No ano que nos encaminhamos para o nosso 40° Aniversário, trazemos esta edição especial de 25 anos.
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No ano que nos encaminhamos para o nosso 40° Aniversário, trazemos esta edição especial de 25 anos.
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Somos Felizes? por Cláudia Régis Machado
Todo
final de ano muitas pessoas têm o hábito de refletir sobre o ano que finda. Quais
as realizações, o que deixou de fazer? E, em seguida passa a pensar no
planejamento do ano que está por vir.
No
entanto raramente se fazem uma pergunta: “Fomos felizes”?
Muitos
associam a felicidade com os resultados obtidos, no entanto vamos abordar o
assunto enfatizando o sentimento “felicidade”, na concretude que fica diluída
no abstrato, na subjetividade porque muitas vezes especificar, dimensionar
felicidade se mostra bastante complicado já que não é um conceito único e está
sujeito a visão de mundo de cada um, ao lugar, a época vivida, entre outras
coisas. Mas ainda fica a questão O que é felicidade? Se não soubermos de que
felicidade estamos falando não saberemos se fomos felizes.
Fazendo
uma pesquisa na internet no site a mente maravilhosa, que mostra
o conceito de felicidade de alguns filósofos dentre eles Aristóteles e Epicuro,
os mais conhecidos e, dois mais modernos Nietzsche e Ortega y Gasset, podemos
ter uma noção que este tema sempre foi importante e já foi estudado por muitos.
“Para
Aristóteles, o mais proeminente dos filósofos metafísicos, a
felicidade é o maior desejo dos seres humanos. Do seu ponto de vista, a melhor
forma de conseguir ser feliz é através das virtudes. Cultive as boas virtudes e
alcançará a felicidade.”
“Para
Epicuro um filósofo grego que teve muitas contradições com os filósofos
metafísicos. A diferença entre eles é que ele não acreditava que a felicidade
provinha somente do mundo espiritual, mas também tinha muito a ver com
as dimensões terrenas. acreditava na possibilidade de uma vida feliz e
harmônica neste mundo. Ele postulou o princípio de que o equilíbrio
e a temperança davam origem a felicidade”.
“Para
Nietzsche - acreditava que viver pacificamente e sem qualquer
preocupação era um desejo das pessoas medíocres e que não valorizam a vida. Para
ele, “estar bem” graças a circunstâncias favoráveis ou a boa sorte
não é felicidade. Isto é uma condição efêmera que pode mudar a qualquer
momento.
Estar
bem seria uma espécie de “estado ideal de preguiça“, onde não existem preocupações e
sobressaltos. Em vez disso, a felicidade é força vital, espírito de luta
contra todos os obstáculos que restrinjam a liberdade e a autoafirmação.”
“Para
Ortega y Gasset, a felicidade é definida quando “a vida projetada” e a
“vida real” coincidem. Ou seja, quando a vida que desejamos coincide
com o que realmente somos. Ideia de confluência. Todos os seres humanos têm
potencial e desejo de ser feliz. Isto quer dizer que cada um define o que
irá fazê-lo feliz; se conseguir construir a sua vida de acordo com os seus
desejos, será feliz”.
O
Espiritismo como filosofia espiritualista traz sua contribuição, colocando a
ideia de que a felicidade é um estado que se manifesta através do servir e do bem
que se oferece ao próximo, chegando à plenitude do ser não no mundo material e
sim no espiritual já que somos espíritos imortais.
A questão 920. Do Livro dos Espíritos é assim
colocada: O homem pode gozar na Terra uma felicidade completa? - Não, pois a
vida lhe foi dada como prova ou expiação, mas dele depende abrandar os seus
males e ser tão feliz quanto se pode ser na Terra.
Já
na questão 922, por sua vez pergunta, há, entretanto, uma medida comum de
felicidade para todos os homens? - Para a vida material, a posse do necessário;
para a vida moral, a consciência pura e a fé no futuro
O
espiritismo auxilia através de suas orientações morais a compreensão da
felicidade propondo um futuro racional que advém das escolhas e ações por nós
realizadas.
