Divulgação de Eventos Espíritas
IX Fórum do Livre-Pensar Espírita – Porto Alegre de 10 a 12 de outubro
Gostaria de participar, entre em contato pelo Email: ccepars@gmail.com
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Por que os acidentes acontecem?
Acidente de “rope jump” em Limeira mata jovem de
21 anos
Consideração Inicial:
A coluna Abrindo a Mente faz uma análise crítica de diversos
assuntos, as vezes divulgando ou apoiando, às vezes sugerindo uma reflexão ou
trazendo um alerta, mas sempre indicando um livro, ou um artigo que permite que
nosso leitor aprofunde seus conhecimentos sobre o assunto.
Sobre o acidentes em esportes radicais
Atualmente várias atividades de risco são realizadas,
chamadas de esportes radicais. Eu mesmo já fiz voo de asa delta, presente
desafio de minha filha mais nova ao completar 60 anos.
Nestes esportes, existem protocolos de segurança, preleção
sobre como se comportar, sobre os riscos e o que fazer para mitigar, usar EPIs
(Equipamentos de Proteção Individuais) enfim algumas medidas de proteção.
Os equipamentos utilizados cordas, cabos e instalações devem
ser periodicamente inspecionados e substituídos. Mas acidentes acontecem.
Várias áreas de engenharia, segurança e médicas são
envolvidas nas análises destes acidentes e lições aprendidas são divulgadas.
Para que um acidente ocorra há que haver pelo menos duas
situações, A. Condição insegura, falha de equipamento e B. Ação
insegura, neste caso que analisaremos, parece ter sido a causa, o
equipamento existia, mas não foi conectado.
Por que isto ocorre? Nós humanos cometemos erros em uma
média de 5 a 8 por hora em nossas atividades cotidianas, por isto em casos como
este, existem protocolos com duplo reconhecimento e isto parece ter falhado.
Não foi destino, não foi ato deliberado de Deus, foi um acidente típico. De
atividades radicais.
Quem faz a operação não pode entrar na empolgação do usuário,
que também tudo indica que havia, a foto abaixo foi postada pela própria vítima
minutos antes. A foto não permite ver se ela estava com o cabo de segurança
engatado.
Foto: Reprodução/Redes Sociais -divulgadas minutos
antes por Maria Eduarda
Por Da IstoÉ - 14/06/26 - 14h51min.
O que aconteceu
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morre neste
sábado (13) após um acidente trágico durante um salto de rope jump
na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). A jovem caiu de aproximadamente 40
metros de altura devido à falta de conexão dos equipamentos de segurança,
resultando em politraumatismo fatal. O incidente choca a comunidade e levanta
questões sobre a segurança em esportes radicais.
Maria Eduarda era professora de Educação Física em uma
academia de Jandira, na Grande São Paulo. Em suas redes sociais, ela
frequentemente compartilhava detalhes de sua rotina profissional, treinos,
atividades esportivas e passeios ao ar livre, demonstrando uma vida ativa e
engajada.
Pouco antes da fatalidade, a jovem publicou fotos e vídeos
do local onde o salto ocorreria. As imagens, que mostram os momentos que
antecederam a atividade, foram compartilhadas por Maria Eduarda minutos antes
do acidente.
Investigação aponta falha de segurança
As primeiras apurações conduzidas pelas autoridades sugerem
que o acidente pode ter sido provocado por uma falha grave nos procedimentos de
segurança. Tais protocolos deveriam ter sido rigorosamente seguidos pela
empresa responsável pela atividade de rope jump. Há também o fato
de não haver nenhuma autorização oficial para que o local fosse utilizado para
este fim.
A investigação aponta que Maria Eduarda foi lançada da
plataforma sem que o cabo principal de ancoragem estivesse devidamente
conectado ao equipamento de proteção. Vídeos que circulam nas redes sociais, e
que estão sendo analisados pela Polícia Civil, registram os instantes cruciais
que antecederam a trágica queda.
Várias pessoas foram presas - o caso segue sob investigação
minuciosa para apurar todos os detalhes e determinar as eventuais
responsabilidades criminais pela morte da jovem.
Para Abrir mais a sua mente: https://istoe.com.br/acidente-rope-jump-limeira-jovem-morre
Este artigo foi publicado no Jornal Abertura de julho de 2026. Se quiser ver o mesmo no jornal, clique no link abaixo, neste blog:
https://icksantos.blogspot.com/2026/07/jornal-abertura-de-julho-de-2026-pdf.html
Apresentamos o texto em português e logo a seguir, em espanhol.
Devo necessariamente escrever esta crônica em um estilo muito pessoal,
em um tom íntimo, motivado pelos laços estreitos que me uniram à pessoa que
faço esta biografia, a quem devo não apenas ter adquirido o conhecido da
filosofia espirita e entendê-la como um sistema de pensamento laico e
livre-pensador, mas também ter me acolhido, quando eu ainda era adolescente,
com um afeto fraternal que, pouco depois do nosso primeiro encontro, se
transformou em amor filial, fazendo-me sentir sua casa e sua família como
minhas.
Hoje, como a única pessoa que pode dar testemunho direto da vida e
trajetória de David Grossvater no movimento espirita venezuelano e
internacional, sinto enorme satisfação em oferecer alguns fatos e comentários
que ajudarão os leitores a obter conhecimento essencial sobre este líder espirita,
cuja presença e ações deixaram uma marca profunda em seu tempo e projetaram-se
para o futuro.
Algumas referências sobre a vida dele.
Não sabemos muito sobre sua origem familiar, sua infância e juventude.
Ele nunca escreveu sobre si mesmo e, quando questionado sobre sua história
pessoal, respondia com parcimônia. Havia uma certa relutância de sua parte em
relembrar episódios trágicos para ele, sua família e seu país de origem.
Ele veio nascer em uma família judaica asquenazitas (judeus de
ascendência europeia oriental) em Cracóvia, Polônia, em 16 de outubro de 1911.
O país estava então sob domínio russo e, anos depois, sofreria a invasão e
ocupação impiedosa do exército nazista. Foi por meio dele que soube que seus
pais e outros parentes morreram em um campo de concentração.
