sexta-feira, 7 de agosto de 2020

O Espírita na Civilização do Espetáculo - por Alexandre Cardia Machado

 

O Espírita na civilização do espetáculo

 

A partir de 1968, num movimento iniciado na França, estudantes anarquistas armam barricadas em Paris e este movimento ganhou o mundo, os estudantes predominantemente socialistas queriam mais liberdade, mais espaço, menos estado, deste movimento nascido na Universidade de Paris e a seguido pela Sorbonne surgiu a chamada  contracultura como imortalizada na canção de Caetano Veloso - É proibido proibir.

No ocidente a moda pegou. Em Praga, justamente no mundo socialista, na reclusão da Cortina de Ferro a iniciativa terminou com os tanques acabando com a festa na chamada Primavera de Praga contra o Stalinismo. Houve claro reações na França e em outros países, mas a resultante deste movimento só proliferou mesmo onde já existia o estado democrático de direito. Qual foi a resultante disto? O sistêmico ataque à tradição, a implantação das ideias socialistas nas áreas humanas das universidades e a valorização do pluralismo em todas as suas formas. Vivemos este processo que tem pontos positivos e negativos.

Não buscamos aqui criticar esta ou aquela tendência ideológica, mas sim reconhecer que estamos mergulhados na sociedade ou até na civilização do espetáculo.

Mario Vargas Llosa - Prêmio Nobel de Literatura em 2010 -  escreve em 2012 um livro denominado – A civilização do espetáculo – Uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura, livro que compila alguns artigos publicados no jornal “El país” de Madri, alternados de capítulos mais aprofundados sobre o momento vivido pela cultura no século XXI. Este livro dialoga com o escrito por Guy Debord – A sociedade do espetáculo - de 1967, Debord é protagonista dos eventos desencadeados em 1968, época de Guerra Fria, Guerra do Vietnam, movimento hippie e muitas outras mudanças sociais.

Cultura, Política e Poder

O livro de Vargas Llosa parece ter sido escrito para o momento que presenciamos nos últimos anos no Brasil, trago ao nosso público espírita com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de nosso senso crítico, tão importante para que possamos exercer nosso livre arbítrio.

Segundo Vargas Llosa, “cultura não depende de política, em todo caso não deveria depender, embora isso seja inevitável nas ditaduras ... o resultado deste controle,” (do estado) “como sabemos, é a progressiva transformação da cultura em propaganda. Numa sociedade aberta, embora a cultura se mantenha independente da vida oficial, é inevitável e necessário que haja relação e intercâmbios entre cultura e política”.

Podemos observar claramente, no Brasil, após a entrada do presidente Bolsonaro, o porquê da reação do meio cultural ao mesmo, pois em que pese nos governos anteriores estarmos numa sociedade aberta, houve sim, muito apoio oficial a iniciativas culturais, nem tão independentes assim, havia claramente um viés ideológico. Para o seguimento da cultura, a chegada de Bolsonaro representa uma ameaça, pois ele traz um ideário muito diferente, tradicional, moralista.

Vargas Llosa, chama a atenção que é justamente nestas sociedades abertas que “... ocorre o curioso paradoxo de que, enquanto nas sociedades autoritárias é a política que corrompe e degrada a cultura, nas democracias modernas é a cultura – ou aquilo que usurpa seu nome – que corrompe e degrada a política e os políticos”. O autor costuma neste livro navegar entre cultura e jornalismo pois hoje os jornais televisivos passaram mais a ser um show, assim se refere a este último que ele considera que tem mudado de investigativo para espetaculoso.

“O avanço tecnológico audiovisual e dos meios de comunicação, que serve para contrapor-se aos sistemas de censura e controle nas sociedades autoritárias, deveria ter aperfeiçoado a democracia e incentivado a participação na vida pública. Mas teve efeito contrário, porque em muitos casos a função crítica do jornalismo foi distorcida pela frivolidade e pela avidez de diversão da cultura reinante”.

Wilson Garcia, em 2003 no VIII SBPE – Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita apresentou um trabalho – O Espiritismo na Sociedade do Espetáculo - que permanece inteiramente atual. Destaco um parágrafo: “ O espetáculo, contudo, predomina sobre a informação ou até mesmo por conta da informação, e está presente nas imagens e acima de tudo como ideologia consumada por um consenso de prática, como a dizer que só é possível ser eficiente na conquista de mentes e corações se a produção e a veiculação de mensagens obedecer aos critérios que o sentido do espetáculo impõe. Diante disso, ao Espiritismo resta resolver o conflito de produzir a sua “divulgação” sob o império do espetáculo sem perder a capacidade de falar sobre suas propostas com a coerência e a lógica interna da doutrina. Será isso possível?”.

Vamos tentar responder a esta pergunta no fim deste artigo.

Como exemplo disto presenciamos diariamente nos diversos meios de comunicação uma briga entre Bolsonaro e a Rede Globo de Televisão, os motivos desta disputa são diversos e não perderemos tempo em tentar descrever. Acreditamos que cada leitor tenha a sua própria visão sobre isto.

Ou seja, tudo acaba se transformando num espetáculo, o IBOPE do Jornal Nacional havia muito não era tão alto, contra ou a favor, todos querem assistir o último capítulo da novela Globo x Bolsonaro, foi antes assim com o cai não cai de Temer, foi assim com o impedimento da Dilma, com a lava jato.

No entanto chamo a atenção a uma recente pesquisa de opinião do Instituto Paraná Pesquisas, onde procurou-se saber em quem o brasileiro confiava mais: “Das 2.390 pessoas ouvidas na pesquisa, por amostragem, 37,9% alegou que confia mais em Bolsonaro. Já para 32,6%, o apresentador do Jornal Nacional e contratado da Globo, William Bonner é mais confiável”. Só por fazermos esta pesquisa, fica demonstrado o quanto se misturam cultura, jornalismo, política na sociedade do espetáculo. Tudo o que importa são imagens, fofocas, idas e vindas. Segundo Llosa “...transformar em valor supremo essa propensão natural a divertir-se tem consequências inesperadas: banalização da cultura, generalização da frivolidade e, no campo da informação, a proliferação do jornalismo irresponsável da bisbilhotice e do escândalo”. Quem ainda não se pegou, repassando mensagens sobre “a última” de algum dos envolvidos, memes etc. fazemos isto achando que é o natural, não importa se é verdadeiro, contanto que o outro sorria ou fique com muita raiva, conforme seja o nosso desejo.

Recorrendo mais uma vez a Wilson Garcia: “ A cultura do espetáculo é dominante por cumprir aquilo que Debord coloca: “o que aparece é bom, o que é bom aparece”(grifo meu). A crítica, portanto, da mídia do espetáculo é o reconhecimento de que ela faz do espetáculo essa razão social de viver. A notícia é espetáculo na TV, mas também nos jornais, nas revistas e nas emissoras de rádio. E é notícia sob o formato do espetáculo não apenas o fato, o acontecimento inusitado; também aquilo que antes não era, ou seja, a vida privada. O privado e o público se confundem nesse cenário difuso, assim como os interesses que dominam o público e o privado” . O indivíduo permite que sua intimidade adquira visibilidade por conta de uma certa consciência da necessidade de tornar-se visível para obter reconhecimento; o espetáculo midiático é o meio pelo qual a visibilidade pode alcançar a dimensão pública mínima. A vida que se torna espetáculo deixa de ser a vida para se tornar espetáculo. Dentro desse contexto, cabe perguntar: qual é a possibilidade de ser sem tornar-se espetáculo?

 

Escultura em Praga, na Jungmann Square –Adão e Eva do artista Tcheco Krystof  Hosek

Retornando a 1968, é correto pensar que é proibido proibir, ao menos no que diz respeito à liberdade de pensar e à liberdade de expressão, a Lei de Destruição nos ajuda a entender a dinâmica da sociedade em permanente evolução. Mas ao Espiritismo cabe ver a agir para que este movimento da sociedade seja pelo bem maior.

Jaci Régis num artigo denominado - Sobre o Comportamento – no livro de 1990 – Caminhos da Liberdade que reúne alguns artigos desta página 2 no jornal Abertura assim se refere às razões individuais que nos levam a reagir aos costumes. “Reclama-se, porém, contra o que parece um excesso de teorização e pede-se noções objetivas, claras, determinando o que é ou não compatível com a moral. Todavia, é da essência do próprio sentido evolucionário da vida, deixar que cada um elabore seu código moral, seus valores. Parece inquestionável, que a vida pede um sentido espiritualizante, para que a coragem para romper as tenazes do moralismo castrador, não se converta em flagelo da própria alma, pervertidos em seu sentido de crescimento, para transformar-se em instrumentos de desfribilamento da alma. O comportamento espiritualizante baseia-se, pois, no sentido libertador, na ruptura, desatrelando o ser de imposições culturais superadas e projetando uma nova noção de moralidade que não cerceie, contingencie ou castre o Espírito. “

Mario Vargas Llosa parece chegar à mesma conclusão de Jaci Régis 22 anos depois – “O desapego à lei nos leva de maneira inevitável a uma dimensão mais espiritual da vida em sociedade. O grande desprestígio da política relaciona-se sem dúvida com a ruptura da ordem espiritual. (...) ao desaparecer essa tutela espiritual da vida pública, prosperaram todos os demônios que degradaram a política e induziram os cidadãos a não ver nela nada que seja nobre e altruísta, e sim uma atividade dominada pela desonestidade. A Cultura deveria preencher esse vazio que outrora era ocupado pela religião. Mas é impossível que isso ocorra se a cultura, atraiçoando essa responsabilidade, se orienta resolutamente para a facilidade, esquiva-se aos problemas mais urgentes e transforma-se em mero entretenimento”.

 

Fake News e a exposição do privado

Tramita agora na Câmara dos Deputados, após ter sido aprovada no Senado mudanças na legislação, enfocada na contenção da difusão das chamadas “fake news” (notícias falsas – boatos, usados para denegrir políticos, mecanismo já descrito por Maquiavel, como uma estratégia que os “príncipes” deveriam usar contra seus inimigos, já no século XVI, portando não sendo nada novo.

Vargas Llosa, escreve um parágrafo que cabe como uma luva ao momento que vivemos: “Não se trata de um problema, porque os problemas têm solução, e este não tem. É uma realidade da civilização de nosso tempo diante da qual não há escapatória. Teoricamente, a justiça deveria fixar os limites a partir dos quais uma informação deixa de ser de interesse público e transgrida o direito à privacidade dos cidadãos. Na maioria dos países, semelhante julgamento só está ao alcance de astros e milionários. Nenhum cidadão comum pode arriscar-se a um processo que, além de afoga-lo num mar litigioso, acarretaria altos custos em caso de perda da ação”.

Não atoa a  lei de Liberdade e a Lei de Justiça estão em sequência no Livro dos Espíritos, se por um lado somos livres para pensar em qualquer coisa, nossas ações sempre trazem consequências, que podem em alguns casos ferir direitos, reputações, interesses enfim, causar alguma reação no campo da justiça a outrem. Atualmente qualquer pessoa, de posse de um smartphone está com as portas escancaradas para o mundo inteiro, uma foto, um vídeo pode causar consequências enormes, vejam o exemplo da morte por asfixia filmada de George Floyd causou reações no mundo inteiro. Quem sabe selando a sorte do Presidente Trump nas eleições americanas este ano? As reações no mundo todo demonstram que o que fazemos em público, ou mesmo no privado uma vez tornado público tem consequências.

Se divulgarmos notícias falsas, se mostrarmos nossa intimidade, se formos uma celebridade poderemos fazer sucesso ou então passarmos por um grande vexame.

Na questão 830 do LE assim nos dizem os amigos espirituais “o mal é sempre o mal, e todos os vossos sofismas não farão que uma ação má se torne boa. Mas a responsabilidade do mal é relativa aos meios que se tem de compreendê-lo” ao que tudo indica no Brasil, seremos forçados e entender as consequências através do rigor da lei.

Os Espíritas:

Wilson Garcia explora bastante a questão da penetração da divulgação do espiritismo na civilização do espetáculo, como nos transformar o conhecimento espírita em algo significativo numa sociedade fútil?

“O desafio espírita, em tempos de intensa consciência da necessidade de fazer com que o maior número possível de pessoas conheça a doutrina, consiste na solução de um conflito ético: como divulgar sem tornar a doutrina um espetáculo de aparências? Esse desafio, contudo, só existe como tal para aqueles que concebem a existência do conflito. Os que não percebem qualquer tipo de contradição entre as condições colocadas e o sentido espírita do saber, ou que não lhes atribuem um valor considerável, não têm que se preocupar com o desafio.”

Este parece ser o ponto principal, a força do meio é enorme, o consumismo, a universalidade do conhecimento tende a diluir todas as doutrinas, os ideais libertários das estruturas sociais, iniciadas no pós-guerra que desencadeou nos fatos já relatados, também o são. Mas a mensagem da imortalidade dinâmica que o Espiritismo nos trouxe precisa superar todos os obstáculos e se fazer presente entre os espíritas e perante a sociedade.

Como enfrentar, primeiro tendo consciência de que vivemos neste mundo, onde a aparência, o status, são um fator que se estabeleceu. Cada indivíduo pode ser um influenciador digital, as mídias socias estão aí.

Segundo Wilson Garcia “A questão enlaça os dois pontos anotados: a cultura do espetáculo, que domina o cenário social, e a consciência construída por essa cultura. Uma massa de criaturas, submetida às mensagens constantes de uma “realidade” na qual todos estamos imersos, é levada à adoção de uma consciência passiva e favorável ao espetáculo. A crítica portanto, deve alcançar em primeiro lugar à cultura dominante, ao sistema que reproduz a cultura e faz dela o elemento de dominação. Sob um fluxo permanente de mensagens altamente persuasivas para valores declarados naturais, a cultura tende a se reproduzir e a assumir a aura de natural. Daí o fato de as criaturas numa sociedade do espetáculo capitularem e assumirem o espetáculo como algo intrínseco e normal e convergirem para ele naquilo que as toca. Os espíritas, sob essa consciência, são levados também a adotar o sentido do espetáculo sem qualquer constrangimento e sem nenhuma preocupação com os sentidos dominantes”.

Buscamos portanto mais uma vez chamar a atenção para o papel do indivíduo e porque não dos meios de divulgação espíritas, como este jornal, de que não nos deixemos cair na tentação da adesão incondicional ao espetáculo. Hoje existem milhares de coisas que ajudam a vida a ser melhor vivida, mas nunca nos esqueçamos de que o nosso Espírito Imortal, está aqui para ser feliz, para evoluir, para adquirir sabedoria, saibamos separar o joio do trigo.

Portanto, tanto no que diz respeito à cultura, jogos de poder ou a disseminação de fake news ou intimidades pessoas na internet, enquanto espíritas não podemos nos imiscuir de pensarmos e agirmos politicamente, não devemos praticar política partidária nas casas espíritas, mas precisamos sim pensar como interagir em nosso mundo sem sermos frívolos.

Enfim o que parece importante é exercermos nosso livre pensamento sempre de forma responsável e focado no bem, não podemos ser geradores nem multiplicadores do mal e nem precisamos ser agentes da civilização do espetáculo.

 

Mario Vargas Llosa

É um escritor peruano, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 2010, nascido em Arequipa (1936) iniciou sua vida cultural e literária como socialista, mas que se afastou do mesmo após conhecer a União Soviética em 1966 e rompeu com os Castros por discordar da censura imposta em Cuba, segundo algumas de suas biografias. Em 1983 concorreu à Presidência da República Peruana e foi derrotado por Fujimori. Vargas Llosa tem uma ampla obra literária. (diversas fontes)

Guy Debord 

Pensador Francês, marxista, seus textos foram a base das manifestações do maio de 68 – A Sociedade do Espetáculo é o seu trabalho mais conhecido. Em termos gerais, as teorias de Debord atribuem a debilidade espiritual, tanto das esferas públicas quanto da privada, a forças econômicas que dominaram a Europa após a modernização decorrente do final da segunda Guerra mundial (Wikipédia)

 

 

Alexandre Cardia Machado, engenheiro mecânico, reside em Santos

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Abrindo A Mente: E se Deus fosse um de nós e a conquista da galáxia - por Alexandre Cardia Machado

O título pode ser um pouco exagerado, mas vamos escrever uma série de artigos explorando a possibilidade de que humanos venham e ocupar os diversos planetas que já sabemos que poderiam, sob determinadas circunstâncias abrigar vida. Vamos conversar sobre algumas hipóteses e como, com persistência, determinação e muito tempo, isto poderia acontecer. Estou me baseando num artigo publicado na Revista Scientific American em seu blog de autoria de Caleb Scharf – Diretor do Instituto de Astrobiologia da Universidade de Columbia. 

O Espiritismo tem como um de seus princípios a Pluralidade dos Mundos Habitados, as evidências cientificas nao demonstram isto, precisamos entender por que e quem sabe a vida seja muito mais rara do que imaginávamos.

 Na Via Láctea, talvez haja até 300 bilhões de estrelas. As melhores estimativas dos esforços de busca de exoplanetas, como as realizadas com o telescópio espacial Kepler da NASA, sugerem que dentro desse oceano de corpos estelares pode haver mais de 10 bilhões de mundos pequenos e rochosos em configurações orbitais propícias a condições de superfície temperadas. Essas manchas exoplanetárias podem gerar e suportar sistemas vivos e podem fornecer uma rede de pontos de referência para qualquer espécie determinada a migrar pelo espaço interestelar. Alguns estudos sobre o tema no século XX: O mais famoso é que, durante um almoço em 1950 com colegas cientistas, o físico Enrico Fermi reconheceu esse fato e, segundo a história, deixou escapar: “Você nunca se perguntou onde estão todos?” O paradoxo de Fermi: “a menos que espécies tecnologicamente proficientes sejam extremamente raras, elas deveriam ter se espalhado praticamente por toda a galáxia até agora, mas não vemos nenhuma evidência para elas”. Fermi calculou em termos aproximados que a Via Láctea poderia ser ocupada em alguns milhões de anos. 

Em 1975, o astrofísico Michael Hart produziu o primeiro estudo quantitativo e matizado dessa ideia, no qual apresentou o que ficou conhecido como "fato A." de Hart. Isso se refere à ausência de alienígenas na Terra hoje. Esse fato até agora cientificamente incontestável levou Hart à conclusão de que nenhuma outra civilização tecnológica existe atualmente - ou jamais existiu - em nossa galáxia. A chave dessa afirmação, assim como no insight original de Fermi, está no tempo relativamente curto, em termos espaciais, que aparentemente levaria para que uma espécie se espalhasse pelos 100.000 anos-luz da Via Láctea, mesmo usando modestos e muito mais lentos que sistemas de propulsão de foguetes como os que usamos na Terra nos dias de hoje. 

O físico Frank Tipler também estudou o problema e relatou seu trabalho em 1980, demonstrando, assim como Hart, que em poucos milhões de anos alienígenas adequadamente motivados poderiam realmente visitar todos os lugares. Dado que nosso sistema solar existe há 4,5 bilhões de anos e que a Via Láctea foi montada há pelo menos 10 bilhões de anos, houve tempo mais do que suficiente para que as espécies terminassem em todos os mundos habitáveis. Porém, essas investigações consideraram a propagação da vida um tanto diferente. 

Hart assumiu um processo de colonização “na carne” por uma espécie biológica, enquanto Tipler imaginou enxames de sondas, de máquinas auto-replicantes, ou seja carregando micro-organismos que se espalhariam sem restrições. Na maioria dos cenários de assentamento, os sistemas estelares e seus planetas tornam-se habitados, se ainda não eram, e servem como a próxima base de operações para o lançamento de novos sistemas. Para as máquinas auto-replicantes da Tipler, os principais limites de sua expansão seriam a disponibilidade de energia e matérias-primas suficientes para produzir cada geração subsequente e intensão permanente, pois trata-se de um processo de milhares de gerações. Sempre existem muitas suposições importantes em qualquer estudo como esse. 

Alguns são razoáveis e facilmente justificáveis, mas outros são mais complicados. Por exemplo, todos os cenários envolvem suposições sobre o escopo da tecnologia usada para viagens interestelares. Além disso, quando a espécie está “pronta para o passeio”, em vez de enviar emissários robóticos sofisticados, a suposição mais fundamental é que os seres vivos podem sobreviver a qualquer tipo de viagem interestelar. Sabemos que viajar a até 10% da velocidade da luz exige alguma tecnologia bastante selvagem - por exemplo, propulsão por bomba de fusão ou velas de luz colossais acionadas por laser. 