Na
perspectiva contemporânea trazemos Jaci Regis pensador espírita que coloca a
felicidade como o propósito central da vida. Inovador ao trazer o conceito de prazer,
destituída da ideia crista e espírita-cristã, quando postulando o prazer como
fator catalizador para o crescimento e evolução espiritual.
Segundo
Jaci o “O Espiritismo não pode ser a doutrina da dor e do sofrimento. Mas
a doutrina do prazer, no seu sentido amplo, libertador e construtivo”. Conduzindo a conquista de uma vida terrena
relativamente feliz e exitosa. Essa visão propõe uma ética do 'bem viver'
fundamentada no otimismo e no serviço do bem. Ideias trazidas por Ricardo Nunes
no artigo Jardim de Epicuro editado jornal abertura de janeiro/fevereiro a
outubro de 2019.
Disponível
no blog do ICKS https://icksantos.blogspot.com/2019/11/jaci-regis-e-o-jardim-de-epicuro-por.html
Artigo publicado no Abertura dezembro de 2025, quer ver o jornal? veja aqui:
https://icksantos.blogspot.com/2025/12/saiu-o-jornal-abertura-de-dezembro-de.html
O Deus Que as Pessoas Querem
Eugenio Lara
Há alguns anos, em
uma palestra num centro espírita sobre o tema Evolução, um dos pilares básicos
do Espiritismo, após expor em linhas gerais a teoria da Seleção Natural, o
evolucionismo de Charles Darwin/Russel Wallace, uma senhora ex-católica,
bastante esclarecida, ficou indignada ao concluir que, pela exposição, não
teria havido um momento em que Deus criou o homem e a mulher. Ou seja, Adão e
Eva são figuras míticas, como se fossem personagens de contos de fadas, de
contos da carochinha. Não existe na trajetória do ser humano sobre a Terra
aquele momento mágico, tipo Fiat Lux, em que Deus faz o homem do barro e,
depois, de sua costela cria a mulher. Deus não criou o homem nem a mulher.
Neste quesito, a ação divina é inútil. Para desespero das religiões, o ser
humano é produto da seleção natural e não da vontade divina.
Por sua vez, o
Espiritismo ensina, de modo bastante didático e sintético, que Deus cria os
espíritos simples e ignorantes. No entanto, não há como precisar em que momento
a simplicidade moral e a ignorância intelectual se manifestam, pois a evolução
do princípio inteligente, seu surgimento, se perde na noite dos tempos. Quando
e como são criados os espíritos, se é que o são, constitui-se num mistério. E
chega a ser um problema para aqueles que, ao tomarem contato com o Espiritismo,
buscam nele consolo e esclarecimento para suas dúvidas existenciais. O Deus que
essas pessoas vão encontrar na filosofia kardecista é radicalmente diferente do
Deus das religiões, especialmente as monoteístas. Ainda que a linguagem adotada
na análise de Deus seja bastante influenciada pelo cristianismo, fica difícil
para uma pessoa comum e religiosa, compreender o Deus que os espíritos e Kardec
ensinam.
Na verdade, o Deus
que as pessoas querem, conforme o desejo daquela senhora ex-católica, é aquele
que julga, castiga, abençoa, perdoa, enfim, um Deus atuante, que interfere no
destino do ser humano e do mundo. É um Deus que possui atributos, que cuida de
suas criaturas: “o senhor é o meu pastor, nada me faltará”, diz o Salmo. Não
existe lugar para o acaso, para fatos aleatórios, pois não há uma folha que
caia da árvore sem que Deus saiba. De Deus, as pessoas esperam perdão, milagres,
justiça.
É justamente esse
mesmo Deus que os criacionistas imaginam como um grande arquiteto, um
relojoeiro que projeta e constrói a natureza, no que chamam de design
inteligente, tentando inutilmente se contrapor a essa grande conquista da
humanidade: a evolução. É o criacionismo bíblico travestido de cientista, como
o lobo em pele de cordeiro.
