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domingo, 29 de março de 2026

As Coordenadas da Alma: Uma Crônica sobre a Clarividência - por Herivelto Carvalho

 

As Coordenadas da Alma: Uma Crônica sobre a Clarividência

 Por Herivelto Carvalho

 

O Jornal Abertura, publicou em maio de 2022, um artigo denominado Crônica de uma desaparição (Uma homenagem à clarividência) por David Santamaria

 dsantamaria.cbce@gmail.com – Jornal Flama Espírita - edição de abril-junho de 2022. Barcelona – Espanha. Que traduzimos e trouxemos ao nosso público. O artigo pode ser acessado no link ao final do artigo.

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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

 Herivelto Carvalho é mencionado neste artigo de David Santamaria como senhor Carvalho. Conversando com Herivelto sugerimos que ele contasse o caso sob o ponto de vista dele e incluísse a participação de Antônio, pseudônimo que foi adotado em 2022. Certamente um caso que demonstra a participação de uma médium clarividente. E uma colaboração entre pessoas ligadas à CEPA no Brasil, Espanha e França.

 Fiquemos com o artigo de Herivelto de Carvalho

 O uso de clarividentes na busca por pessoas desaparecidas é um tema que sempre transitou nas sombras da informalidade. Sei que, sob o olhar rigoroso da ciência e das forças de segurança, falta a esses métodos a precisão e a comprovação necessárias para serem reconhecidos oficialmente. As falhas dos sensitivos são reais e a subjetividade do fenômeno impõe uma barreira compreensível. No entanto, é impossível ignorar que a história também guarda relatos bem documentados, casos em que a intervenção de um clarividente foi o fio condutor decisivo para o desfecho de um mistério.

Como espírita, convivo com uma literatura vasta que não apenas descreve a fenomenologia, mas apresenta inúmeros casos reais. Contudo, a teoria sempre me pareceu algo distante, um conhecimento que eu respeitava, mas não esperava presenciar de forma tão tangível. Essa percepção mudou drasticamente em janeiro de 2022. Naquele momento, fui colocado no centro de um evento onde não apenas ouvi falar, mas testemunhei cada etapa dessa faculdade mediúnica em ação, transformando minha compreensão teórica em uma experiência viva.

Hoje, esse acontecimento não vive apenas na minha memória; ele está imortalizado na edição nº 184 do periódico espanhol Flama Espírita, um boletim informativo do Centre Barcelonès de Cultura Espírita (CBCE) sob o título "Crónica de una desaparición (Un homenaje a la clarividencia)", escrito por David Santamaria.

 A história narra o angustiante desaparecimento de um jovem brasileiro em Paris que, na crônica, foi chamado pelo pseudônimo de Antônio. Nesse relato surgiu também a figura da médium clarividente Issa Valentina, residente em Barcelona. Suas visões, detalhadas e precisas guiaram as buscas em meio ao inverno europeu, contribuindo para que Antônio fosse finalmente localizado. Nesse registro, eu apareço sob o pseudônimo de “Sr. Carvalho”. Minha função foi atuar como o ponto de convergência, o intermediário entre as percepções transcendentais da médium e a família de Antônio no Brasil.

Este texto não nasce do desejo de substituir o registro histórico já existente, mas sim da necessidade de expandi-lo. Meu objetivo é oferecer uma crônica complementar ao trabalho de David Santamaria, trazendo agora o meu ponto de vista como participante direto e testemunha ocular dos bastidores desses eventos. Se nas páginas da Flama Espírita fui identificado sob o véu do pseudônimo “Sr. Carvalho”, aqui assumo a voz de quem viveu a ponte entre a angústia da família no Brasil e as percepções transcendentais em Barcelona.