Também deve haver proteção contra os impactos desgastantes dos átomos de gás interestelares, bem como das migalhas de rochas que destroem as naves, cada uma das quais carrega o soco de uma bomba para uma espaçonave a qualquer fração decente da velocidade da luz. Viajar em velocidades mais modestas é potencialmente muito mais seguro, mas resulta em tempos de trânsito entre estrelas de séculos ou milênios - e está longe de ser óbvio como manter uma equipe viva e bem por períodos de tempo que podem exceder muito a vida útil individual. 

Veremos agora um pouco mais as dificuldades desta empreitada. 

Em outros lugares da galáxia, pode haver arquipélagos de espécies interestelares para quem os visitantes cósmicos são a norma, ou seja, aglomerados muito próximos de estrelas que em tese permitiriam vistas entre elas. Imaginemos que possam existir outras civilizações avançadas em outros planetas na nossa galáxia. As suposições mais controversas, no entanto, giram em torno de questões de motivação e projeções que se pode fazer sobre a longevidade de civilizações inteiras e seus possíveis assentamentos planetários. Ou então se uma espécie exótica simplesmente possa não estar interessada em alcançar outras estrelas? Toda a ideia de um possível assentamento galáctico literalmente desapareceria. 

Esse foi um argumento proposto por Carl Sagan e William Newman em 1983 como uma refutação ao que eles chamaram de "abordagem solipsista (idealista)" à inteligência extraterrestre. Já para o cosmólogo Jason Wright, esse tipo de proposição é, sem dúvida, uma "falácia". Dito de outra forma: parece impossível especular com precisão o comportamento de uma espécie inteira como se estivesse pensando com uma mente unificada. Nós, humanos, certamente não nos encaixamos nessa categoria, dificilmente a humanidade concordaria numa empreitada de séculos. 

Por outro lado mesmo que a vasta maioria das supostas civilizações espaciais da Via Láctea não tente se espalhar pela galáxia, basta uma cultura ( um planeta) indo contra a corrente para espalhar sinais de vida e tecnologia por centenas de bilhões de sistemas estelares. De fato, a história do paradoxo de Fermi está inundada de diversos debates sobre suas suposições subjacentes, bem como de uma enorme variedade de "soluções" postuladas. Poucas, se houver alguma, dessas soluções são prontamente testáveis. Embora alguns incluam ideias bastante diretas, outros são estritamente ficção científica.

Por exemplo, pode ser que o custo em recursos para atingir a capacidade de atravessar rapidamente o espaço interestelar seja muito alto, mesmo para uma espécie soberbamente tecnológica. Isso certamente poderia reduzir o número de exploradores. Ou talvez o crescimento populacional não seja, como muitos pesquisadores supõem, uma forte motivação para viajar para as estrelas, especialmente para uma espécie que restrinja quaisquer impulsos vorazes e desenvolva um ambiente verdadeiramente sustentável de coexistência em seu sistema doméstico e ambiental.

A derradeira revolução verde removeria o ímpeto de ir mais longe em busca de algo que não fosse a exploração científica. Podem também existir alguns tipos de impedimentos, como os religiosos, morais ou simplesmente desinteresse. Como alternativa, talvez cataclismos naturais, de explosões de supernovas a explosões do buraco negro central da Via Láctea, simplesmente eliminem a vida galáctica com regularidade o suficiente para impedir que ela se espalhe. 

Propostas mais ultrajantes incluem a hipótese do zoológico. Nesse cenário, estamos sendo mantidos deliberadamente isolados e no escuro pelos poderes alienígenas que eventualmente existem. Limitantes: Existem fatores básicos e universais em jogo, desde a escassez de bons lugares para ancorar até o tempo que leva para uma população se preparar para avançar mais no vazio. Cientistas tentando elaborar uma estratégia investigativa que fizesse o menor número possível de suposições não substanciadas e que pudesse ser testado ou restringido de alguma forma com dados reais chegaram a algumas conclusões:

No centro deste exercício, havia o simples pensamento: como ondas de exploração ou assentamento poderiam ir e vir através da galáxia, com humanos surgindo em um dos períodos solitários. Essa ideia está relacionada ao fato original de Hart - de que não há evidências aqui na Terra hoje de exploradores extraterrestres. Mas vai além, perguntando se podemos obter limites significativos para a vida galáctica, restringindo o período exato de tempo que a Terra poderia ter passado despercebida. 

Talvez há muito, muito tempo, alienígenas chegassem e se fossem. Ao longo dos anos, vários cientistas discutiram a possibilidade de procurar artefatos que poderiam ter sido deixados para trás após essas visitas ao nosso sistema solar. O escopo necessário de uma pesquisa completa é difícil de prever, mas apenas a situação na Terra acaba sendo um pouco mais gerenciável. 

A pesquisa local: 

Em 2018 Gavin Schmidt, do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA, junto com Adam Frank, produziu uma avaliação crítica para saber se poderíamos dizer com absoluta certeza se houve uma civilização industrial anterior a nossa na Terra. Por mais fantástico que possa parecer, Schmidt e Frank argumentam - como fazem a maioria dos cientistas planetários - que na verdade é muito fácil para o tempo apagar essencialmente todos os sinais da vida tecnológica na Terra.

 A única evidência real depois de um milhão ou mais de anos se resumiria a características estranhas, como moléculas sintéticas, plásticos ou precipitação radioativa. Restos fósseis e outros marcadores paleontológicos são tão raros e dependem de condições tão especiais de formação que podem não nos dizer nada neste caso. Schmidt e Frank também concluem que ninguém ainda realizou as experiências necessárias para procurar exaustivamente essas assinaturas não naturais na Terra. 

O ponto principal é que, se uma civilização industrial em escala própria existisse alguns milhões de anos atrás, talvez não soubéssemos disso. Isso absolutamente não significa que tenha existido; indica apenas que a possibilidade não pode ser rigorosamente eliminada. Nos últimos anos, buscam as implicações maiores e mais abrangentes da galáxia dessas idéias em uma investigação liderada por Jonathan Carroll-Nellenback, da Universidade de Rochester, e com Jason Wright, da Universidade Estadual da Pensilvânia. 

Um avanço no desenvolvimento de uma série de simulações de computador que permitem construir uma imagem mais realista de como as espécies podem se mover em uma galáxia considerando o seu próprio movimento. Como todas as estrelas se movimentam, elas podem abrir janelas de oportunidade ao se aproximarem, uma das outras. Se você tirar uma foto instantânea de estrelas a algumas centenas de anos-luz do sol, verá que elas estão se movendo como as partículas de um gás. 

Em relação a qualquer ponto fixo nesse espaço, uma estrela pode estar se movendo rápida ou lentamente e no que é efetivamente uma direção aleatória. Reduza o zoom ainda mais, para escalas de milhares de anos-luz, e você começará a registrar o grande movimento orbital compartilhado que carrega uma estrela como o nosso Sol pela Via Láctea, dando uma volta ao redor de seu núcleo a cada 230 milhões de anos. 

Estrelas muito mais próximas do centro galáctico demoram muito menos tempo para completar uma volta. odo este movimento tende a proporcionar oportunidades de aproximação entre estrelas, permitindo “janelas” de milhões de anos para que uma determinada civilização possa enviar missões a planetas que orbitem as estrelas com que se aproximam no espaço. Como estamos falando de números enormes de estrelas, a possibilidade de migração de seres vivos que possam existir na galáxia aumenta muito. 

Costumo sempre reforçar que a estrela mais próxima da Terra está a 4,25 anos-luz é a Próxima -Centauri, para termos uma ideia, chamamos a distância média da Terra ao Sol de 1 UA. Ou seja – uma unidade astronômica. Próxima - Centauri está a 268 mil UA. O objeto terrestre que está mais distante da Terra é a nave Voyager 1, lançada em 1977 e que está hoje a 148 UA, ou seja está 147 vezes mais longe do Sol que a Terra, isto em anos-luz significa 20, 35 horas-luz. Se a Voyager 1 estivesse indo na direção de Próxima-centauri poderia chagar lá daqui a 76 milhões de anos. 

O grande problema para a colonização interestelar é a distância. Mas se consideramos a possibilidade de uma aproximação de uma estrela, por este movimento da galáxia e se tivermos mais tecnologia e capacidade de viajar a velocidades maiores, em algum momento poderíamos saltar a outro sistema estelar. Em tempos de pandemia é bom pensarmos em como dar este salto. 

Estamos ainda que nos primeiros passos desta corrida. 

Gostaria de reforçar o novo princípio Espírta que defendo: Alguns planetas são habitados, quem sabe nos caiba vir a habitar outros planetas em algum momento no futuro. 

Para abrir mais a sua mente: veja no site da revista ScienficAmerican – home page – www.scintificamerica.com; veja também sobre a missão Voyager –  https://voyager.jpl.nasa.gov/mission/status/ 

Artigo publicado em 4 edições do Jornal Abertura de Janeiro a maio de 2020

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Reencarnação, ponto de partida - por Roberto Rufo

Reencarnação, ponto de partida

 

"Se você vivencia sua espiritualidade, só pode esperar o melhor da vida, pois ou usufrui o sucesso ou aprende alguma coisa. É simples assim". (Leila Navarro ) .

 

No Jornal Espiritismo e Unificação, de abril de 1982 o pensador e jornalista espírita José Rodrigues escreveu uma coluna com o mesmo título que assino neste artigo. Esse trabalho foi recentemente reproduzido também no excelente livro "Perspectivas Contemporâneas da Reencarnação" organizado pelos pensadores espíritas Ademar Artur Chioro dos Reis e Ricardo de Morais Nunes.

 

José Rodrigues nos alerta de que ao contrário do que Allan Kardec escreveu colocando a reencarnação como instrumento de progresso e justiça, criou-se no movimento espírita brasileiro um pensamento atávico que coloca a reencarnação como algo punitivo. A meu ver isso se deve principalmente ao relativismo intelectual e moral que contagiou a teoria espírita no Brasil, enfraquecendo os fundamentos da cultura espírita e consequentemente do convívio social, pois nos leva a um fatalismo, uma ideia que o Espiritismo não aceita segundo José Rodrigues.

 

Kardec já havia escrito que "normalmente, a encarnação não é uma punição para o Espírito, conforme pensam alguns, mas uma condição inerente à inferioridade do Espírito e um meio de progredir". Observa José Rodrigues que não se trata de uma expressão pejorativa; apenas identifica o nosso estágio. Desse modo, pode-se identificar que cada nova encarnação é um ponto de partida e não apenas como ponto de chegada.

 

O discurso espírita, constituído de serenidade e equilíbrio, encontra dificuldades para se impor pois os tempos atuais são de polarização ideológica, de materialistas ou de religiosos fanáticos. Esse fenômeno não se restringe ao Brasil, pelo contrário, contamina o debate político em várias partes do mundo. Na minha opinião sucede-se um abandono espiritual e cultural do Ocidente, quando se pretende anular as contribuições espirituais e transcendentais, até mesmo do cristianismo. Um mundo sem Deus. José Rodrigues afirma que "Deus é e Deus está, mas por suas leis, ditas inderrogáveis, sábias e justas, dentro das quais nos situamos, procurando nelas nos aprofundar. em busca da felicidade. que nunca é completa. Isso, a nosso ver, deve fazer com que se veja a encarnação como prova maior da imortalidade, o fator existencial que amplia nossa liberdade". É visível, como escreve o autor Eugenio Lara, que José Rodrigues possuía o dom da palavra escrita. Um texto primoroso.

 

Eu tenho um grande temor atualmente, que o Espiritismo seja levado para caminhos políticos onde por força da maior organização da política oficial ele se torne estéril e se esgote como um solo que não produz frutos. O outro lado que embarcou no aspecto religioso é a prova de que o espiritismo acabou cooptado e se perdeu. Não existe acordo entre desiguais.

 

 

 Roberto Rufo


quinta-feira, 2 de julho de 2020

O criacionismo com novo fôlego - Carolina Regis di Lucia Reinaldo di Lucia

O criacionismo com novo fôlego

 

Ah, esta nossa vida. É engraçado como as coisas são cíclicas, não é? A moda, os costumes ... Até a tecnologia – não é à toa que os discos de vinil, os famosos “bolachões”, estão encontrando novamente o seu lugar ao Sol.

Também é assim com as teorias que buscam explicar o mundo. Desde que Darwin e outros cientistas estabeleceram a Teoria da Evolução como sendo a forma mais provável pela qual a vida e o homem apareceram na Terra, os adeptos do criacionismo (Deus como criador, ao invés da evolução) sentem-se fortemente ameaçados. E, obviamente, reagem. Por exemplo, em 1925, no Estado do Tennessee, nos Estados Unidos, foi promulgada uma lei que estabelecia que o professor que ensinasse qualquer teoria contrária à bíblica, seria preso.

Dirão, porém: vivemos novos tempos, o obscurantismo está acabado, a razão e a ciência triunfam. Será?

No final de janeiro passado, foi nomeado um novo presidente da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Benedito Guimarães Aguiar Neto, ex-reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie. A CAPES é uma das principais agências de fomento à pesquisa no Brasil. Ligada ao Ministério da Educação, teve uma redução orçamentária de quase 50% para 2020 – e olhe que em 2019 já havia reduzido significativamente o número de bolsas. Certamente é um ataque, de dentro, contra tudo o que o Brasil consegue produzir de positivo no âmbito da pesquisa. Em outras palavras, estão acabando, cada vez mais rápido, com o ensino superior.

Ocorre que o sr. Aguiar Neto é um defensor do design inteligente, uma repaginação pseudocientífica do criacionismo. Sendo reitor de uma Universidade religiosa (presbiteriana) isso talvez não surpreenda. E, enquanto se mantiver como opinião pessoal ou, no máximo, com política de sua universidade privada, poderia ser aceitável.

O problema é que, na posição em que agora se encontra, pode interferir na produção científica do país, por exemplo, coordenando a negativa de bolsas para pesquisas que não estejam de acordo com suas opiniões. Ora, dirão, como já ouvi dizerem, não se vai definir a política científica do país por causa de uma opinião pessoal. Mas a opinião não é só pessoal - é a da bancada evangélica, que se torna mais abundante e poderosa a cada eleição.

Mas tudo o que é ruim pode ficar pior. No final do ano passado, Aguiar Neto afirmou, no site da própria universidade, que deseja disseminar esta teoria na educação básica, como um “contraponto” à ideia da evolução.

Fico me perguntando o que os espíritas pensam disto tudo. Afinal, apesar de a evolução ser um dos princípios básicos do Espiritismo, a primeira questão do Livro dos Espíritos afirma que Deus é a causa primária de todas as coisas, ou seja, temos algo de criacionista em nossa doutrina.

Sempre fui a favor da liberdade de pensamento e de expressão. Exatamente por isso é que não se pode permitir que nossas crianças tenham tolhidas o seu direito ao conhecimento. Porque a intolerância, seja ela política, religiosa ou de qualquer outra fonte, não se dá por satisfeita até que só haja uma única forma de pensar.


quarta-feira, 3 de junho de 2020

Pluralidade dos Mundos Habitados – Uma atualização do conceito para o século XXI por Alexandre Cardia Machado:

Pluralidade dos Mundos Habitados – Uma atualização do conceito para o século XXI

 

Autor: Alexandre Cardia Machado:


 (As fotos estaremos baixando a seguir)

Este trabalho apresento o status da pesquisa científica com relação a vida fora da Terra, bem como analisa as diversas comunicações de espíritos a época de Kardec. Verificando a validade da informação dos espíritos que se intitulavam, àquela época como extra-terrastres, assim como analisa o que chamamos de Modelo Cosmológico Kardecista (MCK).

 Procuraremos traçar as linhas básicas para o aparecimento da vida e do desenvolvimento do Espírito.

 Iniciaremos a jornada pelo Sistema Solar, passando a outras estrelas onde já foram identificados planetas em sua órbita.

 A seguir apresento, todos os trechos da codificação e da Revista Espírita que tratam do assunto, seguido de uma análise crítica de cada trecho.

 Ao final do trabalho será encontrada uma farta bibliografia, que permitirá ao leitor interessado buscar mais informações e aprofundar-se no assunto.

  1 – índice:

 1 – índice:

 2 – Introdução:

 3 – Tese Espírita: Modelo Cosmológico Kardecista

 4 – Ciência:

4.1 – O Ciclo astronômico do Carbono:

 4.2 – Um pouco de história:

 4.3 – Probabilidade de existência de vida fora da Terra:

 4.3.1- Como a vida surgiu na Terra.

4.3.2 – Vida em condições extremas na Terra.

4.3.3 – Probabilidade de haverem sistemas planetários, semelhantes ao nosso, fora do Sistema Solar.

 4.4 – Pesquisas científicas:

 4.4.1- Ufologia – uma abordagem rápida

4.4.2- Contatos com extraterrestres via radio-frequência

4.4.3 - Satélite e rádio-telescópio espacial Corot

4.4.4 – Sistema Solar

4.4.5 - Sistemas planetários extra-solares

5 – Relação de pontos que precisam de mudanca na Teoria Espírita sobre a pluralidade dos mundos habitados:

 5.1 – Modelo cosmológico possível

 6.0 – Conclusão:

 7.0 – Bibliografia:


 

 

2 – Introdução

 

Este assunto, foi sem sombra de dúvidas aquele de maior risco pelo qual trafegou Allan Kardec na elaboração da Teoria Espírita. A lógica do seu princípio e a profusão de comunicações de Espíritos dizendo-se de outros planetas do Sistema Solar. A linguagem muito bem articulada destes espíritos, forneceram a dose de coragem para Kardec, não só por incluir a Pluralidade dos Mundos Habitados como um dos princípios Espíritas como,  nas palavras de Reinaldo de Lucia[1] “ afirmar taxativamente que todos os planetas do nosso Sistema Solar, e mesmo a Lua, devem ser habitados” – estas afirmações estão presentes na Revista Espírita.[2]

 

As evidências científicas demonstram que não é bem assim, nem todos são habitados e não parece haver a tal hierarquia destes planetas defendida por Kardec, mas a vida parece ser algo que pode vir a ser encontrado, não só no Sistema Solar, como no universo como um todo.

 

Neste trabalho apresentaremos o que a ciência tem feito na direção de detectar a vida fora da Terra e também listar todas as referências de Kardec ao tema, adicionando comentários, aqui chamados de análise crítica, sobre a validade de cada um destes textos.


3 – Tese Espírita

 

Vou descrever o que consideramos seja o modelo cosmológico determinado por Allan Kardec, baseado nas informações que foram passadas pelos Espiritos, diretamente na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas (SPEE) ou através de cartas de outros espíritas. Estas informações foram publicadas na Revista Espírita e posteriormente incorporadas à codificação no livro A Gênese.

 

Modelo Cosmológico Kardecista (MCK):

 

1 – O Universo foi criado por Deus e é infinito;

2 – Deus criou a matéria e o espírito;

3 – Existência do Fluído Cósmico Universal (FCU) que se confunde com o éter e as formas mais sutis da matéria (ondas eletromagnéticas);

4 – Os Espíritos estão em todos os lugares, inclusive em todos os globos do universo;

5 – Existência de uma escala de planetas, proporcional à escala espírita publicada no LE;

6 – O Espírito assume sempre a forma aproximada da humana, variando em função do grau de adiantamento do planeta e da matéria existente no mesmo;

7 – Os animais com seus Princípios Espirtuais, também seguem parametros semelhantes aos terrestres em outros planetas;

8 – Modelo Evolucionista que se compõem de geração espontânea e adaptação ao meio por ação dos Espíritos, quer no meio ou na natureza, quer nas espécies, ação esta provocada pelo Espírito reencarnante e pelos Espíritos Superiores, braços ativos de Deus.

 

Os elementos que geram estes oito constituíntes básicos serão todos apresentados no capítulo 5, seguidos sempre de uma análise crítica.

 


Os conceitos da Cosmologia Espírita segundo o livro A Gênese.

 

Lendo A Genêse, podemos observar que Kardec selecionou uma comunicação do Espírito Galileu para representar o conhecimento do espaço que os espíritos tínham a seu tempo, é um capítulo onde Kardec publica a título de hipótese e que resumimos aqui alguns dos subcapítulos em relação à sua coerência com os conhecimentos atuais.

 

O Espaço e o Tempo: - espaço é infinito o tempo é a sucessão das coisas. Para a eternidade o tempo não faz sentido algum.                  

A Matéria: Oriunda do Cosmos ou da materia Universal dos Uranógrafos.

As Leis e as Forças: Afirma a existência do éter ou Fluído Universal e que a diferenciação desta forma o que conhecemos por gravidade, eletricidade etc.

A Criação Primária: fala da formação do Universo e sua existência desde a Eternidade.

A Criação Universal: Universalidade do princípio Espiritual e Vital.

Os Sois e os Planetas: apresentação coerente com o conhecimento atual.