Em Cracóvia, ele concluiu o ensino fundamental e, após a formatura, sua
família o enviou para Porto Alegre, no Brasil, para morar com parentes. Ele
viveu nessa cidade dos 12 aos 23 anos. Aprendeu português, embora o iídiche,
idioma dos judeus da Europa Central e Oriental, fosse falado em seu novo lar.
Buscando uma vida própria, viajou pelo vasto território brasileiro e
chegou à Venezuela em 1934. Naquela época, a Venezuela era um país pouco
povoado, com pouco mais de 3 milhões de habitantes, a maioria vivendo em áreas
rurais ou pequenas cidades. No entanto, a nascente indústria petrolífera já
gerava um aumento significativo na renda nacional e uma melhoria nas condições
socioeconômicas da população, que foi ainda mais impulsionada por milhares de
imigrantes de países vizinhos e da Europa. A partir de então, haveria migrações
significativas de pessoas das áreas rurais para as cidades, que experimentariam
um crescimento sustentado.
David me contou que a primeira cidade em que se estabeleceu foi Cumaná,
capital do estado de Sucre, onde foi bem recebido e logo conseguiu se sustentar
com modestos trabalhos comerciais e agrícolas. Depois de um tempo, mudou-se
para Caracas e de lá para Barquisimeto, capital do estado de Lara, um
importante centro urbano no oeste da Venezuela. Nessa cidade, casou-se com
Blanca Gallardo, uma enfermeira. A partir de 1941, ele e sua esposa viveram em
Maracay, capital do estado de Aragua, onde ele residiu até sua morte, em 1974.
Sua única filha, Ima, nasceu na família Grossvater-Gallardo. Ele ajudava então,
no sustento da família, com pequenas atividades comerciais.
Seu encontro com o espiritismo
David teve seu primeiro contato com o Espiritismo em Porto Alegre,
capital e maior cidade do estado do Rio Grande do Sul. Ele tinha cerca de 20
anos quando assistiu a uma palestra no Instituto Espírita Dias da Cruz e, a
partir daí, começou a frequentar suas atividades e a ler as obras de Allan
Kardec, que gradualmente o conquistaram. Naturalmente, ele, que desde jovem se
definia como um judeu liberal, irreligioso e de espírito livre, não simpatizava
com a orientação decididamente cristã daquela instituição, embora guardasse
boas lembranças dela, como expressaria mais tarde em alguns de seus escritos.
Em Cumaná, ele conheceu um grupo espirita guiado pelos livros de Joaquín
Trincado, um escritor espanhol que havia se estabelecido em Buenos Aires,
Argentina. Em 1911, Trincado fundou um movimento chamado Escuela
Magnético-Espiritual de la Comuna Universal (EMECU), que se espalhou por
diversos países da América Latina. Seus princípios gerais são semelhantes aos
definidos por Kardec, embora existam algumas diferenças conceituais e
linguísticas. Os centros espiritas da EMECU são chamados de Cátedras, e David
logo se juntou à Cátedra de Cumaná com notável entusiasmo. Mais tarde, ele
faria o mesmo em Caracas, Barquisimeto e Maracay. Ele apreciava particularmente
o fato de esses centros apresentarem uma forma não religiosa de espiritismo e
darem maior ênfase a questões sociais.
David tornou-se um líder proeminente do movimento Trincadadista,
especialmente após se estabelecer em Maracay. Lá, fundou a Cátedra Simón
Bolívar e a revista "El Espiritista", que circulou entre 1944 e 1948.
Seus escritos desse período revelam que sua formação cultural, inteiramente
autodidata, havia se expandido consideravelmente. Além dos livros de Trincado,
ele lia com grande interesse as obras de Kardec, Denis, Delanne, Geley, Amália
Domingo Soler, Quintín López Gómez, Manuel Porteiro, bem como filósofos
clássicos e contemporâneos.
Fundação do CIMA
De fato, sua disposição em abrir a doutrina espírita ao estudo de
diferentes autores e em se afastar de posições dogmáticas levou a debates
acalorados, nos quais as divergências se tornaram intransponíveis. Apoiado por
um grande grupo de espíritas de Maracay, Caracas e outras cidades venezuelanas,
David Grossvater fundou um movimento em 20 de maio de 1958, inicialmente
chamado Centro de Investigaciones Metapsíquicas y Afines (C.I.M.A.), que
mais tarde, em 1980, adotou o nome Movimiento de Cultura Espírita CIMA,
nome que mantém até hoje.
A nova instituição rompeu com a velha guarda, não apenas em questões
administrativas e institucionais, mas também em suas definições, princípios e
propósitos. Baseava-se em um modelo conceitual próprio, reconhecendo o
pensamento de Kardec como fundamento do Espiritismo, mas sem considerá-lo
infalível ou sagrado. Surgiu o CIMA com a proposta de um Kardecismo que
incentivasse a constante atualização, definindo-se como laico, evolucionista,
racionalista e livre-pensador. Inspirados por esses princípios, e em um
ambiente fraterno onde não havia espaço para censura ou desprezo, numerosos
espíritas decidiram fundar grupos de estudo e de atividades mediúnicas em
diversas cidades venezuelanas. Os nomes que os identificavam transmitiam a
ideia da variedade e pluralidade que caracterizavam seus membros: CIMA
“Armonía, Luz y Amor”, CIMA “Allan Kardec”, CIMA “León Denis”, CIMA “Amalia
Domingo Soler”, CIMA “Cosmos”, CIMA “Arriba Corazones”, CIMA “Charles Darwin”,
CIMA “Albert Einstein”, etc. Nos anos seguintes, novos centros afiliados à CIMA
foram fundados na Colômbia, Peru, México, Guatemala e Estados Unidos.