Quanto às
religiões monoteístas, cada qual tem o seu Deus exclusivo. Todavia, eles não
são tão diferentes entre si. O Deus judeu não é tão diferenciado assim do Deus
cristão, que por sua vez nada fica a dever ao Deus muçulmano. Jeová, Deus ou
Alá são apenas nomes a designarem um Ser Divino criado à nossa imagem e
semelhança, e não o inverso como está na Bíblia.
Esse Deus é uma
invenção humana, nunca existiu. Não existe um Deus-Juiz, assim como nunca
existiu um Deus-Criador. O Deus que Nietzsche diz estar morto, é justamente esse
Deus humano, demasiadamente humano, que nada tem a ver com a ideia de uma
Inteligência Suprema, de uma Grande Consciência Universal.
Acreditar num Deus
que não julga, não condena, não cria, não abençoa etc. não é nada fácil. E não
precisa ser religioso para ser deísta. Aliás, seria melhor não sê-lo, a fim de
se entender um Deus não-antropomórfico, isto pela via racional e não pela fé
cega. Caso existisse, ele seria, na verdade, um Deus inútil, insensível às
nossas preces, inativo, ocioso, que não intervém na natureza, no mundo que não criou.
É um Deus descartável diante do anseio de que há uma força poderosa a nos
guiar, que nos abençoa e dirige nossas vidas.
Os cristãos dizem
que Deus age em nossa existência quando estamos com o coração aberto e impregnado
de fé, crentes em sua ação divina, poderosa. Quando há o orgulho e vaidade,
Deus afasta-se de nós. O vulgo chega a imaginá-lo como um velhinho de barbas
brancas, de olhar bondoso ou severo, quando contrariado. Pois é esse Deus
antropomórfico que as religiões, especialmente as cristãs, querem que seja
ensinado nas aulas de Religião, o que seria um grande retrocesso em face do
avanço social conquistado pelo laicismo, com a imprescindível separação entre a
Religião e o Estado.
Em que pese a
linguagem maculada pelo cristianismo e as tentativas de dotar a divindade de
atributos, a concepção espírita de Deus mostra-se radicalmente contrária às
concepções teológicas sobre a divindade, ao dogmatismo cristão e concepções
teístas que fazem de Deus um ser antropomórfico. O Deus que Allan Kardec e os
espíritos ensinam é semelhante ao Deus de Leibniz, de Newton e, de certo modo,
de Espinosa. Sem aderir ao panteísmo, como fez Espinosa, a suposta ação divina
manifesta-se mediante leis naturais, da qual a Seleção Natural é uma delas,
assim como a Lei da Gravidade e também o que o Espiritismo denomina de Leis
Morais.
Na história da
Humanidade nunca existiu algum povo que fosse ateu. O ateísmo é um fenômeno
recente. Essa busca do divino, do transcendente, natural no ser humano, é um
fato instintivo. Assim como o instinto de conservação, o de reprodução, o
princípio inteligente tem em sua estrutura, no seu âmago, o que o Espiritismo
denomina de instinto de adoração. Ou
seja, a religião não é tão-somente um fato cultural, ela se origina dessa
necessidade básica, instintiva do ser humano em buscar o sagrado, a
transcendência, que muitos denominam de religiosidade ou espiritualidade, termo
este mais adequado e menos comprometido. A religião não surge somente do medo,
como diz Bertrand Russel, mas fundamentalmente desse sentimento íntimo,
instintivo, cravado na consciência de todos nós.
“O novo pensar
sobre Deus tenta harmonizar a presença divina e as necessidades do ser humano,
oferecendo um conjunto de leis e sistemas vivenciais que abrem oportunidade de
resolução dos problemas”, afirmou com muita propriedade o escritor espírita
Jaci Regis (Novo Pensar - Deus, Homem e
Mundo). O Deus que o Espiritismo pode oferecer às pessoas não é
antropomórfico, não julga nem condena, mas oportuniza, não como um ser, mas
como uma Inteligência Primordial, Suprema, através das leis naturais.
