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sábado, 6 de junho de 2026

Alegria e Tristeza no equilíbrio mental - por Cláudia Régis Machado

                          Alegria e Tristeza no equilíbrio mental - Cláudia Régis Machado


Escrever sobre Tristeza e Alegria é dizer sobre emoções, sentimentos humanos, que constituem a dinâmica da vida. Vivemos e criamos situações que nos trazem alegria e tristeza.

Buscar o equilíbrio emocional é fator de grande importância porque o bem-estar emocional é necessário para viver com mais saúde e qualidade de vida.



Reconhecer a influência das emoções e, em resposta, exercer o autocontrole sobre elas, a fim de obter reações mais centradas, sem perder a racionalidades ou se desesperar diante das adversidades, mesmo diante de situações extremas, como as crises.

É complexo traduzir em palavras esses sentimentos, pois a manifestação tanto de alegria como de tristeza, são subjetivas, e podem ou não se manifestar com expressão corporal e comportamento mental.

Por isso definir tristeza como alegria geralmente é comparando a sensações agradáveis e desagradáveis.

A tristeza com algo amargo, escuro ou como uma dor, ou com sentimento de incapacidade. A  tristeza pode ser também comparado a consequência de emoções  como egoismo, a insegurança, a baixa estima,

Já a associamos ao com em emoções como a, empolgação, paz interna.

Nestes dois sentimentos opostos – alegria e tristeza a gente pode colocar uma diferença em ser triste e alegre e estar triste e alegre.

O equilíbrio emocional precisa ser trabalhado ao longo da vida, pois a falta de cuidado com a saúde mental é um dos principais fatores que contribuem para o surgimento do estresse e das doenças psicológicas.

Sabendo sobre os dois conceitos acreditamos neste atual momento da nossa evolução que sabendo lidar, não supervalorizando nenhum dos dois e sim aprender a manejar nossas emoções, nossos pensamentos e os sentimentos que emergem das situações da vida, é que conseguimos um equilibrio mental.

 ” Como" encarar uma dificuldade faz muita diferença no nosso dia a dia, trazendo como resultado essa palavrinha que todos almejamos: felicidade.


Segundo Jaci Régis o Perfil médio da humanidade em termos de equilíbrio mental, seria dividido em três níveis:

  1. Nível primário.
  2. Nível razoavelmente saudável-precariamente equilibrado oscilando entre os limites do equilíbrio razoável ao destempero emocional.
  3. Nível satisfatoriamente saudável.

Dizem que só crescemos e mudamos na dor e no sofrimento. (até algumas interpretações espíritas). Por que não o oposto? Infelizmente, as pessoas tendem a se acomodar quando tudo está bem.

Mas é possível mudar através da alegria e da exaltação, pois a essência para qualquer mudança é entrarmos em contato com nossos verdadeiros sentimentos e isso pode ser através do sofrimento ou da alegria.

A alegria é a nossa meta, pois, a emoção da alegria nos aquece,

Quanto estamos alegres mostramos autoconfiança, nos sentimos bem. Parece que ficamos muito mais iluminados. Geralmente ficamos mais abertos e flexíveis.

Mas a tristeza está aí e não podemos negá-la, existem no mundo, situações que nos causam e trazem tristeza e muitas provocadas por nós mesmos.

Mas frente a elas, não se deixar sucumbir, vivê-las sem desespero, procurar buscar esperança.

Aqui uma pessoa que tem alegria de viver pode encontrar outros caminhos quando surgir uma dificuldade, pois a alegria saudável nos faz criativos e exaltados.

Como o Espiritismo pode contribuir

Quando o entendimento da vida leva o indivíduo a acreditar na transcendência, na vida além da morte, na imortalidade da alma, e todas as manifestações decorrentes, ampliam-se para ele o horizonte de eventos.

É possível afirmar que o indivíduo que deposita na crença no futuro pode suportar com menos dificuldades as eventuais contrariedades do presente. O presente pode não o agradar, mas pode também não ser motivo de visível infelicidade pela expectativa e possibilidades de aprender e melhorar.

A crença no futuro, a certeza de que não estamos sozinhos e que estamos em fase de evolução de aprendizado ajudando-nos a compreender as facilidades e dificuldades da vida, facilitando a manutenção de estados de equilíbrio e de felicidade relativa.

Nota da Redação: Este artigo foi publicado no Jornal Abertura de junho de 2022, estamos repetindo por acharmos importante esta reflexão para quem sabe, ajudar a  reverter esta tendência observada pela sociedade atual de extremos de tristeza.

