupos religiosos na defesa de
suas crenças. Ainda que adorem o mesmo deus e sigam o mesmo livro santo e o
mesmo messias, basta que uma linha concorrente, um outro grupo de crentes
surja, para que o antagonismo cresça e, por vezes, se converta em conflito e
mesmo estabeleça uma irreparável divisão.
Por isso, é preciso atingir o nível de incerteza que exige
continuada reflexão e constante repensar. Isso é absolutamente indispensável se
quiser que tome corpo uma consistente estrutura interna, capaz de flexionar-se
sem perder sua base, de aceitar rupturas e manter sua integridade. Resistir ao
cansaço e prosseguir.
Quando se alcança esse nível – e não confundir com
fanatismo, pois a reflexão só é válida dentro de um equilibrado senso crítico –
não importa o que se diga, o que se sofra.
A força interior desencadeada é um fluxo que não pode mais
ser represado. Continuar já é, então, parte do próprio ser.
Leia os livros de Jaci Régis - em pdf - grátis:
https://cepainternacional.org/site/pt/icks-colecao-abrindo-a-mente
A Delicada questão do sexo e
do amor
Motivada pelo XVII Fórum do Livre
Pensar da Baixada Santista cuja o tema central foi Reflexão sobre o Amor e
no qual Alexandre Cardia Machado diretor do ICKS e redator chefe deste jornal fez uma preleção a
respeito do conteúdo do livro “A delicada questão do sexo e do amor” de autoria
de Jaci Régis resolvi fazer uma resenha dele, para que o público leitor do Jornal
Abertura tenha a oportunidade de conhecer mais sobre o livro e encará-la como
um convite a leitura.
O livro como diz o título expõe a importância sobre a sexualidade e as
relações afetivas que estão presentes em nossas vidas e como isto é complexo e delicado quando
discutimos e vivenciamos. Muitos temas pertinentes a questão do sexo e o amor são
abordados como exemplo: o amor pleno uma construção que pede aperfeiçoamento,
os impulsos emocionais, os desvios comportamentais, a virgindade, o sexo
precoce, o homossexualismo e a insatisfação
sexual, a questão da normalidade versus a dignidade, o orgasmo, a masturbação,
a sexualidade e as fronteiras do prazer entre outros.
Assuntos estes analisados com
muita clareza e profundidade, levantando pontos relevantes, concretos e reais e
acima de tudo como estes impactam de maneira positiva ou negativa em nossa
existência pessoal e relacional já que ele se faz mais presente no
comportamentos interpessoais.
A visão humanista e espírita do
autor aliada à sua experiência na clínica psicológica dão um olhar especial, pois
ele vê o ser humano na plenitude material e espiritual.
O livro interessa a jovens, pais,
educadores e estudiosos. Escrito em
linguagem objetiva, acessível e direta traz questionamentos e muito material para
reflexão pois como diz o autor “sexo e amor perpassam músculos nervos experimentam
expansões, restrições repressões. Mas são fundamentalmente expressões da alma,
fluindo neste complexo espiritual e físico, que constitui a pessoa humana”.
Um destaque foi a vanguarda de
trazer à baila estes temas em um livro espírita, quando no contexto espírita havia
dificuldades em explaná-lo livre de preconceitos morais, mostrando a realidade
vivencial de cada indivíduo, sendo espírita ou não. Sexo e as relações afetivas
são assuntos que dominam o pensamento e as conversações são atemporais pois
fazem parte do ser humano e as contribuições do autor ajudam a pensar sobre
eles, isto colocado de uma forma lucida, equilibrada sem falsos moralismo. O
autor faz uma análise não condenatória, mas entende a realidade que o ser
humano vive em reação emotivas do sexo e do amor.
Vimos que a sexualidade livre tem
seus problemas exige ponderação, daí a preservação dos princípios é um
contraponto às exigência dos desejos e instintos, pois dão um sentido
saudável um norte para estas questões que são frágeis.
Um ponto que merece atenção é
quando expõe sobre normalidade que
esta não pode ser estabelecida
aleatoriamente nem como forma de discriminação, destaca a importância de
ligarmos normalidade com dignidade são instâncias sutis, mas perfeitamente
concebíveis e praticáveis. Na vida real a normalidade comporta uma gama
de variáveis que expressa, a diversidade dos caracteres e dos valores culturais
das pessoa e da sociedade.
Este capítulo é muito bem
explorado porque levanta itens que nos vem à mente quando analisamos a
realidade.
Termina o livro falando mais
especificamente do amor dizendo que a criatura humana, não consegue defini-lo,
mas assim mesmo sabendo que ele existe.
O autor não separa a sexualidade
da afeição. Amor é força criadora necessário educar os sentimentos, orientar a
afetividade canalizar as energias animais.
Sexualidade é uma delicada
questão da alma que busca caminhos mais
sadios e satisfatórios para entendimento da emoção humana.
Seu foco é o amor possível, o
humano, que é algo bonito, muitas vezes conflitivo, caótico que impulsionado
pela vontade se constrói e não poderia terminar o artigo sem reproduzir as
palavras do autor tão definitórias.
Apesar de tudo é a parte mais
sadia, a melhor parte do nosso universo afetivo. Somente o amor abre uma porta de felicidade, mesmo transitória para
alma.
Vemos o amor como um fluxo
sadio, construtivo autêntico pois só ele permite o ser sair de si, rompa sua
solidão e partilhe qualidades interiores com o outro.
A certeza do amor iluminará a
esperança do amanhã.