Eugenio
Lara,
arquiteto e designer gráfico, é fundador e editor do site PENSE - Pensamento
Social Espírita [www.viasantos.com/pense], membro-fundador
do Centro de Pesquisa e Documentação Espírita (CPDoc) e autor dos livros em
edição digital: Racismo e Espiritismo;
Milenarismo e Espiritismo; Amélie Boudet, uma Mulher de Verdade -
Ensaio Biográfico; Conceito Espírita
de Evolução e Os Quatro Espíritos de
Kardec. Desencarnado em juho de 2024.
Artigo publicado no jornal Abertura de janeiro-fevereiro de 2012
Abrindo a Mente – A volta de humanos a Lua
Alexandre Cardia Machado
Em nosso livro – A busca por Planetas habitados em coautoria
com Reinaldo Di Lucia, dedicamos um espaço à exploração espacial, porque é uma
forma de buscarmos por vida fora da Terra.
Entre 1969 e 1973 várias missões Apollo pousaram na Lua, 12
astronautas caminharam em sua superfície e coletaram amostras, o museu de
geologia da UFRS, onde estudei possui um exemplar de rocha lunar, assim como
quase todos os grandes centros de pesquisa.
No livro acima citado, no Capítulo 11- Pesquisas Científicas
Atuais, subcapítulo – A Lua Nosso Satélite – desenvolvemos a cronologia das
pesquisas espaciais desde a Apollo 11, até as atuais em desenvolvimento, por
vários países.
Sobre a Missão Artemis destaco, chamo a atenção que este
texto foi escrito em janeiro de 2025 e algumas datas previstas não ocorreram
conforme o planejado:
“Missão
Artemis – NASA
Está em desenvolvimento em todos os
seus aspectos, desenvolvimento do foguete, dos módulos de viagem e pouso,
trajes espaciais. Muitas etapas já foram superadas como podemos ver abaixo:
A viagem da Artemis II à Lua está
planejada para ocorrer em setembro de 2025, (acabamos de acompanhar que ocorreu
em março e abril de 2026). Sendo que o primeiro pouso tripulado a partir de
2026 [1].
Desenvolvimento do foguete e sistemas –
Sistema de Lançamento Espacial
Módulo Lunar – Órion – já foram feitos
4 testes do Módulo no espaço.(e foi utilizado por humanos nesta missão Artemis
II)
Artemis I (2022) – teste com Órion,
dando uma volta na Lua, durou 25 dia em 11 de dezembro de 2022. Desta vez sem
tripulantes.
Artemis II (2025) – repetirá o Artemis
I, só que com a tripulação a bordo, uma missão de 10 dias. Serão 4 astronautas,
sendo uma mulher. (acabamos de acompanhar)
Fonte Nasa
Artemis III (2026) – levará o gateway e
está planejado a descida de 2 astronautas próximo ao polo sul da Lua. (hoje já
se fala em 2027).
Artemis IV a IX – estão planejados
culminando com o início da construção de instalações no polo Sul da LUA”
São grandes
passos, China e Índia também estão enviando sondas de exploração, no caso da
China com objetivo de encontrar um melhor local para o pouso humano.
Termos uma
base Lunar é estratégica, com o tempo conseguiremos produzir combustível de
foguetes na Lua e com isto lançar foguetes com muito mais facilidade de lá em
direção aos planetas do Sistema Solar.
Para Abrir
mais a sua mente:
Leia A busca por Planetas Habitados – de Alexandre Cardia Machado e Reinaldo Di Lucia
no link: https://cepainternacional.org/libro/a-busca-por-planetas-habitados/
Artigo originalmente publicado no jornal Abertura de maio de 2026.