Em 1960, a Primeira Assembleia Nacional Espírita foi realizada em
Maracaibo, uma grande cidade no oeste da Venezuela, onde foi aprovada a
fundação a Federación Espírita Venezuelana (FEV). A FEV foi colocada sob
a presidência de Pedro Barboza de la Torre, advogado, pensador espírita e
escritor de singular prestígio acadêmico. Grossvater assinou a carta de
fundação da nascente Federação em nome do CIMA e causou um impacto notável com
sua oratória eloquente, sua firme defesa da orientação espírita laico e seu
jeito cordial, amigável, modesto e bem-humorado. Primeiro por meio de sua
participação como entidade fundadora da FEV e, posteriormente, de forma
independente, o CIMA filiou-se à CEPA, então Confederação Espírita Pan-Americana
(atual Associação Espírita Internacional CEPA), e ao longo dos anos contribuiu
significativamente para seu crescimento e consolidação. À frente de uma grande
delegação do CIMA, David participou ativamente do Sétimo Congresso Espírita
Pan-Americano realizado em Maracaibo em 1966.
Produção intelectual
Seus escritos foram dedicados ao estudo e à divulgação do Espiritismo e
estão compilados em três livros de sua autoria, centenas de artigos e traduções
de outros autores. Além disso, ele manteve correspondência com os líderes
espíritas mais proeminentes da América e da Europa. Preservei algumas dessas
cartas, cujo conteúdo constitui uma importante fonte de informação sobre o
movimento espírita de sua época.
Seus livros são: Por los fueros del espíritu, Psicología
del espíritu y Espiritismo laico. Cada um deles teve diversas
reedições, principalmente por editoras Kier de Buenos Aires e Voz
Informativa da Cidade do México. Seguindo o exemplo de Kardec, a cada nova
edição ele introduzia correções, alterava conceitos e incorporava novos
capítulos. Sua obra fundamental é o Espiritismo Laico e o próprio título
fez dele a maior figura desta orientação espírita em sua época. Acrescente-se
que sob o título Raciocínios Espíritas reuniu uma seleção de textos de
autores espíritas e livres-pensadores com os quais se identificou. Esta obra,
publicada pela Kier, foi muito popular e circulou amplamente nos centros
espíritas e nas livrarias da América Latina.
Seus artigos eram numerosos e
abrangiam uma ampla gama de tópicos. Eles foram publicados nos periódicos do
CIMA e de outras associações espíritas. Em sua residência em Maracay, eu
frequentemente o via datilografando em sua velha máquina de escrever até altas
horas da noite, dando forma ao que brotava de sua mente inquieta. Também
testemunhei momentos em que ele parecia estar debatendo em voz alta consigo
mesmo até que as ideias que buscava emergissem, as quais ele então transcrevia
para sua amada máquina de escrever Olivetti. Depois, ele se deliciava em ler
para mim o que havia escrito, e eu me sentia profundamente honrado quando ele
pedia minha opinião ou uma análise crítica.
Aproveitando seu conhecimento de português, David traduziu três obras
psicografadas do médium brasileiro Francisco Cândido Xavier, que ele considerou
dignas de estudo e uso por leitores de língua espanhola: Mecanismos da Mediunidade,
No Domínio da Mediunidade e Evolução
em Dois Mundos. Ele também traduziu o livro de Pietro Ubaldi, A Grande
Síntese e de Hernani Guimarães Andrade – A Teoria Corpuscular do
Espírito.
Conferências e viagens
Os grupos espiritas das décadas de 1950 e 60 buscavam sua presença para
ouvir suas palestras, nas quais ele explicava os fundamentos filosóficos,
científicos e morais da doutrina espírita. Radicalmente contrário à ideia de
considerar o espiritismo uma religião, ele rejeitava todo tipo de dogma ou
cerimônia e condenava enfaticamente os charlatães que usavam indevidamente o
nome do espiritismo para lucrar explorando supostas ou reais habilidades
psíquicas.
Sua orientação era frequentemente solicitada na área da mediunidade
prática, que David dominava com admirável habilidade. Ele acreditava que um
verdadeiro centro espírita deveria combinar o estudo com a prática mediúnica,
sempre que as condições o permitissem. Participei de muitas sessões conduzidas
por David e, em cada uma delas, aprendi as estratégias para realizá-las
adequadamente por meio do desenvolvimento das habilidades dos médiuns, do
diálogo com os espíritos, da educação mental e comportamental dos
participantes, bem como da avaliação crítica das mensagens para determinar sua
origem mediúnica ou espiritual, da análise e utilização de seu conteúdo e da
erradicação de qualquer forma de credulidade ou sugestão. Nesse campo, ele
recomendava fortemente a leitura e consulta de “O Livro dos Médiuns” e “O
Invisível”, textos de Allan Kardec e
Léon Denis, respectivamente.
Em diversas ocasiões, David viajou internacionalmente para contribuir
com a disseminação do Espiritismo, explicar sua visão laica e evolutiva e
estabelecer relações fraternas. Tive a honra de acompanhá-lo em intensas e
extensas viagens que nos levaram a várias cidades da Colômbia, Equador, Peru,
Chile, Argentina, Uruguai, Brasil e México. Essas atividades, apoiadas por
inúmeros centros espíritas, resultaram em estreitas relações pessoais e fortes
laços institucionais.
Até os últimos dias de sua vida
frutífera, David permaneceu inabalável em suas convicções espiritas, laicas e
evolucionistas, que deram sentido à sua vida e aos seus esforços para
difundi-las. Ele partiu deste mundo prematuramente, aos 63 anos, com muito
ainda por fazer. Sua morte ocorreu no sábado, 18 de maio de 1974, em um
hospital em Maracay, onde estava internado devido a graves problemas
respiratórios causados por enfisema pulmonar. Ele nunca conseguiu se livrar
do vício do cigarro, apesar dos avisos e até mesmo dos apelos daqueles que o
amavam.
Eu estava em Caracas quando recebi a triste notícia. Viajei rapidamente para Maracay e, ao chegar, abracei Blanca, Ima e muitos colegas do CIMA que permaneceram em respeitoso silêncio diante de seu corpo sem vida. Representantes da comunidade judaica se ofereceram para cuidar de todos os preparativos e despesas do sepultamento em seu mausoléu particular, desde que a cerimônia religiosa tradicional fosse observada. Explicamos a eles que David não praticava o judaísmo nem seguia seus preceitos, que sua filosofia de vida era o espiritismo e que ele sempre expressara o desejo de que, quando chegasse a hora, seu funeral fosse inteiramente civil e sem quaisquer cerimônias religiosas. E assim aconteceu, e com profunda tristeza no coração e um imenso vazio na alma, abalado por inúmeras lembranças, tive a honra de dizer algumas palavras para me despedir do eminente pensador, fundador e primeiro presidente do CIMA, o amigo que com afeto fraternal me tomou pela mão quando adolescente, abriu-me as portas de sua casa e me conduziu a percorrer com paixão os caminhos cativantes da cultura espírita.