Os cometas: Viajam fora dos limites solares, mensageiros.

A Via-láctea: Importante por mostrar a posição relativa do sol dentro da galáxia e da Terra em relação ao sol e dos homens em relação a tudo isto.

As Estrelas Fixas: e sua relação com a galáxia – Via Láctea.

Os desertos do Espaço: Noção de que as galáxias são como ilhas no Espaço.

Eterna sucessão dos mundos: Lei universal da estabilidade

A Vida Universal: pluralidade dos mundos habitados

 


4 – Ciência

 

Neste capítulo vou descrever alguns pontos importantes para a compreensão dos mecanismos relacionados com o aparecimento da vida no Universo. Buscaremos mostrar o que se tem feito relativo a pesquisas científicas de vida extra-terrestre.

 

4.1 – O Ciclo Astronômico do Carbono

 

Importantíssimo para que se entenda como a vida, baseada no Carbono surgiu, há que se entender o ciclo de formação do carbono (Ciclo Astronômico do Carbono).

 

“Quase todos os átomos de seu corpo foram, algum dia, cozinhados na fornalha nuclear de uma supernova antiga – seu corpo foi criado na poeira das estrelas “[3]

 

O Sol é uma estrela de segunda ou terceira geração,[4] formado cerca de 5 bilhões de anos atrás por uma nova reunião local de poeira cósmica.

 

Todo o carbono existente no Universo foi produzido numa fase final de vida das estrelas, quando estas acabaram de queimar todo o hidrogênio disponivel.  O Calor é gerado por fusão nuclear (cada 4 átomos de hidrogenios gera um átomo de hélio), começam então a fundir-se os átomos de hélio, gerando átomos mais pesados, entre eles o carbono e oxigênio. Estes átomos ficam contidos pela enorme gravidade no núcleo das estrelas. Somente com a explosão de estrelas, evento este denominado de supernova, é que estes átomos são então arremessados ao espaço, juntando-se a poeira cósmica.

 

Logo todo o carbono disponível para a química orgânica deve ter sido gerado à partir da primeira geração de estrelas, entre 1 bilhão a 5 bilhões de anos após o Big Bang. Isto também nos induz a pensar que as primeiras formas de vida no universo só tenham sido geradas a partir de 1 bilhão de anos da existência de nosso Universo.

 

4.2 – Um pouco de história:

 

Galileu Galilei observou pelo telescópio as Luas de Jupiter (trabalho publicado em 1613)[5] – com isto pela primeira vez, a humanidade teve conhecimento da existência de outros planetas; - abaixo ama demosntração da visão que o Telescópio de Galileu tinha na época.

 

Figura 1 – Foto de Júpiter com telescópio Galeliano

 

Em 1835 o Jornal New York Sun registrou a descoberta de vida na Lua – foi um sucesso enorme, foram uma série de reportagens, evidentemente um engodo;

 

 

Em 1851, o filosofo inglês William Whewell escreveu o livro Pluralidade dos Mundos onde criou o termo “zona de habitabilidade” que, para o Sistema Solar abrangeria os planetas Terra, Marte e Jupiter. O termo define uma região no espaco onde temperatura, pressão e efeitos gravitacionais permitiriam a manifestacao da vida; este termo é usado até os dias de hoje.

 

Em 1862, Camille Flammarion publicou o Livro Pluralidade dos Mundos Habitados. Este livro sofreu 10 revisões até 1882.[6] Esta última revisão foi traduzida para o Português.[7]

 

Em 1870 astronomos afirmaram ter detectado canais em Marte, acreditou-se que haveria Marcianos, vários mapas de Marte foram desenhados pelos astronomos – todos provaram ser errados; este efeito (canis) eram causado pela atmosfera da Terra e pela pouca precisão da observação ótica.

 

Em 1887, Giovanni Schiaparelli produziu e comercializou o primeiro mapa de Marte, mostrando a existência de canais; hoje sabemos que estes canais não existem, embora se possa observar canions muito maiores que os Terrestres, com até 8 Km de profundidade[8].

 


4.3 – Probabilidade de existência de vida fora da Terra

 

4.3.1-Como a vida surgiu na Terra

 

 

Metano+etano+água+amonia+sulfeto de H2 = glicina

(em presença de energia)

 

formariam o material básico para o desenvolvimento da vida + a presença do princípio espiritual + nutrientes teremos VIDA

 

 

Estas primeiras formas de vida, bastante simples viveram na Terra por 1 bilhão de anos. Os fósseis mais antigos datam de 3,5 bilhões de anos (microfósseis).

 

Embora seja provável que possam existir formas de vida diferentes da que conhecemos na Terra é mais razoável que consigamos detectar formas semelhantes a nossa. Assim teríamos que procurar a vida em planetas semelhantes ao nosso localizados em sistemas planetários com características similares ao Sistema Solar.

 

 

4.3.2 - Vida em condições extremas na Terra

 

As descobertas na Terra, ao longo dos últimos anos mostram que a vida pode ser preservadas em condições muito hostis, desde crateras vulcânicas ativas, como no fundo dos oceanos ou mesmo no gelo. Sabe-se que por mais de 400.000 anos há lagos subterrâneos congelados na Sibéria (Vostok Station) a 3710 metros de profundidade, onde já se detectou a presença de organismos vivos.

 

 


4.3.3.- Probabilidade de haver sistemas planetários, semelhantes ao nosso fora do Sistema Solar

 

Em 1961 Frank Drake[9], Astrônomo Americano, construiu a equação abaixo, que recebeu o seu nome – Equação de Drake:

 

N= R.fg.fg.ne.fl.fi.fa.L

 

Onde:

 

N= número de planetas com civilização avançada no universo

R= taxa média de nascimento de estrelas na Galaxia

Fg= fracao de estrelas do tipo solar nao pertencentes a sistemas binarios ou multiplos (vejam bem Capela estaria for a desta equacao)

Fp= fração destas estrelas com sistemas planetarios

Ne=número de planetas como a Terra, na região de habitabilidade de qualquer destas estrelas

Fl= fração destes planetas onde a vida surge

Fi= fração destes planetas onde a vida inteligente se desenvolve

Fa= fração de vida inteligente que desenvolve tecnologia avancada

L= tempo medio de vida de civilizações avancadas

 

A fórmula e interessante, mas neste momento inútil, pois o único fator que temos alguma precisão é o número de estrelas da Via Lactea[10]. Já descobrimos algumas estrelas com planetas em sua orbita, até o momento cerca de 1700.

 

Esta fórmula exclui os sistemas binários ou maiores pela seguinte razão: variações gravitacionais que inviabilizariam a vida – por este criterio Capela[11] está excluida como uma estrela com potencial para o aparecimento de vida. Logo torna-se muito pouco provável que, caso tenha havido esta migração um dia, ela tenha como origem e estrela tripla Capela.

 

No momento, já foram detectados planetas gigantes em sistemas duplos, portanto este ponto pode vir a ser revisto caso, com o desenvolvimento de satélites de obervação mais sensíveis, venhamos a encontrar planetas em zonas de habitalilidade.

 

Outra questão não abordada claramente, mas que pode ser incluida no fator FI é a existencia de atmosfera protetora, capaz de filtrar os raios ultravioleta, fortemente letais às primeiras formas de vida.[12]

 

4.4 – Pesquisas científicas

 

4.4.1 - Ufologia :

 

Não abordaremos esta hopótese neste trabalho, para aqueles que se interesam por esta possibilidade, recomendo a leitura do trabalho de Reinaldo de Lucia – Cosmologia, exobiologia e espiritismo um estudo sobre a vida e o Universo anais do V SBPE em 1997.[13]

 

4.4.2    - Contatos com extraterrestres via Radiofrequência

 

Figura 2 – Antena de rádiotelescópio, usado para captar sinais de rádio provenientes do espaço.

 

Esta técnica é baseada na captação de sinais de rádio vindos do espaço, passar estes sinais pelo computador para verificar a existência de alguma repetição de frequências que possam ser consideradas de elaboração inteligente. Caso isto seja detectado, pode-se identificar a fonte desta emissão e iniciar um processo de pesquisa.

 

A grande incógnita se dá no caso de detectarmos este sinal, se devemos ou não responder. O risco de contactar uma civilização extraterrestre mais avançada já foi muito explorada no cinema, mas uma coisa é verdadeira, não há como saber se caso sejam contactados eles serão ou não hostís.

 

4.4.3-    Satélite e rádio - Telescópio Corot:

 

Satélite Euro–Brasileiro COROT, lançado no fim de 2006, em uma missão de 2,5 anos para varrer 120 mil estrelas, buscando encontrar planetas, ainda que indiretamente.  Sua missão foi prorrogada, com uma previsão inicial de extendê-la até 2016, mas em novembro de 2012 uma pane interrompeu a sua atividade. Tendo conseguido captar 160.000 “curvas de luzes”. Este material segue em análise. Até o momento seus dados permitiram a confirmação de 27 planetas exosolares.[14]

 

 

Este é o enfraquecimento que a luz emitida por uma estrela como o Sol sofre quando um planeta como a Terra causa ao passar sobre o seu equador - 0,00001, caso esteja sendo observado de outra região do espaço. É exatamente isto que este telescópio espacial Corot procurou em outras estrelas. O Corot é um projeto francês, apoiado por Bélgica, Espanha, Alemanha, Áustria, Reino Unido e Brasil (entramos com 1,5 Milhões de dolares num projeto de 70 milhões)[15].

 

Este método só permite estimar a massa, diâmetro e órbita. Sendo mais favorável à detecção de planetas pequenos, quando as estrelas também são pequenas, assim, direcionando a pesquisa a estas estrelas aumentam as chances de detecção.

 

Outro satélite semelhante, o Kepler, foi lançado pela Nasa em 2009 . Tendo até o momento dectado 3500 candidatos a planetas, os dados precisam ser revisados e uma nova observação precisa ser feita para confirmação, confirmados até agora mais de 700 planetas[16].

 

Figura 3 – Método do trânsito planetário

 

Usando o método de detecção direta, esta será a missão da sonda Darwin a ser enviado pela ESA (Agencia Espacial Européia) à partir e 2016 – será um sistema utilizando 7 satélites, capazes de eliminar o forte brilho das estrelas e revelar os planetas.

 

Todos estes projetos buscam identificar nos planetas sinais de vida, evidentemente baseados nos padrões terrestres, ou seja, espectro de vapor dágua, oxigênio, ozônio, CO2.

 

www.astrsp-mrs.fr/projets/corot/corot.html

  

4.4.4 – Sistema Solar

 

Análise de Meteoritos  que entram na atmosfera terrestre

 

Figura 4 – Cratera existente no Arizona – EUA

 

Cerca de 1000 toneladas de material proveniente de meteoritos entram na atmosfera terrestre todos os dias, boa parte incinera na extratosfera, apenas uma pequena parte atinge o solo.

 

Possibilidade de vida microbiológica em Marte no passado, detecção por metoritos.

 

Meteoro Allan Hills, encontrado na Antártida – ver mapa abaixo - tendo como orígem Marte, com indícios de vida.

 

Figura 5 – Um dos diversos meteroritos de Allan Hill

 

Figura 6 – Foto de microorganismo fossilizado encontrado no interior do ALH84001, estima-se que tenham 3,6 milhões de anos e provenham de Marte.[1]

 

 

Figura 7 – Microfóssil Terrestre para comparação

 

 


LUA

 

Após as missões Apolo foi desconsiderada qualquer possibilidade de existência de vida na Lua, no entanto, tudo mudou em 1996.

 

Figura 8 – Foto de reportagem

 

Em 1996, surpreendentemente, a Sonda Clementine, sobrevoando os polos da Lua, detectou, no fundo da cratera Aitken, sinais da presença de gelo. Esta cratera tem 12 Km de profundidade a temperatura varia entre ( - 20 a –230 C). A muito tempo esta possibilidade havia sido considerada que gelo, provavelmente oriundo de choque de pequenos cometas com a superfície da Lua, possam ter sido conservadas.

 

                           

 

Figura 9 - Foto da LUA e da Terra vista de Marte., abaixo a região no polo lunar onde existe sinais de existência de água.

 

 

Em 1999,  a Nasa provocou o choque controlado da espaçonave Lunar Prospector, contra o fundo desta cratera, o objetivo seria fazer com que, como resultado da colisão, parte do gelo evaporasse e pudesse ser observado da Terra através de uma grande rede de Telescópios utilizando toda a tecnologia existente (espectrometros ajustados para detectar a presença de OH).

Infelizmente, nenhum vapor de água foi gerado.

Existe a possibilidade de a nave não ter atingido o fundo da cratera.

 

 

 

Possíveis causas do insucesso na observação:

 

  1. Nave pode ter errado o alvo;
  2. Nave pode ter se chocado com uma rocha e não com depósito de gelo;
  3. A água pode estar na forma de hidrato e não liberar oxidrilas (OH);
  4. O que foi detectado do Espaço na verdade foi o H da molécula H-OH, o que pode levar a um erro na interpretação da informação.

 

Figura 10 – Imagem da região onde provavelmente exista gelo (infravermelho)

 

Figura 11 – Descrição artística da nave que foi destruída para tentar detectar a presença de gelo.

 

Sobrevivência de bactérias:

 

Algumas partes de naves robóticas foram recolhidas pelos astronautas da missão Apolo. Este é o caso da bactéria Streptococos que sobreviveram no Surveyor 3 Moon Lander. Esta nave alunisou no Oceano Procellarum, mesmo local onde a nave tripulada Apolo 12 desceu anos depois, parte da nave Surveyor foi recuperada e trazida para a Terra – detectou-se que a presença de microorganismos que sobreviveram por mais de 5 anos em solo Lunar.[2]

 

Figura 12 – Foto da Surveyor 3 tirada do espaço por missões Apolo

 

Marte (distância média da Terra 192 milhões de quilometros)

 

 

Figura 13 – Marte, foto do Telescópio Espacial Hubble

 

 

Acredita-se na existência de água nas calotas polares na forma de gelo, na estrutura cristalina de alguns minerais e no subsolo.

 

 

As missões Mariners:

 

Em1960 as fotos produzidas pelas mariners 4,6, e 7 eliminaram por vez a teoria dos Canais, mostrando uma superfície semelhante à da Lua com crateras

 

Figura 14 – Foto gerada pela Mariner 4.

 

Figura 15 – Concepção artística da Mariner 9

 

A sonda Mariner 9, em 1972 analisou que Marte possui uma atmosfera praticamente formada somente por CO2, foi também observada a existência de vulcões e enormes vales, dando a impressão de que no passado pudesse ter havido água.

 

As Missões Viking

 

A Viking 1, em 1976 levando sofisticada aparelhagem capaz de analisar a existência de formas de vida desceu um Marte3 com 2 tipos distintos de experimento: Gas cromatógrafo e Espectrometro de massa para analisar o solo. Não foi encontrado em nenhum experimento o menor sinal de vida orgânica a Viking 2, desceu mais perto do polo, com os mesmos equipamentos tendo obtido o mesmo resultado.

 

Estes dados foram contestados por Gilbert Lewin, da empresa Spherix, Maryland, ele era responsável pelo desenvolvimento de um dos experimentos e escreveu um artigo informando que os resultados teriam apontado para apresença de vida, isto somente em 1999, após a missão Pathfinder ter demonstrado indícios de presença de água no passado.[3]

 

Figura 16 –Foto do polo Marciano região onde acredita-se possa ainda existir algum tipo de vida microscópica

 

A Missão Pathfinder (1997)

 

Objetivo da missão – descobrir a composição de uma variedade de rochas da superfície, buscar evidências de fluxos de água no passado (rochas sedimentares), analisar a poeira da superfície, determinar parâmetros metereológicos. Dar o primeiro passo para uma missão tripulada no futuro.

 

Figura 17 – Foto tirada logo após o pouso da nave

 

Avanços tecnológicos - Utilização de um robo com capacidade de deslocamento e técnica de aterrizagem, onde a nave após a abertura do paraquedas, rola protegida por air bags e comunicação à distância (130 milhões de milhas)

 

O tempo mínimo de deslocamento no espaço entre Terra e Marte é de 7 meses, quando uma nave lançada da Terra, encontra a órbita de Marte na menor distância possível.

 

 

Robo – Sojourner

 

Figura 18 – Foto tirada da nave Pathfinder em direção ao robo Sojourner

 

A posição mais forte dos cientistas no momento é que a vida deve ter existido em Marte no passado e possivelmente foi extinta.

 

Recentemente descobriu-se a existência de água no passado em Marte, demonstrada por fotografias mostrando a erosão povocada, com características típicas de erosão por água.

 

Missões Spirit e Opportunity – Destino Marte

 

O Robô Spirit pousou em Marte em 4 de janeiro de 2004, seguida da Opportunity em 25 de Janeiro. Os dois jipes-robos seguiram em operação, ambos pararam de funcionar em 2010. Haviam sido construídos para trabalhar por 3 meses, uma verdadeira façanha. Descobriram diversos indícios fortes de presença de água, na superfície de Marte no passado.[4]

 

Figura 19 – Foto dos robos Spirity e Opportunity

 

 

 

Europa um dos satélites de Júpiter

 

Figura 20 – Foto da superfície de Europa

 

 

Europa é o quarto maior satélite de Júpiter e ligeiramente menor que a Lua. A crosta de gelo na superfície tem de19 a 100 quilometros, o interior do satélite de Júpiter é aquecido podendo conter algumas das condições que permitiriam o desenvolvimento da vida (água + calor) no entanto, haveríamos de encontrar meios para que a luz possa penetrar na crosta gelada. existiria a possibilidade de existência de vida bacteriana anaeróbica. Sobrevivendo de energia química, a exemplo do que ocorre na profundidade dos oceanos e no gelo da Antártida (foram encontrados microorganismos sobreviventes no meio de camadas de gelo por séculos).

 

Será necessário enviar uma missão específica à Europa (Europa Orbiter foi cancelada por problemas de verba). Europa foi visitada pela nave Voyager 1 em 1980 (nave esta que ainda está navegando no espaço distando hoje a cerca de 140 uas da Terra - 1 ua = distância da Terra ao Sol) e pela sonda Galileu em 2001 (equipamentos com tecnologia de 25 anos) – esta sonda mergulhou em Jupiter até ser destruída pela sua pressão atmosférica, no final de sua missão.

 

A Nasa disponibiliza sites específicos para cada missão, são exemplos:

 

Galileu : http://www2.jpl.nasa.gov/galileo/

 

Voyager: www.nasa.gov/mission_pages/voyager/index.html

 

 

 

Figura 20 - Foto obtida pela Sonda Galileu da lua Europa

 

Possibilidades:

 

Enquanto haja água, e contando com a imensa força de maré de Júpiter que provoca fissuras no gelo de Europa –sempre existirá chances de que a vida ali tenha se desenvolvido de alguma maneira.[5]

 

Europa também apresenta diversos pontos arredondados que podem ser sinais de cicatrizes causadas por geisers – dados obtidos da sonda Galileu.

 


Io – Satélite de Júpiter:

 

Maior satélite de Júpiter, tem particular interesse pelo seu vulcanismo, apresenta muitos vulcoes ativos, isto permitiria que em alguns locais a temperatura fosse mais elevada. A sonda Galileu, conseguiu fotografar um destes vulcões em atividade, uma pluma azul poderia caracterizar a presença de SO2.

 

Encélado o maior candidato.

 

Encélado uma das luas de Saturno talvez seja, no momento a maior aposta científica para a detecção de vida fora da Terra.[6] Neste trabalho citaremos aquelas condições existentes que o transformam em um grande candidato. São elas:

 

Vulcanismo, geisers de vapor de água e presença de compostos orgânicos básicos e todos os tijolos da vida (C, H, N, S, Ca) além de hidrocarbonetos complexos como benzeno, acetileno, cianeto de hidrogênio dentre outros, já detectados, pelas naves Voyager 2 e Cassine, que atualmente orbita Saturno. Além disto a proteção magnética e a distância relativa do Sol, compensam o fato de Encélado não estar na zona de habitabilidade.

 

A forte gravidade de Saturno, talvez seja a causa da existência de um núcleo quente, através de um mecanismo semelhante ao da maré na Terra, capaz de provocar o aparecimento de vulcões ativos. Este calor acredita-se pode ser capaz de manter lagos e mares em estado líquido abaixo da camada de gelo.

 

Figura 21  - fotos de Encélado mostrando linhas de Tigre e os Geisers

 

Na foto acima, pode-se ver Encélado, com suas linhas de Tigre na esquerda e na foto da direita - contra o sol, onde se observa claramente os Gêiser projetando matéria para o espaço.