Você pode acessar o Jornal completo clicando no link abaixo:
https://icksantos.blogspot.com/2026/05/jornal-abertura-de-maio-de-2026-ja.html
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Abertura 2026 – site do ICKS:
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Aberturas Anteriores veja no site da CEPA:
https://cepainternacional.org/journal-y-revistas/
Livros – ebooks alguns deles, para ver todos vá neste link:
https://cepainternacional.org/journal-y-revistas/
Livros – ebooks do ICKS
O Laço e o Culto – Krishnamurti de Carvalho Dias:
https://cepainternacional.org/libro/o-laco-e-o-culto-krishnamurti-de-carvalho-dias-2/
Emissões Energéticas na Prática Espírita: Vários autores
https://cepainternacional.org/libro/emissoes-energeticas-na-pratica-espirita/
Uma Breve História do Espírito: Alexandre Cardia Machado
https://cepainternacional.org/libro/uma-breve-historia-do-espirito/
https://cepainternacional.org/libro/una-breve-historia-del-espiritu/
Novo Pensar, Deus, Homem e o Mundo : Jaci Régis
https://cepainternacional.org/libro/nuevo-pensar-dios-hombre-y-el-mundo/
A busca por Planetas Habitados : Alexandre Cardia Machado e Reinaldo Di Lucia
https://cepainternacional.org/libro/a-busca-por-planetas-habitados/
O Poder e o Movimento Espírita: Jaci Régis e José Rodrigues
Modelo Conceitual – Doutrina Kardecista: Jaci Régis
https://cepainternacional.org/libro/doutrina-kardecista-modelo-conceitual/
Caderno Cultural 5 - Análise da evolução do conceito de Reencarnação nas obras de Allan Kardec – Grupo de Estudos do ICKS
Amor, Casamento e Família: Jaci Régis
https://cepainternacional.org/libro/amor-casamento-e-familia/
Anais do VII Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita
https://cepainternacional.org/libro/anais-do-vii-sbpe-simposio-brasileiro-do-pensamento-espirita/
Anais do XV Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita
https://cepainternacional.org/libro/anais-do-15-simposio-brasileiro-do-pensamento-espirita/
Conheçam a nossa homepage:
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Um grande abraço fraterno a todos,
Alexandre Cardia Machado
Presidente do ICKS / Editor Chefe do Jornal de Cultura Abertura
O poder da fé e da
política
"A política é um bordel. Sempre foi e sempre será. Na
verdade, é pior. O bordel é mais honesto. O sujeito paga e tem um
serviço".(Luiz Felipe Pondé).
"O mal do mundo é que Deus envelheceu e o Diabo
evoluiu". (Millôr Fernandes).
Quem deseja ascender e se manter no poder se utiliza de várias estratégias
espirituais ou filosóficas para arregimentar o maior número de seguidores e com
isso pôr em prática a ideologia que lhe convém.
A cultura e a política são dois
caminhos muito utilizados para se introduzir artigos de fé ou ideologias
totalitárias nas mentes e corações dos cidadãos.
Com seu aspecto mais racional e de equilíbrio
emocional o Espiritismo procura, com pouco sucesso, introduzir conceitos que
visem a evolução intelecto-moral da humanidade. O Espiritismo não fala às
paixões, tão ao gosto dos líderes populistas e demagogos. Daí sua parca percepção
junto ao conjunto da sociedade.
A literatura espírita em geral
aborda temas como a vida após a morte, a reencarnação e a comunicação com os
espíritos. A cultura espírita promove atividades assistenciais e educativas,
valoriza a fraternidade, a solidariedade o que deveria influenciar o comportamento
e as relações sociais dos seus seguidores. Sem arroubos de fé ou discursos
revolucionários de tomada do poder pela força.