Publicado no Jornal Abertura de maio de 2023 - Baixe aqui:
Série Literária Abrindo a Mente lançou mais um livro neste Mês de julho de 2023.
A edição online do livro clássico de Jaci Régis – Amor
Casamento & Família está pronto.
Baixe aqui:
O livro de Jaci Régis – Amor Casamento & Família –
desde sua primeira edição de 1977 até sua última edição, a 13ª, foram impressos e vendidos um total de 43.000
exemplares. Estando esgotado.
Este é o terceiro livro da série literária Abrindo a
Mente.
Este livro, apesar de ter sido escrito originalmente
em 1977 e revisado em 1994, apresenta uma leitura da família sob a ótica
espírita muito mais moderna do que tudo o que já foi publicado na literatura
espírita.
Repetimos os comentários de Jaci Régis quando sua
obra, em 2002, completava 25 anos.
Sobre a atualidade do livro, Régis assim declarou:
“
Ele continua atual na sua estrutura de pensamento, porque a doutrina sempre
teve uma diretriz muito aberta e compreensiva para os problemas humanos. Mas 25
anos depois mudei eu, mudou o mundo, a sociedade. Muitos já cresceram nesse
clima de mudança e incerteza. Outros vivenciaram as mudanças, às vezes
perplexos, às vezes descrentes. O apelo que se faz para tornar o casamento e a
família instrumentos mais eficazes diante dos problemas da juventude por
exemplo e as necessidades de mudança nas relações humana, dependerão, sempre,
das mudanças internas das pessoas”.
Matéria pubçicada no Jornal Abertura de julho de 2023
Baixe aqui:
Novo pensar espírita – por Jaci Régis
Trazemos este texto, obtido dos arquivos pessoais de Jaci, que não
tenho certeza se foi publicado na forma que estou trazendo aqui. Resolvi
fazê-lo, pois passados 11 anos, pois este texto é de fevereiro de 2009, acredito
que algumas coisas aconteceram, dentre elas destaco a série que está sendo
lançada “coleção Livre-Pensar: Espiritismo para o século XXI” organizada e
lançada pela CEPA – Associação espírita Internacional.
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Jaci era um desbravador, havia lançado o panfleto “Doutrina
Kardecista – Modelo Conceitual e preparava-se para lançar seu último livro novo
Pensar – Deus, Homem e Mundo.
Com vocês Jaci Régis:
“Faz um ano que terminei de elaborar o Novo Modelo Conceitual
Espírita, Ficou pronto para ser impresso e distribuído em português e espanhol.
Levei trinta exemplares em espanhol e distribui no Congresso Pan.-Americano
Quando apresentei o meu trabalho no Congresso esperava uma
repercussão qualquer. Que alguém viesse discutir comigo.
Entretanto nada aconteceu. No ano de 2008 prossegui convidando
amigos para debater comigo. Isso aconteceu duas vezes.
Soube que alguns fizeram download do texto no nosso site. Mandei
muitos exemplares para centros locais e de fora filiado à CEPA. Espero fazer
outras reuniões provocativas com amigos de outras cidades. Registro alguns
pedidos via internet.
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Posso fazer um balanço do que aconteceu nesse primeiro ano.
Quanto à idéia, que chamo de novo pensar espírita, analisando-a continuo
acreditando que traz realmente inovação e provocação ao pensamento.
O problema é vencer a inércia.
Somos uma doutrina cujo fundador afirmou que não podia se imobilizar
sob o perigo de suicidar-se.
Pertencemos a um movimento de idéias que se assume, como progressista,
progressivo.
Todavia propostas como a que apresentei podem morrer no silêncio,
não porque seja improváveis ou irrelevantes, mas porque é difícil mobiliar
energias, pensamento e reflexão para mudar.
O Novo Conceito é um instrumento para refletir e pensar a vida e a
estrutura do pensamento espírita. Ele é tão mais urgente quando vimos, por
exemplo, o segmento religioso do espiritismo aliar-se ao catolicismo em
campanhas que, no fundo, são no mínimo questionáveis sob uma visão dinâmica.
Não podemos mudar esse procedimento que parece cada vez mais
sedimentado na organização majoritária, mas podemos apresentar e aplicar uma
diretriz diferente, até oposta, renovando as bases de nosso raciocínio.
O Espiritismo tem uma base sólida, evidentemente limitada. Mas
projeta-se por caminhos infinitos.
O que estamos propondo é nos libertar do deus Jeová que a Igreja
impôs e que os textos do Espiritismo reproduzem, principalmente sobre a atuação
de Deus, a evolução e a moral.
Não podemos deixar de pensar nesse rumo, devido ao nome “doutrina
kardecista” que pode ser substituído por novo pensar espírita. Não podemos
deixar de pensar porque alguns se apegam a reflexões imobilizadoras.
Breve lançarei um livro “Novo pensar sobre Deus, Homem e Mundo”,
onde os fundamentos da proposta do Novo Conceito são repassados.
Aviso que não tenho qualquer veleidade de ser um revelador,
codificador ou fundador de doutrina.
Sigo o que me parece o rumo possível das conclusões básicas do
Espiritismo.
Pode-se dizer que o Novo Conceito desvirtua o pensamento exposto no
O Livro dos Espíritos. Concordo, mas apenas na semântica, no linguajar, mas
permaneço fiel ao miolo da doutrina inclusive sobre o papel de Deus que se
fixou na cultura através dos tempos, da forma como se apresenta na bíblia,
referendado pelo catolicismo e em parte pelos Espíritos.