 


4.4.5    - Sistemas planetários extra-solares

 

 

 

 

 

Figura 22 - Tamanho dos planetas já detectados comparados com Jupiter. Planeta; Jupiter = 1

 

 

 

No momento deste gráfico, julho de 2007, haviam sido detectados   206   sistemas planetários.

 

Destes, 152 são imensas bolas de gas, como Júpiter, 36 são também gasosos, mas do tamanho de Netuno, 5 parecem ter orbitas e formas completamente diferentes do que conhecemos e os cientistas não acreditam que possam conter formas de vida, sobram 2.

 

Um deles é o OGLE –05-169L muito gelado e o mais promissor foi descoberto em 2007 é o GLIESE 581c – que é 50% maior que a Terra e fica na chamada zona de habitabilidade, calcula-se uma massa 5 x a da Terra. Por este sistema, ter pelo menos mais um planeta gasoso e mais interno, faz os cientistas pensarem que estes planetas podem ter se formado mais longe da estrela e depois migrado para órbita, isto aumentam as chances de conter água e logo vida.[7]

 

A busca pela água:

 

Toda a vida conhecida até o momento tem seu desenvolvimento e manutenção ligada de alguma forma a água. Desde a muito tempo, sabe-se que a água é abundante no espaço, mas em 11 de junho de 2007 um grupo de astrônomos detectaram pela primeira vez água em um planeta fora do Sistema Solar, trata-se do HD 189733b que está a 60 anos luz de distância.[8] Foi utilizado o método de transito usando o  – satélite espacial infravermelho Spitzer por método indireto.

 

 

5 - Relação de pontos que precisam de mudanças na Teoria Espírita sobre a pluralidade dos mundos habitados

 

O Livro dos Espíritos (LE) 

 

Introdução, sobre as comunicações que Kardec recebia:

 

“Em certos casos, as respostas revelam tal cunho de sabedoria, de profundeza e de oportunidade; exprimem pensamentos tão elevados, tão sublimes, que não podem emanar senão de uma Inteligência superior, impregnada da mais pura moralidade. Doutras vezes, são tão levianas, tão frívolas, tão triviais, que a razão recusa admitir derivem da mesma fonte. Tal diversidade de linguagem não se pode explicar senão pela diversidade das Inteligências que se manifestam. E essas Inteligências estão na Humanidade ou fora da Humanidade? Este o ponto a esclarecer-se e cuja explicação se encontrará completa nesta obra, como a deram os próprios Espíritos.”[9]

 

Análise crítica:

 

Este parágrafo caracteriza a importância crucial do trabalho do professor Rivail em selecionar o que deveria compor o conteúdo dos livros publicados sob o pseudônimo de Allan Kardec, por ser uma ação humana, está sujeita a erros e no que tange à pluralidade estes erros se contam às dezenas.

 

“O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo. “O mundo corporal é secundário; poderia deixar de existir,

ou não ter jamais existido, sem que por isso se alterasse a essência do mundo espírita.”[10]

 

Análise crítica:

 

Conforme item 4.1 - Ciclo Astronomico do Carbono, demonstramos que sem o aparecimento do carbono e dos demais componentes materiais da vida, jamais o espírito teria se desenvolvido, portanto esta afirmação é absolutamente contraditória a todo o primeiro capítulo do Livro dos Espíritos. Se Deus criou o universo e os espíritos – “simples e ignorantes”[11], é portanto um fato de que houve um início. Eterno, preexistente, mundo normal são informações que carecem de demonstração ou evidências que a confirmem.

 

“Tendo o Espírito que passar por muitas encarnações, segue-se que todos nós temos tido muitas existências e que teremos ainda outras, mais ou menos aperfeiçoadas, quer na Terra, quer em outros mundos. ... Os Espíritos encarnados habitam os diferentes globos do Universo.” ”[12]

 

Análise crítica:

 

Esta afirmação é teoricamente possível, no entanto as evidências apresentadas por Espíritos que alegaram ser extraterrestres se mostraram todas improváveis, como demonstraremos nos itens a seguir neste mesmo capítulo, assim só podemos aceitar esta afirmação como uma hipótese.

 

8. Que se deve pensar da opinião dos que atribuem a formação

primária a uma combinação fortuita da matéria, ou, por outra, ao acaso?[13]

 

“Outro absurdo! Que homem de bom-senso pode considerar o acaso um ser inteligente? E, demais, que é o acaso? Nada.”

A harmonia existente no mecanismo do Universo patenteia combinações e desígnios determinados e, por isso mesmo, revela um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso é insensatez, pois que o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente já não seria acaso.

 

Análise crítica:

 

O conceito de acaso precisa de uma revisão, hoje sabemos que muitas propriedades da matéria parecem comportar-se seguindo padrões probabilísticos – está aí a Física Quântica a demonstrar a todo momento o comportamento probabilístico das partículas mais elementares. Portanto quanto mais elementar a partícula maior força ganha o acaso.

 

A afirmação “Um acaso inteligente já não seria acaso.” – merece uma análise especial, pois a Física Quantica não é totalmente aleatória, é possível fazermos modelos de previsão, sabemos por exemplo[14], que de acordo com a Física Quantica, um determinado átomo radiotivo irá emitir uma partícula alfa ou beta, com uma determinada probabilidade, mas não podemos afirmar em que momento isto ocorrerá. Esta limitação não implica na impossibilidade de tratarmos este evento de forma inteligente ao contrário, é bastante fácil, pois na natureza estes eventos ocorrem aos milhões de emissões por segundo.

 

19. Não pode o homem, pelas investigações científicas, penetrar alguns dos segredos da Natureza?[15]

 

“A Ciência lhe foi dada para seu adiantamento em todas as coisas; ele, porém, não pode ultrapassar os limites que Deus estabeleceu.” tanto maior admiração lhe devem causar o poder e a sabedoria do Criador. Entretanto, seja por orgulho, seja por fraqueza, sua própria inteligência o faz joguete da ilusão. Ele amontoa sistemas sobre sistemas e cada dia que passa lhe mostra quantos erros tomou por verdades e quantas verdades rejeitou como erros. São

outras tantas decepções para o seu orgulho.

 

Análise crítica:

 

Este parágrafo, na verdade ao invés de esclarecer tenta diminuir a contribuição da ciência. O método científico tem esta característica, criar hipóteses, testá-las e aprimorá-las. Sem sombra de dúvida, neste processo o erro é permanente e ao longo do tempo vai diminuindo, porém é assim que se progride. Neste sentido, este trabalho busca exatamente isto, corrigir alguns pontos que já podem ser melhorados, aperfeiçoando o nosso conhecimento sobre as relações do mundo físico e espiritual.

 

Da mesma forma, não acredito que existam “limites que Deus estabeleceu”, existem apenas limites tecnológicos a serem transpostos.

 

 

27. Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o espírito?[16]

 

“Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas, ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o espírito possa exercer ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, seja lícito classificá-lo com o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o espírito não o fosse. Está colocado entre o espírito e a matéria; é fluido, como a matéria é matéria[17] , e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá.”

 

Análise crítica:

 

Neste parágrafo o autor parece dividir a matéria em estado sólido, ou líquido, dos chamados fluídos, incluídos neste todas as definições de ondas eletromagnéticas. Hoje sabemos que matéria se transforma em energia – veja o exemplo da energia nuclear e atômica, ou o simples aquecimento de metais que emitem luz (a lâmpada incandescente de Edson usa este princípio)

 

Este trecho “a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão” desconhece totalmente as estruturas atômicas e cristalinas da matéria, não é apenas a gravidade que mantém a matéria coesa. Existe matéria e compostos orgânicos no espaço em vácuo absoluto.[18] Podemos acrescentar que mais de 90 % da massa do Universo é chamada de escura, ou seja não faz parte dos planetas, estrelas etc.

 

ESPAÇO UNIVERSAL

 

35. O Espaço universal é infinito ou limitado?[19]

 

“Infinito. Supõe-no limitado: que haverá para lá de seus limites? Isto te confunde a razão, bem o sei; no entanto, a razão te diz que não pode ser de outro modo. O mesmo se dá com o infinito em todas as coisas. Não é na pequenina esfera em que vos achais que podereis compreendê-lo.” Supondo-se um limite ao Espaço, por mais distante que a imaginação o coloque, a razão diz que além desse limite alguma coisa há e assim, gradativamente, até ao infinito, porquanto,embora essa alguma coisa fosse o vazio absoluto, ainda seria Espaço.

 

A este texto vou adicionar mais um da Revista Espírita sobre o mesmo tema, bem como outro de A Gênese:

 

Revista Espírita – setembro de 1862 – Estudos Uranográficos[20]

Médium Sr Flammarion

Espírito Galileu

 

Este texto, bem como outros do mesmo espíritos seriam posteriormente incorporados no livro A Gênese

 

No primeiro texto Galileu apenas reforça o carater criador de Deus, no segundo a natureza como força efetiva de Deus e no terceiro texto nos fala do universo, donde destacamos:

 

“ Ora, digo que o espaço é infinito porque é impossível opor-lhe limite e porque, a despeito da dificuldade de conceber o infinito, é-nos mais fácil ir eternamente no espaço, em pensamento, do que parar num ponto qualquer, depois do qual não houve mais extensão a percorrer” muito parecido com “Supondo-se um limite ao Espaço, por mais distante que a imaginação o coloque, a razão diz que além desse limite alguma coisa há”

 

A Gênese - URANOGRAFIA GERAL - texto 1[21]

 

Espaço é uma dessas palavras que exprimem uma idéia primitiva e axiomática, de si mesma evidente, e a cujo respeito as diversas definições que se possam dar nada mais fazem do que obscurecê-la. Todos sabemos o que é o espaço e eu apenas quero firmar que ele é infinito[22], a fim de que os nossos estudos ulteriores não encontrem uma barreira opondo-se às investigações do nosso olhar. Ora, digo que o espaço é infinito, pela razão de ser impossível imaginar-se-lhe um limite qualquer e porque, apesar da dificuldade com que topamos para conceber o infinito, mais fácil nos é avançar eternamente pelo espaço, em pensamento, do que parar num ponto qualquer, depois do qual não mais encontrássemos extensão a percorrer.

 

Análise crítica:

 

Talvez naquele tempo não fosse possível imaginar formas geométricas complexas como tudo indica tenha o universo.

 

No LE está escrito que o Universo é infinito pois não podemos imaginar algo que exista além de seus limites, no entando isto é uma interpretação dos espíritos, pois se imaginarmos que o Universo foi criado por Deus, como o próprio LE diz, ou seja que teve um começo e sabe-se, por medições que ele está em expansão, a lógica nos faz concluir que  está aumentando o seu limite e que portanto é finito.

 

Isto não significa dizer que possamos chegar a este limite (aqui acaba o Universo), isto não existe desta forma. O que os físicos entendem hoje é que o Universo formado por massa e energia cria um campo ao seu redor, magnético e gravitacional.

 

Portanto além da massa existe o campo. Sabemos que o que determina o tamanho do universo são as estrelas e sua área de influência. Como elas estão se afastando umas das outras (na grande maior parte) elas criam um espaço tempo entre elas que chamamos de Universo. Este Universo (espaço tempo) então -que não é estático - tenderia ao infinito, só não se tornará um infinito pela existência de uma força chamada Gravidade, que freia a expansão do Universo e que pode, também no limite fazê-lo parar de crescer.

 

Notem que o texto de A Gênese é uma repetição do publicado na Revista Espírita.

 

 

36. O vácuo absoluto existe em alguma parte no Espaço universal?[1]

 

“Não, não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa aos sentidos e aos instrumentos.”

 

Análise crítica:

 

Neste item os Espíritos podem ter acertado, hoje existe muita pesquisa em relação à chamada matéria escura, aos campos de Higgs e tantos outros componentes que preenchem o Universo.[2]

 

FORMAÇÃO DOS MUNDOS

 

O Universo abrange a infinidade dos mundos que vemos e dos que não vemos, todos os seres animados e inanimados, todos os astros que se movem no espaço, assim como os fluidos que o enchem.

 

37. O Universo foi criado, ou existe de toda a eternidade, como Deus?[3]

 

“É fora de dúvida que ele não pode ter-se feito a si mesmo. Se existisse, como Deus, de toda a eternidade, não seria obra de Deus.”

 

Diz-nos a razão não ser possível que o Universo se tenha feito a si mesmo e que, não podendo também ser obra do acaso, há de ser obra de Deus.

 

38. Como criou Deus o Universo?[4]

 

“Para me servir de uma expressão corrente, direi: pela sua Vontade. Nada caracteriza melhor essa vontade onipotente do que estas belas palavras da Gênese – ‘Deus disse: Faça-se a luz e a luz foi feita.’ ”

 

Análise crítica:

 

Estes parágrafos estão fora do campo da ciência, segundo a teoria do Big Bang, a teoria afirma que o Universo emerge  de uma singularidade de onde todo o Universo foi originado, a luz se fez 300.000 anos após o seu início, a expressão “Deus disse: Faça-se a luz e a luz foi feita” não ocorreu literalmente, houve um atraso.[5]

 

Eliseu da Mota Jr, escreve: admitindo-se que a criação teria realmente ocorrido como postula a teoria do Big Bang, “cumpre agora investigar qual teria sido a  causa eficiente da explosão ou expansão súbita do óvulo energético primordial e o que existia antes dele”.[6] Hoje sabemos, ou pelo menos temos uma ideia relativamente complexa do que ocorreu até instantes após o BB – nosso limite atual é o chamado Tempo de Planck, ou tempo que a luz leva para percorrer o comprimento de Planck, 10 -43  segundos .[7]

 

Marcelo Gleiser, físico brasileiro, em seu livro A Dança do Universo publicou uma nova versão para o Gênese que mostramos aqui, por curiosidade, a história poderia ter sido contada assim:

 

“ No início Deus criou a radiação e o ylem. E o ylem não tinha forma ou número, e os núcleos (os protons e neutrons) moviam-se livremente sobre a face das profundezas.

 

E Deus disse: “Faça-se a massa dois”. E a massa dois apareceu. E Deus viu o deutério, e ficou satisfeito.

 

E Deus disse: “ Faça-se a massa três”. E Deus viu o trítio e o tralfium, e ficou satisfeito ...” ( George Gamow)

 

–  este cientista foi quem primeiro previu que se o Big Bang fosse uma teoria verdadeira ondas na faixa da microondas ainda deveriam estar presentes o que posteriormente foi detectado e é considerado como um dos fatores que reforçam esta teoria.[8]

 

E por assim se segue a nova versão do Gênesis, já que as coisas levaram um certo tempo para ocorrer, o Universo era muito denso e a energia estava se transformando em matéria, nos primeiros 300.000 a 1.000.000 de anos.[9]

 

39. Poderemos conhecer o modo de formação dos mundos?[10]

 

“Tudo o que a esse respeito se pode dizer e podeis compreender é que os mundos se formam pela condensação da matéria disseminada no Espaço.”

 

Análise crítica:

 

Os espíritos estavam corretos. Hoje somente a nomenclatura mudou.

 

40. Serão os cometas, como agora se pensa, um começo de condensação da matéria, mundos em via de formação?

“Isso está certo; absurdo, porém, é acreditar-se na influência deles.[11]

 

Sobre o mesmo tema - A Gênese - URANOGRAFIA GERAL - texto 15[12]

 

Vão sucessivamente de sóis em sóis, enriquecendo-se, às vezes, pelo caminho, de fragmentos planetários reduzidos ao estado de vapor, haurir, nos focos solares, os princípios vivificantes e renovadores que derramam sobre os mundos terrestres. (Cap. IX, nº 12.)

 

Digo — “do nada” — porque as nossas determinações se aplicam não só à extensão material, física, dos corpos que estudamos — o que pouco seria — mas, também e sobretudo, ao estado moral deles como habitação e ao grau

que ocupam na eterna hierarquia dos seres. A criação se mostra aí em toda a sua majestade, engendrando e propagando, em torno do mundo solar e em cada um dos sistemas que o rodeiam por todos os lados, as manifestações da

vida e da inteligência. (página 162)

 

Análise crítica:

 

Os cometas são constituídos basicamente de poeira e gelo sendo sobra da nebulosa inicial que deu orígem ao Sistema Solar, os planetas Júpiter, Saturno e Netuno, devido a suas massas muito grandes, provocam alterações nas órbitas destes pedaços de rocha existente no cinturão de Crupier e ou na Nuvem de Oort da qual o cinturão faz parte[13], fazendo com que se aproximem do Sol.

 

Não são formados no começo de condensação da matéria, mas sim durante a formação da nebulosa planetária, pelo menos 8 ou 10 bilhões de anos depois do Big Bang.

 

Várias sondas espaciais já visitaram  cometas,  a primeira foi a sonda  Giotto da ESA que fotografou o núcleo do cometa Grigg – Skyjelleroup em 1986.

 

No mesmo ano as sondas Vega 1 e 2 – soviéticas fotografaram o cometa de Halley a 10 mil KM de distância.

 

Em 2001 – Deep Space 1 da NASA fotografou o cometa Borelly a 2220Km de distãncia.

 

Em 2004 – a Stardust colheu poieira do cometa Wind-2 – infelizmente a sonda ao rentrar na atmosfera terrestre se chocou com o solo e a poira foi perdida.

 

Em 2004, também lançado pela ESA a sonda Rosetta partiu em busca do cometa Churyumov – Gerasimenko (Chury) onde o encontrou em 2014. A sonda mandará um dispositivo que pousará no cometa e coletará amostras.

 

Figura 23 – Cometa Chury

 

O robo espacial Philae conseguiu pousar no cometa e funcinar por algum tempo, permitindo enviar muita informação à sonda Rosetta e daí para a Terra.

 

41. Pode um mundo completamente formado desaparecer e disseminar-se de novo no Espaço a matéria que o compõe?

“Sim, Deus renova os mundos, como renova os seres vivos.”[14]

 

Análise crítica:

 

Nada a contestar.

 

42. Poder-se-á conhecer o tempo que dura a formação dos mundos: da Terra, por exemplo?

 

“Nada te posso dizer a respeito, porque só o Criador o sabe e bem louco será quem pretenda sabê-lo, ou conhecer que número de séculos dura essa formação.”[15]

 

Análise crítica:

 

Este assunto hoje é matéria escolar a nível de Ensino Secundário, sabe-se que a Terra tem 4,6 bilhões de anos.[16]

 

FORMAÇÃO DOS SERES VIVOS

 

43. Quando começou a Terra a ser povoada?

 

“No começo tudo era caos; os elementos estavam em confusão. Pouco a pouco cada coisa tomou o seu lugar. Apareceram então os seres vivos apropriados ao estado do globo.”[17]

 

Análise crítica:

 

Nada a contestar.

 

44. Donde vieram para a Terra os seres vivos?

 

“A Terra lhes continha os germens, que aguardavam momento favorável para se desenvolverem. Os princípios orgânicos se congregaram, desde que cessou a atuação da força que os mantinha afastados, e formaram os germens de todos os seres vivos. Estes germens permaneceram em estado latente de inércia, como a crisálida e as sementes das plantas, até o momento propício ao surto de cada espécie. Os seres de cada uma destas se reuniram, então e se

multiplicaram.”[18]

 

46. Ainda há seres que nasçam espontaneamente?

 

“Sim, mas o gérmen primitivo já existia em estado latente. Sois todos os dias testemunhas desse fenômeno. Os tecidos do corpo humano e do dos animais não encerram os germens de uma multidão de vermes que só esperam,

para desabrochar, a fermentação pútrida que lhes é necessária à existência? É um mundo minúsculo que dormita e se cria.”[19]

 

URANOGRAFIA GERAL - texto 9

 

18. Esse fluido penetra os corpos, como um oceano imenso. É nele que reside o princípio vital que dá origem à vida dos seres e a perpetua em cada globo, conforme à condição deste, princípio que, em estado latente, se conserva adormecido onde a voz de um ser não o chama. Toda criatura, mineral, vegetal, animal ou qualquer outra — porquanto há muitos outros reinos naturais, de cuja existência nem sequer suspeitais — sabe, em virtude desse princípio vital e

universal, apropriar as condições de sua existência e de sua duração.