Texto em espanhol:
Jon Aizpúrua
PERSONALIDADES RELEVANTES DEL
ESPIRITISMO LATINOAMERICANO
DAVID GROSSVATER
Necesariamente
esta crónica debo redactarla en un estilo muy personal, en tono intimista, motivado
por los estrechos lazos que me unieron al personaje biografiado, a quien no
solo debo el haber conocido la filosofía espiritista y entenderla como un
sistema de pensamiento laico y librepensador, sino también el haberme acogido cuando
era todavía un adolescente, con un afecto tan fraterno que al poco tiempo de
nuestro primer encuentro devino en amor filial, haciéndome sentir su hogar y su
familia como propios.
Al
día de hoy, siendo yo la única persona que puede dar testimonio directo de la
vida y de la trayectoria de David Grossvater en el movimiento espiritista
venezolano e internacional, experimento una enorme satisfacción al ofrecer algunos
datos y uno que otro comentario que sirvan a los lectores para disponer de un
conocimiento esencial acerca de este líder espírita, cuya presencia y actuación
dejarían honda huella en su tiempo y se proyectarían hacia el porvenir.
Algunas
referencias sobre su vida
No
es mucho lo que sabemos de sus antecedentes familiares ni de su niñez y
juventud. Jamás escribió sobre sí mismo y cuando le interrogaba sobre su
historia personal respondía con parquedad. Había en él un cierto rechazo a
recordar episodios que fueron trágicos para él, para su familia y para su país
de origen.
Vino
al mundo en el seno de una familia judía asquenazi en Cracovia, Polonia, el 16
de octubre de 1911. El país se hallaba entonces bajo la dominación rusa y años
después sufriría la despiadada invasión y ocupación del ejército nazi. Por él me enteré que sus padres y demás
familiares fallecieron en un campo de concentración.
En
Cracovia había seguido estudios primarios y una vez culminados, por decisión
familiar fue enviado a Porto Alegre, Brasil, a la residencia de unos tíos. En
esta ciudad vivió entre los 12 y los 23 años de edad. Aprendió el idioma
portugués, aunque en su nuevo hogar se hablaba en yiddish, la lengua usada por
los judíos de Europa central y del este.
En
busca de una vida propia, recorrió el extenso territorio brasileño y llegó a
Venezuela en 1934. Este era entonces un país escasamente poblado, que apenas
superaba los 3 millones de habitantes, los cuales en su mayor parte vivían en
el medio rural o en pequeños pueblos. Sin embargo, la incipiente explotación
del petróleo ya reflejaba un aumento significativo de los ingresos nacionales y
una mejora en las condiciones socioeconómicas de la población, que se vio
incrementada por millares de inmigrantes que provenían de países vecinos o de
Europa. En adelante se producirían
importantes traslados de población rural hacia las ciudades, las cuales
crecerían de manera sostenida.
Me
contaba David que la primera ciudad en la que se estableció fue Cumaná, capital
del estado Sucre, y que allí fue bien recibido y pronto pudo ganar su sustento
realizando modestas faenas comerciales y agrícolas. Al cabo de un tiempo se
marchó a Caracas y de aquí pasó a Barquisimeto, capital del estado Lara,
importante centro urbano del occidente de Venezuela. En esta ciudad contrajo
matrimonio con la señora Blanca Gallardo, enfermera de profesión. A partir de
1941 se estableció junto con su esposa en Maracay, capital del estado Aragua
donde residiría definitivamente hasta su fallecimiento en 1974. En el hogar de
los Grossvater-Gallardo nacería Ima, única hija. Atendió a las necesidades del
hogar desempeñándose en modestas actividades comerciales.
Su
encuentro con el espiritismo
David conoció la doctrina espiritista en Porto Alegre, capital y mayor
ciudad del estado de Rio Grande do Sul. Contaba alrededor de 20 años cuando
escuchó una conferencia en el Instituto Espírita Días da Cruz y en adelante
comenzó a frecuentar sus actividades y a leer las obras de Allan Kardec, las
cuales fueron ganando su entusiasmo y adhesión.
Naturalmente, a él que ya desde su juventud se definía como un judío
liberal, arreligioso y librepensador, no le simpatizaba la orientación
decididamente cristiana de aquella institución, aunque de ella guardaba gratos
recuerdos y así lo manifestaría en algunos textos.
Encontrándose en Cumaná conoció un grupo espiritista que se guiaba por
los libros del escritor Joaquín Trincado, español de origen que estableció su
residencia en Buenos Aires, Argentina. Aquí Trincado fundó en 1911 un
movimiento que denominó Escuela Magnético-Espiritual de la Comuna Universal
(EMECU), que alcanzó a expandirse por varios países hispanoamericanos, y cuyos
principios generales son semejantes a los que definió Kardec, aunque no dejan
de haber algunas diferencias conceptuales y de lenguaje. Los centros espíritas
de la EMECU se denominan Cátedras, y pronto David se adhirió con notable
entusiasmo la Cátedra de Cumaná. Lo mismo haría en adelante en Caracas,
Barquisimeto y Maracay. Le agradaba
especialmente que en esos centros se planteara un espiritismo no religioso y
que se pusiera un mayor énfasis en las cuestiones sociales.
David llegó a convertirse en un destacado líder del trincadismo,
especialmente desde que estableció su residencia en Maracay. Aquí fundó la
Cátedra “Simón Bolívar” y la revista “El Espiritista” que circuló entre 1944 y
1948. Por sus escritos de esa época se puede constatar que su formación
cultural, enteramente autodidacta, se había ampliado considerablemente. Además
de los libros de Trincado leía con enorme interés a Kardec, Denis, Delanne, Geley,
Amalia Domingo Soler, Quintín López Gómez, Manuel Porteiro, y también a
filósofos clásicos y contemporáneos.