Lembro-me de que certa vez fui convidado para faze uma palestra para
jovens. Fi-lo e provoquei revolta dos adultos perguntando quem pensava que eu
era para discordar de André Luiz, por exemplo.
Allan Kardec pergunta
Essa observação não é levada a sério porque se investiu na
superioridade dos Espíritos (de luzes limitadas e não infalíveis).
É notório que a sucessão dos fatos mostra que se criou uma série de
mitos sobre Deus, a vida, a dor, a moral e o futuro que se incorporaram
culturalmente no Espiritismo.
Meu propósito é apresentar uma versão diferente dos fatos que o
raciocínio e a historia mostram seguir um fluxo diferente e até contrário ao
que se propôs.
O Espírito Emmanuel, por exemplo, no prefácio do livro O Consolador
admitiu que “os Espíritos da minha esfera não possuem....” Não obstante ele foi
eleito como o que tira sido enviado por Jesus para estruturar o Espiritismo,
tomado como portador de verdades insuperáveis, tanto que aquele livro chegou a
ser considerado uma continuação de O Livro dos Espíritos.. Isso acontece também
com qualquer Espírito-guia de médium famosos.
Não podemos seguir esse caminho.
Cento e cinqüenta anos depois do O Livro dos Espíritos, o mundo conheceu
revolucionários conhecimentos científicos e tecnológicos. Raciocinar em termos
desse tempo é negar o desenvolvimento da humanidade.
Certo que não é por apenas um século e pouco de mudanças profundas
no cenário que tudo está perdido e jogado. Mas tudo precisa passar sob o crivo
de novos entendimentos e compreensão dos fatos.
A minha proposta é o rompimento com o modelo judáico-cristão no que
se chocar com os fundamentos dinâmicos iniciados por Allan Kardec.
Digo iniciado no sentido de que são dinamicamente progressivos
modificáveis e renovados.
Essa é uma empresa difícil porque, como disse Freud, todos gostamos
ouvir o que já sabemos. Novos princípios, ensinamentos e idéias são difíceis de
aceitar porque desestruturam a cultura, a mente, o modo de pensar estereotipado.
Porque também existe um modo estereotipado de pensar espírita.
Um amigo de muitos anos deixou-me porque minhas idéias criavam nele
uma confusão mental, porque o que antes era certo passou a não ser e
vice-versa.
Mas esse é o caminho do crescimento. Existirá outro?”
Da redação: Doutrina Kardecista – Modelo Conceitual - pode ser encontrado na livraria do ICKS - mande um e-mail para ickardecista1@terra.com.br.
Ou ainda a versão digital em pdf e gratuita.
Quer saber mais:
Sobre o Doutrina Kardecista - Modelo Conceitual:
https://www.blogger.com/blog/post/edit/8190435979242028935/1805259799422676000
Nota: Artigo
originalmente publicado no Jornal Abertura de Santos.
Gostou? Você pode
encontrar muito mais no Jornal Abertura – digital,
totalmente gratuito.
Acesse: CEPA
Internacional
Sobre o livro - Caminhos da Liberdade
Jaci Régis
publicou no Abertura uma série de artigos aos quais denominou Lendo Meus livros,
destacamos alguns tópicos:
Em 1990 Jaci reúne alguns destes artigos, criando um livro que poderia se enquadrar como de auto-ajuda.
“Era meu desejo,
incentivado por vários amigos e leitores, reunir as crônicas mensais publicadas
no jornal ABERTURA, num livro. Reuni 30 crônicas que me pareceram mais
interessantes. O livro foi editado na época mais grave das dissensões
doutrinárias e por isso não teve maior repercussão. ...
Na contra capa
publiquei um fragmento do texto que explica muito bem o sentimento de liberdade
que está no cerne de todas as crônicas”.
“Um dia, como uma
brisa muito fresca e suave, senti que era livre. Essa sensação não me veio de
uma súbita revelação ou milagre divino. Nem propriamente fruto de conhecimentos
extraordinários. Mas porque, por muitos motivos, andanças, reflexões, fracassos
e lágrimas, percebi que já não tinha medo de errar. Que a vida não era uma
atitude linear, mas ondulante, cíclica.
Conheça o nosso site: www.icks.ong.br
Vi que podia
abandonar velhas ideias, sem perder a minha base. Que era possível questionar o
que julgava verdade revelada, acabada, porque a Verdade me parecia mais
criativa e mais fascinante. Encontrei um caminho de acesso a ela. Sem sonhar
que tenha “toda” a verdade. É apenas uma abertura, uma ruptura, um começar;
Se alguém alegar
que me acho louco por ter coragem de fazer tão intempestiva, quanto pretenciosa
afirmação, que resposta darei senão que todo caminho da liberdade e a busca da
verdade são sempre uma verdadeira loucura?”
Aproveitamos que Egydio Régis, vem homenageando e trazendo a luz através de um diálogo com Jaci, por suas obras possamos saber um pouco mais deste grande espírita.
Desta forma
passamos ao leitor detalhes desta grande obra que pode ser adquirida no ICKS,
através do e-mail: ickardecista1@terra.com.br .Nesta modalidade o frete no Brasil, incluíndo a remessa pelo correio, custa R$ 15,00. Um esforço que o ICKS faz, reduzindo o valor do livro para que você nosso leitor possa adquirí-lo.
Jaci
Régis e seu legado
A Literatura Espírita - Compilação da série publicada no Jornal Abertura
Nos aproximamos de
dez anos sem a convivência com Jaci Régis desde sua desencarnação em dezembro
de 2010, portanto publicaremos uma série de artigos voltados para a manutenção
da memória e do reconhecimento de seu legado.