De larga influência nos meios de esquerda
mundiais o filósofo marxista Antônio Gramsci viu com clareza em sua teoria da hegemonia
cultural que o Estado usa , nas sociedades ocidentais, as
instituições culturais para conservar o poder. Logo para se alterar esse quadro
urge que os grupos de esquerda assumam o controle dos meios culturais e de
comunicação. Sua teoria obteve grande êxito nos países do ocidente, já que no
países do leste europeu o estado totalitário sempre teve enorme poder sobre
os meios culturais. O cancelamento é hoje uma ação muito utilizada
em redes sociais por quem detém o poder dos meios de comunicação culturais e
artísticos. Atualmente é um alto risco o livre pensar pois a patrulha ideológica,
como descreveu o cineasta Cacá Diegues a respeito da crítica cinematográfica de
sua época, hoje está instalada nas universidades federais, nas redações
de jornais e no sites. Ouso dizer que o Jaci Regis que conhecemos não teria o
mesmo espaço hoje e sofreria na pele o processo de cancelamento. Depois de
desencarnado o processo de apagamento já se instalou.
Do lado do "pensamento" espiritual de
direita o perigo para a obstrução da evolução racional das pessoas é mais devastador
ainda. O novo filme da diretora Petra Costa de nome Apocalipse nos
Trópicos, se propõe a examinar a interseção entre a política e as
lideranças evangélicas no Brasil. Ela filmou um ato convocado pelo pastor Silas
Malafaia e ouviu uma declaração inflamada que lhe chamou a atenção:
"Deus deve tomar o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, e expulsar a
escória desse país". E um dos pastores falava que "deus decretou o
fim do governo do ímpio e falava da necessidade de uma guerra espiritual".
As músicas eram sobre o apocalipse, os cultos falavam e associavam a pandemia
ao apocalipse. Os pastores pediam ao governo Bolsonaro que ele criasse uma
situação que aceleraria o fim do mundo e, portanto, a volta de Jesus.
Isso é uma teologia muito
presente entre os evangélicos fundamentalistas no Brasil e nos EUA. Os
aliados dominionistas de Donald Trump acreditam nisso, e que acelerar o
fim do mundo vai acelerar a volta de Jesus.
Dominionismo, também
conhecido como teologia do domínio, é uma corrente teológica e política que
interpreta Gênesis 1:28 como um mandado para os cristãos exercerem controle
sobre a sociedade e suas diversas esferas, como governo, cultura (olha ela aqui
de novo) e economia.
Nos resta o Espiritismo com sua visão otimista da
vida, enfatizando a imortalidade da alma, a reencarnação como motor da evolução
pela sucessão de aprendizados. A vida passa a ser uma oportunidade de
crescimento, mesmo diante de adversidades. Se vai triunfar só saberemos num
futuro muito distante.
Abertura setembro de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/09/jornal-abertura-setembro-de-2025-baixe.html
O Real e o Virtual
Eugenio
Lara
Interessante observar as
similaridades entre o conceito espírita de mundo extrafísico e a realidade
virtual. Quando se adentra e se imerge num mundo onde não há o espaço nem o tempo
que, portanto, não influem em nossa percepção simplesmente porque não existem,
a realidade muda completamente, assim como nossa percepção dessa mesma
realidade. Não há lugar, não há sucessão temporal.
Na realidade virtual, o sujeito/objeto
e o objeto/sujeito estão imersos em um mundo atópico, acrônico, características
essenciais do ciberespaço. Num certo sentido, o mundo virtual gerado pela
cibernética, pela internet, as redes sociais, o ciberespaço, é um mundo com
características semelhantes ao mundo extrafísico, é seu reflexo, mas não há
lugar, não há espaço, não há corpo e o tempo deixa de ser contado, deixa de
existir. É o eterno presente, a realidade on-line.
Atopia é a
ausência de espaço, de lugar, como aquela estranha e engraçada casa do poema de
Vinícius de Morais: “não tinha teto não tinha nada”, não tinha chão, não tinha
parede... E Acronia é a inexistência
do tempo, de sua não decorrência, da insucessão das coisas. O mundo virtual se
define por ser atópico e acrônico, particularidades basilares do mundo
extrafísico, do mundo dos espíritos, sem tempo e sem espaço.
A percepção do tempo e do
espaço se dá através da experiência corporal, das sensações físicas, no
enfrentamento das vicissitudes. Na visão espírita, vicissitude é um conjunto de
necessidades, de limitações físicas, psíquicas e psicológicas. Trata-se do
enfrentamento da materialidade no processo evolutivo, no embate, na superação
de toda e qualquer limitação, segundo a causalidade e a casualidade.