 

 Artigo originalmente publicado no Jornal Abertura de janeiro-fevereiro de 2025.

https://icksantos.blogspot.com/2025/02/jornal-abertura-de-janeirofevereiro.html

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domingo, 17 de maio de 2026

Somos Felizes? por Cláudia Régis Machado

 Somos Felizes? por Cláudia Régis Machado


Todo final de ano muitas pessoas têm o hábito de refletir sobre o ano que finda. Quais as realizações, o que deixou de fazer? E, em seguida passa a pensar no planejamento do ano que está por vir.

No entanto raramente se fazem uma pergunta: “Fomos felizes”?

Muitos associam a felicidade com os resultados obtidos, no entanto vamos abordar o assunto enfatizando o sentimento “felicidade”, na concretude que fica diluída no abstrato, na subjetividade porque muitas vezes especificar, dimensionar felicidade se mostra bastante complicado já que não é um conceito único e está sujeito a visão de mundo de cada um, ao lugar, a época vivida, entre outras coisas. Mas ainda fica a questão O que é felicidade? Se não soubermos de que felicidade estamos falando não saberemos se fomos felizes.

Fazendo uma pesquisa na internet no site a mente maravilhosa, que mostra o conceito de felicidade de alguns filósofos dentre eles Aristóteles e Epicuro, os mais conhecidos e, dois mais modernos Nietzsche e Ortega y Gasset, podemos ter uma noção que este tema sempre foi importante e já foi estudado por muitos.

Para Aristóteles, o mais proeminente dos filósofos metafísicos, a felicidade é o maior desejo dos seres humanos. Do seu ponto de vista, a melhor forma de conseguir ser feliz é através das virtudes. Cultive as boas virtudes e alcançará a felicidade.”

Para Epicuro um filósofo grego que teve muitas contradições com os filósofos metafísicos. A diferença entre eles é que ele não acreditava que a felicidade provinha somente do mundo espiritual, mas também tinha muito a ver com as dimensões terrenas. acreditava na possibilidade de uma vida feliz e harmônica neste mundo. Ele postulou o princípio de que o equilíbrio e a temperança davam origem a felicidade”. 

“Para Nietzsche - acreditava que viver pacificamente e sem qualquer preocupação era um desejo das pessoas medíocres e que não valorizam a vida. Para ele, estar bem” graças a circunstâncias favoráveis ou a boa sorte não é felicidade. Isto é uma condição efêmera que pode mudar a qualquer momento.

Estar bem seria uma espécie de “estado ideal de preguiça“, onde não existem preocupações e sobressaltos. Em vez disso, a felicidade é força vital, espírito de luta contra todos os obstáculos que restrinjam a liberdade e a autoafirmação.”

Para Ortega y Gasset, a felicidade é definida quando “a vida projetada” e a “vida real” coincidem. Ou seja, quando a vida que desejamos coincide com o que realmente somos. Ideia de confluência. Todos os seres humanos têm potencial e desejo de ser feliz. Isto quer dizer que cada um define o que irá fazê-lo feliz; se conseguir construir a sua vida de acordo com os seus desejos, será feliz”.

O Espiritismo como filosofia espiritualista traz sua contribuição, colocando a ideia de que a felicidade é um estado que se manifesta através do servir e do bem que se oferece ao próximo, chegando à plenitude do ser não no mundo material e sim no espiritual já que somos espíritos imortais.

A questão 920. Do Livro dos Espíritos é assim colocada: O homem pode gozar na Terra uma felicidade completa? - Não, pois a vida lhe foi dada como prova ou expiação, mas dele depende abrandar os seus males e ser tão feliz quanto se pode ser na Terra.

Já na questão 922, por sua vez pergunta, há, entretanto, uma medida comum de felicidade para todos os homens? - Para a vida material, a posse do necessário; para a vida moral, a consciência pura e a fé no futuro

O espiritismo auxilia através de suas orientações morais a compreensão da felicidade propondo um futuro racional que advém das escolhas e ações por nós realizadas.

Na perspectiva contemporânea trazemos Jaci Regis pensador espírita que coloca a felicidade como o propósito central da vida. Inovador ao trazer o conceito de prazer, destituída da ideia crista e espírita-cristã, quando postulando o prazer como fator catalizador para o crescimento e evolução espiritual.

Segundo Jaci o “O Espiritismo não pode ser a doutrina da dor e do sofrimento. Mas a doutrina do prazer, no seu sentido amplo, libertador e construtivo”.  Conduzindo a conquista de uma vida terrena relativamente feliz e exitosa. Essa visão propõe uma ética do 'bem viver' fundamentada no otimismo e no serviço do bem. Ideias trazidas por Ricardo Nunes no artigo Jardim de Epicuro editado jornal abertura de janeiro/fevereiro a outubro de 2019.