Começando pela
literatura, Jaci Régis publicou 12 livros por diversas editoras, a primeira
delas Dicesp pertencia à USE - Baixada Santista que também editava o jornal espírita
Espiritismo e Unificação. Com o afastamento do nosso grupo da USE em fins de
1986 Jaci Régis cria, ligado à Comunidade Assistencial Espírita Lar Veneranda,
a editora Licespe. Posteriormente em 1999 com a criação do ICKS, seus novos
livros passaram a sair com o selo Edições ICKS.
Vejamos então as
publicações de Jaci Régis.
A Mulher na
Dimensão Espírita - Seu
primeiro livro publicado em 1975 em parceria com Nancy Puhlmann Di Girolamo e Marlene Rossi
Severino Nobre - pela editora Dicesp e depois reeditado várias
vezes pela editora Licespe estando ainda disponível na sua 9ª edição.
Amor
Casamento e Família –
foram 13 edições entre Dicesp e Licespe– 1977 – livro atualmente esgotado.
Comportamento
Espírita – editora Dicesp,
depois Licespe, originalmente lançado em 1981. Foi traduzido para o espanhol pelo Cima de Caracas
– Venezuela, ainda disponível para venda em ambas línguas no ICKS.
Uma Nova Visão
do Homem e no Mundo –
Publicado pela editora Dicesp em 1984, depois a Licespe publicou a segunda
edição. Este livro foi atingido em cheio pela ruptura com o movimento
religioso, tendo sido colocado no Index, como obra a não ser lida. Ainda é possível encontrar exemplares da
segunda edição aqui no ICKS. Em 2013 foi produzida também pela editora Letras e
Textos – com ortografia atualizada. No ano seguinte, 2014 foi traduzida e
lançada em espanhol em Porto Rico.
Caminhos da Liberdade – lançado pela editora Licespe em 1990, ainda
disponível, sendo um livro de fácil leitura, ainda muito procurado e atual.
Muralhas do
Passado – único romance
de ficção espírita escrito por Jaci Régis e lançado pela editora Licespe em 1993. Foi posteriormente publicado pela editora DPL,
ainda é possível encontra a edição da Licesp no ICKS.
Introdução a
Doutrina Kardecista
– publicado pela editoria Licespe em 1997, ainda disponível, altamente
recomendado paro o entendimento de um Espiritismo laico e livre-pensador,
iniciou a fase de propostas de repensar o Espiritismo.
A Delicada Questão
do Sexo e do Amor
– pela editora Licespe de 1999, ainda
disponível, consolida um período onde Jaci, psicólogo, e espírita resolve
tratar estas questões delicadas, mas muito importantes e que de alguma forma
ficaram marginalizadas, ou idealizadas no movimento espírita.
Doutrina
Kardecista – Uma Releitura da Obra de Allan Kardec – Edições ICKS – 2005 – livro esgotado.
Novas ideias
– Textos Reescritos
– Edições ICKS – 2007 – livro esgotado.
Doutrina
Kardecista – Modelo Conceitual (reescrevendo o modelo espírita) – Edições ICKS – 2008, disponível. Se algum quiser a
versão em pdf, basta enviar um e-mail ao ickardecista1@terra.com e receberá gratuitamente.
Novo Pensar
Sobre Deus, Homem e Mundo – Último livro de Jaci, Edições ICKS- 2009, o ICKS ainda possui 21
exemplares para comercialização.
Agregamos as
palavras de nosso amigo e médico Ademar
Arthur Chioro dos Reis que escreveu a biografia de Jaci Régis e que foi
publicada neste jornal em janeiro de 2011.
“Um autor que
possuía um estilo peculiar, de reconhecida competência. Sua pena produzia há
décadas ensaios e crônicas, publicadas em jornais e livros, de rara
sensibilidade e ternura, que tocam as mais profundas fímbrias de nossos
corações e mentes.
Um texto sensível e criativo, sem que
recorresse à mesmice que caracteriza a literatura espírita. Ao mesmo tempo, era
capaz de produzir artigos, trabalhos, textos e livros de cunho doutrinários que
se constituíram em verdadeiros clássicos da literatura espírita contemporânea,
indispensáveis aos estudiosos da Doutrina Espírita. Desenvolveu uma linha de
raciocínio e argumentação extremamente fundamentada e consistente, a partir dos
postulados de Kardec – que conhecia como poucos.
Era um líder nato e grande realizador.
Não há dúvidas de que o Lar Veneranda foi a grande obra de sua vida, pois
embora tenha tido inúmeros e valorosos colaboradores, sua obstinação,
competência e liderança foram fundamentais para erguer e consolidar esta
instituição modelar.
Sua contribuição intelectual ao
pensamento espírita, por outro lado, foi sendo desenvolvida e aperfeiçoada num
processo no qual se destacam três fatos de fundamental importância na definição
de sua obra: a "descoberta" de Freud e sua formação psicanalítica, no
curso de Psicologia; o acesso às informações contidas na Revista Espírita, o
que lhe permitiu um aprofundamento e a contextualização do pensamento de
Kardec; e, por fim, a elaboração de uma proposta de releitura de Kardec, uma
reconceituação das atividades doutrinárias, de modo a adequá-las aos princípios
e objetivos do Espiritismo, num movimento criado e difundido a partir de 1978,
ao qual denominou "Espiritização", que alcançou grande repercussão no
movimento espírita.
Constituiu-se, sem dúvida, no mais
contundente e consistente crítico do Espiritismo evangélico/cristão e do não
assumido roustanguismo da Federação Espírita Brasileira.