O início dessa história aconteceu no dia 21 de janeiro de 2022. O jovem Antônio, meu conterrâneo, que então vivia na Irlanda, foi subitamente dominado por uma crise severa de pânico e paranoia. Sentindo-se perseguido e sem condições de permanecer na Europa, ele decidiu que a única saída era retornar ao seio da família, no Brasil. O plano era simples: um voo de Dublin com escala em Paris, e de lá para o Rio de Janeiro.

 Mas a mente prega peças cruéis. Ao pisar no Aeroporto Charles de Gaulle, em 22 de janeiro, o medo paralisante o impediu de embarcar. Retirado pela polícia francesa em meio a um surto, ele foi levado a uma clínica. No dia seguinte, ao ser liberado, Antônio ainda não era ele mesmo. Desorientado e em pleno surto psicótico, ele caminhou para fora da clínica e desapareceu nas ruas de Paris, deixando para trás mochila e documentos.

A notícia atravessou o oceano, repercutiu na mídia brasileira e, logo, estampava os jornais franceses. A família, mergulhada no desespero, mobilizou uma rede de buscas que unia uma advogada francesa, a polícia local e voluntários brasileiros residentes em Paris.

Para ajudar no engajamento digital, foram criados cartazes virtuais com a foto de Antônio e informações sobre o ocorrido em inglês e francês. O objetivo era alcançar a comunidade de brasileiros na Europa e os próprios europeus. Foi então que decidi usar a rede de contatos que construí durante o tempo em que atuei como delegado da CEPA - Associação Espírita Internacional. Enviei os cartazes para diversos colegas europeus que integravam a instituição, na esperança de que a informação circulasse em nichos específicos.

 Alguns dias depois, recebi um retorno inesperado. David Santamaria, um amigo espírita residente em Barcelona e integrante do Centre Barcelonès de Cultura Espírita, entrou em contato comigo. Ele relatou que havia apresentado a foto de Antônio a uma médium, Issa Valentina, participante do círculo de médiuns daquela instituição e que havia intuído informações sobre Antônio por meio da Clarividência.

Issa Valentina foi uma sensitiva extraordinária e autodidata que dedicou sua vida ao auxílio desinteressado de pessoas e espíritos, destacando-se por suas amplas faculdades como clarividente, magnetizadora e médium vidente, auditiva e de incorporação. Reconhecida por localizar pessoas desaparecidas e transmitir mensagens de consolo, ela demonstrava uma profunda nobreza de caráter ao manter sua tarefa caritativa mesmo diante de graves problemas de saúde, manifestando uma gratidão singular pela oportunidade de servir.

No dia 30 de janeiro, sem qualquer informação prévia além de uma foto, por meio de um fenômeno de clarividência e sem nunca ter estado em Paris, Issa passou a ter visões detalhadas sobre o paradeiro de Antônio, descrevendo não apenas sua possível localização, mas também seu estado físico e psicológico fragilizado. Ela descreveu Antônio nervoso, arrumando malas, discutindo com alguém uniformizado (provavelmente policiais ou funcionários), afirmando sentir sua presença na estação ferroviária Gare du Nord, um local a quilômetros de distância de onde a polícia o procurava. Na mesma visão, segundo Issa, Antônio estava usando um lenço no pescoço – detalhe confirmado, pois ele saiu da clínica com um – e o perdeu na estação.

Com as descrições de Issa Valentina em mãos, vi-me diante de uma situação difícil: como entregar uma pista oriunda de uma fonte paranormal a uma família mergulhada na angústia? Até aquele momento, ninguém sabia do meu contato com a médium barcelonesa. Lembro-me da hesitação antes de entrar em contato com a irmã de Antônio. Eu não sabia se ela me daria credibilidade ou se o meu relato soaria como um devaneio; temia que ela visse aquela informação como algo ridículo ou, pior, como uma falsa esperança em um momento de desespero. Entre o receio e o dever, escolhi falar.