 

As moléculas do mineral têm uma certa soma dessa vida, do mesmo modo que a semente do embrião, e se muito importa nos compenetremos da noção de que a matéria cósmica primitiva se achava revestida, não só das leis que asseguram a estabilidade dos mundos, como também do universal princípio vital que forma gerações espontâneas [20]em cada mundo, à medida que se apresentam as condições da existência sucessiva dos seres e quando soa a hora do aparecimento dos filhos da vida, durante o período criador.[21]

 

Análise crítica:

 

Para facilitar estou juntando as questões 44 e 46, na mesma análise, bem como um texto de A gênese –Uranografia Geral:

 

Esta explicação cria uma espécie de “Arca de Noé” de germes de espécies em latência. Por que Kardec a aceitou? Como muito bem observou Reinaldo de Lucia[22] em seu artigo já referenciado, porque ele acreditava na Geração Espontânea, isto está claro na Revista Espírita , no artigo - A geração espontânea e a Gênese.[23] Este texto demonstra por um lado a sagacidade do mestre em olhar estes assuntos com cuidado, mas demonstra também porque ele deixou passar pelo crivo da razão (dele próprio) alguns pontos que ja àquela época  estavam sendo discutidos, como os trabalhos de Pasteur os de Darwin e Wallace. Como referência, a publicação do livro A orígem das espécies[24] por Darwin ocorreu em 24 de Novembro de 1859. Antes da publicação da segunda edição ampliada e atual de O Livro dos Espíritos em março de1860[25].

 

Observando o texto acima em detalhes:

 

1 - A Terra lhes continha os germes que aguardavam momento favorável para se desenvolverem: Não foi assim que ocorreu, as reações fisico-quimicas chegaram a alguns tipos de amino-ácidos que são extremamente eficazes e que combinados com proteína e gordura e com a presença sempre oportunista do Princípio Espiritual Arcaico (PEA)[26], faz com que a vida se iniciasse. No caso poderíamos interpretar que os germes eram os PEAs que eram potencialmente iguais para cada organismo vivo que surgisse, iniciando a sua diferenciação à partir daí.

 

2 - Os princípios orgânicos se congregaram, desde que cessou a atuação da força que os mantinha afastados – não existem forças afastando nenhum “princípio orgânico” ele está presente e é o PEA e que à partir da eclosão da vida evoluirá para novas fases como proponho chamar inicialmente de PEV (Princípio Espiritual Vital), o PEV não surge neste momento, mas sim uma evolução do estado anterior de PEA. Caso contrário teríamos de admitir que Deus tivesse criado os PEVs a 10 bilhões de anos e os mantivessem em forma de “crisálida” por todo este tempo.

 

3 - Estes germes permanecem em estado latente de inércia, como a crisálida e as sementes das plantas, até o momento propício ao surto de cada espécie. Os seres de cada uma destas se reuniram, então, e se multiplicaram – Aqui os espíritos defendiam a ideia de que existiriam Princípios Espirituais criados para cada tipo de espécie (mais uma vez a hipótese científica criacionista, apoiada pela Igreja católica e dominante a época). Isto demonstra um total desconhecimento da variabilidade das espécies, sabemos hoje que de uma ou de algumas primeras céluas vivas, originou-se um total da ordem de 1.000.0000 de espécies diferentes existentes até hoje, se a este número, acrescentarmos cerca de 100 espécies que desaparecem e são criadas por ano, seria realmente necessário existir uma “arca de noé de princípios espirituais”. No entanto a Natureza nos proporcionou a genética como um mecanismo eficiente para a transmissão dos caracteres de raça, a seleção Natural como mecanismo de controle e a lei de progresso para a evolução do espírito.

 

Figura 24 – Teoria do desenvolvimento do Espírito

 

A tese que desenvolvo é que Deus criou a matéria e o espírito ao mesmo tempo, no chamado Big Bang há 14 bilhões de anos atrás, sendo a matéria o laço que prende o espírito[27]. Tomando como base o nosso planeta, a evolução dos espíritos que aqui se desenvolveram, seria como no quadro acima.

 

Desta forma, o princípio espiritual evolui, de seu estado inicial que chamamos didaticamente de Princípio Espiritual Arcaico-PEA, até a forma Espiritual que habita os nossos corpos físicos.

 

Assim teríamos as seguintes fases que o espírito passaria, desde a sua criação até a fase de sabedoria:

 

1 - Do BB até o surgimento da vida há 10,5 bilhões de anos, existe apenas o PEA, este evolui pouco absorvendo os reflexos de suas interações com a matéria; (predomínio do PEA)

 

2 – Ao surgir a vida na Terra, há 3,5 bilhões de anos, por cerca de 2 bilhões de anos o Princípio Espiritual desenvolve-se em seres vivos primitivos dos reinos Monera, Protista, Fungo e Planta. Nesta fase este Princípio receberá o nome didático de Princípio Espiritual Vital – PEV, onde o PEV aprende por reflexos e por instinto e torna-se o agente da manutenção da própria vida; (Predomínio do PEV sobre o PEA que segue interagindo com a matéria)

 

3 – A cerca de 500 milhões de anos, surge a vida animal, muito mais complexa. Esta é a fase na qual Kardec costuma chamar o espírito de Princípio Espiritual propriamente dito - PE. O PE aprende por reflexo, instinto e inteligência rudimentar; (predomínio do PE, o PEV e o PEA seguem atuando cada um em sua área)

 

O PE estagiou, desde os primeiros organismos unicelulares até os animais de hoje. Através da análise do DNA de todos os seres vivos podemos determinar que o primeiro animal a surgir na Terra foi a Esponja marinha (DNA)[28]

 

4 – Há cerca de 4,5 milhões de anos o PE evolui para a forma de Espírito, encarnando em corpos de hominídeos onde o senso moral inicia a sua jornada. O Espírito aprende por reflexo, instinto, inteligência e por interação moral.

 

A partir deste primeiro animal, os mecanismos já citados de evolução, fizeram em 500 milhões de anos, evoluíssemos até as formas humanídeas e bem mais perto de nós, nos últimos 500 a 250 mil anos evoluir até o Homo Sapiens.

 

Hoje, todas as fases de evolução espiritual estão presentes na Terra e no Universo. Se concentrarmos nossa atenção no espírito enquanto potência da natureza, poderemos dispensar alguns conceitos como, fluído animal, princípio vital e princípio inteligente que muito mais confundem que esclarecem a natureza das coisas.

 

 


45. Onde estavam os elementos orgânicos, antes da formação da Terra?

 

“Achavam-se, por assim dizer, em estado de fluido no Espaço, no meio dos Espíritos, ou em outros planetas, à espera da criação da Terra para começarem existência nova em novo globo.”[29]

 

A Química nos mostra as moléculas dos corpos inorgânicos unindo-se para formarem cristais de uma regularidade constante, conforme cada espécie, desde que se encontrem nas condições precisas. A menor perturbação nestas condições basta para impedir a reunião dos elementos, ou, pelo menos, para obstar à disposição regular que constitui o cristal. Por que não se daria o

mesmo com os elementos orgânicos? Durante anos se conservam germens de plantas e de animais, que não se desenvolvem senão a uma certa temperatura e em meio apropriado. Têm-se visto grãos de trigo germinarem depois de séculos. Há, pois, nesses germens um princípio latente de vitalidade, que apenas espera uma circunstância favorável para se desenvolver. O que diariamente ocorre

debaixo das nossas vistas, por que não pode ter ocorrido desde a origem do globo terráqueo? A formação dos seres vivos, saindo eles do caos pela força mesma da Natureza, diminui de alguma coisa a grandeza de Deus? Longe disso: corresponde melhor à idéia que fazemos do seu poder a se exercer sobre a infinidade dos mundos por meio de leis eternas. Esta teoria não resolve, é

verdade, a questão da origem dos elementos vitais; mas, Deus tem seus mistérios e pôs limites às nossas investigações.

 


Análise crítica:

 

Os argumentos de Kardec são todos enquadrados na idéia da geração espontânea – não mais aceita, após as experiências de Pasterur, conforme já relatado. Partem da pré-existência das espécies em forma de germes “à espera da criação da Terra para começarem existência nova em novo globo” o que é totalmente desconsiderado nos dias de hoje.

 

PLURALIDADE DOS MUNDOS

 

55. São habitados todos os globos que se movem no espaço?

 

“Sim e o homem terreno está longe de ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. Entretanto, há homens que se têm por espíritos muito fortes e que imaginam pertencer a este pequenino globo o

privilégio de conter seres racionais. Orgulho e vaidade! Julgam que só para eles criou Deus o Universo.” Deus povoou de seres vivos os mundos, concorrendo todos esses seres para o objetivo final da Providência. Acreditar que só os haja no planeta que habitamos fora duvidar da sabedoria de Deus, que não fez coisa alguma inútil. Certo, a esses mundos há de ele ter dado uma destinação mais séria do que a de nos recrearem a vista. Aliás, nada há, nem na posição, nem no volume, nem na constituição física da Terra, que possa induzir à suposição de que ela goze do privilégio de ser habitada, com exclusão de tantos milhares de milhões de mundos semelhantes.[30]

 

Análise crítica:

 

Hoje sabemos, vide item 4 deste artigo que nem todos os globos são habitados, o que de forma alguma altera o carater geral desta comunicação, que fora esta mensão á totalidade, no demais permanece pertinente e provável.

 

Critério de Falseabilidade da Teoria:

 

A ciência baseia as suas teses na possibilidade de testá-las, chamamos a isto de falseabilidade, ou seja, se eu afirmo que “meus olhos são verdes”, é possível imaginar uma série de experiências capazes de provar ou refutar a minha afirmação. Se ao final destas experiências ficar provado que eles são castanhos, a minha tese inicial é derrubada.

 

A pluralidade dos mundos habitados, é um dos princípios espíritas, estabelecidos por Allan Kardec, ele o fez baseado na razão, pois pensou, não haveriam razões para que apenas a Terra assim o fosse, pela confirmação de vários espíritos que se apresentaram como Extra Terrestres, não só a Kardec mas em diversas partes do mundo – o que garantiria a universalidade das comunicações.

A tese então apresentada era: “todos os planetas são habitados”, convido os leitores a irem até a questão 55 do LE. São habitados todos os globos que se movem no espaço? E a resposta dos Espíritos é – sim.

 

Aplicando o critério de falseabilidades, testaríamos a antítese, ou seja:

Nem todos os planetas (globos) são habitados? Hoje a ciência tem feito experimentos em diversos planetas e em especial no nosso planeta irmão, que chamamos de satélite que é a Lua. Em nenhum deles até o momento foi possível observar algum sinal evidente de vida extra-terrestre. Isto nos leva inevitavelmente a confirmar a antítiese, ou seja: Nem todos os planetas são habitados.

 

Alguns espíritas seguem tentando explicar o inexplicável, dizendo que os espírtos que habitam estes planetas ou corpos celestes estão em faixas de ondas diferentes e etc. Solicito então que revisem a nota de Kardec na mesma questão, ele fala claramente de seres vivos (encarnados) e não de espíritos desencarnados.

 

Assim, deveríamos seguir com a tese da pluralidade dos mundos habitados, apenas que, um pouco reduzida, pois o fenõmeno da vida, como já amplamente discutido em artigos anteriores éalgo que leva tempo para ocorrer e não é possível imaginar, nos dias de hoje que esteja presente em todos os lugares ao mesmo tempo.

 

 

56. É a mesma a constituição física dos diferentes globos?

 

“Não; de modo algum se assemelham.”

 

58. Os mundos mais afastados do Sol estarão privados de luz e calor, por motivo de esse astro se lhes mostrar apenas com a aparência de uma estrela?

 

“Pensais então que não há outras fontes de luz e calor além do Sol e em nenhuma conta tendes a eletricidade que, em certos mundos, desempenha um papel que desconheceis e bem mais importante do que o que lhe cabe desempenhar na Terra? Demais, não dissemos que todos os seres são feitos de igual matéria que vós outros e com órgãos de conformação idêntica à dos vossos.” As condições de existência dos seres que habitam os diferentes

mundos hão de ser adequadas ao meio em que lhes cumpre viver. Se jamais houvéramos visto peixes, não compreenderíamos pudesse haver seres que vivessem dentro d’água. Assim acontece com relação aos outros mundos, que sem dúvida contêm elementos que desconhecemos. Não vemos na Terra as longas noites polares iluminadas pela eletricidade das auroras boreais? Que há de impossível em ser a eletricidade, nalguns mundos, mais abundante do que na Terra e desempenhar neles uma função de ordem geral, cujos efeitos não podemos compreender? Bem pode suceder, portanto, que esses mundos tragam em si mesmos as fontes de calor e de luz necessárias a seus habitantes.[31]

 

Análise crítica:

 

Juntamos as questões 56 e 58 que merecem a mesma análise:

 

A ciência trabalha com o que pode ser observado, e neste campo podemos dizer que em todos os espectros de radiação observável, não existe diferença nos elementos químicos existentes em nenhum lugar do espaço. É certo que pelo processo de formação de cada planeta, alguns serão gasosos, com grandes diâmetros e outros rochosos, podendo os minerais variarem, pois dependem do processo de cristalização a que foram submetidos (temperatura e pressão).

 

57. Não sendo uma só para todos a constituição física dos mundos, seguir-se-á tenham organizações diferentes os seres que os habitam?

 

“Sem dúvida, do mesmo modo que no vosso os peixes são feitos para viver na água e os pássaros no ar.”[32]

 

Análise crítica:

 

A lógica, conforme item 4 deste artigo, nos leva a crer que os seres vivos sigam a química orgânica, ou seja baseada nos compostos do carbono, mas não se pode a priori descartar outras combinações. Evidentemente que a evolução das espécies será diferente em cada planeta, pois dependerá das condições do mesmo que podem até impedir o surgimeto da vida.

 

Isaac Asimov, escritor conhecido no campo da ficção científica, baseada no conhecimento atual, escreveu uma brochura chamada” Existe vida em outros planetas?[33] Isaac explora todas as possibilidades de vida, sem, no entanto, fugir da química orgãnica.

 

64. Vimos que o espírito e a matéria são dois elementos constitutivos do Universo. O princípio vital será um terceiro?

 

“É, sem dúvida, um dos elementos necessários à constituição do Universo, mas que também tem sua origem na matéria universal modificada. É, para vós, um elemento, como o oxigênio e o hidrogênio, que, entretanto, não são elementos primitivos, pois que tudo isso deriva de um só princípio.”

 

65. O princípio vital reside em algum dos corpos que

conhecemos?

 

“Ele tem por fonte o fluido universal. É o que chamais fluido magnético, ou fluido elétrico animalizado. É o intermediário, o elo existente entre o Espírito e a matéria.”

 

66. O princípio vital é um só para todos os seres orgânicos?

 

“Sim, modificado segundo as espécies. É ele que lhes dá movimento e atividade e os distingue da matéria inerte, porquanto o movimento da matéria não é a vida. Esse movimento ela o recebe, não o dá.[34]

 

Análise crítica:

 

Para esta análise vou recorrer mais uma vez a Reinaldo de Lucia, “A questão, para o espiritismo, rsume-se em discutir a necessidade de lançar mão da tese do princípio vital, tal como definido por Kardec, para explicar a origem da vida. Em função de todas as descobertas feitas pelos biólogos, pode-se sugerir que, no estágio atual do conhecimento, tal tese não é absolutamente necessária, e que a própria idéia de Kardec que a vida pertence ao âmbito da matéria, e não do espírito, é perfeitamente avalizada por estas descobertas”[35]

 

Ou seja, devemos considerar a não exist~encia do fluído vital – que a vida seja apenas um resultado de uma combinação de reações eletroquímicas e termodinâmicas, sem diminuir em nada a capacidade do criador em conceber esta possibilidade.

 

Para os que estão assustados neste ponto, aqui vai uma pequena ajuda, recorro às palavras de Francis Collins o chefe do projeto Genoma.

 

“ Se você acredita em Deus, ... e está preocupado com o fato de que a ciência está corroendo a fé ao promover uma visão de mundo ateísta, espero que tenha restaurado sua confiança graças a harmonia entre fé e a ciência ( fé raciocinada)[36] Se Deus é o criador de todo o Universo, se deus tem um plano específico para a entrada da humanidade em cena e se Ele deseja uma afinidade com os humanos, nos quais injetou a Lei Moral para que se aproximassem Dele, Deus não pode ser ameaçado pela nossa mente minúscula e nossos esforços por compreender a magnitude de sua criação,Nesse contexto a ciência pode ser uma forma de adoração.”[37]

 

A Gênese: (GE)

 

PAPEL DA CIÊNCIA NA GÊNESE

 

  1. No ponto a que chegou em o século dezenove, venceu a Ciência todas as dificuldades do problema da Gênese?

 

Não, decerto; mas, não há contestar que destruiu, sem remissão, todos os erros capitais e lhe lançou os fundamentos essenciais sobre dados irrecusáveis. Os pontos ainda duvidosos não passam, a bem dizer, de questões de minúcias, cuja solução, qualquer que venha a ser no futuro, não poderá prejudicar o conjunto. Ao demais, malgrado aos recursos que ela há tido à sua disposição, faltou-lhe, até agora, um elemento importante, sem o qual jamais a obra poderia completar-se.[1]

 

Análise crítica:

 

Qualquer que venha a ser no futuro, não poderá prejudicar o conjunto” Tratamos aqui de ajustar estas questões de minúcias, como muito bem disse Kardec, um homem que percebia que seu trabalho deveria ser continuado e jamais tratado como algo irretocável.

 

8. Mas, objetam, se a Bíblia é uma revelação divina, então Deus se enganou. Se não é uma revelação divina, carece de autoridade e a religião desmorona, à falta de base. Uma de duas: ou a Ciência está em erro, ou tem razão. Se tem razão, não pode fazer seja verdadeira uma opinião que lhe é contrária. Não há revelação que se possa sobrepor à autoridade dos fatos.[2]

 

Análise crítica:

 

Kardec se ocupou tranquilamente de revisar diversos pontos do Genesis biblico, da mesma forma que aqui fazemos com o trabalho do mestre Kardec, 150 anos depois.

 

Fazemos o que Kardec propõe no primeiro capítulo de A Gênese – “caminhando de para a par com o progresso, o espiritismo jamais será ultrapassado...”[3]

 

ANTIGOS E MODERNOS SISTEMAS DO MUNDO

 

13. A partir de Copérnico e Galileu, as velhas cosmogonias deixaram para sempre de subsistir. A Astronomia só podia avançar, não recuar. A História diz das lutas que esses homens de gênio tiveram de sustentar contra os preconceitos e, sobretudo, contra o espírito de seita, interessado em manter erros sobre os quais se haviam fundado crenças, supostamente firmadas em bases inabaláveis. Bastou a invenção de um instrumento de óptica para derrocar uma construção de muitos milhares de anos. Nada, é claro, poderia prevalecer contra uma verdade reconhecida como tal.[4]

 

Análise crítica:

 

Nada a acrescentar.

 

URANOGRAFIA GERAL  - texto 2

 

Ora, há apenas poucos minutos que caminhamos e já centenas de milhões de milhões de léguas nos separam da Terra, bilhões de mundos nos passaram sob as vistas e, entretanto, escutai! em realidade, não avançamos um só passo que seja no Universo.[5]

 

Análise crítica:

 

Este texto procura mostrar quão grande é o universo, nada a reparar.

 

URANOGRAFIA GERAL - texto 3

 

O tempo é a sucessão das coisas. Está ligado à eternidade, do mesmo modo que as coisas estão ligadas ao infinito. Suponhamo-nos na origem do nosso mundo, na época primitiva em que a Terra ainda não se movia sob a divina

impulsão; numa palavra: no começo da Gênese. O tempo então ainda não saíra do misterioso berço da Natureza e ninguém pode dizer em que época de séculos nos achamos, porquanto o balancim dos séculos ainda não foi posto[6]

em movimento.

 

Análise crítica:

 

Conforme já relatado, o BB ocorreu a cerca de 16 bilhões de anos e a criação da Terra a cerca de 4,6 bilhões. Assim o texto “Suponhamo-nos na origem do nosso mundo, na época primitiva em que a Terra ainda não se movia sob a divina impulsão; numa palavra: no começo da Gênese” não está correto.

 

URANOGRAFIA GERAL - texto 4

 

Assim, por exemplo, estando os séculos fora da vida etérea da alma, poderíamos escrever um número tão longo quanto o equador terrestre e supor-nos envelhecidos desse número de séculos, sem que na realidade nossa alma conte um dia a mais. E juntando, a esse número indefinível de séculos, uma série de números semelhantes, longa como daqui ao Sol, ou ainda mais consideráveis, se imaginássemos viver durante uma sucessão prodigiosa de períodos seculares representados pela adição de tais números, quando chegássemos ao termo, o inconcebível amontoado de séculos que nos passaria sobre a cabeça seria como se não existisse: diante de nós estaria sempre toda a eternidade.

 

Análise crítica:

 

Perfeitamente de acordo com a idéia de alma imortal.

 

URANOGRAFIA GERAL - texto 5

 

O tempo é apenas uma medida relativa da sucessão das coisas transitórias; a eternidade não é suscetível de medida alguma, do ponto de vista da duração; para ela, não há começo, nem fim: tudo lhe é presente.