Denunciou a concentração de poder nas
mãos dos conservadores dirigentes das federativas e suas nefastas
consequências. Impulsionou, a partir de meados da década de 80, a discussão em
torno do caráter religioso do espiritismo, defendendo vigorosamente que o
espiritismo não é uma religião, combatendo a incorporação de práticas e rituais
religiosos pelo movimento e as distorções no uso e prática da mediunidade.”
Jaci Régis biografia e vida – por Ademar Arthur Chioro dos Reis
jaci-regis-bibliografia.
Jaci
Régis e seu legado:
A
QUESTÃO RELIGIOSA
Para construir
este capítulo desta jornada revisória de Jaci Régis vou me apoiar em dois
artigos, o primeiro do próprio Jaci Régis “Breve Síntese Cronológica da questão
Religiosa que publicamos neste jornal em maio de 2015 a partir de um material
que recuperamos em seus arquivos pessoais. E buscamos a palavra de Eugenio Lara
que acompanhou Jaci no Espiritismo e Unificação
e aqui mesmo no Abertura por cerca de 20 anos.
Jaci Régis agitou
os alicerces do Movimento Espírita trazendo a que foi denominada “Questão
Religiosa, foram diversos artigos, conferências e livros tratando disto.
Nas palavras de
Jaci Régis:
1979
“Creio que posso
dizer que o início de tudo começou em setembro de 1979 quando lancei no jornal
Espiritismo e Unificação, a campanha da Espiritização.
1980
Nas edições
seguintes, no ano de 1980, o tema da Espiritização esteve presente, inclusive
com adesões e rechaço.
Já em setembro desse ano foi sugerida uma Campanha
Nacional pela Espiritização
Em sequência, na edição de novembro de 1980, escrevi
um artigo com o título:
Espiritismo religioso. existe isso?
1981
No ano de 1981
prossegui com a ideia da Espiritização.
1982
Também em 1982, o
tema da Espiritização continuou.
Maio de 1982 – publiquei artigo do Krishnamurti
“Polêmica Espírita”.
1983
Artigo do
Krishnamurti “O Discurso de Abertura”, analisando o discurso de Kardec de
novembro de 1868.
Artigo “Kardec afirmou que o Espiritismo não é
religião”.
1984
Dezembro de 1984 –
fórum debate religião espírita – na sede da Federação Espírita do Estado de São
Paulo entre eu e Heloisa Pires.
1985
Publiquei uma
coluna sobre a questão religiosa durante alguns meses,
Lançado o livro “O Laço e o Culto” de Krishnamurti
Foi apresentada a Chapa Unificação Hoje, para a
diretoria da USE, com a candidatura de Henrique Diegues à presidência.
Editorial do Boletim da Federação do Rio Grande do Sul
sobre a questão religiosa
1986
Participação ativa
de Ciro, Jaci e Miguel na elaboração do 7º Congresso Espírita Estadual,
realizado de 22 a 24 de agosto de 1986.
Centros ligados à UMES pedem definição não religiosa
Realização do 7º
Congresso Espírita Paulista1896:
A discussão sobre
o Espiritismo religioso, mobilizou muita gente, pró e contra. Artigos,
cartas, editorais, foram publicados em vários jornais e realizados fóruns e
debates.
A apresentação de uma chapa notoriamente não
religiosa, para a diretoria da USE foi o ponto culminante da reação do sistema.
A situação cresceu quando a UMES de Santos e a 4º UDE,
representadas por mim e por Ciro propôs e conseguiu a realização do 7º
Congresso Estadual, que foi, afinal, o ponto de ruptura final.
A direção da UME de Santos foi praticamente destituída
pela Diretoria da USE, DEIXAMOS A Dicesp, que criamos como parte da UMES como
editora do jornal Espiritismo e Unificação e de livros.
Embora se tenha veiculado que existia o “grupo de
Santos”, na verdade era eu, Jaci Regis, o único componente.
Vários espíritas contribuíram como Ciro Pirondi,
Egydio Regis, Marcos Miguel, Krisnamurti C. Dias do nosso lado e vários do
outro lado.
1987
Deixamos a direção
do jornal Espiritismo e Unificação, no mês de fevereiro.”
Bem, neste
momento, no mês de abril de 1987, nasce o jornal Abertura com projeto gráfico
de Ciro Pirondi e diagramação de Eugenio Lara.
Algumas
reflexões sobre Jaci e sua forma de trabalhar
Recorremos a Eugenio
Lara, retirando alguns trechos de seu artigo - Jaci Régis – O homem e o Humanista
- de janeiro/ fevereiro de 2011, primeira edição do Abertura após a
desencarnação de Régis.
“O contato pessoal
se deu no final daquele ano (1980), em um encontro de jovens espíritas
promovido pela Comunidade Assistencial Espírita Lar Veneranda. Foram
momentos marcantes em um domingo ensolarado. Neste dia assisti a uma palestra
sua e o conheci pessoalmente. Senti uma emoção muito grande. Nunca havia conhecido pessoalmente o autor de um livro
(Amor casamento e Família), ainda mais um livro espírita de tão profundo
conteúdo e arrojados pensamentos. Após o almoço, ele estava
sentado numa cadeira observando a movimentação do ambiente. Fui até ele, me
apresentei e falei o quanto eu havia gostado de seu livro. Agradeceu os elogios
ao seu trabalho e disse-me que estava para lançar um novo
livro, Comportamento Espírita, no início de 1981. Outra obra sua que li
com avidez, assim como todos os seus livros posteriores e seu primeiro livro,
em parceria com Marlene Nobre e Nancy Pullmann, A Mulher na Dimensão
Espírita.”
