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domingo, 25 de janeiro de 2026

Carta de ano novo da presidência da CEPA - português e espanhol - Por José Arroyo

 Publicamos a carta de ano novo da CEPA - O ICKS é adeso à CEPA.




1º de janeiro de 2026

 

 

À comunidade espírita da CEPA e às pessoas afins:

 

Um novo ano amanheceu, com 365 oportunidades no horizonte. Recordemos o que foi vivido para celebrar as conquistas; felicitemo-nos pelos objetivos alcançados; reflitamos sobre o que ficou pendente para melhorar; aceitemos e aprendamos, com humildade e honestidade, aquilo que hoje precisa ser corrigido. Com esse senso de compromisso e maturidade espiritual, convido-lhes a olharmos para 2026.

 

Que a esperança de um amanhã melhor não seja uma vã ilusão. Depende de nós aquilo que possamos aportar a esse amanhã, trabalhando desde o hoje. Que o desejo de saúde não seja apenas uma intenção, mas que possamos fazer a nossa parte, para que nosso corpo e nossas circunstâncias se alinhem a esse objetivo. Que a paz que almejamos, não apenas para os que vivem em conflito, mas também para os nossos povos, possa ser construída pelo que fazemos em nosso entorno, em nosso círculo familiar e em nossa comunidade. Enfim, deixemos os que sonham, sonhar, e, como espíritas conscientes do que viver implica, saiamos nós para realizar.

 

Que a gratidão a Deus, aos Bons Espíritos, aos Mentores Espirituais, aos Familiares Esclarecidos e a todos os Colaboradores Espirituais seja a atitude que nos mantenha em uma sintonia positiva, otimista e aberta a tudo de bom que concretizaremos. Isso não como um ato de ilusão, mas como uma verdade alcançada pela consciência e pela certeza que a filosofia espírita proporciona.

 

Obrigado por nos terem apoiado, acompanhado, colaborado, participado, lido, questionado, contribuído, conversado, meditado, refletido e, sobretudo, acolhido com afeto. Sentimos a sua proximidade, que rompe toda barreira imposta pela distância, e nos fortalecemos com ela, além do senso de compromisso que nos ilumina. Obrigado por fazer parte desta família ou, ao menos, por estar perto de nós.

 De forma direta ou indireta, a presença de cada pessoa que se aproxima do que fazemos na CEPA – Associação Espírita Internacional, nos revigora e nos impulsiona a continuar fazendo, melhorando e nos comprometendo a cumprir a nossa parte por um mundo melhor.

 

Sigamos construindo o futuro, com consciência, trabalho e solidariedade.



Em espanhol:

1 de enero de 2026

 

 

A la comunidad espírita de CEPA y personas afines:

 

Un nuevo año amaneció, con 365 oportunidades en el horizonte. Recordemos lo vivido para celebrar los logros; felicitémonos por los objetivos alcanzados; reflexionemos sobre lo que quedó pendiente por mejorar; aceptemos y aprendamos con humildad y honestidad lo que hoy necesita ser corregido. Con este sentido de compromiso y madurez espiritual, les invito a que veamos el 2026.

 

Que la esperanza de un mejor mañana no sea una vana ilusión. Queda de nosotros lo que podamos aportar a ese mañana, trabajando desde el hoy. Que el deseo de salud no sea apenas una intención, sino que podamos hacer nuestra parte, para que nuestro cuerpo y nuestras circunstancias se alineen con este objetivo. Que la paz que anhelamos, no solo para quienes viven en conflicto sino también para nuestros pueblos, pueda ser construida por lo que hacemos en nuestro entorno, en nuestro círculo familiar y en nuestra comunidad. En fin, dejemos a los que sueñan, soñar, y como espiritistas conscientes de lo que el vivir conlleva, salgamos nosotros a hacer.

 

Que la gratitud a Dios, a los Buenos Espíritus, a los Mentores Espirituales, a los Familiares Esclarecidos y a todos los Colaboradores Espirituales, sea la actitud que nos mantenga en una onda positiva, optimista y de apertura a todo lo bueno que concretaremos. Esto, no como un acto de ilusión, sino como una verdad alcanzada por la consciencia y la certidumbre que da la filosofía espiritista.

 

Gracias por habernos apoyado, acompañado, colaborado, participado, leído, cuestionado, aportado, conversado, meditado, reflexionado y, sobre todo, abrazado emotivamente. Sentimos su cercanía, que rompe toda barrera impuesta por la distancia, y nos fortalecemos con esta, además del sentido de compromiso que nos ilumina. Gracias por ser parte de esta familia o, por lo menos, estar cerca de nosotros.

 

De una forma directa o indirecta, la presencia de cada persona que se asoma a lo que hacemos desde CEPA – Asociación Espírita Internacional, nos vigoriza y nos impulsa a continuar haciendo, mejorando y comprometiéndonos con hacer nuestra parte por un mundo mejor.

 

Sigamos construyendo futuro, con conciencia, trabajo y solidaridad.





sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Série Microfilme História do Abertura - Jornal Abertura - novembro de 2025

Excepcionalmente - Em função da alteração do site da CEPA - Associação Espírita Internacional optamos por também oferecer o Abertura no blog, em forma de fotografias, os links não funcionarão, mas está permitida a leitura. denominamos de Série Microfilme, somente para casos especiais.