Para meu alívio, a reação dela foi o oposto do que eu temia. Houve uma gratidão imediata e uma aceitação; ela sentiu que aqueles detalhes faziam sentido. Mas a verdade espiritual precisava de uma "roupagem terrena" para atravessar as portas da delegacia em Paris. Entendíamos que a polícia francesa jamais moveria uma viatura baseada em uma visão mediúnica. Uma pista rotulada como "paranormal" seria sumariamente descartada.

A saída foi uma manobra estratégica e necessária e, dessa forma, a irmã de Antônio orientou a advogada francesa a relatar às autoridades que voluntários brasileiros haviam colhido depoimentos de testemunhas oculares em Gare du Nord. Segundo esse relato "oficial", alguém com as características de Antônio teria sido avistado naquela estação. A estratégia funcionou. Ao transformar a visão da clarividente em um "testemunho de campo", foi dada às autoridades a segurança de que precisavam para agir. A polícia acreditou na narrativa e, finalmente, o epicentro das investigações mudou para o lugar que Issa já havia apontado.

No dia 2 de fevereiro, o que era uma intuição espiritual transbordou para a realidade física. A notícia chegou a mim através da irmã de Antônio e, confesso, o impacto foi como um choque de realidade. A intuição de Issa era verdadeira. A polícia de Paris encontrou o rastro concreto: as câmeras de segurança da Gare du Nord confirmavam que, no dia 30 de janeiro, Antônio estivera ali e seu celular fora localizado no setor de achados e perdidos.

Profundamente impactado pela precisão do que vínhamos acompanhando, apressei-me em avisar David Santamaria e a médium Issa Valentina. A confirmação oficial não foi o caminho para uma fase ainda mais intensa. A partir dali, com base nas novas visões que Issa recebia, passamos a trocar mensagens com uma frequência maior refinando as coordenadas espirituais para alcançar Antônio antes que ele se perdesse novamente.

Como Issa Valentina não conhecia a geografia de Paris, contei com a ajuda fundamental de Jacques Peccatte, um francês residente na capital e delegado da CEPA. Jacques atuava como nosso "intérprete" geográfico: por meio do WhatsApp, eu repassava as descrições visuais que a Issa me enviava e ele, com seu conhecimento da cidade, identificava os locais. Em outra visão, no dia 2 de fevereiro, Issa mencionou uma descrição de Antônio próximo a um local com pontes e água, que Peccatte julgou ser o canal Saint Martin, a apenas 10 minutos da Gare du Nord. Enviei isso à irmã de Antônio que repassou aos grupos, e buscas intensas ocorreram ali nos dias 3 e 4, porém sem sucesso imediato.

Outras visões descreviam Antônio em uma espécie de estacionamento junto a um carrinho de supermercado, acompanhado de um homem mais velho, e certas paisagens que Peccatte não conseguia reconhecer de forma alguma pois não batiam com nada naquela zona de Paris.

A explicação só veio mais tarde, quando Antônio já estava em segurança e veio me visitar em minha casa. Ele me contou que, naquele período de silêncio geográfico, ele havia saído de Paris. Ele aprendeu com moradores de rua a "pular a catraca" e andar de trem gratuitamente. Tomou um trem na Gare du Nord e passou alguns dias em Bordeaux. Quando mencionei a visão da Issa sobre o estacionamento, ele ficou impressionado: confirmou que, naquela cidade, ele fez amizade com um morador de rua e, juntos, roubaram comida de um carrinho de compras justamente em um estacionamento de supermercado.

Em 5 de fevereiro, Issa o viu desnutrido, escondido próximo a uma área aberta com muitos pombos, andando cabisbaixo e cruzando os braços. Sugeri que ela tentasse influenciá-lo mentalmente para buscar ajuda. Ela repetiu essa influência nos dias 6 e 7, focando em fazê-lo procurar policiais ou sair do esconderijo. Enquanto isso, equipes cobriram dois parques próximos à Gare du Nord, distribuindo cartazes e conversando com moradores de rua.