Fundación
del CIMA
Precisamente, su disposición a que la doctrina espírita se abriera al
estudio de diferentes autores y se alejara de posiciones dogmáticas, desembocó
en fuertes debates en los que las desavenencias se hicieron insuperables.
Secundado por un numeroso grupo de espíritas de Maracay, Caracas y otras
ciudades venezolanas David Grossvater
fundó el 20 de mayo de 1958 un movimiento que inicialmente se denominó Centro
de Investigaciones Metapsíquicas y Afines (C.I.M.A), que posteriormente, en
1980, adoptaría el nombre de Movimiento de Cultura Espírita CIMA, que
actualmente le distingue.
La
nueva institución rompía con el trincadismo, no solo en lo relativo a
cuestiones administrativas o institucionales sino en sus definiciones,
principios y propósitos. Partía de un modelo conceptual propio en el cual se
reconocía el pensamiento de Kardec como la base del espiritismo, pero sin
considerarlo infalible o sagrado. El CIMA surgió con la propuesta de un
kardecismo que debía estimular una permanente actualización, que se definía
como laico, evolucionista, racionalista y librepensador. Animados por estos
principios, vibrando en un clima fraterno dentro del cual no había lugar para
censuras, ni descalificaciones, numerosos espíritas decidieron fundar grupos de
estudio y de actividades mediúmnicas en diversas ciudades venezolanas. Los
nombres que les identificaban daban la idea de la variedad y pluralidad que
caracterizaba a sus integrantes: CIMA “Armonía, Luz y Amor”, CIMA “Allan
Kardec”, CIMA “León Denis”, CIMA “Amalia Domingo Soler”, CIMA “Cosmos”, CIMA
“Arriba Corazones”, CIMA “Charles Darwin”, CIMA “Albert Einstein”, etc. En los
años siguientes se fundaron nuevos centros adheridos al CIMA en Colombia, Perú,
México, Guatemala y Estados Unidos.
En
1960 se celebró en Maracaibo, gran ciudad del occidente de Venezuela, la
Primera Asamblea Espírita Nacional en la que se aprobó la fundación de la
Federación Espírita Venezolana (FEV), la cual quedó bajo la presidencia de
Pedro Barboza de la Torre, abogado, pensador espírita y escritor de singular
prestigio académico. Grossvater suscribió el acta fundacional de la naciente
Federación en nombre del CIMA y causó un notable impacto por su verbo elocuente,
por la defensa vertical de la orientación espírita laica, y por su trato
cordial, amistoso, sencillo y bienhumorado. Primero por su participación como
entidad fundadora de la FEV, y posteriormente en forma autónoma, el CIMA se
afilió a la C.E.P.A, entonces Confederación Espírita Panamericana (hoy
Asociación Espírita Internacional CEPA), y a lo largo de los años ha ofrecido
una importante contribución a su crecimiento y consolidación. Al frente de una
amplia delegación del CIMA, David participó activamente en el Séptimo Congreso
Espírita Panamericano que se celebró en Maracaibo, en 1966.
Producción
intelectual
Su
obra escrita estuvo consagrada al estudio y divulgación del espiritismo y se
encuentra reunida en tres libros propios, centenares de artículos y
traducciones de otros autores. A ello hay que agregar el intercambio epistolar
con los líderes espíritas de mayor relevancia de América y Europa. Conservo
algunas cartas cuyo contenido constituye una importante fuente de información
sobre el movimiento espírita de su época.
Sus
libros se titulan: Por los fueros del espíritu, Psicología del
espíritu y Espiritismo laico. Cada uno de ellos tuvo varias
reediciones, principalmente por las editoriales Kier de Buenos Aires y Voz
Informativa de Ciudad de México. Siguiendo el ejemplo de Kardec, en cada
nueva edición introducía correcciones, cambiaba conceptos e incorporaba nuevos
capítulos. Su obra fundamental es Espiritismo Laico y el propio título
le convirtió en su tiempo en la figura máxima de esta orientación espírita. Hay
que adicionar que bajo el título Razonamientos espiritistas, reunió una
selección de textos de autores espiritistas y librepensadores con los cuales se
identificaba. Esta obra, publicada por Kier, gustó mucho y circuló
profusamente dentro de los centros espíritas y en las librerías de
Hispanoamérica.
Sus
artículos fueron numerosos y dedicados al examen de temas muy variados. Aparecieron
en las revistas del CIMA o de otras asociaciones espíritas. En su residencia en
Maracay lo vi muchas veces tecleando en su vieja máquina hasta altas horas de
la noche, dando forma a lo que brotaba de su mente inquieta y también pude
presenciar momentos en que parecía debatir en voz alta consigo mismo hasta que
aparecían las ideas que buscaba y las transcribía a su entrañable Olivetti.
Luego se complacía en leerme lo que había escrito y yo me sentía muy honrado
cuando pedía mi opinión o que hiciese un análisis crítico.
Aprovechando su conocimiento del idioma portugués, David tradujo tres
obras psicografiadas por el médium brasileño Francisco Cándido Xavier, que él
consideraba dignas de ser estudiadas y aprovechadas por los lectores de habla
española: Mecanismos de la mediumnidad, En torno de la mediumnidad
y Evolución en dos mundos. Tradujo también el libro La Grande
Síntesis de Pietro Ubaldi.
Conferencias y viajes
Los
grupos espíritas de los años cincuenta y sesenta del pasado siglo requerían su
presencia para escuchar sus conferencias en las que explicaba las bases
filosóficas, científicas y morales de la doctrina espírita. Opuesto
radicalmente a que se considerase al espiritismo como una religión, rechazaba
toda clase de dogmas o ceremonias, y con mucho énfasis rechazaba a los charlatanes
que emplean indebidamente el nombre del espiritismo para lucrar mediante la
explotación de supuestas o reales facultades psíquicas.