“Nesse meio tempo tive a oportunidade de conhecer o periódico
santista Espiritismo & Unificação, editado pela Dicesp. Foi total a
identificação. Era exatamente o que eu pensava. Ele era editado pelo Jaci e o
redator, José Rodrigues, uma dupla formidável. Vi que não estava sozinho.
Centenas de companheiros de vários outros lugares do Brasil e fora dele
comungavam dos mesmos ideais, da mesma visão e concepção de um Espiritismo
cultural, dinâmico e orientado pelo genuíno pensamento de Allan Kardec.”
“Tive o grande prazer de trabalhar por quase 20 anos
ao lado dele. Com os conflitos doutrinários na USE, o Espiritismo &
Unificação, que passei a diagramar, foi sucedido
pelo Abertura (1987), agora editado pelo Lar Veneranda, através da
Livraria Cultural Espírita Editora, Licespe. Nesta época eu era o presidente do
Conselho Regional Espírita e acompanhei de perto todo o conflito ocorrido em
Santos e em vários lugares do País.”
O
jornal Espiritismo & Unificação foi um dos poucos que manteve
suas portas abertas para determinados movimentos de contestação como o MUE -
Movimento Universitário Espírita, caracterizado por propostas que visavam uma
correlação do Espiritismo com o Marxismo, com um discurso de esquerda,
fundamentado em autores como Manuel S. Porteiro, Humberto Mariotti e Herculano
Pires. Mariotti chamava esse grupo, carinhosamente, de esquerda kardeciana. Foi
o periódico espírita que mais promoveu o trabalho realizado pela então
Confederação Espírita Pan-Americana (CEPA – hoje Associação Espírita
Internacional), bem antes da penetração mais acentuada de seus quadros e
princípios no Brasil, a partir da gestão do escritor espírita venezuelano Jon
Aizpúrua, nos anos 90.”
“Muitos
companheiros de minha geração me perguntavam: “como você consegue trabalhar com
o Jaci?” Eu respondia tranquilamente, sem me incomodar: “nosso trabalho é
realizado como se fossemos profissionais, como se fosse um trabalho
profissional, apesar de ser voluntário e totalmente doutrinário. Procuramos ser
eficientes no que fazemos, apenas isso”.
“O Jaci sempre teve fama de ser centralizador, exigente
ao extremo, muito duro e seco, enérgico, grosseiro. Mas ao mesmo tempo era
bem-humorado, jocoso, carismático e um exemplo de dinamismo, de trabalho, de
perseverança, como se fosse uma força da natureza. De fato, ele era tudo isso.
E mais, não tolerava corpo mole, ineficiência, incompetência. Não deixava
barato, não poupava palavras, era duro mesmo, mas sem ser mal-educado. Ele não
falava palavrão. Nunca ouvi dele alguma palavra de baixo calão.
Adorava vê-lo falar. Sempre fui um jacista de quatro
costados, mas sem perder de vista suas contradições, sem deixar de contestá-lo
quando julgava necessário. Suas palestras sempre traziam pontos polêmicos,
criticidade, bom humor. Um debatedor implacável. Era muito difícil debater com
ele.
Jaci
Régis e seu legado:
Sua
importante participação em casas espíritas.
Estamos tomando
como base o texto de Ademar Arthur Chioro dos Reis que produziu uma importante
biografia de Jaci Régis, sempre escrito entre aspas no texto que nos segue.
Inicialmente observamos os seus primeiros passos na Doutrina Espírita,
Jaci Régis é “ filho de Octávio Regis e Izolina Adriano Regis, espíritas
praticantes, nasceu em Florianópolis, em 30 de outubro de 1932, sendo o sexto
filho de uma prole composta por oito irmãos: Otávio, Arnaldo, Francisco,
Albertina, Mariazinha (já falecidos), além de Ivon, Luci e Egydio. Fez o curso
primário nesta cidade catarinense, onde começou a frequentar o Catecismo
Espírita e, mais tarde, a Mocidade Espírita”.
Em 1947 a família se muda para Santos e “em novembro deste ano entrou
para a Juventude Espírita de Santos, recém-fundada pelo Centro Espírita Manoel
Gonçalves. A partir daí começa a sua exitosa trajetória de líder, divulgador e
pensador espírita, destacando-se pela sua inteligência, impulsividade e
criatividade.
MEEV – Mocidade Espírita Estudantes da Verdade – do
CEAK de Santos:
“Em 1949, quando a Juventude, já
então denominada Mocidade Espírita Estudantes da Verdade (MEEV), mudou-se para
o Centro Beneficente Evangélico, assumiu a liderança da mesma (tinha então 17
anos) com a transferência de Alexandre Soares Barbosa, fundador e grande
polarizador dos jovens, para a cidade de Araraquara.
CEAK – Centro Espírita Allan Kardec:
“Em 1952 liderou o movimento que assumiu a direção do Centro Beneficente
Evangélico. A partir daí esse centro tomaria um rumo diferenciado dos demais.
Por sua sugestão, a casa mudou o nome para Centro Espírita Allan Kardec (CEAK).