Quem preferir pode baixar, ou visualizar no novo site da CEPA:

https://cepainternacional.org/jornal-abertura-novembro-2025/

Conheça nossa homepage:


https://icks.ong.br/


Confira nossos Aberturas Históricos que chamamos de Série Microfilme - História do Abertura

Clique aqui embaxo:




terça-feira, 7 de outubro de 2025

Jornal Abertura outubro de 2025 disponível grátis em pdf

 Baixe Grátis o Jornal Abertura de outubro de 2025!

12 páginas de Cultura Espírita

Baixe aqui:




Conheça nossa Homepage:


 Novos links das publicações gratuitas do ICKS, veja abaixo:

Ano de 2026

Abertura 2026 – site do ICKS:

Abertura janeiro e fevereiro 2026

https://icksantos.blogspot.com/2026/02/jornal-abertura-janeiro-fevereiro-2026.html

Abertura março 2026

icksantos.blogspot.com/2026/03/baixem-o-jornal-abertura-de-marco-de.html

Abertura abril 2026

https://icks.ong.br/wp-content/uploads/2026/04/Jornal-Abertura-abril-2026.pdf

Ano de 2025

Abertura dezembro de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/12/saiu-o-jornal-abertura-de-dezembro-de.html

Abertura novembro de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/11/jornal-abertura-novembro-de-2025.html

Abertura outubro de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/10/jornal-abertura-outubro-de-2025.html

Abertura setembro de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/09/jornal-abertura-setembro-de-2025-baixe.html

Abertura agosto de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/08/jornal-abertura-agosto-de-2025-online.html

Abertura julho de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/07/jornal-abertura-de-julho-de-2025-baixe.html

Abertura junho de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/06/saiu-o-jornal-abertura-junho-de-2025.html

Abertura maio de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/05/jornal-abertura-online-em-pdf-maio-de.html

Abertura abril de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/04/jornal-abertura-pdf-disponivel-baixe.html

Abertura março de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/03/jornal-abertura-marco-de-2025-ja-podem.html

Abertura janeiro e fevereiro de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/02/jornal-abertura-de-janeirofevereiro.html

 Aberturas Anteriores veja no site da CEPA:

https://cepainternacional.org/journal-y-revistas/


Livros – ebooks alguns deles, para ver todos vá neste link:

https://cepainternacional.org/journal-y-revistas/

 

Livros – ebooks do ICKS

O Laço e o Culto – Krishnamurti de Carvalho Dias:

https://cepainternacional.org/libro/o-laco-e-o-culto-krishnamurti-de-carvalho-dias-2/

Emissões Energéticas na Prática Espírita: Vários autores

https://cepainternacional.org/libro/emissoes-energeticas-na-pratica-espirita/

Uma Breve História do Espírito: Alexandre Cardia Machado

https://cepainternacional.org/libro/uma-breve-historia-do-espirito/

https://cepainternacional.org/libro/una-breve-historia-del-espiritu/

Novo Pensar, Deus, Homem e o Mundo : Jaci Régis

https://cepainternacional.org/libro/nuevo-pensar-dios-hombre-y-el-mundo/

A busca por Planetas Habitados : Alexandre Cardia Machado e Reinaldo Di Lucia

https://cepainternacional.org/libro/a-busca-por-planetas-habitados/

O Poder e o Movimento Espírita: Jaci Régis e José Rodrigues

https://cepainternacional.org/libro/o-poder-e-o-movimento-espirita-icksissoes-energeticas-na-pratica-espirita-2/

Modelo Conceitual – Doutrina Kardecista: Jaci Régis

https://cepainternacional.org/libro/doutrina-kardecista-modelo-conceitual/

Caderno Cultural 5 - Análise da evolução do conceito de Reencarnação nas obras de Allan Kardec – Grupo de Estudos do ICKS

https://cepainternacional.org/libro/analise-da-evolucao-do-conceito-de-reencarnacao-ao-longo-das-obras-de-allan-kardec/

Amor, Casamento e Família: Jaci Régis

https://cepainternacional.org/libro/amor-casamento-e-familia/

Anais do VII Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita

https://cepainternacional.org/libro/anais-do-vii-sbpe-simposio-brasileiro-do-pensamento-espirita/

Anais do XV Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita

https://cepainternacional.org/libro/anais-do-15-simposio-brasileiro-do-pensamento-espirita/

 

 

Conheçam a nossa homepage:

 

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Conheça as publicações de livros físicos do ICKS em nosso site:


Tendo interesse em comprar algum livro é só enviar um email ao: ickardecista1@terra.com.br - pagamento por PIX que é o nosso CNPJ.

 

Um grande abraço fraterno a todos,

 

Alexandre Cardia Machado

Presidente do ICKS / Editor Chefe do Jornal de Cultura Abertura

 


domingo, 15 de setembro de 2024

Entrevista e a Palavra da CEPA – feita por Alexandre Cardia Machado ao Presidente da CEPA José Arroyo

 

Destacamos a Entrevista e a Palavra da CEPA – feita por Alexandre Cardia Machado ao Presidente da CEPA José Arroyo 

 

A Palavra do CEPA - Entrevista de Alexandre Cardia Machado com José Arroyo - novo presidente do CEPA.