Praça da Bastilha - Paris

Finalmente, na madrugada de 8 de fevereiro, por volta das 2h da manhã (horário de Paris), Antônio foi encontrado na Place de la Bastille – uma praça que se encaixava perfeitamente na visão de Issa de um local aberto com pombos e movimento. Ele vagava há dias em estado de amnésia, sem se lembrar de quem era. Um voluntário brasileiro do grupo de buscas o reconheceu quando Antônio se aproximou para pedir ajuda dizendo estar confuso ao se ver em um cartaz de desaparecido. Ele estava exausto e desidratado, e assim foi levado para a casa de parentes em Paris, onde recebeu medicação, alimentação e descanso, aguardando a chegada de seus irmãos que foram buscá-lo.

Em abril de 2022, alguns meses após o ocorrido em Paris, recebi Antônio em minha casa, já em solo brasileiro. Sentar-nos para conversar foi como abrir o mapa de um território que ambos havíamos atravessado, mas por dimensões diferentes. Eu ainda tinha em mente os detalhes das visões de Issa — fragmentos que, na época, pareciam enigmas indecifráveis para nós. No entanto, à medida que eu os relatava, via a surpresa desenhar-se no rosto de Antônio. Detalhes que para mim eram abstratos eram, para ele, recordações nítidas de seus momentos de errância. A precisão cirúrgica da médium não apenas validou o fenômeno, mas deixou o próprio protagonista da história impressionado diante do que aquele estranho dom fora capaz de captar.

Contudo, entre a alegria do reencontro e os planos para o futuro, o destino impôs uma nota de profunda tristeza. Em maio de 2023, fomos surpreendidos pela notícia de que Issa Valentina havia partido. Aos 51 anos, vítima de complicações de saúde, a mulher que foi farol para um desconhecido em Paris encerrava sua missão terrena. Sua partida precoce deixou um vazio imenso no Centre Barcelonès de Cultura Espírita.

A vida, com sua poética própria, reservava um desfecho que Issa certamente acompanhou de outra esfera. Em maio de 2025, vi o círculo se fechar por completo. Antônio, plenamente recuperado e fortalecido, atravessou novamente o Atlântico. Desta vez, porém, o destino não era o abismo da confusão, mas o solo sagrado da gratidão. Em Barcelona, ele visitou a sede do Centre Barcelonès de Cultura Espírita e conheceu pessoalmente David Santamaria. Embora não pudesse mais apertar a mão de Issa, ele esteve no espaço onde ela atuava e pôde sentir os ecos do bem realizado por ela e que ajudaram tantas pessoas. Ver Antônio caminhar por aqueles corredores, não mais como um nome em um boletim informativo, mas como um homem livre e grato, foi a prova definitiva de que aquela jornada não foi apenas sobre um desaparecimento. Foi sobre o reencontro de seres humanos unidos por um fio invisível, mas inquebrável, tecido pela caridade e pela luz da clarividência.

 Crônica de uma desaparição (Uma homenagem à clarividência) por David Santamaria

Acesse aqui no blog:

https://icksantos.blogspot.com/search/label/Caso%20Real%20de%20Clarivid%C3%AAncia

Se quiser acessar o ABERTURA de maio de 2022  - baixe aqui:

https://cepainternacional.org/jornal-abertura-maio-de-2022/

Se quiser acessar o ABERTURA de março de  2026, onde este artigo foi publicado  - baixe aqui:

 https://icks.ong.br/wp-content/uploads/2026/03/Jornal-Abertura-marco-2026-4.pdf

 

 

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Crônica de uma desaparição (Uma homenagem à clarividência - caso real) por David Santamaria

 

Crônica de uma desaparição (Uma homenagem à clarividência) por David Santamaria

 dsantamaria.cbce@gmail.com – Jornal Flama Espírita - edição de abril-junho de 2022. Barcelona – Espanha.

Artigo publicado no jornal Abertura de maio de 2022.