Con
frecuencia se pedía su orientación en el área de la mediumnidad práctica, que David
dominaba con admirable destreza. Él consideraba que un auténtico centro
espírita debe combinar el estudio con el ejercicio mediúmnico, cuando hubiese
condiciones para ello. Participé en muchas sesiones dirigidas por David y en
cada una de ellas fui aprendiendo las estrategias para conducirlas
apropiadamente mediante el desarrollo de las facultades de los médiums, el
diálogo con los espíritus, la educación mental y conductual de los
participantes, así como la evaluación crítica de los mensajes en cuanto a la
determinación de su origen mediúmnico o anímico, el análisis y aprovechamiento
de su contenido, erradicando cualquier forma de credulidad o sugestión. En este
campo, recomendaba con insistencia la lectura y consulta de El libro de los
médiums y En lo invisible, textos de Allan Kardec y Léon Denis
respectivamente.
En
varias ocasiones David realizó viajes internacionales con la intención de
contribuir a la divulgación del espiritismo, explicar su visión laica y
evolucionista, y entablar relaciones fraternales. Tuve el honor de acompañarle
en intensas y extensas giras que nos llevaron hasta diversas ciudades de
Colombia, Ecuador, Perú, Chile, Argentina, Uruguay, Brasil y México, quedando
de esas actividades, que contaron con el respaldo de numerosos centros
espíritas, entrañables relaciones personales y sólidos vínculos
institucionales.
Hasta los días finales de su fecunda existencia, David se mantuvo
inquebrantable en las convicciones espíritas, laicas y evolucionistas, que
dieron sentido a su vida y a su esfuerzo por divulgarlas. Se marchó
prematuramente de la dimensión encarnada cuando apenas sumaba 63 años y tenía
pendiente mucho por hacer. Su deceso ocurrió el sábado 18 de mayo de 1974 en un
hospital de Maracay en el que había sido recluido por presentar severos
problemas respiratorios provocados por un enfisema pulmonar. Nunca pudo superar
su afición al consumo habitual de cigarrillos, no obstante las advertencias y
hasta las súplicas de quienes le queríamos.
Me
hallaba en Caracas cuando fui informado de la triste noticia. Rápidamente, me
trasladé a Maracay y al llegar abracé a Blanca, a Ima, y a muchos compañeros
del CIMA que guardaban respetuoso silencio ante su cuerpo inerte. Los
representantes de la comunidad judía ofrecieron encargarse de todos los
trámites y gastos del entierro en su panteón privado siempre que se cumpliera
la tradicional ceremonia religiosa. Les aclaramos que David no practicaba la
religión judía ni seguía sus prescripciones, que su filosofía de vida era el
espiritismo y que siempre había manifestado su deseo de que llegado el momento
su funeral debía ser enteramente civil y sin ceremonias de ninguna religión.
Así se cumplió, y con hondo pesar en mi corazón y un inmenso vacío en mi alma, estremecido
por un sinfín de recuerdos, me cupo el honor de pronunciar unas palabras para
despedir al eminente pensador, al fundador y primer Presidente del CIMA, al
amigo que con fraterno cariño tomó mi mano de adolescente, me abrió las puertas
de su hogar, y me condujo a transitar con pasión por los cautivantes senderos
de la cultura espírita.
Lavar a alma
Escrever temas que me inspiram é uma viagem interior, um
olhar sobre minhas necessidades minhas possibilidades, dificuldades e muitas
coisas mais.
Para mim escrever não é um exercício fácil, mas insisto na
oportunidade e aproveito para refletir sobre situações, leituras e o cotidiano
como eles me causam impacto e para reunir argumentos e questionamentos pessoais.
Só que refletir num processo interno e consciente não é a mesma coisa do que
colocar no papel de forma clara e concisa e que leve as pessoas à vontade de
ler e pensar sobre o assunto escrito.
Não faço dos artigos um confessionário, mas procuro
mergulhar em mim mesmo e levar o que reflito para os leitores do jornal como
inspiração e busca de seus próprios questionamentos ou simplesmente para
entreter em uma simples leitura.
Procuro sempre ter o fundamento da Doutrina Espírita que
constitui a base do meu olhar para o mundo e para mim mesmo.
Com esta preliminar, este mês me veio à baila a questão do
perdão, isto após conhecer a história de uma família que depois do assassinato
de seu filho, conseguiu perdoar o criminoso visitando-o no presídio e esta
atitude foi conseguida com o esforço deles, desenvolvido em atos e campanhas de
benemerências e de promoção social.
Este fato assim como outros me traz muita admiração por
estas pessoas, pois perdoar não é uma atitude fácil a sua execução requer
muitos sentimentos para que este se concretiza.
Quando o Evangelho coloca a resposta de Jesus a pergunta
“Quantas vezes temos que perdoar? E a resposta é setenta vezes 7, vira quase um
mantra de conscientização para conduzir a realização do movimento do perdão.
Muitas vezes não passamos por situações tão graves e já
encontramos dificuldade em nos desculpar; imagino as pessoas que tem dores
profundas, que machucam a alma e perdoam como no caso da história que coloquei
acima, o que demonstra que é possível.
Adentrei mais sobre o assunto, fiz pequenas leituras para
aprofundar um pouco mais. A definição para o vocábulo perdoar que é uma
expressão latina e é assim construída per + donare, sendo Per=
além e Donare = doar. Doar além, dar um pouco mais.
Perdoar é um procedimento racional, uma decisão racional, isto
é, não vem do coração ao contrário é um processo íntimo e mental que advém de ponderação
e considerações como o quanto podemos fazer, qual o benefício e os ganhos pessoais
e muitas questões mais. Geralmente a pessoa ou o acontecimento a ser perdoar
causou mágoa o que traz dor emocional e física levando a ressentimentos, raiva,
sentimento de vingança e de justiça.
Tudo isto precisa ser entendido além do mais incluir as
dificuldades do agressor e muitas vezes se colocar no lugar do outro e ver a si
mesmo como agiria em situação semelhante. Porque também não somos infalíveis
principalmente no estágio de evolução que nos encontramos. Não precisamos estar
sozinhos neste aprendizado a ajuda de terapeutas e pessoas dedicadas e especializadas
são de grande valia.