 

 Análise crítica:

 

Este parágrafo parte da lógica de que infinito mais um é igual a infinito, se olharmos sob a ótica de eternidade é isto mesmo. No entanto o tempo, melhor dizendo, o contínuo espaço-tempo tem existência real.[7]

 

URANOGRAFIA GERAL - texto 6

 

Logo, quer a substância que se considere pertença aos fluidos propriamente ditos, isto é, aos corpos imponderáveis, quer revista os caracteres e as propriedades ordinárias da matéria, não há, em todo o Universo, senão uma única substância primitiva; o cosmo, ou matéria cósmica dos uranógrafos.[8]

 

Análise crítica:

 

Este texto é um desafio ainda hoje, pois se os chamados fluídos à época de Kardec hoje são compreendidos como ondas eletromagnéticas, augumas forças como a da gravidade, hoje entendida em sua extensão no Universo como campos gravitacionais, ainda não se obteve uma teoria capaz de unificar todas as forças, eletromagnética, gravitacional e nuclear forte e fraca. Einstein morreu tentando, hoje com o desenvolvimento dos aceleradores de partículas e grandes colisores, podemos dizer que isto pode até ser possível um dia – encontrarmos o “cosmo” com definido acima. O esforço mais consistente é o da teoria das cordas. Que por tratar toda a escência através de ondas, vibrações e multiplas dimensões, tem uma proximidade muito grande com o Espiritismo[9]

 

Esta teoria da física surgiu à partir de um modelo teórico onde os objetos básicos da natureza, não seriam partículas que ocupam um ponto específico no espaço, mas sim cordas que podem ser unidimensionais ou ter mais de uma dimensão espacial. À partir desta teoria alguns físicos esperam poder encontrar uma teoria unificadora para a Física, capaz de explicar ao mesmo tempo a teoria da relatividade e a teoria quantica. As oscilações de uma corda dão orígem a diversas massas e cargas de força. Quanto menor o comprimento de onda de oscilação da corda maior a massa da partícula. Isto nunca foi observado sendo exclusivamente matemático. Sua importância para o Espiritismo está em que uma teoria unificada para a física se encaixaria no conceito atualizado do “Fluido Cósmico Universal” que todos nós sabemos não ser um fluído, mas deve ser algo. Aguns defendem que seja um Campo, ja o conceito de supercordas iria além do Campo, pois um campo precisa ser gerado por alguma coisa, já as cordas seriam “esta coisa”.[10] [11]

 

URANOGRAFIA GERAL - texto 7

 

10. Há um fluido etéreo que enche o espaço e penetra os corpos. Esse fluido é o éter ou matéria cósmica primitiva, geradora do mundo e dos seres. São-lhe inerentes as forças que presidiram às metamorfoses da matéria, as leis imutáveis e necessárias que regem o mundo. Essas múltiplas forças, indefinidamente variadas segundo as combinações da matéria, localizadas segundo as massas, diversificadas em seus modos de ação, segundo as circunstâncias e os meios, são conhecidas na Terra sob os nomes de gravidade,

coesão, afinidade, atração, magnetismo, eletricidade ativa. Os movimentos vibratórios do agente são conhecidos sob os nomes de som, calor, luz, etc. Em outros mundos, elas se apresentam sob outros aspectos, revelam outros caracteres desconhecidos na Terra e, na imensa amplidão dos céus, forças em número indefinito se têm desenvolvido numa escala inimaginável, cuja grandeza tão incapazes somos de avaliar, como o é o crustáceo, no fundo do oceano, para apreender a universalidade dos fenômenos terrestres.1 Ora, assim como só há uma substância simples, primitiva, geradora de todos os corpos, mas diversificada em suas combinações, também todas essas forças dependem de uma lei universal diversificada em seus efeitos e que, pelos desígnios eternos, foi soberanamente imposta à criação, para lhe imprimir harmonia e estabilidade.

 

Não podeis apreciar esta lei em toda a sua extensão, por serem restritas e limitadas as forças que a representam no campo das vossas observações. Entretanto, a gravitação e a eletricidade podem ser consideradas como uma larga aplicação da lei primordial, que impera para lá dos céus. Todas essas forças são eternas — explicaremos este termo — e universais, como a criação. Sendo inerentes ao fluido cósmico, elas atuam necessariamente em tudo e em

toda parte, modificando suas ações pela simultaneidade ou pela sucessividade, predominando aqui, apagando-se ali, pujantes e ativas em certos pontos, latentes ou ocultas noutros, mas, afinal, preparando, dirigindo, conservando e

destruindo os mundos em seus diversos períodos de vida, governando os maravilhosos trabalhos da Natureza, onde quer que eles se executem, assegurando para sempre o eterno esplendor da criação.

 

Revestido das leis mencionadas acima e da impulsão inicial inerente à sua formação mesma, a matéria cósmica primitiva fez que sucessivamente nascessem turbilhões, aglomerações desse fluido difuso, amontoados de matéria nebulosa que se cindiram por si próprios e se modificaram ao infinito para gerar, nas regiões incomensuráveis da amplidão, diversos centros de

criações simultâneas ou sucessivas. [12]

 

Análise crítica:

 

O texto trata de dois assuntos, da existência do éter ou do fluído cósmico Universal e da unificação da força eletromagnética e da gravidade.

 

Na análise crítica anterior já explicamos que a ciência faz um esforço para encontrar esta ligação entre estas forças, mas ainda não chegou lá.

 

Com relação ao FCU / éter, diríamos:

 

Este conceito origina-se da adoção do termo Fluído Cósmico Universal (FCU), ou fluído cósmico ou muitas vezes éter. Citado nas obras básicas com diversas adjetivações, mais de 50 vezes. O Termo está definitivamente incorporando na nomenclatura espírita e expressa uma ideía existente até fins do século 19 que era a necesidade da existência de um fluído universal capaz de conduzir a luz e as energies eletromagnéticas em geral, tanto na atmosfera terrestre como no vácuo.

 

Este conceito foi totalmente superado na ciência moderna após as experiências que demonstraram que a luz se propaga à mesma velocidade, independentemente da direção, só dependendo do meio em que se encontra. Estas experiências foram feitas na atmosfera terrestre, que como sabemos se desloca no espaço( velocidade de translação da terra + rotação em torno de seu eixo) a uma determinada velocidade, ora se este fluído existisse (éter), a velocidade da luz deveria ser diferente, se medida em direções perpendiculares e isto nunca foi constatado.

Mas no espiritismo este termo tem diversas conotações, muitos defendem a necessidade de mudança no nome para Energia, no nosso entender mais adequado.

 

O FCU seria então a orígem de toda a material e energia existente na natureza, inclusive toda a energia utilizada pelos espíritos no Plano Espiritual. O Fluído vital, responsável pela vida por exemplo provem deste FCU e para ele retorna quando a vida cessa. Nos dias de hoje existem algumas correlações com conceitos físicos modernos como Campo, fractais, universos paralelos etc.

Se analisarmos a Genêse, capítulo XIV veremos que não existe na física ou na química nenhum conceito capaz de abarcar todas as propriedades que os Espíritos atribuíram ao FCU – permanecendo, portanto, esta questão em aberto para nós, pois para a ciência, simplesmente isto não existe.

 

Muitos estudiosos do Espiritismo, entre eles eu, sempre combateu a ideia da existência do FCU, na forma como foi apresentado à Kardec pelos Espíritos envolvidos na Codificação.

 

Com o fim do éter o conceito de FCU também ficou abalado. O FCU na hipótese espírita seria de onde toda a matéria é originada, diga-se aqui, qualquer matéria, mesmo a chamada matéria quintessenciada, formadora do perispírito e das construções mentais do plano espiritual.

 

Se o FCU não é o éter ele há de algo, pois as construções mentais e o perispírito é formado por alguma forma de matéria ou energia.

 

Mais recentemente, os cientistas têm buscado uma teoria de unificação, capaz de explicar e unificar em uma única teoria a Teoria da Relatividade Geral de Einstein e a Mecânica Quantica. Vários progressos têm ocorrido nesta área.

Um deles é o chamado “campo de Higgs ou oceano de Higgs” esta ideia, formulada matemáticamente, buscaria uma teoria para explicar como surgiram a gravidade, as forças eletromagnéticas, a força fraca e força forte nuclear, bem como compatibilizar com a Mecãncia quantica e a relatividade.

 

Esta ideia sugere que estejamos mergulhados neste “oceano” – que diferentemente do éter, não interage com a energia eletromagnética. Ele só interferiria naquilo que se acelere, como por exemplo a gravidade. E supõe que no passado este campo de Higgs possa ter atuado sobre as forças eletromagnéticas e forças nucleares, logo após o big bang, no que os seus teóricos chamam de mudanças de fase deste Campo de Higgs[13].

 


URANOGRAFIA GERAL - texto 8

 

16. Transportando-nos a alguns milhões de séculos somente, acima da época atual, verificamos que a nossa Terra ainda não existe, que mesmo o nosso sistema solar ainda não começou as evoluções da vida planetária; mas, que, entretanto, já esplêndidos sóis iluminam o éter; já planetas habitados dão vida e existência a uma multidão de seres, nossos predecessores na carreira humana, que as produções opulentas de uma natureza desconhecida e os maravilhosos fenômenos do céu desdobram, sob outros olhares, os quadros da imensa criação.

 

A substância etérea, mais ou menos rarefeita, que se difunde pelos espaços interplanetários; esse fluido cósmico que enche o mundo, mais ou menos rarefeito, nas regiões imensas, opulentas de aglomerações de estrelas; mais ou menos condensado onde o céu astral ainda não brilha; mais ou menos modificado por diversas combinações, de acordo com as localidades da extensão, nada mais é do que a substância primitiva onde residem as forças universais, donde a Natureza há tirado todas as coisas.[14]

 

Análise crítica:

 

Valem as mesmas considerações feitas no item anterior.

 

URANOGRAFIA GERAL - texto 10

 

O Espírito não chega a receber a iluminação divina, que lhe dá, simultaneamente com o livre-arbítrio e a consciência, a noção de seus altos destinos, sem haver passado pela série divinamente fatal dos seres inferiores, entre os quais se  elabora lentamente a obra da sua individualização. Unicamente a datar do dia em que o Senhor lhe imprime na fronte o seu tipo augusto, o Espírito toma lugar no seio das humanidades.[15]

 

Análise crítica:

 

Nada a acrescentar

 

URANOGRAFIA GERAL - texto 11

 

Foi assim que a Terra deu nascimento à Lua, cuja massa, menos considerável, teve que sofrer um resfriamento mais rápido. Ora, as leis e as forças que presidiram ao fato de ela se destacar do equador terreno, e o seu movimento de translação no mesmo plano, agiram de tal sorte que esse mundo, em vez de revestir a forma esferoidal, tomou a de um globo ovóide, isto é, a forma alongada de um ovo, com o centro de gravidade fixado na parte inferior.[16]

 

URANOGRAFIA GERAL - texto 12

 

25. As condições em que se efetuou a desagregação da Lua pouco lhe permitiram afastar-se da Terra e a constrangeram a conservar-se perpetuamente suspensa no seu firmamento, como uma figura ovóide cujas partes mais pesadas formaram a face inferior voltada para a Terra e cujas

partes menos densas lhe constituíram o vértice, se com essa palavra se designar a face que, do lado oposto à Terra, se eleva para o céu. É o que faz que esse astro nos apresente sempre a mesma face. Para melhor compreender-se o seu, estado geológico, pode ele ser comparado a um globo de cortiça,

tendo formada de chumbo a face voltada para a Terra.

 

Daí, duas naturezas essencialmente distintas na superfície, do mundo lunar: uma, sem qualquer analogia com o nosso, porquanto lhe são desconhecidos os corpos fluidos, e etéreos; a outra, leve, relativamente à Terra, pois que,todas as substâncias menos densas se encaminharam para,esse hemisfério. A primeira, perpetuamente voltada para aTerra, sem águas e sem atmosfera, a não ser, aqui e ali, nos limites desse hemisfério sub-terrestre; a outra, rica de fluidos, perpetuamente oposta ao nosso mundo.[17]

 

II — Teoria da Lua[18]

 

Em face da teoria da Lua, descrita no cap. VI, itens 24 e 25, e do comentário do Codificador na respectiva nota de rodapé, à pág. 121, de que tal teoria somente a título de hipótese pode ser admitida, não obstante ter sido ela a única, até então, que dava explicação satisfatória sobre a esfera lunar — oferecemos ao leitor conclusões de cientistas modernos, nas obras adiante indicadas, visando a facilitar-lhes a apreensão rápida e sintética do assunto: a) A TERRA, OS PLANETAS E AS ESTRELAS, de K. E. Edgeworth, Edito- rial Verbo, Lisboa, 1964, págs. 37/38 e 40: “Um ponto interessante acerca da Lua, com o qual todos estamos familiarizados, é que ela volta sempre a mesma face para a Terra. Outro aspecto, menos conhecido, mas também de considerável interesse, e de não menos considerável importância, é a forma do equador lunar: em vez de ser circular, como no caso da Terra, o equador da Lua é elíptico, com o eixo maior apontado para nós. A explicação admitida para tal fato é que o corpo da Lua foi originalmente suficientemente plástico para permitir esta particular modelagem na sua forma, e que tal modelagem ocorreu quando o satélite se encontrava muito mais perto da Terra que nos dias de hoje. A forma atual corresponderia a um dia lunar muito mais curto, equivalente a 3 1/2 dias dos nossos, e supõe-se que a onda de maré, arrefecida quase subitamente,

deu à Lua esta forma particular para todo o sempre.” “...a rotação da Lua foi-se atrasando de tal modo que o dia lunar veio a coincidir com o mês lunar; por isso a Lua volta sempre a mesma face para a Terra”. b) ASTRONOMIE, LES ASTRES, L’UNIVERS, de L. Rudaux e G. de Vaucouleurs, Librairie Larousse, Paris, 1948, págs. 118/ 120: Os autores examinam muitos detalhes, fornecem ilustrações e concluem identicamente ao supra-exposto. c) ASTRONOMIA E

ASTRONÁUTICA — DICIONÁRIO BRASILEIRO, do Pe. Jorge O’Grady

de Paiva, Rio, 1969, pág. 145, ed. do autor: “...Movimentos — 2 principais: rotação e revolução, aquele em torno do eixo e, este, à volta da Terra.

 

Característica desse duplo movimento é fazer-se no mesmo período, durante 1 mês, pelo que o dia e a noite lunares são, quase, de 1 quinzena; é, também, o motivo de nos mostrar, sempre, a mesma face”. d) GRANDE ENCICLOPÉDIA DELTA LAROUSSE, vol. 9, pág. 4.106, Rio, 1971: “A Lua é animada de um movimento de rotação em torno de si mesma, num eixo inclinado de 83o 30' sobre o plano da órbita. A duração da rotação é exatamente igual à duração de sua revolução em torno da Terra. Por isso a Lua apresenta sempre a mesma face para a Terra.” Diante do exposto, aguardemos ulteriores manifestações da Ciência sobre a teoria contida em A Gênese, de Allan Kardec, esperando que as missões do Programa Apolo — de pousos de pesquisadores astronautas no solo lunar —, realizadas com êxito, venham a contribuir, após rigorosa análise de quanto foi conseguido coletar, com conclusões novas para a formulação de outra, ou para a confirmação de uma das existentes teorias a respeito da Lua.

 

Análise crítica:

 

A Lua continua dando uma volta completa sobre o seu eixo, a cada 28 dias, como a nota da FEB bem o diz, nem sempre a Lua mostrou a mesma face à Terra.  Este fato hoje é apenas uma coincidência.

 

Já contestamos este texto no Jornal Abertura[19] e a hipótese mais provável para a formação da Lua é a captura, ou seja “as provas parecem apontar para a captura como meio mais provável pelo qual a Lua veio a circular em órbita da Terra. Seu tamanho e o fato de ser o único entre os planetas próximos ao sol, a possuir um satélite dessa dimensão, contrabalançam, em parte, a improbabilidade dinâmica da hipótese da captura”.[20]

 

URANOGRAFIA GERAL - texto 13

 

Alguns não deram origem a nenhum astro, secundário, como se verifica com Mercúrio, Vênus e Marte, ao passo que outros, como a Terra, Júpiter, Saturno, etc., formaram um ou vários desses astros secundários.

Nota da Editora: Em 1877, foram descobertos dois satélites de Marte:Fobos e Deimos.[21]

 

Análise crítica:

 

Este texto apresenta claramente um erro dos Espíritos, que teoricamente podiam se deslocar a estes planetas e observarem. A FEB tentou ajeitar com a Nota, mas está claro que houve um erro do Espírito responsável pelo texto.

 

URANOGRAFIA GERAL - texto 14

 

27. Além de seus satélites ou luas, o planeta Saturno apresenta o fenômeno especial do anel que, visto de longe, parece cercá-lo de uma como auréola branca. Esse anel é, com efeito, o resultado de uma separação que se operou no equador de Saturno, ainda nos tempos primitivos, do mesmo modo que uma zona equatorial se escapou da Terra para formar o seu satélite. A diferença consiste em que o anel de Saturno se formou, em todas as suas partes, de moléculas homogêneas, provavelmente já em certo estado de condensação, e pode, dessa maneira, continuar o seu movimento de rotação no mesmo sentido e em tempo quase igual ao do que anima o planeta. Se um dos pontos desse anel houvesse ficado mais denso do que outro, uma ou muitas aglomerações de substância se teriam subitamente operado e Saturno contaria muitos satélites a mais. Desde a época da sua formação, esse anel se solidificou, do mesmo modo que os outros corpos planetários.[22]

 

Análise crítica:

 

Porque este espírto (Galileu), não antecipou que também Júpiter e Netuno tinham anéis? Este fato terminou com o tom “especial” de Saturno. Assim como no caso da Luas de Marte, mais uma vez o espírto não passa nenhuma informaçã nova a cerca das coisas materiais, o que põe em dúvida as revelações sobre as coisas espirituais.

 

URANOGRAFIA GERAL - texto 16

 

Ora, não é fortuita esta marcha e ele não vai errando pelos vácuos infinitos, transviar seus filhos e seus súditos, longe das regiões que lhe estão assinadas. Não, sua órbita é determinada e, em concorrência com outros sóis da mesma ordem e rodeados todos de certo número de terras habitadas, ele gravita em torno de um sol central. Seu movimento de gravitação, como o dos sóis seus irmãos, é inapreciável a observações anuais, porque somente grande número de períodos seculares seriam suficientes para marcar um desses anos astrais. [23]

 

URANOGRAFIA GERAL - texto 17

 

43. O sol central, de que acabamos de falar, também é um globo secundário relativamente a outro ainda mais importante, a cujo derredor ele perpetua uma marcha lenta e compassada, na companhia de outros sóis da mesma ordem.[24]

 

Análise crítica:

 

Na verdade, o Sol gira em torno do centro de nossa Galáxia, estando localizado na região externa, chamada de “estrelas variáveis” quase todo formado por estrelas mais velhas. Dista cerca de 30.000 anos-luz do centro da via Láctea O Sol leva 250 milhões de anos para dar uma volta completa na galáxia e se desloca à velocidade radial de 250 km/s.[25]

 

URANOGRAFIA GERAL - texto 18

 

Sobre a Diversidade:

 

60. Acostumados, como estamos, a julgar das coisas pela nossa insignificante e pobre habitação, imaginamos que a Natureza não pode ou não teve de agir sobre os outros mundos, senão segundo as regras que lhe conhecemos na Terra. Ora, precisamente neste ponto é que importa reformemos a nossa maneira de ver. Lançai por um instante o olhar sobre uma região qualquer do vosso  lobo e sobre uma das produções da vossa natureza. Não reconhecereis aí o cunho de uma variedade infinita e a prova de uma atividade sem par? Não vedes na asa de um passarinho das Canárias, na pétala de um botão de rosa entreaberto a prestigiosa fecundidade dessa bela Natureza?[26]

 

Análise crítica:

 

Nada a contestar.

 

URANOGRAFIA GERAL - texto 19

 

EMIGRAÇÕES E IMIGRAÇÕES DOS ESPÍRITOS

 

35. No intervalo de suas existências corporais, os Espíritos se encontram no estado de erraticidade e formam a população espiritual ambiente da Terra. Pelas mortes e pelos nascimentos, as duas populações, terrestre e espiritual, deságuam incessantemente uma na outra. Há, pois, diariamente, emigrações do mundo corpóreo para o mundo espiritual e imigrações deste para aquele: é o estado normal.[27]

 

36. Em certas épocas, determinadas pela sabedoria divina, essas emigrações e imigrações se operam por massas mais ou menos consideráveis, em virtude das grandes revoluções que lhes ocasionam a partida simultânea em quantidades enormes, logo substituídas por equivalentes quantidades de encarnações.