Publicamos no Abertura a matéria do jornal Catalão Flama Espírita

Pessoalmente vi algumas das trocas de mensagens pelo Whatsapp. Vamos ao importante relato do Engenheiro David Santamaria – fizemos algumas pequenas adapatações no texto para compatibilizar a tradução do artigo ao português.

“No final de janeiro deste ano de 2022, chegou ao nosso conhecimento uma mensagem, através de um dos bate-papos participados pela CEPA-Associação Espírita Internacional, sobre o desaparecimento em Paris de um jóvem brasileiro que chamaremos com o nome fictício de Antônio. O cartaz de busca especificava que ele havia desaparecido no aeroporto parisiense Charles de Gaulle, antes de embarcar para o Brasil e após apresentar sintomas de pânico. Da mesma forma, sua idade (cerca de 30 anos), a cor de seus olhos e cabelos, sua altura e sua aparência normal foram especificadas. Dois números de telefone da família (do Brasil e da França) foram listados.

A pessoa que encaminhou esta mensagem é um participante da lista da CEPA, com quem mantemos uma relação muito cordial. Por isso resolvemos pedir ajuda a uma colaboradora do nosso Centro (Centro Espírita Barcelonês), Issa Valentina, que possui excelentes e comprovadas habilidades paranormais (clarividência e clariaudiência) e mediunidade, sempre exercidas sem fins lucrativos; contando, além disso, com experiência neste tipo de situações. Assim, e embora não tenha sido dos melhores momentos para ela, pois estava e está num delicado processo de saúde, pedimos a vossa ajuda para tentarmos colaborar na resolução deste angustiante desaparecimento.

Apresentamos a cronologia de todo o processo perceptivo e, também, dos comentários de um familiar de Antônio, que chamaremos de Sr. Carvalho.

29 de janeiro de 2022:

Em primeiro lugar, enviamos a Issa o mesmo pôster anunciando o desaparecimento. Ela, sem nenhuma informação adicional que, aliás, ainda não tínhamos, e apenas prestando atenção na fotografia de Antônio que estava naquele cartaz, passou a compartilhar as seguintes percepções:

Issa: É engraçado porque eu vejo a polícia, como se eles estivessem em algum lugar. Preciso de um mapa de lá, para ver onde me leva. Se tiver passe para mim. Eu sinto muito frio. E que esse menino não estava bem emocionalmente. No momento o vejo escondido, agora não percebo a morte.

David: Issa recebeu 3 mapas: uma vista do aeroporto e duas da área entre Paris e o aeroporto. Issa devolveu, marcado, um dos mapas:

Issa: Eu o vejo correndo, mas algo que ele usa nos pulsos me chama a atenção.

David: Ele pode estar algemado?

Issa: Sim.

Issa: Chegou lá naquela zona e dá-me muita angústia, vómitos, frio. Algo aconteceu ali. Deixe-os ir lá e olhar para as câmeras. Ele chegou lá.

Issa: Eles perguntaram se ele está sendo mantido?

Davi: Eu não sei. David: Você ainda percebe que ele está vivo?

Issa: Eu não noto sua morte agora.

David: Pode ser a céu aberto. Daí o frio, a angústia e o vômito.

Issa: Sim. Issa: Alguém deve ir lá e pesquisar a área. Algo passa.

David: A área é aquela que você marcou em vermelho.

Issa: É a área onde percebo que algo aconteceu ou aconteceu.

David: Se ele estivesse algemado, ele teria tentado tirar as algemas.

Issa: Não sei o que é, mas meus pulsos doem muito. Uma vez conhecida esta informação, o Sr. Carvalho (do Brasil) comenta que um grupo de busca está sendo organizado em Paris e que ele transmitirá esta informação a eles, o que será muito útil. Por sugestão de Issa, peço uma fotografia recente de Antônio. Examinando esta nova fotografia, Issa tem mais insights.