Por cinco décadas foi membro do Conselho Diretor e participou de atividades
doutrinárias no CEAK, do qual foi presidente por 12 anos
CAELV - Comunidade Assistencial Espírita Lar Veneranda
“Em 1962 liderou outro movimento composto por um grupo de jovens que
assumiu a direção da Comunidade Assistencial Espírita Lar Veneranda, fundada em
1954, da qual foi presidente por 32 anos. Sua gestão foi marcada por grandes
realizações, culminando com a construção de um belo prédio, sede da creche que
atende hoje 130 crianças e 80 mães, e outro para a escola (posteriormente
vendido) que continua atendendo 60 crianças”. Jaci ao desencarnar era o
Presidente do Conselho Deliberativo do Lar, como costumamos chamar.
União Municipal Espírita de Santos (UMES)
Jaci “participou destacadamente do movimento juvenil no Estado de São
Paulo, sempre combativo e inovador. Foi um dos fundadores da União Municipal
Espírita de Santos (UMES), em 1951, sendo seu primeiro vice-presidente. Foi
idealizador e presidente da Divulgação Cultural Espírita (Dicesp), órgão da
UMES, desenvolvendo um grande trabalho de divulgação. Jovens da MEEV, editavam
o jornal Espiritismo, que posteriormente fundiu-se com o jornal Mensageiro da
União, órgão da UMES, surgindo o "Espiritismo e Unificação", do qual
foi diretor e editor por mais de 23 anos, em companhia de José Rodrigues, que
faleceu também em 2010”.
LICESPE - Livraria Cultural Espírita
“A partir das divergências e disputas encetadas com o segmento religioso
da UMES, fundou a Livraria Cultural Espírita (Licespe), vinculada ao Lar
Veneranda. E o Jornal ABERTURA, em 1987, do qual foi presidente e redator até o
seu desencarne.
ICKS - Instituto Cultural Kardecista de Santos
“Em 1999, afastou-se do CEAK e fundou o Instituto Cultural Kardecista de
Santos (ICKS), entidade ligada ao Lar Veneranda, que presidiu até o seu
desencarne. Sempre empreendedor, criou em 2009 uma OCIP, denominada então LarVen,
para cuidar dos cursos profissionalizantes ministrados no Edifício Jaci Régis,
pertencente ao Lar Veneranda e sede do ICKS e do LarVen, este último já
não existe mais.
Espiritismo e Unificação e Jornal Abertura
Além de sua produção literária, já apresentada em artigo anterior neste
jornal, Jaci Régis encabeçou como redator estes dois importantes jornais
espíritas.
No Abertura Jaci Régis produziu 257 edições desde a fundação do mesmo em
abril de 19987 até um mês antes de sua desencarnação em dezembro de 2010.
Jaci
Régis e seu legado: a sua vida familiar.
Ainda que este não seja
o aspecto mais relevante aos leitores espíritas não poderíamos, nesta
retrospectiva abstermos de observar o lado familiar deste grande espírita.
Seus genros, Junior do
Costa e Oliveira, Roberto Rufo e Silva e Alexandre Machado, inspirados em seu
exemplo e dedicação, tornaram-se militantes espíritas muito valorosos. A
maioria dos seus 11 netos participaram ativamente da MEEV. Atualmente o Lar
Veneranda é dirigido por sua filha, Valéria Regis Silva, e sua numerosa e
devotada família participa ativamente na gestão desta entidade, bem como do
Jornal Abertura e do ICKS”. (AAQR)
Colhemos
o depoimento de sua filha Cláudia Régis Machado:
“Jaci
um presente da vida, um pai próximo que nos envolvia e levava-nos a participar
de suas múltiplas atividades. Tinha um olhar especial para cada um de nós.
Sempre junto quando precisávamos de uma palavra, de uma orientação não
descartava uma boa conversa, um abraço, uma celebração. Sua presença marcante
era sentida com muito amor, carinho e respeito”.
Como genro me cabe
comentar o que tive oportunidade de presenciar e sentir, o conheci em 1984,
quando meus concunhados já estavam bem integrados às atividades espíritas,
todos muito inteligentes e com grande conhecimento da Doutrina. Eu recém
chegado ao espiritismo só pude ganhar com este ambiente.
Jaci nos liderava
pelo exemplo, era incansável, sempre querendo fazer algo novo, um encontro, um
novo livro, discutindo sobre as questões atuais. Vivíamos a abertura política
ainda muito em seu início. A questão do espiritismo religioso a USE e os SBPEs.
Como toda a
família grande, com sua partida, cada filha e filho acabaram por ser o centro
de suas novas famílias como seria natural. Ficarão sempre em nossas memórias a
sala sempre cheia nos “kerbs” dos feridões.
Nos coube dar
seguimento ao Jornal Abertura, esta edição será minha centésima décima segunda,
o que faço por prazer e por um imenso respeito por aquele que a iniciou.
Jaci Régis um
homem que viveu plenamente.
Jaci Régis um homem
múltiplo.
Encerraremos esta série
em homenagem a Jaci Régis no mês que se completará no dia 13 de dezembro, dez
anos da desencarnação do fundador deste jornal. O Abertura foi lançado ao
público em abril de 1987, após o processo de fritura do “Grupo de Santos”, pela
USE – União das Sociedades Espíritas de São Paulo por parte de seu segmento
religioso. Jaci foi o redator chefe do Abertura por 257 edições.
“Jaci Régis – um homem múltiplo”, no XII SBPE, o ICKS fez uma homenagem a ele, de uma forma que traduz muito bem: “naquela mesa está faltando ele e a saudade dele tá doendo ...” só quem conviveu pode entender o significado desta falta. Jaci estava envolvido, ou melhor, comprometido com uma dezena de atividades e a sua desencarnação nos provou que sua liderança era chave para o sucesso que o “Grupo de Santos” ensejava. Da mesma forma que na natureza como no caso das florestas tropicais, quando uma árvore enorme é derrubada, pela característica da imortalidade dinâmica, outras árvores ocuparão o seu espaço, mas isto leva tempo.