Do ponto de vista espírita todos esses passos são positivos
pois ajudam em nosso progresso pessoal, compreendendo que estamos aqui para
aprender e evoluir, e o mais importante procurar uma vida produtiva que não
tenham entraves para a felicidade e realizações. O sentimento de vingança e
ressentimento trazem um impacto negativo na nossa realidade espiritual, aqui
não colocamos como algo para ganhar pontos frente a espiritualidade mais como
ganho para o próprio espírito.
Como toda evolução e aprendizado há um caminho muitas vezes
árduos pois são situações que causaram mágoas e muita tristeza. Ato de perdoar
é um ato de superação, dar um pouco mais que sem dúvida exige muito esforço.
Perdoar é o ato de se desprender dos ressentimentos e pode
ser visto de forma didática em alguns tipos como:1- Perdão de si mesmo, 2-
Perdão de pessoa para pessoa e 3- Perdão social.
Talvez seja bom lembrar que para perdoar não é necessário
ter uma relação próxima ou de convívio, muitas vezes estabelecer limites é
saudável para nós. Conseguir perdoar traz uma libertação emocional, acarreta leveza
para alma, paz interna e equilíbrio. Faz-nos sentir bem e acima de tudo nos dá a
possibilidade de avançar com o coração limpo, sem guardar mágoas dentro dele.
Tem um poder curativo
Perdoar as nossas dívidas assim como perdoamos os nossos
devedores, é algo desejado. Fazer aos outros aquilo que desejamos para nós
mesmos.
Perdoar ainda não é uma atitude espontânea pequenos passos
como desculpar, tolerar e gradativamente esta virtude pode nos tornar melhor, podendo
dar além, dar um pouco mais. Começo de uma longa caminhada.
Como tudo na vida o mais difícil é dar o primeiro passo.
Gostou, quer ler outros artigos de Cláudia?
https://icksantos.blogspot.com/search/label/Artigos%20de%20Cl%C3%A1udia%20R%C3%A9gis%20Machado
Este artigo foi publicado originalmente no Jornal Abertura de abril de 2024.
Quer lero o jornal completo?
https://cepainternacional.org/jornal-abertura-abril-de-2024/
Baixe aqui os ABERTURAS de 2023 vejam que seguem muito atuais:
Para nós do ICKS não há maior satisfação do que saber que nossas publicações são partilhadas gratuitamente!
Baixem aqui:
https://icks.ong.br/wp-content/uploads/2026/07/Jornal-Abertura-Julho-rev2.pdf
Editorial
Sobre a inevitabilidade
É muito
comum escutarmos que nossa hora está marcada, alegam, alguns Espíritos, que
existe uma programação e que temos que suportar as provas que escolhemos, ou
que escolheram para nós. Alguns dizem que para o Espiritismo, não existe o
acaso.
A
observação detalhada dos acontecimentos do cotidiano, sejam eles próximos a
nós, queiram sejam distantes não demonstra nem de perto que isto seja verdade.
Apresentaremos
alguns artigos em sequência que em primeiro lugar nos leva a refletir sobre o –
pensamento crítico – que em princípio todos deveríamos ter, mas que de fato
pouco o utilizamos, como muito bem nos chama a atenção Wilson Garcia.
Depois
revisaremos uma das leis Naturais que é a Lei de Destruição, onde aplicaremos o
critério da Análise Crítica – uma forma de ação do pensamento crítico.
Em seguida
discorreremos sobre o acidente – no interior de São Paulo, onde uma moça de 21
anos morreu após saltar de uma ponte, onde deveria estar presa a um cabo e que
não ocorreu por erro daqueles que deveriam garantir o seu uso. Este caso
demonstra que era sim um acidente evitável.
Roberto
Rufo, na sequência desafia a ideia de que o Espiritismo a brasileira
seja do jeito que é em função do “caráter místico e religioso do povo
brasileiro”, mais um artigo onde o pensamento crítico, produto de reflexão e
estudo é apresentado.
Destaques:
Cláudia
Régis Machado nos brinda com um artigo interessante - Aceite sua história
a chave do progresso – um toque
legal para o bem viver.
Milton
Medran nos traz um texto sobre um pastor evangélico que usa o tradicionalismo
gaúcho com suas vestimentas nas suas pregações e nos alerta sobre o avanço dos
evangélico.
Jon
Aizpúrua nos apresenta David Grossvater um personagem importantíssimo para o
Espiritismo Laico e Livre Pensador, fundador do CIMA na Venezuela e que está em
muitos países latino-americanos – hoje Movimiento de Cultura Espírita CIMA.
O Jornal
de Cultura Espírita Abertura, nasceu para exercer a crítica consciente e
positiva, vem fazendo isto a quase 40 anos, por isto apresentamos alguns
depoimentos no – A Caminho dos 40 anos.
Finalmente,
apresentamos uma página de como navegar no site da CEPA para encontrar os
E-books do ICKS e jornais Abertura anteriores.