Disponível no blog do ICKS https://icksantos.blogspot.com/2019/11/jaci-regis-e-o-jardim-de-epicuro-por.html

Artigo publicado no Abertura dezembro de 2025, quer ver o jornal? veja aqui:

https://icksantos.blogspot.com/2025/12/saiu-o-jornal-abertura-de-dezembro-de.html

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sábado, 7 de fevereiro de 2026

Sonho como objetivo por Cláudia Régis Machado

 

Sonho como objetivo - Cláudia Régis Machado

 

Enquanto espírito imortal com compreensão espírita e encarnada creio que está em minha pauta de vida aprender, acertar, errar, aproveitando algumas oportunidades que foram buscadas e outras que surgirão, sempre com o intuito de evoluir.

Creio que como ser humano já encarnado como diz Jaci Régis em seu livro Caminhos da Liberdade, deva ter estes pensamentos: “valorizo o corpo, a vida presente e incorporo as noções do tempo e espaço numa dinâmica capaz de libertar tanto a sombra do passado, quanto o medo do futuro, exaltando o momento em que se exercita o único bem imperecível que é a vida imortal que cada um possui como acervo inalienável”. Vivo o presente dessa encarnação com: infância, adolescência, vida adulta e velhice, com todos os seus momentos: estudo, trabalho, relacionamentos, família, tenho sonhos, busco o bem-estar, os valores morais e os comportamentos positivos e de equilíbrio. Sou um ser humano.

Neste momento quero explanar sobre os sonhos. Existem diferentes tipos de sonhos; como os sonhos arquetípicos, compensatórios, sonhos oníricos, sonhos premonitórios, pesadelos, sonhos espiritas e sonhos como desejos a serem realizados, vamos nos ater a esse último.

Uma máxima da atualidade: Tenha sonhos! Vá em busca de seus sonhos! Uma ideia sedutora e que nos estimula, muitas vezes.

Se diz “não sonhar é um dos grandes inimigos da felicidade. Nossa vida pode ser melhor, se tivermos coragem de sonhar e de materializar nossos sonhos”.

 Transformá-los em ação exige muito trabalho, foco, determinação e disciplina.

“Uma coisa é ter anseios que nos encantam; outra é planejar e executar tudo aquilo que for possível para alcançá-los”.

Talvez trocando a palavra sonhos por objetivos não os tornem como algo mágico, inalcançável e, encarando dessa forma é possível que diminua a distância para concretizá-los.  Acredite, o sonho fica mais próximo quando vira um objetivo.

No entanto continua difícil; planejar, investir e programar são passos básicos e é importante estarmos cientes que não dá para ter o controle total dos fatos que podem suceder e interferem em nossa trajetória de execução.

Outro fator fundamental é ter metas plausíveis e de possibilidade de realização e mesmo assim abrir espaço para acomodar o replanejamento se necessário. Ajustar a dimensão e o valor das coisas, distinguir o essencial para atingir o objetivo.

Quando escrevemos sobre qualquer assunto esperamos que tenha algum eco de reflexões no entanto tenho consciência que parte do meu público pensa que já não tem mais tempo para esses planejamentos, ou um tempo real para maiores ponderações, mas o meu desejo é que possa contribuir para um olhar para esse tipo de ideias levando sempre em conta que a  evolução, para nós espírita que temos como objetivo crescer e nos tornamos melhores, requer atitudes ainda que pequenas, mas que colaborem na solução das dificuldades e dos desafios numa escalada constante e permanente para o desejo ser realizado.

Importante ter otimismo, ajeitar e enfeitar o trajeto para que seja satisfatório e que traga prazer, mas muitas vezes isso não ocorre, muitas vezes consomem tanta energia que deixamos passar situações, momentos de bem-estar que estão no presente porque o nosso foco está no futuro. Lendo um artigo sobre o tema pensei nesta nova análise sobre os sonhos que também é válida e deve ser levada em conta.

 A busca de objetivos requer alguns sacrifícios, mas existe um limite. E muitas vezes somos perseverantes, determinados, porém constatamos que o sonho não faz mais sentido.

Desistir deles nos faz sentir fracassado e com baixa autoestima. Porém, a insistência cega também pode ser muito danosa e é a razão número um para que muitos sonhos se transformam em pesadelos.  O caminho é o do meio: não se deve persegui-los fanaticamente, nem os renunciar. A sugestão é que se faça uma hierarquia e coloque no topo — acima dos sonhos — o aprendizado. Uma maneira de buscar sonhos — sem sacrificar o presente — é construir um modo de vida que permita que você tenha o que precisa, numa atividade que você goste e onde possa desenvolver suas qualidades.

Arthur Schopenhauer colocava” a vida de todos os dias e os sonhos são páginas de um único livro”. Viva o aqui e o agora, sempre que possível busque escolhas boas e com propósito.