 

Os flagelos destruidores e os cataclismos devem, portanto, considerar-se como ocasiões de chegadas e partidas coletivas, meios providenciais de renovamento da população corporal do globo, de ela se retemperar pela introdução de novos elementos espirituais mais depurados. Na destruição, que por essas catástrofes se verifica, de grande número de corpos, nada mais há do que rompimento de vestiduras; nenhum Espírito perece; eles apenas mudam de planos; em vez de partirem isoladamente, partem em bandos, essa a única diferença, visto que, ou por uma causa ou por outra, fatalmente têm que partir, cedo ou tarde.

As renovações rápidas, quase instantâneas, que se produzem no elemento espiritual da população, por efeito dos flagelos destruidores, apressam o progresso social; sem as emigrações e imigrações que de tempos a tempos lhe vêm dar violento impulso, só com extrema lentidão esse progresso se realizaria.

É de notar-se que todas as grandes calamidades que dizimam as populações são sempre seguidas de uma era de progresso de ordem física, intelectual, ou moral e, por conseguinte, no estado social das nações que as experimentam.

É que elas têm por fim operar uma remodelação na população espiritual, que é a população normal e ativa do globo.

 

37. Essa transfusão, que se efetua entre a população encarnada e esencarnada de um planeta, igualmente se efetua entre os mundos, quer individualmente, nas condições normais, quer por massas, em circunstâncias especiais. Há, pois, emigrações e imigrações coletivas de um mundo para outro, donde resulta a introdução, na população de um deles, de elementos inteiramente novos. Novas raças de Espíritos, vindo misturar-se às existentes, constituem novas raças de homens. Ora, como os Espíritos nunca mais perdem o que adquiriram, consigo trazem eles sempre a inteligência e a intuição dos conhecimentos que possuem, o que faz que imprimam o caráter que lhes é peculiar à raça corpórea que venham animar. Para isso, só necessitam de que novos corpos sejam criados para serem por eles usados. Uma vez que a espécie corporal existe, eles encontram sempre corpos prontos para os receber. Não são mais, portanto, do que novos habitantes. Em chegando à Terra, in-tegram-lhe, a princípio, a população espiritual; depois, encarnam, como os outros.

 

Análise crítica:

 

A idéia de migrações fazia todo sentido num universo intendido como totalmente preenchido por espíritos encarnados em todos os corpos celestes.

Como já observamos, vide ciclo do carbono, a maturação do universo não permite que isto ocorra. Ja apresentei diversos trabalhos contestando a hipóteses mais conhecida que é da Migração de Capela.[28] [29]

 

Allan Kardec também escreveu um texto e o publicou na Revista Espírita, dando seu testemunho pessoal, demonstrando sua crença na hipótese de migrações em massa.[30]

 

Capela é a 6a estrela mais brilhante a olho nú do céu e fica na constelação de Cocheiro, sendo sua estrela Alpha (mais brilhante). Na realidade trata-se de uma estrela dupla. Ficou famosa na Doutrina Espírita pelo livro os Exilados da Capela de Edgard Armon. Neste livro o autor se diz inspirado por Espíritos e estes descrevem que diversas ordas de espíritos teriam migrado para a Terra em tempos diversos, com o fim de melhorar o nosso planeta. O grande ponto contra esta tese é o fato da Estrela Capela ser uma estrela dupla, neste caso a possibilidade de desenvolvimento de vida é muito remota, pois as órbitas dos planetas, no entorno de um sistema duplo, seriam totalmente caóticas, terminando com a expulsão para o espaço ou queda do palnaeta em um dos dois astros. Estrelas duplas muito provavelmente não tem planetas em sua volta.

A favor desta tese que defendo se manifestou Marcelo Henrique[31] através da Internet. Outro texto bastante interessante é o de Albino Novaes[32], espírita do rio de Janeiro e astronomo – “os exilados não são de Capela”, além do meu trabalho apresentado no IX SBPE - Análise da necessidade de recorrermos à exobiologia , quer física, quer espiritual para explicar o desenvolvimento das civilizações na Terra.[33]

 

URANOGRAFIA GERAL - texto 20

 

RAÇA ADÂMICA

 

38. De acordo com o ensino dos Espíritos, foi uma dessas grandes imigrações, ou, se quiserem, uma dessas colônias de Espíritos, vinda de outra esfera, que deu origem à raça simbolizada na pessoa de Adão e, por essa razão mesma, chamada raça adâmica. Quando ela aqui chegou, a Terra já estava povoada desde tempos imemoriais, como a América, quando aí chegaram os europeus. Mais adiantada do que as que a tinham precedido neste planeta, a raça adâmica é, com efeito, a mais inteligente, a que impele ao progresso todas as outras. A Gênese no-la mostra, desde os seus primórdios, industriosa, apta às artes e às ciências, sem haver passado aqui pela infância espiritual, o que não se dá com as raças primitivas, mas concorda com a opinião de que ela se compunha de Espíritos que já tinham progredido bastante. Tudo prova que a raça adâmica não é antiga na Terra e nada se opõe a que seja considerada como habitando este globo desde apenas alguns milhares de anos, o que não estaria em contradição nem com os fatos geológicos, nem com as observações

antropológicas, antes tenderia a confirmá-las.

 

39. No estado atual dos conhecimentos, não é admissível a doutrina segundo a qual todo o gênero humano procede de uma individualidade única, de há seis mil anos somente a esta parte. Tomadas à ordem física e à ordem moral, as considerações que a contradizem se resumem no seguinte: Sem título-Do ponto de vista fisiológico, algumas raças apresentam característicos tipos particulares, que não permitem se lhes assinale uma origem comum. Há diferenças que evidentemente não são simples efeito do clima, pois que os brancos que se reproduzem nos países dos negros não se tornam negros e reciprocamente. O ardor do Sol tosta e brune a epiderme, porém nunca transformou um branco em negro, nem lhe achatou o nariz, ou mudou a forma dos traços da fisionomia, nem lhe tornou lanzudo e encarapinhado o cabelo comprido e sedoso. Sabe-se hoje que a cor do negro provém de um tecido especial subcutâneo, peculiar à espécie. Há-se, pois, de considerar as raças negras, mongólicas, caucásicas como tendo origem própria, como tendo nascido simultânea ou sucessivamente em diversas partes do globo. O cruzamento delas produziu as raças mistas secundárias. Os caracteres fisiológicos das raças primitivas constituem indício evidente de que elas procedem de tipos especiais. As mesmas considerações se aplicam, conseguintemente, assim aos homens, quanto aos animais, no que concerne à pluralidade dos troncos. (Cap. X, nos 2 e seguintes.)- página 289[34]

 

Análise crítica:

 

Esta questão das raças ja foi por demais discutida no Movimento Espírita, eu apresentei um trabalho no V SBPE que dentre outras coisas tratava disto, donde destaco:[35]

 

“Com relação às raças existentes atualmente, comparando as amostras coletadas dos mais diversos grupos étnicos, os cientistas verificaram serem pequenas e triviais as diferenças entre as raças. “A cor da pele, por exemplo, é resultado de mera adaptação ao clima – negra na África, para se proteger do sol forte; branca na Europa, para facilitar a absorção dos raios ultravioleta, que ajudam a produção da vitamina D.” [36] O que nos leva, portanto, a crer que, antes da expansão do homem moderno os nossos ancestrais comuns eram todos negros.[37]

 

Todas as experiências feitas até hoje com seres humanos de diversas origens jamais conseguiram demonstrar a superioridade racial de qualquer tipo sobre os outros, qualquer ser humano, dispondo de condições semelhantes de alimentação e educação, apresentará resultados médios semelhantes em quaisquer testes psicológicos. É evidente que a comparação direta entre um europeu com um índio semicivilizado no interior da Amazônia, dentro de critérios desenvolvidos por europeus demonstrará uma superioridade muito grande à favor do primeiro.

 

O racismo é uma criação recente, surgida com os grandes descobrimentos, quando por razões econômicas inciaram-se as escravidões em massa de negros e índios, baseados na tese logo desenvolvida que estes formavam uma sub-raça, isto levou a que o Papa, em 1537 declarasse que os indígenas eram seres humanos e possuidores de alma imortal. Claro está que os seres humanos brancos, de olhos azuis, são oriundos dos primeiros homo sapiens, que eram negros e que as diferenças na inteligência e na posição social ocupada pelas diversas raças, se originam de sua história natural e não da sua história biológica.

 

O aspecto sociológico, cultural, genético e alimentar, devem se somar ao espiritual para que todo esse processo seja entendido.”

 

-          Revista Espírita:

 

Revista Espírita – março de 1858 – A Pluralidade dos Mundos

 

Este artigo não é assinado, ou seja, podemos considerá-lo como da redação, ou seja, de Allan Kardec.

 

O Artigo trata da base teórica e filosofica da “Pluralidade dos Mundos Habitados”[38] do mesmo destacamos:

 

-  “ Se a Atmosfera da Lua não foi percebida será racional inferir que não    exista? Não poderá ser constituída de elementos desconhecidos ou bastante rarefeitos para não produzirem refração sensível?”

 

-          “Porque, então, não admitir que certos seres possam ser constituídos de maneira a viver em outros globos e num meio completamente diverso ao nosso? “

 

-          “Ainda uma vez, se não temos a prova material e de visu da presença de seres que vivem em outros mundos, nada prova que não possam existir organismos apropriados a um meio ou a um clima qualquer. Ao contrário, diz-nos o simples bom senso que assim deve ser, pois repugna à razão crer que esses inumeráveis globos que circulam no espaço sejam simples massas inertes e improdutivas... Por que então não haveria ali seres organicos?”

 

-          “Chegamos, pois, por um simples raciocínio, o que muitos outros fizeram antes de nós, a concluir pela pluralidade dos mundos. E tal raciocínio acha-se confirmado pela revelação dos Espíritos”

 

Este último parágrafo merece mais cuidado na análise, pois aqui fica claro que os Espíritos erraram ao confirmar que todos os “globos” são habitados. Resta saber por que houve este erro?

 

-          “assim, tudo é povoado no universo; a vida e a inteligência estão por toda parte: em globos sólidos, no ar, nas entranhas da Terra, e até nas profundezas etéreas. Haverá em tal doutrina algo que repugne à razão?”

 

Análise crítica:

 

O ponto que salta aos olhos, de imediato está na afirmação de que todos os globos são habitados, seria melhor se considerássemos que alguns globos podem ser habitados.

 

Revista Espírita – março de 1858 – Júpiter e alguns outros mundos.[39]

 

-          “O Mundo dos Espíritos é composto das almas de todos os humanos desta Terra e de outras esferas, despreendidas dos liames corpóreos.”

 

-           “para nós, que temos testemunhado estas comunicações centenas de vezes, que as apreciamos nos seus mínimos detalhes, que lhes sondamos os pontos fracos e fortes, que observamos as similitudes e s contradições, nelas achamos todos os caracteres da probabilidade. Contudo, não as damos senão como informações e a título de ensinamentos, aos quais cada um será livre da dar a importância que melhor lhe parecer.”

 

Análise crítica:

 

Neste texto Kardec, apesar de pessoalmente convencido da veracidade das comunicações as apresenta com uma ressalva, talvez fruto de alguma dúvida remanescente, mas que se provou acertada.

 

Revista Espírita – março de 1858 – Júpiter e alguns outros mundos. - Continuação

 

-          “Segundo os Espíritos, Marte seria ainda menos adiantado do que a Terra. Os Espíritos ali encarnados parecem pertencer quase que exclusivamente à nona classe, a dos Espíritos impuros.”

 

-          “Em seguida viria a Terra. A maioria de seus habitantes pertencem incontestavelmente a todas as classes da terceira ordem e uma parte insignificante às últimas classes da segunda ordem”

 

-          “Mercúrio e Saturno vem depois da Terra. A superioridade numérica dos bons Espíritos lhes dá preponderância sobre os Espíritos inferiores, do que resulta uma ordem social mais perfeita, relações menos egoístas e, consequentemente, condições de existência mais feliz.”

 

-          “A Lua e Venus são mais adiantados que Mercúrio e Saturno. Urano e Netuno seriam ainda superiores a estes últimos.”

 

-          De todos os planetas, o mais adiantado em todos os sentidos é Júpiter. É o reino exclusivo do bem e da Justiça”

 

Existe um parágrafo inteiro descrevendo as características dos habitantes de Júpiter. Só destacarei dois deles:

 

-          “Enquanto nós rastejamos penosamente na Terra, o Habitante de Júpiter se transporta de um a outro lugar, deslizando pela superfície do solo, quase sem fadiga, como o pássaro no ar ou o peixe na água”

 

-          “a alimentação é formada de frutas e plantas”

 

Revista Espírita – março de 1858 – Primeira palestra de Mozart.[40]

 

Sobre esta comunicação Kardec, faz a seguinte referência:

 

“ignoramos onde e quando se realizaram, não conhecemos o interpelante, nem o Médium, somos completamente estranhos a tudo isso...entretanto é notável a perfeita concordãncia”

 

-          “25 – nosso globo terrestre é o primeiro desses degraus, o ponto de partida, ou vimos ainda de um ponto inferior?

 

-          Há dois globos antes do vosso, que é um dos menos perfeitos.

 

-          “26 – qual o mundo que habitas? Ali és feliz?

 

-          Júpiter. Ali desfruto de uma grande calma; amo a todos os que me rodeiam. Não temos ódio.”

 

Revista Espírita – março de 1858 – Primeira palestra de Mozart[41]

 

- “... No planeta Júpiter, onde habito, há melodia em toda parte: no murmúrio das águas, no ciciar das folhas, no canto do vento; ...”

 

-          “que entendes por Universo? Houve um começo e haverá um fim?

-          Segundo pensais, o Universo é a vossa Terra. Insensatos! O Universo não teve começo nem terá fim: Pensai que é obra de Deus. O universo é o infinito.”

 

Revista Espírita – agosto de 1858 – A propósito dos desenhos de Júpiter[42]

 

Nesta edição da Revista Allan Kardec, publica o desenho da “famosa casa de Mozart” feita em água forte – gravada em uma placa de cobre por um médium que não sabia desenhar, nem gravar. Kardec ressalva “ora, como fato de manifestações, estes desenhos são, incontestávelmente, os mais admiráveis, desde que se considere que o autor não sabe desenhar, nem gravar, e ...mesmo que esse desenho seja uma fantasia do Espírito que o traçou, o simples fato de sua execução, não seria um fato menos digno de atenção...”

 

Revista Espírita – agosto de 1858 – Habitações em Júpiter[43]

 

Neste artigo publicado por Kardec o médium, o escritor Vistorien Sardou gasta um paragrafo para se explicar e dizer “... mais não faço do que apresentar aquilo que me é dado e repetir aquilo que me é dito; e, por esse papel, absolutamente passivo, julgo-me ao abrigo da censura, tanto quanto do elogio.” Isto demonstra o desconforto pelo qual ele passava, embora também deixe claro a sua convivção na verdade dos depoimentos dos Espíritos.

 

Análise crítica deste conjunto de textos:

 

As naves (sondas) Pioner no início da década de 80 as naves Voyager, na década de 90, a sonda Galileu, no final da década de 90 e inicio do século 21, bem como a recente passagem da nave New horizon que se encaminha a Plutão nos enviaram fotos fantásticas em diversos comprimentos de onda dos planetas externos do sistema solar, nos revelaram os anéis de Júpiter e suas 63 Luas.

 

Sabemos hoje que Júpiter não tem superfície, trata-se de um planeta gasoso, muito massivo, mas com a densidade ¼ da terrestre, como bem o sabia, por exemplo Camille Flammarion no século XIX[44].

 

Alguns cientistas admitem que o núcleo do planeta possa ser formado por um líquido altamente pressurizado, formado por Hidrogênio e Hélio.[45]

 

Com o exposto acima não acreditamos que Mozart pudesse ter uma casa, como desenhada na Revue, em um pla          neta sem superfície sólida.

 

Hoje sabemos, claramente que Jupiter não tem superfície, trata-se de um planeta gasoso e, portanto, insistir na contestação dos pormenores, seria chover no molhado, todoas estas publicações so podem trata-se de comunicação de um Espírito pseudo-sábio.

 

-          “O corpo desses Espíritos como aliás de todos os habitantes de Júpiter, é de tão pequena densidade que só pode ser comparada à dos nossos fluídos imponderáveis: um pouco maior que o nosso corpo, cuja forma reproduzem exatamente...luminoso”

 

Sobre os animais, o texto explica que pela ação da bondade doe Espíritos “... assim a fisionomia reflete bem algo de humano, mas o crânio, o maxilar e, sobretudo a orelha, em nada diferem, sensivelmente, daqueles dos animais terrestres. É, pois, fácil distingui-los entre si: este é um cão, aquele um leão. Adequadamente vestidos de blusas e vestes muito semelhantes às nossas, só lhes falta a palavra para se parecerem com alguns homens daqui...”

 

Revista Espírita – março de 1859 – Mozart[46]

 

Nesta comunicação, a primeira ocorrida na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, não existe muito de interesse para o nosso estudo, apenas destacaremos que agora, em frente a Kardec Mozart confirma tudo o que foi comunicado nas 2 reportagens anteriores.

 

-          “9 – Que pensais da recente publicação de vossas cartas?

-          Avivaram muito a minha lembrança. “

 

Análise crítica:

 

Contudo o que ja expusemos, podemos pensar que Kardec foi vítima de um espírito pseudosábio. Kardec publicou, pois, todas estas comunicações faziam sentido, estavam de acordo com o Modelo Cosmológico Kardecista, mas mesmo assim, Kardec sempre se resguardou, afirmando não ter como provar que as comunicações eram verdadeiras. Como o fez em relação a Uranografia Geral na introdução do livro A Gênese “...algumas teorias ainda hipotéticas que tivemos o cuidado de indicar...”[47]

 

Revista Espírita – outubro de 1860 – Marte, Jupiter e morada dos bem-aventurados[48]

Médium Sr Costel

 

Aqui temos a sequência de tres comunicações por esta médium de um Espírito identificado por Georges que fortalecem a convicção de Kardec, mas que no nosso entender apresentam elementos absurdos, são eles:

 

-          “Marte é a primeira encarnação dos mais grosseiros demônios. Os seres que o habitam têm a forma humana, mas sem nenhuma beleza...”

-          “Neste planeta o solo é árido, pouca verdura, uma folhagem sombria, não renovada pela primavera; um dia igual e cinzento”

-          O Cão e o lobo são uma mesma espécie e incessantemente em luta com o homem, aos quais dão encarniçados combates”

-          “o mar furioso separa os continentes sem navegação possível...”

 

Kardec a seguir faz uma nota salientando que a Terra se aproxima muito mais de Marte do que de Júpiter.

 

-          “O planeta Júpiter ...é inundado por uma luz pura e brilhante, que ilumina sem ofuscar... a natureza é mais grandiosa e mais variada; a temperatura é igual e deliciosa. como a Terra Júpiter é dividido num grande número de países de aspectos variados, mas não de clima...”

 

Análise crítica:

 

Hoje sabemos da inexistência de vida inteligente nos outros planetas do Sistema Solar. Logo, toda a comunicação está comprometida.

 

Revista Espírita – agosto de 1862 – Marte, Jupiter e morada dos bem-aventurados[49]

Médium Sr Costel

 

Novamente o Espírito Georges se comunica para falar agora de Vênus, faz seu depoimento e em seguida Kardec o argui.

 

Destacamos:

 

-          “Intermediário entre Mercúrio e Júpiter. Seus habitantes têm a mesma conformação física que vós. A maior ou menor beleza e identidade nas formas é a única diferença entre os seres criados. Em Venus a sutileza do ar, comparável a das altas montanhas o torna impróprio aos vossos pulmões. As doenças aí são ignoradas. Seus habitantes só se nutrem de frutas e produtos do leite”

-          “o mar, profundo e clamo, ignora as tempestades; as árvores jamais se curvam sob a pressão das tempestades e o inverno não as despoja de sua verdura”

 

Kardec em Observação “Certamente esta comunicação sobre Venus não tem os caracteres de autenticidade absoluta, razão por que a damos a título condicional. Contudo, o que já foi dito sobre este mundo lhe dá um certo grau de probabilidade...”[50]

 

Análise crítica:

 

A preocupação de Kardec foi plenamente confirmada pela inexistência de vida inteligente nos outros planetas do Sistema Solar.

 

O Consolador – Emmanuel[51]

 

Capítulo III – ciências especializadas

 

Questão 74:

 

-          O homem científico poderá encarar com êxito as possibilidades de uma viagem interplanetária?