30 de janeiro de 2022

Issa: Vejo que está fazendo as malas; ele está nervoso, parece que estava sozinho, mas eu o vejo muito, muito inquieto. Eu o vejo entrar em um carro e no transporte público. Mas ele olha muito em volta, sua intenção é ir a algum lugar, mas ele está inquieto. Então eu vejo que ele está discutindo com alguém, parece que ele está de uniforme. Ele usa um lenço no pescoço. Ele chega na estação e eu o perco lá. O ponto quente é onde ele iria pegar o vôo. Mas, eu o perco nessa área. Ele é um menino muito arrumado e meticuloso. Ele tem manias com ordem. Olha, eles deviam ir à polícia e dizer-lhes para olharem para as câmaras da estação. Eu ouço o barulho do trem.

David: O Sr. Carvalho confirma que eles estão fazendo buscas na estação ferroviária Gare du Nord em Paris. A partir desta estação há um serviço de trem para o aeroporto Charles de Gaulle.

1º de fevereiro de 2022

Comentários do Sr. Carvalho:

Carvalho: Antônio ainda não foi localizado, embora as informações obtidas por Issa tenham sido transmitidas às equipes de busca. Eles estão vasculhando as estações de trem e metrô, tentando obter imagens das câmeras de segurança. Ontem eles fizeram uma grande mobilização na estação Gare du Nord. O consulado brasileiro e o gabinete da Presidência da República estão acompanhando o caso e tentando algo junto às autoridades francesas. O caso do meu primo, ontem, teve grande repercussão aqui, no Brasil, depois que reportagens sobre o ocorrido foram veiculadas em duas grandes redes nacionais de TV. Segundo informações colhidas na clínica onde Antônio estava internado (mais sobre essa circunstância é explicada na crônica de 2 de fevereiro), ele saiu com uma marca nos pulsos, onde foi necessária a aplicação de soro e medicação. Talvez essa seja a marca que Issa viu e pensou que poderia ser algemas.

David: Talvez aquele problema médico tenha sido o responsável por sua inquietação.

Carvalho: Sim, provavelmente. Ele sofre de ansiedade.

David: Pode ser. É um detalhe importante. Vou mencionar isso a ela.

Carvalho: Outro ponto forte das visões de Issa foi o lenço. Ele saiu da clínica vestindo um. Após a resolução do caso, o Sr. Carvalho comentou que Antônio havia sido amarrado, pelos braços nos pulsos, para conter sua agitação, a um leito da clínica psiquiátrica onde foi atendido. Daí aquela sensação de dor que Issa sentiu naquela área.

2 de fevereiro de 2022

Mais informações sobre o Sr. Carvalho: A reportagem informa que a polícia francesa identificou Antônio em câmeras de segurança próximas à estação Gare du Nord. Somos muito gratos ao CBCE e ao Issa, suas informações ajudaram muito na identificação dessas pistas.

Na referida reportagem da RFI (Radio France International), lê-se, em síntese, que: Quando estava para embarcar sentiu-se mal. Sua irmã tentou convencê-lo ao telefone a entrar no avião, mas ele não conseguiu. A polícia do aeroporto o escoltou para uma clínica psiquiátrica em Paris. Ficou 15 horas lá, entre os dias 23 e 24. Quando se recuperou, o soltaram. Parece que ele tem um primo que mora em Paris. Ele foi identificado por um pedestre no dia 28 nas proximidades de Ponte Maillot. Um homem relatou ter visto um jovem gritando em inglês: "Sou brasileiro, preciso de ajuda". A polícia confirma que era Antônio. A polícia acredita que ele possa estar nas proximidades da estação, onde ONGs dão comida a pessoas desfavorecidas.

Mais insights de Issa: vejo que há uma ponte e está muito frio, também ouço água nas proximidades. Engraçado ver um carrinho de supermercado ali perto, com coisas dentro. E eu vejo um homem mais velho ao lado dele, esse menino é muito desorientado. Ainda não notei sua morte.