Gostou deste artigo? Foi publicado originalmente no Jornal Abertura de agosto de 2025.

Quer ler o jornal completo? Baixe aqui!

https://icksantos.blogspot.com/2025/08/jornal-abertura-agosto-de-2025-online.html

O Livro Caminhos da Liberdade é um livro leve sobre o comportamento humano.

Pode ser adquirido pelo email - ickardecista1@terra.com.br. 0 preço inclui a entrega no Brasil por R$ 15,00.


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sexta-feira, 25 de julho de 2025

A supervalorização da autoestima por Cláudia Régis Machado

 

A supervalorização da autoestima

Quando pensamos na encarnação de um  novo ser neste mundo tão caótico, nos preocupa qual a melhor orientação para encaminhá-lo para o desenvolvimento de suas habilidades e qualidades, para um crescimento emocional sadio, e também como educá-lo moralmente e espiritualmente equilibrado. Tudo isto dentre outras múltiplas questões. Não temos um manual específico de cada indivíduo reencarnante, mas há uma infinidade de estudos, artigos, uma exploração de temas informativos para reflexão, conhecimento e tomada de consciência.

Inhotim -MG


Como espírita não estamos alheio a nenhuma dessas preocupações, sabendo ainda que este ser reencarnante é um espírito que traz aprendizados e experiências que sem dúvida irão intervir através do tempo na suas manifestações de vida. Lembrando sempre que a reencarnação é a possibilidade e uma grande oportunidade de um recomeço, quando a criança vai construir um novo papel, nova personalidade, experiências e trajetórias que irão somar à sua estrutura de espírito em evolução.

O processo educacional nos dá chance de novos código de conduta (social, moral e espiritual) para o bom e para o ruim.

A importância e responsabilidade do papel ou da função dos pais  é fundamental não é fácil e requer requisitos que muitos são carentes.

A educação é um processo amplo que engloba muitos itens, questões e abordagens porém ouvindo uma fala do filósofo Mario Sergio Cortella e do psicólogo Rossandro  klinjey sobre autoestima e supervalorização, resolvi pensar com mais cuidado e observar o que está ocorrendo nestes tempos.

Um mundo de redes sociais, de influenciadores que estimulam a autoadmiração , a paixão pelo próprio ego e, onde autoimagem é bastante inflada. Fica sempre uma pergunta como educar os filhos para não incorrer nesse exagero? Como construir uma autoestima alta, com confiança em si mesmo e nas suas capacidades?

Autoestima é a capacidade de desenvolver o amor-próprio (gostar de si mesmo),  reconhecer as próprias qualidades valorizando-as. Esse sentimento ajuda a confiar nas suas habilidades e capacidades, o que o  encoraja a enfrentar os obstáculos e as novas propostas da vida.

Ter a autoestima bem construída é de suma importância pois  traz muito benefícios, hoje se reconhece que inferiorizar os filhos humilhá-los, não estimula o crescimento ao contrário traz muitos problemas que impede e dificulta a oportunidade da encarnação que como sabemos tem o objetivo de abrir novas opções para o espírito.

Além de que com alta autoestima a probabilidade de bem-estar e felicidade torna-se maior dando recursos para buscar estímulos e esforços para atitudes dignificantes o que contribui para equilíbrio espiritual. Um impulso para a evolução maior que é a grande meta da vida, nos tornarmos cada vez melhores.

O perigo na construção da autoestima é a supervalorização das capacidades  dos filhos, pensando  que são maiores e melhores o que na realidade leva a uma personalidade narcisista.

Todos os pais consideram seus filho especiais, e este o são, e é importante expressar afeto e carinho por seus filhos, porém não salientando que eles não são superiores a ninguém e que tenham consciência das suas qualidades dos seus filhos de forma equilibrada com o objetivo de ajudá-los a construir uma personalidade saudável.

Em uma leitura do site - soumamae.com.br - diz “Um recente estudo, publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, nos Estados Unidos, explica que os comportamentos narcisistas são mais frequentes em crianças que interiorizam a valorização inflada sobre elas.” 

“Por isso, o que a maioria dos pais deve evitar é supervalorizar os filhos, já que agir dessa forma contribui também na formação de uma autoestima frágil”. Agindo assim cria-se uma imagem distorcida, gera um autoengano que dificulta ao filho mais tarde fazer uma análise madura de si próprio porque na maioria das vezes convertem-se em adultos inseguros e dependentes da opinião e reconhecimento externos para validar suas competências e se sentirem bem consigo mesmo.