Resolvemos fazer algo diferente nesta Palavra da CEPA, optamos por entrevistar o novo presidente da CEPA, na conversa José Arroyo nos disse que gostaria de passar a chamar esta comunicação de “ Desde CEPA”, “Palavra da CEPA” passa um tom muito autoritário.

 

José Arroyo - Saudações Alexandre,

Primeiramente, obrigado pela oportunidade de responder essas perguntas para construir uma mensagem que possa ser facilmente lida, estudada e que nos permita comunicar com clareza o que temos feito ou o que faremos, da CEPA – Associação Espírita Internacional.

Alexandre – Quais as suas primeiras impressões ao ser presidente da CEPA? Um coletivo internacional.

José Arroyo – A primeira coisa que posso expressar é que ter sido escolhido para chefiar os planos da CEPA constitui uma honra e uma responsabilidade que levamos muito a sério, como tudo o que fazemos por amor e gratidão ao Espiritismo.

Ouso dizer, sem medo de exagero, que estamos sobre ombros de gigantes. Mulheres e homens de estatura construíram algo que hoje assume uma forma diferente, em sintonia com os tempos, com a maturidade das ideias e com os estilos de interação que nos caracterizam.

Foto com os Ex-presidentes da CEPA Dante Lopes, Jacira Jacinto, Jon Aizpúrua, o atual presidente de azul José Arroyo e Alexandre Machado e Cláudia Régis

Um olhar histórico sobre a trajetória, execução e alcance da CEPA durante estes últimos 78 anos evoca um sentimento de compromisso que nos ativa e motiva. Mas além do institucional, a visão panorâmica acompanhada de conversas adequadas com as pessoas que se nutrem do que a CEPA oferece, pode inspirar e reforçar a vontade de fazer mais. Refiro-me, por exemplo, às pessoas que confessam ter alcançado uma sensação de liberdade, de respirar amplamente, de se permitirem pensar e discordar, ao mesmo tempo que conseguem ser ouvidas e respeitadas, participando em atividades ou aproximando-se da CEPA; em contraste com grupos onde reinava uma intenção unificadora que neutralizava suas aspirações, pensamentos ou ideias que poderiam ser interpretadas como erradas ou incorretas.

Na CEPA, às vezes alcançamos pessoas que, de outra forma, estariam desinteressadas pelo Espiritismo ou ficariam frustradas com o que ele oferece, porque o que encontram não atende às suas necessidades de análise, estudos, debate e diálogo aberto e franco. É claro que o perfil laico, livre-pensador e humanista do Espiritismo, tal como representado pelo CEPA, não é necessariamente o que todo espírita procura, mas é isso que nos permite encontrar aquelas pessoas com ideias semelhantes que precisam vivenciar o Espiritismo como Kardec provavelmente pretendia que fosse: uma filosofia espírita de consequências morais, que se alimentava da ciência e que a escutava para interpretar o mundo e o universo a partir da cosmovisão do Espírito.

Apresentar esta perspectiva, de forma organizada, em diferentes países, regiões, culturas e línguas, é um desafio em si. Porém, tenho a sorte de contar com uma equipe de pessoas dignas de admiração e que sabem transformar uma visão e missão em ação. Isso nos encoraja imensamente e também percebemos solidariedade e apoio sincero, honesto e transparente.

Alexandre – Quais inovações você pensa em implementar?

José Arroyo – Para já estamos a rever todo o maravilhoso trabalho herdado e a familiarizar os novos membros das diferentes equipas ou comissões com o que foi feito e precisamos de manter. É verdade que também temos trabalhado para identificar algumas atividades ou iniciativas que poderiam ser realizadas de uma forma diferente e que oportunamente informaremos ao mundo inteiro.

Também utilizaremos as redes sociais, páginas ou canais da CEPA para poder divulgar o que fazemos, o que somos e o que não somos e não fazemos, de forma dinâmica, respeitosa, ampla e divertida. Isto nos permitirá servir nossas organizações afiliadas como um “Hub” ou espaço central a partir do qual, se alguém nos perguntar sobre grupos, reuniões, cursos ou workshops em seu país ou região, poderemos orientá-los a se comunicarem com um de nossos grupos Cepeanos. Por outro lado, é importante divulgar conteúdos Cepeanos atuais sobre o Espiritismo. Portanto, esta será a cola que unirá as nossas atividades de comunicação.

Alexandre – Após 3 meses de mandato é possível identificar as dificuldades e com base nisso traçar planos de trabalho?

José Arroyo - Estes últimos 3 meses, que se reduzem a 2 meses devido à nossa convalescença com COVID no final da celebração do maravilhoso 24º Congresso que tivemos em Porto Rico, foram para traçar estratégias e planos, recrutar pessoas e identificar ou mover recursos.

É inegável que uma organização com alcance internacional tem desafios únicos ou singulares. Alguns desses desafios incluem:

- Comunicar de forma eficaz tudo o que acontece no mundo da CEPA, que conta com contribuições de várias regiões do mundo.