Pela causalidade, em função da materialidade como causa eficiente, fatal,
da palingenesia e, da casualidade,
devido à inexistência de fatalidade nas ações humanas, volitivas e delineadas
pelo livre-arbítrio. É o acaso, descartado pelos espíritos, na época, em função
do padrão newtoniano vigente, mas que sob outra ótica, quântica, exerce
importante papel na realidade, seja ela física ou extrafísica, real ou virtual.
E a simulação do real pelo
virtual é tão intensa e impregnante que há quem tenha predileção pela vida
virtual em detrimento da real, como naquele famoso game Second Life. É a segunda vida, paralela, adjacente, vida contígua e
que transcende a vida atual, real. Há quem se realize no Facebook e nas redes
sociais, preferindo o ser virtual ao ser real.
A realidade virtual se
renderiza; o espírito se materializa, se corporifica, reencarna. O corpo ensina
a consciência. A consciência se expande através do corpo, que recebe os
impulsos mentais durante a encarnação, mas possui sua própria determinação,
suas próprias leis. O mecanismo da vida não depende do espírito para existir,
ele simplesmente existe, resultante da seleção natural, da evolução universal.
O virtual
colocava-se no plano da possibilidade, do vir a ser, de algo quase que
totalmente possível, daí as expressões “o virtual candidato”, “o virtual
campeão”. Expressões que hoje fornecem outro entendimento, ganharam outro
significado, porque o virtual conquistou autonomia, é “existente”, a realidade
simulada, a hiper-realidade, o simulacro de que falava o filósofo pós-moderno
Baudrillard: “É a geração pelos modelos de um real sem origem nem realidade:
hiper-real”. (Jean Baudrillard - Simulacros
e Simulação).
O advento da realidade virtual
recoloca a histórica questão entre a matéria e o espírito, entre a alma e o
corpo, entre o físico e o extrafísico. Do mesmo modo que podemos simular a
realidade extrafísica através do mundo virtual, suponho que a recíproca também
seja verdadeira. No extrafísico, a simulação do físico, reproduzindo de forma
artificial o físico na realidade extrafísica, o que permitiria, teoricamente,
ao espírito na erraticidade, permanecer de modo indefinido nesse estado
transitório, sem precisar reencarnar, ato que dependerá, tão-somente, de seu
livre-arbítrio e merecimento moral.
Se na astronáutica simulamos a
ausência da gravidade, de modo análogo, no extrafísico, pode-se simular o
físico, em processo inverso ao da realidade virtual, como se o virtual se
apoderasse do real, na metáfora da Matrix, da simulação da realidade. Mera
aparência que daria razão à tese orientalista de que vivemos em um mundo de
aparências, no mundo de Maya ou num mundo de simulacros, segundo Baudrillard.
Ou, de modo verossímil, na
ideia de Avatar, da consciência em outro corpo, virtual, simulado, mas que
promove reações no corpo originário da consciência encarnada. Interessante lembrar que a palavra Avatar vem do sânscrito e
significa a encarnação de uma consciência imortal, de uma suprema criatura como
Krishna, na filosofia hindu. Na linguagem cristã, Jesus seria um Avatar: “o
verbo que se fez carne”.
Por outro lado, lembremos de
Kardec ao afirmar que o mundo extrafísico é o mundo primitivo, originário: “O mundo espírita é o mundo
normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo. O mundo corporal
é secundário; poderia deixar de existir ou nunca ter existido, sem alterar a
essência do mundo espírita”. (Allan Kardec - O Livro dos Espíritos, Introdução).
Não é um juízo de valor. São apenas
mundos de naturezas diferentes, essencialmente diferenciados. Algo próximo à
tese do universo holográfico, desenvolvida pelo físico quântico David Bohm, que
consiste na ideia de que todo o universo não passaria de um gigantesco
holograma (reprodução tridimensional por meio do laser), da imagem formulada e
criada pela mente como um campo único, material e consciencial. De que o
universo é uma grande projeção, de um nível de realidade além do tempo e do
espaço e, quem sabe, a projeção de uma Grande Consciência.