 

-          pelo menos enquanto perdurar a sua atitude de confusão, de egoísmo e rebeldia, a humanidade terrestre não deve alimentar qualquer projeto de viagem interplanetária.

 

Análise crítica:

 

Interessante como estas respostas caducam tão rapidamente, Yuri Gagarin[52] em 12 de abril de 1961 foi o primeiro ser humano a ir ao espaço, isto apenas 21 anos após esta declaração de Emmanuel. O primeiro ser vivo a ser enviado ao espaço foi a cadela Laika em 1957. tudo isto ocorreu sem que se note grande variação no egoísmo ou rebeldia da humanidade.

 

Depois de Gagarin, vieram as naves Apolo e a conquista da Lua em 20 de julho de 1969[53] e hoje a NASA planeja missões a serem enviadas a Marte a partir de 2030.[54]

 

5.1 – Modelo cosmológico possível

 

1 – O Universo foi criado por Deus e é infinito:

 

Análise crítica:

 

Todas as evidências, nos levam a um Universo que surge à partir do big bang, ainda que cientistas estudem outras possibilidades. O Universo não tem um contorno definido pois está em expansão, mas não é infinito, so sentido de que sempre existiu.

 

2 – Deus criou a matéria e o espírito:

 

Análise crítica:

 

Não está no campo da ciência esta discussão, portanto como espíritas, aceitamos, pois, ainda não existe uma hipótese melhor que esta.

 

3 – Existência do Fluído Cósmico Universal (FCU) que se confunde com o éter e as formas mais sutis da matéria (ondas eletromagnéticas):

 

Análise crítica:

 

Não existe o éter como previsto no seculo XIX.

 

4 – Os Espíritos estão em todos os lugares, inclusive em todos os globos do universo:

 

Análise crítica:

 

Até o momento já estivemos em alguns planetas do sitema solar e não foi evidenciado vida. Muito menos vida inteligente como dita pelos Espíritos.

 

5 – Existência de uma escala de planetas, proporcional à escala espírita publicada no LE:

 

Análise crítica:

 

Conforme item anterior, está descartada esta hipótese no momento.

 

6 – O Espírito assume sempre a forma aproximada da humana, variando em função do grau de adiantamento do planeta e da matéria existente no mesmo:

 

Análise crítica:

 

Isto é muito improvável, a história morfológica do ser humano dependeu da evolução da vida na Terra, nada garante que o mesmo caminho seja seguido, por outros Espíritos em um outro planeta habitado.

 

7 – Os animais com seus Princípios Espirtuais, também seguem parametros semelhantes aos terrestres em outros planetas:

 

Análise crítica:

 

Mesma consideração anterior.

 

8 – Modelo Evolucionista que se compõem de geração espontânea e adaptação ao meio por ação dos Espíritos, quer no meio ou na natureza, quer nas espécies, ação esta provocada pelo Espírito reencarnante e pelos Espíritos Superiores, braços ativos de Deus.

 

Análise crítica:

 

Hoje a hipótese de geração espontânea é contestada pela ciência séria.

 

 


6 – Conclusão

 

O Espiritsmo como uma Doutrina Universalista deve acompanhar as pesquisas científicas de busca de vida fora da Terra.

 

Não faz nenhum sentido que sejamos apenas nós, os Terráqueos, no Universo, no entanto as pesquisas devem se dar com a devida comprovação científica sob o risco de nos tornarmos uma seita mística.

 

Há muito o que descobrir e não devemos de forma alguma aceitar limites, fora os éticos, ao avanço da ciência.

 

Como foi demonstrado no texto acima, a FEB adiciona notas aos textos, quando lhe convém, portanto nada mais justo que atualizações como estas sejam feitas.

 

Basearmos nosso julgamento apenas nas comunicações dos Espíritos é um risco muito grande, portanto sempre que as comunicações apresentem fatos positivos, cabe ao Espírita verificar, como publicou Kardec no Livro dos Médiuns.

 

Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea. Efetivamente, sobre essa teoria poderíeis edificar um sistema completo, que desmoronaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento edificado sobre areia movediça, ao passo que, se rejeitardes hoje algumas verdades, porque não vos são demonstradas clara e logicamente, mais tarde um fato brutal,ou uma demonstração irrefutável virá afirmar-vos a sua autenticidade.” - Espírito de Erasto[55]

 

 


7 – Bibliografia:

 

1.     Armond, Edgard – Os Exilados da Capela – Ed. Aliança

2.     Asimov Isaac – coleção fronteiras do Universo – Existe vida em outros planetas? – ed. Abril RJ - 1989

3.     Astronomia – volume I – Ed. Rio gráfica – 1985 – página 10 e 159

4.     Astronomy – Revista – EUA –novembro 1996, página 49

5.     Astronomy Brasil – maio 2007 – Cosmologia, 5 questões que você deveria conhecer – Liz Kuesi – página 24

6.     Astronomy Brasil especial – Edicao de colecionador – Marte, 2007 - páginas 18 e 83

7.     Cadogan, Peter – Lua nosso planeta irmão – Ed. Francisco Alves, RJ – 1981 – página 338

8.       Darwin, Charles – A origem das espécies – ed. Ediouro – tradução 1987

9.     Emmanueal, psicografado por Francisco Candido Xavier – O consolador – ed. FEB 1940 - página 57

10.  Emmanuel, por Chico Xavier – A caminho da Luz – FEB

  1. ESA - www.astrsp-mrs.fr/projets/corot/corot.html

12.  Flammarion, Camille – A pluralidade dos Mundos Habitados – Ed. Ícone 1882 – página 102

13.  Francis S. Collins – A Linguagem de Deus – Editora Gente, 2007 SP. Sao Paulo – página 76, 78 e 233

14.  Gleiser, Marcelo – A Dança do Universo - dos mitos da criação ao Big- Bang – Ed. Companhia das Letras – 1997 – página 380

15.  Greene, Brian – O Tecido do Cosmos editora Cia das Letras – 2005 páginas 301 e 542

16.  História em Revista, A era nuclear – Abril Livros – Time Life – 1993 – rio de Janeiro, paginas 38, 40 e 41

17.  http://noticias.terra.com.br/imprime/0,,0I1751332-EI302,00.html

18.  Kardec, Allan – A Gênese – Ed. FEB– página 12, 44, 118, 132, 136,137,138,149,151,152,156,157158,159, 166, 176, 286, 289

19.  Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 – Introdução Capítulo V – página 29

20.    Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 – introdução Capítulo VI – página 31

21.    Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 – introdução Capítulo VI – página 33

22.  Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 – questão 115 – página 128

23.  Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 – questões 8, 19, 22 a ,27, 35,39,40,41,43, 44,45,46, 55, 56,57, 58 ,64, 65 e 66

24.    Kardec, ALLAN – O Livro dos Médiuns –FEB – questão 230 página 340

25.  Kardec, Allan – Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos Editora EDICEL SP- Brasil– 1862 – página 281

26.  Kardec, Allan – Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos Editora EDICEL SP- Brasil– 1858 – página 65, 67,144,145,232, 234,

27.  Kardec, Allan – Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos Editora EDICEL SP- Brasil– 1859 – página 134

28.  Kardec, Allan – Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos Editora EDICEL SP- Brasil– 1860 – páginas 100, 332

29.  Kardec, Allan – Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos Editora EDICEL SP- Brasil– 1862 – página 240,244

30.  Wikipedia – https://pt.wikipedia.org

31.  Kardec, Allan – Revista Espírita –1868- julho –página 201

32.  Lima, Celso – Evolução humana, São Paulo, Ed. Ática, 1990 página 90

33.  Lucia, Reinaldo – Cosmologia, exobiologia e espiritismo um estudo sobre a vida e o Universo anais do V SBPE em 1997

34.  Machado, Alexandre - Análise da necessidade de recorrermos à exobiologia, quer física, quer espiritual para explicar o desenvolvimento das civilizações na Terra – Anais do IX SBPE – 2005, página 16

35.  Machado, Alexandre – Jornal Abertura – ICKS – Santos SP – junho 2007 – página 6

36.  Machado, Alexandre – O Ser humano e a evolução, uma análise pré-histórica – Anais do V SBPE – 1997 – página 15

37.  Machado, Alexandre - Pluralidade dos Mundos Habitados – Uma Análise do livro de Cammille Flammarion – Anais do XIV SBPE - 2015

  1. Nasa - Galileu: http://www2.jpl.nasa.gov/galileo/
  2. Nasa - Voyager: www.nasa.gov/mission_pages/voyager/index.html

40.  Morris, Richard – O que sabemos do universo – Jorge Zahar Editor – RJ 2001 – páginas 22, 49,63 e 108

41.   National Geografic – Origens da vida – A evolução das Espécies – Filme O início de tudo.

42.  Revista Astronomy – novembro 1996

43.  Revista Astronomy Brasil – Edição de colecionador – Marte – 2007 – páginas 10,18 ,40 e 57.

44.  Revista Grandes Inventores da História – Instituto Brasileiro de Cultura

45.  Revista Scientific America – Brasil – novembro de 2004 – página 38

46.  Revista Scientific American Brasil – março 2005 página 35

47.  Revista Scientific American – Brasil - Janeiro de 2009 

48.  Revista Superinteressante – junho de 2007 – página 85

49.  Revista superinteressante – setembro 1988, editora Abril, SP - 1988

50.  Terra notícias – Descoberta de água em planeta fora do sitema solar – julho 2007 – www.terra.com.br

51.  Tyson, Neil e Goldsmith, Donald – Origins, Fourteen Billion Years of Cosmic Evolution – Ed. Norton Nova York – EUA –2005 – página 227

 



[1] Kardec, Allan – A Gênese –  Ed. FEB,  - página 118

[2] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia geral. Ed. FEB,  - página 115

[3] Kardec, Allan – A Gênese – Carater da revelação espírita. Ed. FEB, ponto 55 - página 44

[4] Kardec, Allan – A Gênese – Carater da revelação espírita. Ed. FEB, ponto 13 – página 132

[5] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia Geral. Ed. FEB,  – página 137

[6] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia Geral. Ed. FEB,  – página 138

[7] Greene, Brian – O Tecido do Cosmos editora Cia das Letras – 2005 página 542

 

 

[8] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia Geral. Ed. FEB, – página 143

[9] Greene, Brian – O Tecido do Cosmos editora Cia das Letras – 2005 página 379

[10] Hawking, Stephen – O Universo numa casca de noz – Ed. Mandarim – 2002 – página 52

[11] Morris, Richard – O que sabemos do universo – Jorge Zahar Editor – RJ 2001 – página 127

[12] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia Geral. Ed. FEB, – página 149

 

[13] Greene, Brian – O Tecido do Cosmos; Editora Cia das Letras – 2005 página 301

[14] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia Geral. Ed. FEB, – página 151

[15] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia Geral. Ed. FEB, – página 152

[16] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia Geral. Ed. FEB, – página 156

[17] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia Geral. Ed. FEB, – página 156

[18] - Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia Geral. Ed. FEB, - notas da FEB – página 157

[19] Machado, alexandre – Teorias sobre a Formação da Lua – Jornal Abertura – Santos –SP – Junho 1989 – página 5

[20] Cadogan, Peter – Lua nosso planeta irmão – 1985 –página 487

[21] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia Geral. Ed. FEB,   – página 157

 

[22] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia Geral. Ed. FEB,   – página 158

[23] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia Geral. Ed. FEB,   – página 166

[24] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia Geral. Ed. FEB,   – página 166

[25] Astronomia – volume I – Ed. Rio gráfica – 1985 – página 10

[26] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia Geral. Ed. FEB,   – página 176

[27] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia Geral. Ed. FEB,   – página 286

 

[28] Emmanuel, por Chico Xavier – A caminho da Luz - FEB

[29] Armond, Edgard – Os Exilados da Capela – Ed. aliança

[30]  Kardec, Allan - Revista Espírita 1862 – Jornal de Estudos Psicológicos – Edicel  - São Paulo – tradução de Julio Abreu Filho – sem data

[31] Henrique, Marcelo – ombudsman da Imprensa Espírita – ano I – número 4 – abril de 2007

[32] Novaes, Albino – Os Exilados não são de Capela

[33] Machado, Alexandre - Análise da necessidade de recorrermos à exobiologia , quer física, quer espiritual para explicar o desenvolvimento das civilizações na Terra.

 

[34] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia Geral. Ed. FEB,  – página 289

[35] Machado, Alexandre – O Ser humano e a evolução, uma análise pré-histórica – Anais do V SBPE – 1997 – página 15

[36] Revista superinteressante – setembro 1988, editora Abril, SP - 1988

[37] Lima, Celso – Evolução humana, são Paulo, Ed. Ática, 1990 página 90

[38] Kardec, Allan – Revista Espírita – jornal de Estudos Psicológicos Editora EDICEL SP- Brasil– 1858 – página 65

[39] Kardec, Allan – Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos Editora EDICEL SP- Brasil– 1858 – página 67

[40] Kardec, Allan – Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos Editora EDICEL SP- Brasil– 1858 – página 144

[41] Kardec, Allan – Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos Editora EDICEL SP- Brasil– 1858 – página 145

[42] Kardec, Allan – Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos Editora EDICEL SP- Brasil– 1858 – página 232

[43] Kardec, Allan – Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos Editora EDICEL SP- Brasil– 1858 – página 234

[44] Flammarion, Camille – A pluralidade dos Mundos Habitados – Ed. Ícone 1882 – página 102

[45] Astronomia – volume I – ed. Rio Gráfica RJ – página 159

[46] Kardec, Allan – Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos Editora EDICEL SP- Brasil– 1859 – página 134

[47] Kardec, Allan – A Gênese – Introdução Ed. FEB– página 12

[48] Kardec, Allan – Revista Espírita – jornal de Estudos Psicológicos Editora EDICEL SP- Brasil– 1860 – página 332

[49] Kardec, Allan – Revista Espírita – jornal de Estudos Psicológicos Editora EDICEL SP- Brasil– 1862 – página 240

[50] Kardec, Allan – Revista Espírita – jornal de Estudos Psicológicos Editora EDICEL SP- Brasil– 1862 – página 244

[51] Emmanueal, psicografado por Francisco Candido Xavier – O consolador – ed. FEB 1940 - página 57

[52] História em Revista, A era nuclear – Abril Livros – Time Life – 1993 – rio de Janeiro, paginas 38 e 40

[53] História em Revista, A era nuclear – Abril Livros – Time Life – 1993 – Rio de Janeiro, pagina 41

[54] Astronomy Brasil especial – Edicao de colecionador – Marte, 2007 - pagina 83

[55] Kardec, ALLAN – O Livro dos Médiuns –FEB – página 340


[1] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 –questão 36

[2] Greene, Brian – O Tecido do Cosmos editora Cia das Letras – 2005 página 294

[3] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 –questão 37

[4] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 –questão 38

[5] Hawking, Stephen – O Universo numa casca de noz – Ed. Mandarim – 2002 – pagina 168

[6] Mota jr, Eliseu – Que é Deus? – Ed. O clarim – 1997 – página 29

[7] Astronomy Brasil – Maio 2007 – Cosmologia, 5 questões que você deveria conhecer – Liz Kuesi – página 24

[8] Morris, Richard – O que sabemos do universo – Jorge Zahar Editor – RJ 2001 – página 22

[9] Gleiser, Marcelo – A Dança do Universo - dos mitos da criação ao Big- Bang – Ed. Companhia das Letras – 1997 – página 380

[10] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 –questão 39

[11] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 –questão 40

[12] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia geral. Ed. FEB,  - página 159

[13] Revista Scientific American Brasil – março 2005 página 35

[14] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 –questão 41

[15] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 –questão 42

[16] Morris, Richard – O que sabemos do universo – Jorge Zahar Editor – RJ, 2001 – página 49

[17] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 –questão 43

[18] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 –questão 44

[19] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 –questão 46

[20] grifo meu

[21] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia geral. Ed. FEB,  - página 151

[22] Lucia, Reinaldo – Cosmologia, exobiologia e espiritismo um estudo sobre a vida e o Universo         anais do V SBPE em 1997

[23] Kardec, Allan – Revista Espírita –1868- Julho –página 201

[24] Darwin, Charles – A origem das espécies – ed. Ediouro – tradução 1987

[25] Kardec, Allan - Revista Espírita –1860- março Editora Edicel -–página 100.

[26] Machado, Alexandre – Jornal Abertura – ICKS – Santos SP – junho 2007 – página 6

[27]  Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 –questão 22 a – página 82

 

[28] National Geografic – Origens da vida – A evolução das Espécies – Filme O início de tudo.

[29] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 –questão 45

[30] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 –questão 55

[31] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 –questões 56 e 58

[32] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 –questão 57

[33] Asimov Isaac – coleção fronteiras do Universo – Existe vida em outros planetas? – ed. Abril RJ - 1989

[34] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 –questões 64, 65 e 66

[35] Lucia, Reinaldo – Cosmologia, exobiologia e espiritismo um estudo sobre a vida e o Universo anais do V SBPE em 1997 – página 288

[36] Comentário deste autor

[37] Francis S. Collins – A Linguagem de Deus – Editora Gente, 2007 SP. Sao Paulo – página 233


[1] Astronomy – Revista – EUA –novembro 1996, página 49

[2] Cadogan, Peter – Lua nosso planeta irmão – Ed. Francisco Alves, RJ – 1981 – página 338

[3] Revista Astronomy Brasil – Edição de colecionador – Marte – 2007 – página 18

[4] Revista Astronomy Brasil – Edição de colecionador – Marte – 2007 – páginas 40 e 57

[5] Revista Astronomy – Novembro 1996

[6] O Agitado mundo de Encélado – Scientific American-Brasil – Janeiro de 2009 

[7] Revista Superinteressante – Junho de 2007 – página 85

[8] Terra notícias – Descoberta de água em planeta fora do sitema solar – Julho 2007 – www.terra.com.br

http://noticias.terra.com.br/imprime/0,,0I1751332-EI302,00.html

[9] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 – Introdução Capítulo V – página 29

[10] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 – introdução Capítulo VI – página 31

[11] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 – questão 115 – página 128

 

[12] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 – introdução Capítulo VI – página 33

[13] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857- questão 8

[14] Morris, Richard – O que sabemos do universo – Jorge Zahar Editor – RJ 2001 – página 108

[15] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 – questão 19

[16] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 – questão 27

[17] Grifo deste autor

[18] Morris, Richard – O que sabemos do universo – Jorge Zahar Editor – RJ 2001 – página 63

[19] Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB –1857 –questão 35

[20] Kardec, Allan – Revista Espírita – jornal de Estudos Psicológicos Editora EDICEL SP- Brasil– 1862 – página 281

[21] Kardec, Allan – A Gênese – Uranografia geral. Ed. FEB, - página 136

[22] Grifo meu

 



[1] Lucia, Reinaldo – Cosmologia, exobiologia e espiritismo um estudo sobre a vida e o Universo anais do V SBPE em 1997

[2] Kardec, Allan – Revista Espírita – Fevereiro de 1858

[3] Francis S. Collins – A Linguagem de Deus – Editora Gente, 2007 SP. Sao Paulo – pagina 76

[4] segunda- geração de acordo com a Revista Scientific America – Brasil – Novembro de 2004 – página 43

[5] Revista Grandes Inventores da História – Instituto Brasileiro de Cultura

[6] Flammarion, Camille – A pluralidade dos Mundos Habitados – Ed. Icone – 1995

[7] Aos interessados buscar a Trabalho -   Pluralidade dos Mundos Habitados – Uma Análise do livro de Cammille Flammarion – Machado, Alexandre – Anais do XIV SBPE

[8] Revista Astronomy Brasil – Edição de colecionador – Marte – 2007 – página 10.

[9] Tyson, Neil e Goldsmith, Donald – Origins, Fourteen Billion Years of Cosmic Evolution – Ed. Norton Nova York – EUA –2005 – página 227

[10] Francis S. Collins – A Linguagem de Deus – Editora Gente, 2007 SP. Sao Paulo – pagina 78

[11] Machado, Alexandre - Análise da necessidade de recorrermos à exobiologia , quer física, quer espiritual para explicar o desenvolvimento das civilizações na Terra – Anais do IX SBPE – 2005, página 16

[12] Astronomy especial – Edicao de colecionador – Marte, 2007 - pagina 18

[13] Lucia, Reinaldo – Cosmologia, exobiologia e espiritismo um estudo sobre a vida e o Universo anais do V SBPE em 1997

[14] Fonte Wikipedia – https://pt.wikipedia.org

[15] Revista Scientific America – Brasil – Novembro de 2004 – página 38

[16] Fonte wikipedia - – https://pt.wikipedia.org