- Divulgar as iniciativas que podemos desenvolver para apoiar as regiões e grupos, coletivos ou indivíduos da CEPA, permitindo-nos levar uma mensagem coerente em vários idiomas e superando limitações culturais.

- Quando se justificar e houver consenso maioritário, exprimirmo-nos com prudência e sensibilidade relativamente à linha ténue que por vezes separa o apoio aos Direitos Humanos do compromisso dos indivíduos com políticas/líderes ou pseudo líderes partidários, que polarizam estratégica e maquiavelicamente, sem cair nas redes da intolerância.

- O CEPA tem um perfil altruísta, como toda organização espírita deveria ter, mas os recursos financeiros estão em situação desigual em relação a tudo o que gostaríamos de fazer. Portanto, faremos o melhor que pudermos administrando as arrecadações ou doações recebidas com sabedoria, respeito e sucesso.

- Temos recursos humanos de altíssima qualidade e um sentido de compromisso com os nossos ideais que é evidente. Constatei que na CEPA não falta boa vontade, trabalho constante em cada região e criatividade para continuar desenvolvendo uma projeção atual, contemporânea e atual do Espiritismo para a sociedade em geral. Mas precisamos de mais mãos voluntárias, digitalmente qualificadas e atualizadas no uso da tecnologia para promover os nossos objetivos.

Como mencionei, estes são alguns desafios que temos pela frente e já existem ações em torno deles, que serão consolidadas e observadas ao longo dos próximos meses. Caminharemos devagar, mas com segurança. Daremos passos ágeis, mas sólidos. Não hesitaremos em aprender com os nossos erros e ouvir a voz amiga.

Além disso, essa gestão administrativa estará sempre aberta à voz e à inspiração dos Bons Espíritos, que sem dúvida sempre estiveram presentes.

Alexandre – Qual a mensagem otimista que o senhor quer passar aos espíritas livres?

José Arroyo – De norte a sul e de leste a oeste, sem falar de países ou grupos específicos e deixando de mencionar alguém, sentimo-nos acompanhados, apoiados e com grandes expectativas de liderar este grande grupo de pessoas e grupos empenhados.

Recebemos muitas lições boas da nossa ex-presidente Jacira Jacinto da Silva, então tínhamos um bom modelo a seguir. Também nos sentimos acompanhados pelos ex-presidentes da CEPA e isso é vital para nós.

Se eu encerrasse esta entrevista com uma mensagem otimista aos livres-pensadores que nos leem, seria essa: Não se escreveu a última palavra sobre o Espiritismo, mas apenas as primeiras. Agora, no alvorecer do século XXI, temos uma responsabilidade para com as próximas gerações de buscadores da verdade, de caminhantes espirituais, de espíritas insatisfeitos com os movimentos religiosos, de espíritas que raciocinam e questionam suposições, e para com todas as pessoas que não sabem que elas existem. um grupo alteritário, inclusivo, humanista e progressista com uma visão secular em relação às ideias espiritualistas.

Temos convicção de que o Espiritismo é de Kardec e nossa referência primeira é Kardec, apresentando suas ideias, preocupações e propostas à luz da contemporaneidade; Sabemos que podemos, sem medo ou timidez, observar Jesus como modelo de mediunidade e psiquismo equilibrado pela compaixão e solidariedade de quem vive o que prega; Reconhecemos que é um dever com honestidade, ética e verticalidade olhar para a sociedade atual, para além dos fatores económicos, políticos ou culturais, para lhes oferecer uma vida alternativa transbordante de espiritualidade, cheia de amor e sólida nos seus princípios. Para muitas pessoas, outros podem ser os caminhos que atendem a essas expectativas, para nós esse caminho se chama Espiritismo, sem sobrenomes, e faremos o possível para comunicá-lo, expressá-lo e exemplificá-lo.

Essa é a nossa proposta como coletivo, da CEPA, e é também a minha proposta como indivíduo, que assim como você, sou Espírito Espírita.

Gostou? Tem muito mais no Jornal Abertura de setembro.

Baixe aqui:

https://cepainternacional.org/jornal-abertura-setembro-de-2024/




terça-feira, 7 de maio de 2019

O PACOTE ANTICRIME - por Jacira Jacinto da Silva


O PACOTE ANTICRIME

Jacira Jacinto da Silva*

Fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem, isto é, fazer o bem e não o mal. Neste princípio encontra o homem uma regra universal de proceder, mesmo para as suas menores ações.[1] 


Com o intuito de contribuir para os debates acerca do Anteprojeto de Lei, n. /2019, apresentado ao Congresso Nacional pelo Ministro da Justiça Sergio Moro, faço algumas considerações sobre o seu pacote anticrime. Apresento uma análise crítica de alguns pontos com base na ciência jurídica e no espiritismo. Por questão de espaço e para não cansar em demasia o leitor, tratarei de apenas alguns pontos explicitamente.

Será que o “novo” sistema que se pretende implantar para o tratamento de pessoas em conflito com a lei é favorável à sociedade? Estamos na iminência de um giro importante no panorama atual, ou de mera proposta salvacionista?