Eugenio
Lara
é membro-fundador do Centro de Pesquisa e Documentação Espírita e autor de Breve Ensaio Sobre o Humanismo Espírita. E-mail: eugenlara@hotmail.com
Artigo publicado no jornal Abertura de outubro de 2013
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Abertura 2026 – site do ICKS:
Abertura janeiro e fevereiro
2026
https://icksantos.blogspot.com/2026/02/jornal-abertura-janeiro-fevereiro-2026.html
Abertura março 2026
icksantos.blogspot.com/2026/03/baixem-o-jornal-abertura-de-marco-de.html
Ano de 2025
Abertura dezembro de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/12/saiu-o-jornal-abertura-de-dezembro-de.html
Abertura novembro de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/11/jornal-abertura-novembro-de-2025.html
Abertura outubro de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/10/jornal-abertura-outubro-de-2025.html
Abertura setembro de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/09/jornal-abertura-setembro-de-2025-baixe.html
Abertura agosto de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/08/jornal-abertura-agosto-de-2025-online.html
Abertura julho de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/07/jornal-abertura-de-julho-de-2025-baixe.html
Abertura junho de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/06/saiu-o-jornal-abertura-junho-de-2025.html
Abertura maio de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/05/jornal-abertura-online-em-pdf-maio-de.html
Abertura abril de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/04/jornal-abertura-pdf-disponivel-baixe.html
Abertura março de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/03/jornal-abertura-marco-de-2025-ja-podem.html
Abertura janeiro e fevereiro
de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/02/jornal-abertura-de-janeirofevereiro.html
Livros – ebooks alguns
deles, para ver todos vá neste link:
https://cepainternacional.org/journal-y-revistas/
Livros – ebooks do ICKS
O Laço e o Culto –
Krishnamurti de Carvalho Dias:
https://cepainternacional.org/libro/o-laco-e-o-culto-krishnamurti-de-carvalho-dias-2/
Emissões Energéticas na
Prática Espírita: Vários autores
https://cepainternacional.org/libro/emissoes-energeticas-na-pratica-espirita/
Uma Breve História do
Espírito: Alexandre Cardia Machado
https://cepainternacional.org/libro/uma-breve-historia-do-espirito/
https://cepainternacional.org/libro/una-breve-historia-del-espiritu/
Novo Pensar, Deus, Homem e o
Mundo : Jaci Régis
https://cepainternacional.org/libro/nuevo-pensar-dios-hombre-y-el-mundo/
A busca por Planetas
Habitados : Alexandre Cardia Machado e Reinaldo Di Lucia
https://cepainternacional.org/libro/a-busca-por-planetas-habitados/
O Poder e o Movimento
Espírita: Jaci Régis e José Rodrigues
Modelo Conceitual – Doutrina
Kardecista: Jaci Régis
https://cepainternacional.org/libro/doutrina-kardecista-modelo-conceitual/
Caderno Cultural 5 - Análise
da evolução do conceito de Reencarnação nas obras de Allan Kardec – Grupo de
Estudos do ICKS
Amor, Casamento e Família:
Jaci Régis
https://cepainternacional.org/libro/amor-casamento-e-familia/
Anais do VII Simpósio
Brasileiro do Pensamento Espírita
https://cepainternacional.org/libro/anais-do-vii-sbpe-simposio-brasileiro-do-pensamento-espirita/
Anais do XV Simpósio
Brasileiro do Pensamento Espírita
https://cepainternacional.org/libro/anais-do-15-simposio-brasileiro-do-pensamento-espirita/
Conheçam a nossa homepage:
Homepage do ICKS:
Homepage do ICKS: https://icks.ong.br
Um grande abraço fraterno a todos,
Alexandre Cardia Machado
Presidente do ICKS / Editor Chefe do Jornal de Cultura
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