Resposta do Sr. Carvalho: "Enviei essa informação para o grupo de busca. Fiquei sabendo que a 10 minutos a pé da estação Gare du Nord há um lugar que lembra essas descrições. É o canal Saint Martin. Naquela área.

4 de fevereiro de 2022:

O Sr. Carvalho comenta que infelizmente ainda não sabem nada sobre o Antônio. Ontem e hoje eles estão procurando ao redor da estação Gare du Nord e do canal Saint Martin, mas sem sucesso. Ele foi visto por algumas testemunhas no dia 28 de janeiro gritando na rua, em inglês: "Sou brasileiro, preciso de ajuda". No entanto, ninguém o ajudou. A partir daí, ele só foi visto nas câmeras de segurança da emissora, em uma imagem do dia 30. Depois disso, nada mais.

5 de fevereiro de 2022

O Sr. Carvalho nos envia uma reportagem de um importante jornal brasileiro. Este é o resumo do que eles explicam: O rapaz está desaparecido há 13 dias. Na quinta-feira passada, encontraram seu celular no setor de achados perdidos da estação Gare du Nord. Esta estação fica em Paris, a 27 km do aeroporto. Quando desapareceu, disse que estava sendo perseguido e que não poderia viajar em meio àquela crise de ansiedade. Brasileiros que vivem em Paris se mobilizaram para encontrá-lo. Dizem que fizeram algum progresso. Grupos de WhatsApp foram criados por voluntários brasileiros. A mochila que ele carregava foi deixada no aeroporto e foi localizada. Ele tinha um computador e documentação. O passaporte não foi localizado. Ele teve um surto psicótico e síndrome do pânico. No meio da crise ele deixou a Irlanda e foi para a França. Ele disse que a máfia estava atrás dele e que haviam clonado todos os seus cartões.

Enviamos ao Sr. Carvalho mais insights de Issa:

Issa: Ele ainda está escondido, desnutrido e com frio, tive uma imagem de que o encontram em más condições. Ele se move muito pelos parques. Agora eu vejo isso em um lugar onde há muitos pombos. Ele cruza muito os braços. A cabeça a faz olhar mais para o chão. Ele anda um pouco com o pescoço para baixo, talvez para que não o vejam.

Issa: Vou tentar fazer alguma coisa. Tentar influenciar mentalmente Antônio e dando a ele a instrução de ir embora. É algo semelhante a quando um espírito perturbado ordena algo. Fala pra ele (Sr. Carvalho) que eu vou tentar agora.

David: Tendo discutido essa tentativa com o Sr. Carvalho, ele me conta que: “uma parte da equipe de busca está indo agora para dois parques que ficam na região da Gare du Nord”, também que: “se Issa pudesse transmitir o Antônio para procurar para, notar quem está vestido das cores da bandeira brasileira. O grupo de busca veste essas cores, tem até quem veste a camisa da seleção brasileira.”

David: Como foi a conexão, Issa?

Issa: Tudo bem, mas eu não falei da bandeira. Eu o fiz pensar que ele tem que sair e encontrar um policial. Vamos ver o que está acontecendo.

7 de fevereiro de 2022

Issa repete, no final do dia, antes da meia-noite e ao amanhecer, sua tentativa de influenciar a mente de Antônio para fazê-lo sair de onde está.

8 de fevereiro de 2022

 O Sr. Carvalho nos informa que, na madrugada deste dia, Antônio foi finalmente encontrado. Estes são os detalhes do encontro: Antònio está descansando na casa de alguns parentes que moram em Paris, aguardando a chegada dos meus primos. Ele agora está medicado e bem alimentado.

No surto que teve, ele havia esquecido sua identidade e estava vagando pelas ruas sem saber para onde ia ou quem era. Encontraram-no ontem à noite na Place de la Bastille, às 10 para as 2 da manhã de hoje. Ele estava lá há 4 dias. A Place de la Bastille coincide muito bem com a última visão de Issa dele em uma praça. Em um breve momento de lucidez conseguiu se lembrar de quem era. Desconfiava que o menino que o viu fosse brasileiro. Foi um voluntário do grupo de busca que imediatamente alertou o grupo de busca e fez uma chamada de vídeo para a irmã de Antônio no Brasil.