Os textos propõem alteração em mais de uma dezena de leis, especialmente para endurecer penas de diversos crimes, dificultar o cumprimento da pena e suprimir direitos previstos no decorrer da execução da pena.

Considerando que os fatos podem, sempre, ser analisados por mais de um prisma, tentarei fazer um estudo de algumas propostas (todas não caberiam neste espaço) contando com a contribuição da Filosofia Espírita. Por evidente, ainda por esse enfoque muitas interpretações são possíveis, dado que o próprio texto de Kardec é visto por variadas posições.

Começar refletindo com Kardec sobre algumas questões relevantes, tanto espíritas, como jurídicas, pode ser útil:

Q. 796 de OLE: No estado atual da sociedade, a severidade das leis penais não constitui uma necessidade?
“Uma sociedade depravada certamente precisa de leis severas. Infelizmente, essas leis mais se destinam a punir o mal depois de feito, do que a lhe secar a fonte. Só a educação poderá reformar os homens, que, então, não precisarão mais de leis tão rigorosas.”

A lição espírita é clara e nos coloca no dever de melhorar a sociedade para que não sejam necessárias penas mais graves; não há como não entender que a opção pelo revide vai deixando a sociedade cada vez pior. A trajetória para a modificação da lei penal, com incidência sobre uma nação inteira, não pode ser desconsiderada, sendo certo que a maneira utilizada para desenvolver o projeto faz parte da construção social. Não à toa, Leon Denis escreveu que as instituições, as leis de um povo, são a reprodução, a imagem fiel de seu estado de espírito e de consciência, e demonstram o grau de civilização ao qual ele chegou.

Quase poderíamos parar por aqui, resumindo o desfecho nessas lições soberanas, mas convém prosseguir.

A partir da finalidade precípua da pena (prevenção ao crime e à reincidência, contramotivo - repressão e prevenção), quais seriam as justificativas filosóficas para a prática estatal que foca no viés retributivo?
Calha recordar que nem a delação premiada, nem a transação penal, envolvendo acusação e defesa, pode ser considerada novidade no sistema penal pátrio; a está primeira regulamentada em 2013, a segunda pela já envelhecida lei dos juizados especiais criminais. Este parágrafo renderia debate robusto, consideradas as supostas novidades, porém não é o objetivo deste trabalho.

Recorde-se, antes de qualquer análise do projeto, de que a garantia dos direitos fundamentais foi objeto de amplo debate, não apenas durante a constituinte, mas representou décadas de luta contínua e aperfeiçoamento de outros dispositivos esparsos. Contrariamente, esta mudança a ser debatida no Congresso Nacional é atribuída ao trabalho de um brasileiro, não representando, portanto, um debate amadurecido, a síntese de discussões múltiplas, ou sequer uma tempestade de ideias; nem de longe espelha contribuições de diversos juristas. Uma única pessoa, por mais versada que seja em direito criminal, estaria legitimada a propor uma mudança dessa proporção?

No conteúdo, a proposta de lei afronta garantias constitucionais, forjando-se no desrespeito ao princípio democrático, com o qual têm se alinhado significativos debates na sociedade. Esta, na condição de destinatária final da lei, bem poderia ter sido representada pelos juristas renomados, especialistas nas áreas do Direito Penal e Processual Penal.

Estudiosos do tema não veem na mencionada proposta qualquer potencial para atingir o seu objetivo. Para além de repetir medidas experimentadas há três décadas sem nenhum sucesso, alguns dispositivos sugeridos agridem de forma espantosa direitos fundamentais garantidos constitucionalmente e construídos ao longo de séculos a custa de muita luta e sofrimento. Há total descrença de que as poucas inovações tenham capacidade de provocar qualquer alteração no status quo. 

Sinalizando ao novato representante do governo que ninguém se sustenta no sistema político brasileiro por si só, logo na largada os experientes congressistas sagraram-se vitoriosos, impondo a retirada da proposta inicial que tipificava o “caixa dois em eleições”. Salta aos olhos a repetição do velho mecanismo de impressionar por palavras, pelo medo e pela aposta na incapacidade intelectual do povo. Basta analisar a sugerida transformação de determinados crimes em hediondos e insuscetíveis de benefícios na execução da pena.

Mas algo precisaria ser feito, diriam alguns. “A criminalidade é alarmante, as pessoas de bem não têm sossego; que sacrifiquem os criminosos pela paz das pessoas trabalhadoras”. Em certa medida, esse pensamento está coerente com as necessidades dos brasileiros; no entanto, essa gente também está cansada de promessas vãs, de medidas midiáticas que só favorecem políticos espertalhões, ávidos por sucesso conquistado com a enganação alheia, pública e inescrupulosa. Não se transforma um estado de criminalidade em vida pacífica senão depois de décadas de trabalho sério e investimento nas políticas públicas de segurança e de justiça social.

Pelo compromisso ético de justificar algumas afirmações, trago à análise a Lei 8.072/90, denominada Lei dos Crimes Hediondos, que completaria 30 anos em 2020. Foi dado ao tráfico de drogas e outros crimes o mesmo tratamento dispensado aos crimes hediondos. Deixo ao leitor a reflexão sobre o resultado obtido pela população nessas quase três décadas passadas. Houve redução, ou aumentou o tráfico de drogas? Outros exemplos poderiam ser mencionados, porém, esse é bastante emblemático e transmite a ideia necessária.