O elogio deve existir , tem o seu momento e deve-se respeitar a faixa etária . Elogiar não é driblar as dificuldades, é exaltar o feito, isto demonstra afeto e reconhecimento do esforço e da dedicação, e  quando a criança já tiver consciência estimular o aprimoramento,  com o cuidado para que não se passe a ideia de que nada  o que faz é suficiente. A colocação da melhora deve ser sutil e encorajar o progresso.

A frustação também faz parte da educação, é a realidade, a dinâmica da nossa existência. Todo este processo faz parte de nossa evolução como espírito. O Espiritismo nos dá subsídios para termos uma compreensão maior da vida entendendo que a trajetória evolutiva tem percalços, acertos e erros o que suscita reflexão, leva ao aprendizado para ser utilizado em novas experiencias.

A família é um grupo, um conjunto de indivíduos, um universo que interagem com outros universos, recebe influência de todos e o indivíduo é a somatória das experiencias existenciais. O Espiritismo enfatiza o papel formativo da família ampliando seus horizontes, apresentando orientação segura e positiva e traz novas perspectivas nas bases que fundamenta o pensamento humano com abertura para outros estudos e análises comportamentais que auxiliam a compreensão para a melhora das realizações e interações humanas .

Artigo publicado originalmente no Jornal Abertura de abril de 2025, quer ler o jornal completo, baixe grátis:

https://cepainternacional.org/jornal-abertura-abril-de-2025/

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segunda-feira, 7 de abril de 2025

Jornal Abertura de abril de 2025 pdf disponível - baixe aqui grátis

 


                                                                Baixe aqui:

https://cepainternacional.org/jornal-abertura-abril-de-2025/



Nesta edição do Abertura

  • Programação do 19° Fórum Espírita do Livre-Pensar da Baixada Santista
  • Onde estão as pesquisas sobre o Mundo dos Espíritos?
  • Programação do VI Encontro da CEPABrasil em Porto Alegre de 1° a 4 de Maio
  • O TODO MUNDO FAZ, não pode jamais corromper o verdadeiro espírita e ou o verdadeiro cristão – por Roberto Rufo
  • ROTINAS por Milton Medran
  • A SUPERVALORIZAÇÃO DA AUTOESTIMA por Cláudia R. Machado
  • RESPONDENDO PERGUNTAS – Alexandre Machado – sobre o desenvolvimento do princípio espiritual
  • MANUEL PORTEIRO – por Jon Aizpúrua 


quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Porque ser bom - por Cláudia Régis Machado

 Porque ser bom

Cláudia Régis Machado

  


    Estamos inseridos na cultura e vivemos dentro de um contexto que nos guia subliminarmente, o que traz pressão cultural. O consciente coletivo imprime visões e maneiras de olhar o mundo. A dominância da cultura cristã e dos ensinamentos trazidos por Jesus no Ocidente se fazem presentes na estrutura moral do ser humano, mesmo que muitas vezes nos aprisione com seus preceitos de pecado e salvação. 

    O Espiritismo sem o pensamento religioso que tende a frear a evolução dos conceitos  nos conduz a princípios libertos de culpa, castigo e punição; que romperam barreiras pois  nos coloca como espíritos simples e ignorantes seguindo uma trajetória de evolução para alcançarmos  a categoria de espíritos perfeitos, isto é, desenvolvidos intelectualmente e moralmente que nos remete também a ideia que ser bom é um progresso de compreensão das atitudes no estar no mundo. 

    As virtudes são conquistas graduais que lentamente são incorporadas em novo modo de ser, em nossa essência. 

     Jaci Régis coloca que embora o Espiritismo tenha sido elaborado dentro da cultura cristã o modelo espírita nega o modelo cristão. No entanto  o Espiritismo religioso ainda carrega a visão cristã nos conceitos espíritas onde ser bom será compensado em vidas futuras ou que estamos pagando pelos erros cometidos.

     Na Doutrina Kardecista a força moral é um comprometimento filosófico advindo da boa assimilação dos conceitos espíritas onde a crítica, o questionamento e a responsabilidade devem estar presentes e não o julgamento. 

    No autodesenvolvimento a convivência, a existência e a vivência do outro nos traz conflitos que pedem soluções para um bem-estar interno e externo e a vontade de fazê-lo nos impulsiona, até como um caminho de sobrevivência; a buscar um equilíbrio possível para a busca da felicidade e nesta busca ser bom é um requisito para o bem viver.

    Neste entendimento porque ser bom é totalmente diferente da crença de que “tenho que ajudar” tenho que fazer pelo outro, como uma barganha com Deus no âmbito da salvação futura. 