Formou-se em Economia (tendo inclusive dado aula de Macroeconomia na Faculdade de Ciências Econômicas São Leopoldo em Santos), Jornalismo (chegou a ter um jornal em Cubatão) e Psicologia. Freudiano assumido, era psicólogo clínico (exercendo esta profissão por mais de 30 anos) e até o seu desencarne exercia intensa atividade profissional, que influiu decisivamente para que se dedicasse a abordagem de temas relacionados ao comportamento humano, a sexualidade, a família, a personalidade humana e suas relações com os problemas afetivos e psíquicos.
“Desenvolveu, ao longo da década de 90 do século passado, uma teoria a que denominou Espiritossomática, procurando estabelecer pontos de confluência e a construção de uma práxis terapêutica a partir das contribuições doutrinárias do Espiritismo e de outras áreas da Psicologia, em particular a psicanálise”.
“Era expositor e autor que fazia (e continuará fazendo) muito sucesso entre os jovens e espíritas livres-pensadores, desprovidos de preconceitos, tocados pelos argumentos e pela abordagem moderna, aberta, fundamentada e consistente com quem lidava com os mais diversos temas doutrinários e problemas humanos. Um autor que possuía um estilo peculiar, de reconhecida competência”.
“Sua pena produzia há décadas ensaios e crônicas, publicadas em jornais e livros, de rara sensibilidade e ternura, que tocam as mais profundas fímbrias de nossos corações e mentes. Um texto sensível e criativo, sem que recorresse à mesmice que caracteriza a literatura espírita. Ao mesmo tempo, era capaz de produzir artigos, trabalhos, textos e livros de cunho doutrinários que se constituíram em verdadeiros clássicos da literatura espírita contemporânea, indispensáveis aos estudiosos da Doutrina Espírita. Desenvolveu uma linha de raciocínio e argumentação extremamente fundamentada e consistente, a partir dos postulados de Kardec – que conhecia como poucos.” (AACR)
Algo que poucos sabem, neste seu jornal de Cubatão, Jaci, como era o seu caráter fez críticas a algumas “coisas estranhas” que ocorriam em Cubatão, durante o período de exceção, bem, Jaci Régis foi chamado e fichado no DOPS (Departamento de Ordem e Política Social). Foi então advertido a escrever com mais cuidado por aquele órgão de repressão. Jaci sabidamente não era uma pessoa de esquerda, foco principal do DOPS. Mas fica aqui a lembrança de que em regimes totalitários, sem liberdade, qualquer cidadão, com qualquer ideologia, está sempre correndo riscos.
Reconhecimentos:
Jaci Régis tanto em vida, como após a
sua morte, recebeu várias homenagens e reconhecimentos, este jornal sob sua
batuta, for premiado pela ABRAJE – Associação Brasileira de Jornalistas
Espíritas como o melhor jornal espírita. Igualmente muita satisfação ele obteve
ao receber o Prêmio Bem Eficiente pelo Lar Veneranda em sua primeira edição.
Stephen Kanitz,
Administrador por Harvard, criou o Prêmio Bem Eficiente em 1994, com o objetivo
de reconhecer o trabalho e dedicação de dirigentes e voluntários sociais deste
país, que lutam com cada vez menos recursos, donativos e incentivos sociais
para continuar ajudando os outros, a Comunidade Assistencial Espírita lar
Veneranda recebeu este prêmio, para concorrer era necessário apresentar um
relatório baseado no Plana Nacional de Qualidade.
2011 – XXI Congresso da
CEPA em Santos
Jaci Régis, assim como seu grande companheiro de trajetória José Rodrigues foram homenageados, ambos participaram do início da organização do Congresso, mas desencarnaram e nos deixaram em 2010.
Dona Palmyra recebeu das mãos de Ademar Arthur a homenagem que o ICKS exibe e expõe no salão do ICKS.
2014
– II Encuentro Espírita Iberoamericano – Salau
Estivemos
presentes e recebemos esta homenagem, Cláudia Régis Machado e eu. Neste evento pude
apresentar à comunidade espírita ibero-americana o trabalho que vinha sendo
desenvolvido por Jaci – a Ciência da Alma, nos seus últimos anos de vida. O livro
que consolida os trabalhos apresentados no evento traz em sua dedicatória o
reconhecimento a Josep Casanovas e Jaci Régis, que estiveram juntos em
Barcelona em 2006, pelos serviços prestados ao espiritismo livre-pensador.
Complementando as merecidas homenangens, neste ano em
que completam 10 anos sem a presença física de Jaci Régis CEPABrasil e o ICKS com apoio do
CPdoc e Cepa Internacional farão uma live no dia 12 de dezembro
as 16 horas, onde muitos amigos e parentes darão depoimentos por video sobre –
Jaci Régis – Pensamento e ação.
Buscamos com este pequeno recorte da vida de Jaci
Régis, trazer a luz, um pouco de diversos aspectos daquele que foi um
incansável trabalhador da Doutrina.
O artigo completo, composto pelas 5 partes, poderá ser encontrado no blog do ICKS – http://icksantos.blogspot.com
Fonte: Jaci Régis, biografia e vida – Ademar Arthur Chioro dos Reis
Nota: Artigo
originalmente publicado no Jornal Abertura de Santos.
Gostou? Você pode
encontrar muito mais no Jornal Abertura – digital,
totalmente gratuito.
Acesse: CEPA
Internacional