Os políticos e o povo precisam de respostas imediatas. Imaginem se um político esperto pensaria em implementar medidas, sabidamente eficazes, com potencial de promover transformações importantes, mas em longo prazo! Gostaríamos de pagar o preço, trabalhar junto, fazer acontecer uma mudança lenta, porém eficaz? Necessário recordar que o órgão acusador da União recebeu, por muito tempo, a alcunha de “engavetador geral da república”, situação que experimentou significativa mudança a partir do empoderamento da Polícia Federal. Quase uma década depois de se iniciarem as medidas de fortalecimento dessa Instituição começaram a aparecer os resultados, que saltam aos olhos de quem deseja enxergar.

As medidas, no âmbito do Poder Judiciário, que apresentam soluções “rápidas e eficazes”, em regra, solapam garantias individuais constitucionais e violam acintosamente o Estado Democrático de Direito.
Algumas modificações vieram apenas para ampliar o raio de incidência da norma, ou para agravar a situação do criminoso; outras propõem novidades inexpressivas; servem para aperfeiçoar ou legalizar práticas já adotadas no Brasil, permitindo inferir que não terão capacidade de imprimir grandes modificações.

Reporto-me a algumas propostas que se apresentam por demais inconsistentes e inconvenientes ao meu ver. Novidade é condicionar a inclusão do preso, condenado ou provisório, em estabelecimentos penais federais de segurança máxima ao interesse da segurança pública ou do próprio preso. Esse ilimitado poder conferido à segurança pública, que passa a dispor do preso para os fins que considerar do seu interesse, sem precedentes no direito penal do último século (excetuado o regime da ditadura militar), além de reduzir o Poder Judiciário, submetendo-o ao Executivo, prejudica sobremaneira os meios de defesa.

Não se vislumbra razão plausível para o legislador alterar a disposição penal sobre a legítima defesa. Embora diplomas europeus mencionem expressamente que o excesso será escusável na legítima defesa se decorrer de perturbação, medo, surpresa ou violenta emoção, no Brasil tal circunstância sempre foi observada, considerado o natural abalo emocional de quem precise, eventualmente, exercitar a legítima defesa. O excesso é sempre punível, exceto em situação excepcional, demonstrada a condição de inegável abalo emocional, que não se confunde com autorização para matar.

Essa excludente da ilicitude sempre foi contemplada, possivelmente, confundindo-se com a história do direito penal. Não obstante, o direito a “repelir injusta agressão humana atual ou iminente” ganhou contornos inimagináveis no projeto do Sr. Moro, quando envolve policial ou agente de segurança. Nesse caso, contraria a finalidade, já que ninguém pode se exceder na legítima defesa, muito menos o policial que recebe treinamento para o enfrentamento do crime. Como esses profissionais jamais estiverem excluídos da proteção legal, a inovação se revela deveras inútil e impertinente, servindo, isto sim, para banalizar a violência, naturalizando-a e disseminando a cultura do excesso neste país demasiado violento.
Outra novidade incluída por Moro na sua proposta, refere-se à qualificadora do crime de resistência, configurando verdadeira lambança. Caso passe no Congresso, o dispositivo criará uma anomalia gravíssima do nosso sistema penal, com impacto muito danoso à sociedade. Consta do § 2º do art. 329: “Se da resistência resulta morte ou risco de morte ao funcionário ou a terceiro: pena – reclusão, de seis a trinta anos, e multa”.

Quando se utiliza da condição “se resulta morte”, a lei está se referindo a um crime doloso na sua origem (resistência, lesão corporal, por ex.), mas que termina por apresentar resultado não desejado (a morte), culposo, portanto – crime preterdoloso. Ocorre que para o crime doloso de homicídio (matar alguém é o objetivo inicial), a lei prescreve pena máxima de 20 anos. Com efeito, se alguém desejar matar um policial e concretizar seu intento, sua pena máxima será de 20 anos, mas se estiver sendo autuado por um agente público, resistir e na tentativa de escapar, sem desejar, terminar provocando a sua morte, a pena máxima será de 30 anos. Não pode ser crível que o legislador queira para o crime não desejado - culposo, pena mais grave do que a prevista para o mesmo crime desejado - doloso. Nem se diga que criou um tipo penal pela imposição de uma qualificadora!

Estranha-se, igualmente, a figura do “informante do bem" ou "whistleblower", extraída do pacote "Dez Medidas Contra a Corrupção". A proposta confere ao denunciante de crimes contra a Administração Pública, ilícitos administrativos ou quaisquer ações ou omissões lesivas ao interesse público, o direito à recompensa de até 5% do valor arrecadado, se a denúncia resultar na recuperação de dinheiro desviado, além de lhe conceder proteção. Qual seria o impacto dessa medida na questão da segurança, tão necessária para a população?
Não foi possível entender a razão de Moro ter concedido status jurídico a organizações criminosas, como PCC, CV, Milícias e outras. Esse reconhecimento reduz o Estado.