Quando conversou com os parentes, logo recuperou a memória, reconhecendo-os a todos. Também acredito que o estímulo mental que Issa lhe enviou o ajudou a se lembrar de quem ele realmente era. Ele teve um momento de lucidez, aparentemente inexplicável, poderíamos dizer.

David: Claro, ele pegou essa influência mental de Issa. Muito mais tarde, Antônio explicou ao Sr. Carvalho que durante os dois dias anteriores ao encontro, ele sonhou com uma pessoa ligando para ele e pedindo para ele conhecer alguém. Ele tem memórias fragmentárias de sonhos; mas, segundo ele, a pessoa o acompanhou e lhe deu mensagens, mas ele não se lembra do conteúdo. Isso corrobora a eficácia da estimulação mental realizada por Issa.

Carvalho: Mais uma vez quero ressaltar nossa eterna gratidão a todos vocês. Além de tudo, presenciamos uma importante prova da mediunidade e seus efeitos positivos na ajuda e na resolução de problemas.

David: Bem, mais do que mediunidade, neste caso foi um clarividente muito bom que ajudou a resolver a situação.

Carvalho: Sim, perfeitamente.

Carvalho para Issa: Quero agradecer todo o seu esforço, pois foram suas visões que possibilitaram ao grupo de pesquisa definir uma área específica de atuação. A sua participação foi essencial para este feliz resultado. A descrição do local combina muito bem com sua última visão de Antônio em uma Praça. Eu também acho que o estímulo mental que você enviou a ele o ajudou a se lembrar de quem ele realmente era. Portanto, mais uma vez, eu e minha família expressamos nossa profunda gratidão por toda a sua ajuda. E assim termina esta cronologia de um desaparecimento que terminou num encontro positivo.

 Gostaria de destacar a grande ajuda que, nestes e em outros casos, supõe a colaboração de uma pessoa com clarividência bem treinada e bem orientada, como tem sido neste caso. Na literatura espírita das últimas décadas verifica-se a ausência de obras deste tipo, em que a clarividência efetivamente orienta o caminho a seguir. Talvez o componente mediúnico do espiritismo tenha ofuscado a atuação dos bons clarividentes, que tão bem colaboraram no passado nas pesquisas psíquicas.

Há também provavelmente algum outro motivo. Há clarividentes ou pseudo-clarividentes na zona lucrativa dessas atividades fora do espiritismo, e pouquíssimos trabalham e colaboram com dignidade nos Centros Espíritas. Deve-se reconhecer também que não é fácil ser um bom clarividente ou clariaudiente, pois isso implica: muitas vezes anos de aprendizado autodidata, honestidade e integridade infalível, esforço na ajuda desinteressada, empatia para com quem sofre, muitas vezes a o mais completo anonimato e, por fim, o habitual esquecimento por parte dos beneficiários, que só tendem a lembrar-se dessa pessoa sensível quando têm dificuldades.

A tudo isso, devemos acrescentar, em várias ocasiões, que eles são procurados apenas para questões triviais, fingindo poupar o esforço pessoal na resolução de seus próprios problemas. Finalmente, queremos expressar nosso apreço e agradecimento à Sra. Issa Valentina por seu excelente trabalho. Da mesma forma, agradecemos ao Sr. Carvalho pela confiança que depositou nestas contribuições paranormais e pela sua grande cooperação ao longo do processo. O trabalho do grupo de busca no terreno também deve ser destacado. E só podemos desejar ao Antônio uma vida plena e feliz.”

Se quiser acessar o ABERTURA de maio 2022  - baixe aqui:

https://cepainternacional.org/jornal-abertura-maio-de-2022/