    Entretando para atingir o ser bom, devem estar incluído o empenho, a luta para sair da zona de conforto, aprender a lidar com frustrações e fracassos e muitas vezes com a dor. E dentro dos ensinamentos da Doutrina Kardecista ter conhecimento prévio da existência da lei de ação e reação, estar ciente que dentro do contexto evolutivo errar faz parte do desenvolvimento da sabedoria e das habilidades e que reciprocidade das ações e dos fatores como inteligência, razão e conhecimento são itens importante do processo . 

    Acrescentando que o entendimento da construção da moralidade embasado na imortalidade dinâmica nos disponibiliza através da ferramenta da reencarnação um aprendizado constante.

    Outro recurso valioso para ser bom em todo contexto citado acima é analisar com constância como estamos pensando, como agimos para podermos ir reciclando e modificando com as vistas a melhores resultados e atitudes e verificar o proveito desses movimentos até chegarmos a ser bom pelo gosto da autorrealização.  

    Agir com bondade pode ter consequências positivas que podem não ser imediatamente visíveis, importante saber que a bondade desencadeia mais bondade e minimiza os conflitos. 

    Os benefícios de ser bom: criar uma  mentalidade mais positiva, ser resiliência, ajudar os outros, pode ajudar a construir relações de confiança e empatia com as pessoas, pode ser útil em diversas situações como no ambiente de trabalho, nas relações pessoais e familiares e na vida em comunidade.

    Acredito que  dentro do fluxo evolutivo, a meta é sermos bom, sem visar algo em troca, simplesmente fazer porque é o certo. 

Este artigo foi originalmente publicado no Jornal ABERTURA de dezembro de 2024.

https://cepainternacional.org/jornal-abertura-dezembro-de-2024/

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Este artigo foi publicado no Jornal CEPANEWSLETTER de janeiro -fevereiro de 2025

https://cepainternacional.org/site/pt/cepa-downloads/category/44-cepanewsletter-2025?download=330:boletim-informativo-no-47-janeiro-fevereiro-ano-x.


domingo, 29 de setembro de 2024

Outono da Vida - por Cláudia Régis Machado

 

Outono da vida - Cláudia Régis Machado

Com o passar dos anos somos convidados a encarar mais um ciclo da vida, o envelhecimento, que com certeza traz questionamentos e dúvidas de como enfrentar esta jornada.

A Doutrina Kardecista nos coloca que somos espíritos imortais, numa trajetória evolutiva e contínua nos remetendo sempre a construir uma forma sadia para conduzir a existência; aproveitando-a para aprender, crescer e otimizar as oportunidades. O espiritismo sendo um norte, uma filosofia para qualquer conduta perante a vida.

A transição para esta nova estação da vida pede um olhar diferente - o corpo - já não é o mesmo, as limitações se fazem presentes, os desejos mudaram, os pensamentos evoluíram, as características existências e espirituais construídas muitas vezes exigem melhores adaptações.

É um turbilhão que não deve ser levado como um momento estacionário, mas de elaboração prática e aprazível para este novo tempo, pois as mudanças significativas afetam toda a maneira de usufruir o tempo e de como tirar maiores possibilidades das oportunidades que advirão.

Neste ciclo – envelhecimento - há o pensamento da proximidade da morte, mas existe vida, energia e aproveitá-la ou dar continuidade é importante e nesta consiste a nossa proposta.

Não posso dizer que é a melhor idade, mas que como todas as fases da vida há oportunidades para desfrutar, ser produtivo e aprender não necessariamente coisas novas, mas com a evolução do conhecimento e do saber é importante ressignificar o aprendizado, dar um sentido mais maduro às situações e às posturas que adotamos durante outros momentos e ciclos. Não deixando que as coisas do passado o identifiquem de uma forma estacionária, sempre tem algo que dá para melhorar no que somos e no que fazemos.

O caráter pedagógico da vida frase interessante que ouvi, deve estar sempre presente na condução de nossa existência.


Conheça nossa Homepage:


Este ciclo da vida deve acompanhar as estações da alma, tem o inverno e tem o verão, interessante é não ver apenas as perdas e o sofrimento que possam ocorrer, mas também contemplar a vida. É um caminho que inclui o otimismo, a resiliência com plasticidade porque é um processo que tem idas e vindas. Num processo de repetição que sem dúvida necessita de vontade e constância.

Ele não ocorre de repente ele vem se mostrando aos poucos, melhor não os ignorar, é um outro momento que se for pensado e planejado com cuidado e com certa antecedência ajuda muito no êxito para que possa transcorrer com alegria e felicidade. Com disposição para enfrentar as surpresas que a vida nos propicia.

Como espíritas devemos planejar o envelhecimento para que a vida ainda tenha flores e alegrias não só doenças e decepções. Muitas vezes neste período, já aposentado profissionalmente, no entanto não constitui se aposentar da vida.