Em resumo, apresentou um pacote muito abrangente, dotado de restrições aos direitos e garantias individuais, como a progressão de regime, que favorece a sociedade e não o condenado; o excesso de encarceramento, agravando a situação irregular já existente de presídios superlotados; a restrição a recurso, que garante a ampla defesa; a ampliação da execução provisória da pena e a alteração dos prazos prescricionais, além de outras no mesmo sentido, que contrariam garantias fundamentais constitucionais e ampliam a força estatal em prejuízo da parte que já é muito mais fraca.
De fato, há um clamor de grande de parte da população, pela pena de morte, pelo agravamento das penas, preferencialmente com requintes de crueldade, mas a pena prevista na lei brasileira mais grave é a de privação da liberdade. Sabendo-se que o Brasil conta, há muito tempo, com um sistema prisional falido, sendo recorrentes as notícias de chacinas, fugas em massa, rebeliões, massacres e situações catastróficas, seria razoável supor que maior encarceramento, ou permanência no sistema por mais tempo, beneficiaria a sociedade?

Considero aconselhável pensar, antes de outras medidas, em um sistema carcerário com condições mínimas para cumprir a sua finalidade. Não poderiam juntar pequenos infratores com criminosos de alta periculosidade, tampouco permitir a ociosidade no presídio. O simples cumprimento da velha e boa Lei de Execução Penal traria muitos benefícios, a começar pela disponibilidade de trabalho e o estudo; ocupação útil: educação, trabalho produtivo, estudo, arte, esporte, informação, reeducação efetiva. Castigar, oprimir, matar, são ações violentas e odiosas que gerarão, certamente, violência e ódio.
Em outras palavras, os políticos podem fazer malabarismos, dar nomes soberbos às ferramentas já conhecidas, implantar medidas mais severas, mas se as autoridades competentes não praticarem os regramentos, não terão serventia alguma.

Como já sinalizado, a pena se destina a punir o criminoso, mas também a prepará-lo para voltar ao convívio social, de modo que os presídios deveriam funcionar como escolas, devolvendo os apenados à sociedade em melhores condições.

A reencarnação nos é concedida pela lei natural como oportunidade de viver e aprender. É o recurso disponibilizado pela vida para irmos nos ajustando com nossa consciência, crescendo, evoluindo, aprendendo, libertando-nos do fardo da ignorância e da culpa; em síntese, permite que sejamos livres e felizes. Cabe ao Estado, às leis e ao Sistema Prisional oferecer também à pessoa que cometeu crimes, as ferramentas e oportunidades para, aos poucos, sentir-se útil, menos culpada, produtiva, capaz, livre e feliz. A sociedade está totalmente envolvida com isso na condição de agente e paciente dessas ações.
Espíritas não podem olvidar que a vingança não reeduca e não reorganiza a sociedade, interessando para a harmonia comunitária, isto sim, a educação dos seus membros. Lembremos que a maioria dos criminosos provem da marginalidade; não recebeu formação adequada, tendo sido moldada na experiência do crime.

Espera-se que o Congresso Nacional e a sociedade discutam as propostas que Moro não apresentou, deixando um pouco de lado as postas no tal projeto.

Lamentavelmente, nesse projeto de cunho eminentemente retributivo, a ideia de segurança pública está limitada ao propósito do encarceramento, ou da repressão pura e simples. Seguindo o clamor popular e as políticas emergenciais ineficazes e ineficientes, reproduzidas ao longo do tempo neste país, a proposta de Moro circunscreve-se à discussão periférica, renunciando à oportunidade de enfrentar a raiz dos problemas.

Toda a política está respaldada na crença de que o encarceramento resolve; então, que se prenda mais e se construa mais cadeias. Olvidou completamente eventuais medidas educativas, preventivas, ou o investimento (de qualquer recurso e não apenas financeiro), em políticas sabidamente capazes de reduzir a criminalidade. Nem a recente proposta de Raul Jungmann, de criar o sistema único de segurança pública – SUSP, serviu-lhe de inspiração.

No documento de 34 páginas, propondo 19 alterações em trechos de 14 leis diferentes, editadas entre 1940 e 2018, esperava-se de um ex-juiz federal com formação internacional, propostas para uma justiça de transição; iniciativas estruturantes de medidas jurídico políticas duradouras, permitindo a adaptação das instituições para garantir que os resultados futuros sejam democráticos e não autoritários. A proposta apresentada não esclarece que rumo o Direito Penal tomará; para onde quer levar o povo brasileiro.
Por estudar Kardec, defendemos a imposição da pena legal, sim, mas apenas a pena razoável prevista em lei. Para o seu cumprimento, deve-se observar a Lei de Execução Penal, oportunizando trabalho, estudo e acompanhamento de equipe técnica para franquear a ressocialização; oportunidade para as pessoas repensarem suas vidas e suas atitudes; encontrarem outros caminhos e não desejarem mais retornar ao presídio.

