Por que os acidentes acontecem?
Acidente de “rope jump” em Limeira mata jovem de
21 anos
Consideração Inicial:
A coluna Abrindo a Mente faz uma análise crítica de diversos
assuntos, as vezes divulgando ou apoiando, às vezes sugerindo uma reflexão ou
trazendo um alerta, mas sempre indicando um livro, ou um artigo que permite que
nosso leitor aprofunde seus conhecimentos sobre o assunto.
Sobre o acidentes em esportes radicais
Atualmente várias atividades de risco são realizadas,
chamadas de esportes radicais. Eu mesmo já fiz voo de asa delta, presente
desafio de minha filha mais nova ao completar 60 anos.
Nestes esportes, existem protocolos de segurança, preleção
sobre como se comportar, sobre os riscos e o que fazer para mitigar, usar EPIs
(Equipamentos de Proteção Individuais) enfim algumas medidas de proteção.
Os equipamentos utilizados cordas, cabos e instalações devem
ser periodicamente inspecionados e substituídos. Mas acidentes acontecem.
Várias áreas de engenharia, segurança e médicas são
envolvidas nas análises destes acidentes e lições aprendidas são divulgadas.
Para que um acidente ocorra há que haver pelo menos duas
situações, A. Condição insegura, falha de equipamento e B. Ação
insegura, neste caso que analisaremos, parece ter sido a causa, o
equipamento existia, mas não foi conectado.
Por que isto ocorre? Nós humanos cometemos erros em uma
média de 5 a 8 por hora em nossas atividades cotidianas, por isto em casos como
este, existem protocolos com duplo reconhecimento e isto parece ter falhado.
Não foi destino, não foi ato deliberado de Deus, foi um acidente típico. De
atividades radicais.
Quem faz a operação não pode entrar na empolgação do usuário,
que também tudo indica que havia, a foto abaixo foi postada pela própria vítima
minutos antes. A foto não permite ver se ela estava com o cabo de segurança
engatado.
Foto: Reprodução/Redes Sociais -divulgadas minutos
antes por Maria Eduarda
Por Da IstoÉ - 14/06/26 - 14h51min.
O que aconteceu
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morre neste
sábado (13) após um acidente trágico durante um salto de rope jump
na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). A jovem caiu de aproximadamente 40
metros de altura devido à falta de conexão dos equipamentos de segurança,
resultando em politraumatismo fatal. O incidente choca a comunidade e levanta
questões sobre a segurança em esportes radicais.
- A
vítima caiu de 40 metros de altura após falha na conexão dos equipamentos
de segurança.
Maria Eduarda era professora de Educação Física em uma
academia de Jandira, na Grande São Paulo. Em suas redes sociais, ela
frequentemente compartilhava detalhes de sua rotina profissional, treinos,
atividades esportivas e passeios ao ar livre, demonstrando uma vida ativa e
engajada.
Pouco antes da fatalidade, a jovem publicou fotos e vídeos
do local onde o salto ocorreria. As imagens, que mostram os momentos que
antecederam a atividade, foram compartilhadas por Maria Eduarda minutos antes
do acidente.
Investigação aponta falha de segurança
As primeiras apurações conduzidas pelas autoridades sugerem
que o acidente pode ter sido provocado por uma falha grave nos procedimentos de
segurança. Tais protocolos deveriam ter sido rigorosamente seguidos pela
empresa responsável pela atividade de rope jump. Há também o fato
de não haver nenhuma autorização oficial para que o local fosse utilizado para
este fim.
A investigação aponta que Maria Eduarda foi lançada da
plataforma sem que o cabo principal de ancoragem estivesse devidamente
conectado ao equipamento de proteção. Vídeos que circulam nas redes sociais, e
que estão sendo analisados pela Polícia Civil, registram os instantes cruciais
que antecederam a trágica queda.
Várias pessoas foram presas - o caso segue sob investigação
minuciosa para apurar todos os detalhes e determinar as eventuais
responsabilidades criminais pela morte da jovem.
Para Abrir mais a sua mente: https://istoe.com.br/acidente-rope-jump-limeira-jovem-morre