 Enquanto houver vida, mais motivo para se viver - vá em busca. Se sinta ativa. Entrar neste ciclo não é desistir da vida, talvez amenizar em vários aspectos, mas um fator importante é manter a curiosidade, estar ligado nas atualizações do mundo é fundamental.

Cláudia - Albacete - Espanha


“A mudança está sempre presente não temos como ficar estacionado em uma estação da vida”.

 As escolhas devem estar num quadro possível não é necessário seguir padrões em realizar isto ou aquilo, mas faça alguma coisa. Afinal você chegou até aqui não por acaso, você tem uma história, tem experiencia, tem um acúmulo de possibilidades e alguns talentos que podem ser mais bem desenvolvidos em questão a disponibilidade temporal ou empregados em outros situações.

Podemos direcionar o percurso. Talvez que mais norteia filtrar o que é essencial, ter foco. Não precisamos atender os padrões, não há uma única rota, podemos navegar não somos “marionetes do destino” podemos direcionar o percurso da forma possível.

Esteja aberto as novidades. Se reinvente. Aprimore seus conhecimentos. Renove contatos, se necessário peça ajuda muitas vezes.

Seja positivo, tudo na vida é um exercício, um caminho, um percurso que as estações da vida devem acompanhar. Isto tudo pode ser obvio, há muitas publicações sobre este tema, mas sempre é bom refletir e pensar em que momento você está.

Este artigo foi publicado no jornal ABERTURA de junho de 2024

Baixe aqui:

https://cepainternacional.org/jornal-abertura-junho-de-2024/

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terça-feira, 30 de abril de 2024

Hora da colheita no sentido de atingir metas por Cláudia Régis Machado

 Hora da Colheita por Cláudia Régis Machado


         Ano passado escrevi um artigo intitulado Metas, onde coloco que estas para mim têm um caráter instrutivo e são uma excelente forma de estabelecer um roteiro, um rumo no seu viver.

      Importante que sejam simples, objetivas e realistas trazendo objetivos claros, aproveitamento efetivo para vida e para trajetória evolutiva. Este enfoque tem respaldo na visão espírita onde utilizamos a existência-para aprender, servir e crescer.



     As pessoas que ainda estão na ativa profissionalmente talvez a questão das metas esteja mais presente, mas aqueles que não estão, é também interessante ter objetivos precisos a cumprir com prazos mais elásticos ou não, pois somos acometidos muitas vezes pelas tarefas do dia a dia ou pelas intempéries da vida como doenças, envelhecimento ou outras situações que possam vir a ocorrer, entramos no modo automático e nos perdemos com outros acontecimentos e assuntos.

         O relevante é escolher o que está em primeiro lugar, o que mais importa e agir sobre isso.

        No início do ano há vários artigos que destacam esse ponto - definir metas- mas gostaria de ver este assunto por outro ângulo, o da avaliação das coisas realizadas ou não, ao longo do ano, da semana ou do mês. Mas sugiro um exame com o olhar de apreciação do que fizemos de bom. Muitas vezes deixamos de valorizar as nossas conquistas porque o desapontamento realmente existe quando observamos o rol de metas não alcançadas, nos incriminando por não termos feito a coisa pensada com esforço e empenho.

    Porém neste artigo proponho aproveitar o início do ano para listar as coisas boas, os momentos especiais, os desafios conquistados e superados, o que você pôde assumir ao longo do ano, os momentos felizes com a família ou com os amigos, as realizações pequenas, mas que foram de ajuda para aqueles que as necessitavam.

    Podemos ainda colocar neste rol os eventos legais que aconteceram e que nos fizeram pensar e que trouxeram transformações pessoais ou sociais, os momentos que levaram às transições necessárias ou desejadas, os  itens que aprendidos e as coisas que foram abandonadas para termos uma vida mais simples e prazerosas. Comunicou-se melhor, teve mais cuidado com seus relacionamentos, foi mais afetivo ou carinhoso, desenvolveu uma habilidade? Todos esses pontos também interessantes e importantes para serem relevados.                                                                                                                            

    Seja cordial com você mesmo e celebre as pequenas felicidades que atravessaram seu caminho. Sentir orgulho de quem somos tudo isso como um presente amoroso e generoso para comemorar o quanto você pode evoluir.

     O processo pode ser satisfatório quando você entende que a felicidade pode estar no caminho e não só no destino final que transcende o período de uma análise anual.

     É muito bom saber que todo este olhar e reflexão pode ser embasado na Doutrina Espírita que nos traz abertura suficiente para enfrentar a vida e os momentos que dela advém com alegria, tranquilidade e consciência da importância da evolução, do servir, do ajudar. Compreendendo que o esforço, o empenho pessoal, têm resultados positivos no progresso e engrandecimento individual.