Para finalizar, não vislumbrei probabilidade de melhoria a partir da reforma proposta. Não encontrei medidas educativas para os presos, tampouco mecanismos de inteligência ou aparatos para a melhoria real do sistema de investigação. Respeitadas as opiniões contrárias, classifico-a como uma proposta populista, midiática e ineficaz, tal como a lei dos crimes hediondos de 1990.
Deixo com os leitores mais uma questão de OLE para meditarem:


Q. 761. A lei de conservação dá ao homem o direito de preservar sua vida. Não usará ele desse direito, quando elimina da sociedade um membro perigoso?
“Há outros meios de ele se preservar do perigo, que não matando. Demais, é preciso abrir e não fechar ao criminoso a porta do arrependimento(grifei).



* Juíza de Direito aposentada, Advogada, Presidente da CEPA – Associação Espírita Internacional
[1] Introdução ao Livro dos Espíritos, item VI.

Este artigo foi publicado no Jornal Abertura de abril de 2019 - se quiser ler a edição completa vá ao link abaixo:




terça-feira, 9 de outubro de 2018

A importância do Jornal Espírita Abertura – 31 anos influenciando o desenvolvimento do Espiritismo por Alexandre Cardia Machado


A importância do Abertura – 31 anos influenciando o desenvolvimento do Espiritismo


Se voltarmos no tempo, há 31 anos atrás, no mês de abril de 1987,  este jornal foi fundado com o objetivo de abrir um canal de comunicação para ideias espíritas não conservadoras, que tivessem como base o entendimento do Espiritismo como ciência, filosofia com consequências morias e não religioso.


Dedicou-se a criação e divulgação de eventos, coberturas jornalísiticas enfim uma série de ações que  hoje foram quase totalmente substituídas pelas midias eletrônicas, mas rápidas e que permitem a transmissão ao vivo e em cores.  Fotos videos ou transmissões ao vivo estão muito baratas, ou até mesmo sem custo algum.

Qual o nosso papel então nos dias atuais?

O que nos cabe é tratarmos os problemas socias, políticos e espirituais sob a ótica espírita, como se fossemos uma revista, com a reflexão que só o afastamento do fato diário permite.

Este tem sido o nosso foco. Contamos com articulistas que tem em comum o amor pelo Espiritismo moderno. Cada qual trás consigo visões de mundo um pouco distintas, o que permite uma pluralidade maior ao vaículo de comunicação.

Estamos na direção deste jornal há 8 anos, já produzimos 88 edições, após a desencarnação de Jaci Régis, ou 25% do total de edições do Abertura. Buscamos nos reinventar o tempo todo, a razão disto é que quase nada funciona do mesmo jeito que era em 1987.

Para dar uma ideia de como eram as coisas naquele tempo, eu, gaúcho e torcedor do Inter, para acompanhar o campeonato gaúcho, preciava subir no alto da Ilha Porchat, em São Vicente, para sintonizar a Rádio Gaúcha em ondas curtas, algo que parece, ao olharmos para trás, coisa do cinema em preto e branco.

Cláudia e eu casamos em 1985 e somente em 1989 conseguimos uma linha telefônica, isto porque antes mesmo de casarmos Cláudia já havia se inscrito na Telesp, para comprar uma linha, alguém hoje esperaria 4 anos por uma linha de telefone?

A comunicação entre amigos e colaboradores deste jornal que não viviam em Santos, era feita via carta. Estávamos vivendo o momento das diretas já. Na Europa a Alemanha estava dividida, desde o fim da segunda Guerra Mundial em Alemanha Ocidental e Oriental. Não havia ainda caído o muro de Berlim, cidade que estava dividida por um muro de 110 km de comprimento, acessada somente por via aérea, pois estava, o seu lado ocidental encrustrado em meio a Alemanha Oriental comunista. O mundo seguia em meio à Guerra Fria.

No campo da ciência espírita apostávamos nos avanços da psicobiofísica, por trás da cortina de Ferro, o que se demanstrou uma total ilusão. Os soviéticos faziam muita propaganda, mas de fato não estavam encontrando as respostas que buscavam, ou lhes interessavam.Quase 30 anos depois da queda a União Soviética, nada de prático surgiu, ou se apresentou neste campo do conhecimento.
Em 1988 tivemos a nossa atual constituição promulgada e agora, 30 anos passados, alguns de seus princípios ainda não foram regulamentados, mas muitos sim, temos o SUS – Sitema Único de Saúde, FGTS para empregados domésticos, estado laico, liberdade de crença e da imprensa, dentre muitos outros avanços.

O ICKS em 2017 apresentou um trabalho no 15° SBPE – Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita: Somos Progressistas? Que já divulgamos neste jornal, demonstrou como a visão espírita, ao menos em nosso grupo de ideal avançou, juntamente com o conjunto da sociedade emcampos de interesse como os direitos das mulheres, homossexuais, liberdade de gênero e muitos outros.

A sociedade está em constante mudanças, sempre haverão vanguardistas, excessos, reações, mas é o conjunto deste movimento que altera a legislação e por consequência, novos entendimentos socias são alcançados.

Como cada indivíduo tem uma história de vida, um trajeto familiar, cultural e também reencarnatório, teremos portanto pensamentos e ações distintas. Esta é a beleza da imortalidade dinâmica, conflitiva, litigante mas também transformadora.