     Que o último ano – 2023 -  lhes tragam boas recordações!


Este artigo foi publicado no Jornal Abertura de janeiro - fevereiro de 2023, quer ler todo o jornal?

Baixe aqui:

https://cepainternacional.org/jornal-abertura-janeiro-de-2023/

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quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

A cultura do bom exemplo por Cláudia Régis Machado

 

A cultura do bom exemplo - Cláudia Régis Machado

O título “A cultura do bom exemplo” veio do editorial da revista Vida Simples que o abordou focando o ambiente profissional e me motivou a escrever e não poderia trocá-lo tal a abrangência que ele contém e a possibilidade de explorá-lo também na Doutrina Espírita.

O exemplo tem um papel de grande importância para a estruturação psicológica, comportamental e espiritual do ser humano. Tanto o bom como para o mau exemplo, pois o início dos nossos comportamentos veem da imitação que fazemos das figuras parentais e do ambiente que nos cerca.

"Pense sempre além do imediato"


Nossas primeiras figuras tem um apelo muito forte no qual queremos fazer igual ou semelhante. É a bagagem familiar, aprendemos a agir vendo alguém  agir, observando casos reais.

Daí enquanto pais, avós, tios ou pessoas comuns é de grande valia nos preocuparmos com nossas atitudes, pensamentos e comportamentos nos círculos que vivemos e atuamos com responsabilidade daquilo que estamos transmitindo àqueles que convivem com a gente, seja no campo familiar, profissional  ou social. Quando escrevemos também somos alvos de todas as colocações que fizermos.

A cultura do exemplo é uma força capaz de moldar muitas vezes a identidade pessoal e social de um indivíduo assim como fortalecê-la. Pois o exemplo é a imagem viva que inspira aqueles  que estão em processo de aperfeiçoamento, tornando a ideia possível, se o outro pode conseguir porque eu não.

Na formação moral, o exemplo serve como inspiração, é guia, força, uma luz que incentiva a seguir o bom caminho porque a estruturação moral não é uma tarefa fácil, é um exercício diário contra as vicissitudes e adversidades da vida e isto traz fortaleza interior.

As figuras que são um exemplo devem ser exaltadas na sociedade porque são provas viva de que homens podem  alcançar sua melhora e evolução com um estado de espírito forte, com esforço e dedicação. Necessitamos dessas figuras que são modelos a serem seguidos, Jesus por exemplo, suas obras, mensagens e a sua maneira de ver o mundo foram deixadas para que ajamos melhor e com maior equilíbrio.

O exemplo faz parte da vivência terrena e representa um papel de muita importância na construção do sujeito ético.

Podemos aqui falar da ética espírita que é construída a partir dos preceitos espíritas que vem naturalmente da sua filosofia que bem assimilada gera comportamentos mais harmônicos e um bom proceder. Fundamental que o espírita  incorpore em suas atitudes o saber de que somos espíritos imortais, em evolução contínua e dinâmica necessitando reformulações, adequações e novos aprendizados para o desenvolvimento de potencialidades.

A busca de valores espirituais: respeito, gentiliza, bem-estar, integridade, humanidade, alguns entre outros valores que fazem parte da nossa natureza espiritual; valores que devem levar ao amadurecimento dos espíritos quando impressa em todas as nossas ações e nossos pensamentos .

Algo significante e valioso é agirmos de acordo com o nosso discurso  o que não nos faz santos, mas nos torna verdadeiros.

Falamos em cultura porque tem poder abrangente, tem energia e intensidade para abarcar e multiplicar ações principalmente no caso dos bons exemplos. Cultivá-la faz com que  se transborde do nosso cotidiano para todos os espaços e situações, criando uma rede de atuações quando compartilhamos com os entes queridos, incentivando hábitos saudáveis, com a capacidade de moldar a atmosfera pessoal  e o lugar em que vivemos.

Qualquer um pode escolher aperfeiçoar-se moralmente a exigência mínima é o querer.

Dentro da Espiritismo o exemplo é bastante exaltado no campo moral. Atua no campo interno quanto a mudanças de critérios e objetivos, mas também na ação direta, o que cada um pode fazer com os exemplos observados.

Os exemplos são fatores externos que provocam repercussão, que nos mobilizam para de reestruturarmos nossos níveis mentais e motivacionais. E com isto só teremos benefícios concretos pois produzimos ambiente agradável para viver, enriquecendo nossas vidas bem como nossas relações ficam mais leves e equilibradas. Saber que servimos de exemplo também nos traz muita satisfação.

Portanto o exemplo é uma força que repercute. Nossas atitudes inspiram atitudes, quer seja do bem como do mal.

“Pedra jogada em um lago criam ondas que reverberam muito além do ponto de origem”.

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