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Novos links das publicações gratuitas do ICKS, veja abaixo:
Jornal Abertura
Ano de 2026
Abertura 2026 – site do ICKS:
Abertura janeiro e fevereiro 2026
https://icksantos.blogspot.com/2026/02/jornal-abertura-janeiro-fevereiro-2026.html
Abertura março 2026
icksantos.blogspot.com/2026/03/baixem-o-jornal-abertura-de-marco-de.html
Abertura abril 2026
https://icks.ong.br/wp-content/uploads/2026/04/Jornal-Abertura-abril-2026.pdf
Abertura maio 2026
https://icksantos.blogspot.com/2026/05/jornal-abertura-de-maio-de-2026-ja.html
Abertura junho 2026
https://icksantos.blogspot.com/2026/06/jornal-abertura-de-junho-baixe.html
Ano de 2025
Abertura dezembro de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/12/saiu-o-jornal-abertura-de-dezembro-de.html
Abertura novembro de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/11/jornal-abertura-novembro-de-2025.html
Abertura outubro de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/10/jornal-abertura-outubro-de-2025.html
Abertura setembro de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/09/jornal-abertura-setembro-de-2025-baixe.html
Abertura agosto de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/08/jornal-abertura-agosto-de-2025-online.html
Abertura julho de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/07/jornal-abertura-de-julho-de-2025-baixe.html
Abertura junho de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/06/saiu-o-jornal-abertura-junho-de-2025.html
Abertura maio de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/05/jornal-abertura-online-em-pdf-maio-de.html
Abertura abril de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/04/jornal-abertura-pdf-disponivel-baixe.html
Abertura março de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/03/jornal-abertura-marco-de-2025-ja-podem.html
Abertura janeiro e fevereiro de 2025
https://icksantos.blogspot.com/2025/02/jornal-abertura-de-janeirofevereiro.html
Aberturas Anteriores veja no site da CEPA:
https://cepainternacional.org/journal-y-revistas/
Livros – ebooks do ICKS
Série Abrindo a Mente:
Uma Breve História do Espírito: Alexandre Cardia Machado
Português
https://cepainternacional.org/libro/uma-breve-historia-do-espirito/
Espanhol:
https://cepainternacional.org/libro/una-breve-historia-del-espiritu/
Novo Pensar, Deus, Homem e o Mundo : Jaci Régis
Português:
https://cepainternacional.org/libro/novo-pensar-deus-homem-e-mundo/
Espanhol:
https://cepainternacional.org/libro/nuevo-pensar-dios-hombre-y-el-mundo/
A busca por Planetas Habitados : Alexandre Cardia Machado e Reinaldo Di Lucia
Português:
https://cepainternacional.org/libro/a-busca-por-planetas-habitados/
Espanhol:
https://cepainternacional.org/libro/la-buqueda-por-planetas-habitados-copia/
OUTROS LIVROS DO ICKS
O Laço e o Culto – Krishnamurti de Carvalho Dias:
https://cepainternacional.org/libro/o-laco-e-o-culto-krishnamurti-de-carvalho-dias-2/
Emissões Energéticas na Prática Espírita: Vários autores
https://cepainternacional.org/libro/emissoes-energeticas-na-pratica-espirita/
O Laço e o Culto – Krishnamurti de Carvalho Dias:
https://cepainternacional.org/libro/o-laco-e-o-culto-krishnamurti-de-carvalho-dias-2/
O Poder e o Movimento Espírita: Jaci Régis e José Rodrigues
Modelo Conceitual – Doutrina Kardecista: Jaci Régis
Português:
https://cepainternacional.org/libro/doutrina-kardecista-modelo-conceitual/
Espanhol:
https://cepainternacional.org/libro/doctrina-kardecista-modelo-conceptual/
Caderno Cultural 5 - Análise da evolução do conceito de Reencarnação nas obras de Allan Kardec – Grupo de Estudos do ICKS
Amor, Casamento e Família: Jaci Régis
https://cepainternacional.org/libro/amor-casamento-e-familia/
Anais do VII Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita
https://cepainternacional.org/libro/anais-do-vii-sbpe-simposio-brasileiro-do-pensamento-espirita/
Anais do XV Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita
https://cepainternacional.org/libro/anais-do-15-simposio-brasileiro-do-pensamento-espirita/
Tendo interesse em comprar algum livro é só enviar um email ao: ickardecista1@terra.com.br - pagamento por PIX que é o nosso CNPJ.
Abrindo a Mente - OVINIs - Governo dos Estados Unidos divulga arquivos - por Alexandre Cardia Machado
Na sexta-feira (8) de
maio de 2026, documentos federais dos Estados Unidos sobre OVNIs e "vida extraterrestre" em um
repositório oficial na internet, segundo o Departamento de Guerra
norte-americano.
OVNIs é a sigla em português equivalente ao termo UFOs em
inglês e significa: Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs).
Nós Espíritas apoiamos a tese de que existam planetas
habitados além da Terra, ainda que a viagem espacial entre sistemas estelares
seja muito improvável. No entanto, não há como negar que existe muitos relatos
de OVNIs, até o momento nenhum caso foi confirmado de ser mesmo de alienígenas.
Caetano Veloso em seu exílio na Europa durante o período
militar no Brasil escreveu a música “London, London” que falava da tristeza e
da solidão. Em uma de suas estrofes dizia: “While my eyes go looking for flying
saucers in the sky”, numa tradução livre: “Enquanto meus olhos procuram discos
voadores no céu”. Uma atividade típica dos anos 70 do século passado. Quem não
fez isto?
Os chamados – avistamentos – são frequentes, mas seriam
mesmo de artefatos extraterrestres? São certamente fatos não explicados, por
falta de dados ou de incapacidade de analisar os dados. Seja como for mais
vídeos e fotos estão sendo liberadas.
Citaremos um caso que foi divulgado e que ocorreu na estação
espacial Americana Skylab entre 1973 e 1974 para exemplificar:
“OVNIs: Astronautas viram luz vermelha misteriosa no
espaço; veja relato
“Era muito mais brilhante do que Júpiter ou qualquer outro
planeta”, afirmou um dos astronautas das missões Skylab – fonte: Thomaz
Coelho, da CNN Brasil, São Paulo 09/05/2026
Astronautas das missões Skylab, primeira estação
espacial dos Estados Unidos, relataram oficialmente uma série de fenômenos
visuais incomuns durante operações realizadas entre 1973 e 1974.
Os registros aparecem em relatórios técnicos das tripulações
da Nasa e incluem descrições de clarões luminosos, objetos
avermelhados em órbita semelhante à da estação espacial e luzes piscantes
vistas do lado de fora da nave.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos liberou, ..., uma
série de registros classificados como "arquivos
inéditos" sobre UFOs.
Durante a missão Skylab 2, os astronautas Joseph Kerwin,
Charles Conrad e Paul Weitz relataram a ocorrência frequente de flashes de luz
percebidos principalmente durante a noite.
- Vimos flashes de luz. Acho que todos nós os vimos. Eu os
via com mais frequência quando estava na cama à noite, com os olhos fechados,
mas naturalmente acordado. Eles tendiam a aumentar e diminuir de frequência”,
afirmou o astronauta Joseph Kerwin em relatório oficial da missão.
Já na missão Skylab 3, os astronautas Alan Bean, Owen
Garriott e Jack Lousma descreveram um objeto avermelhado extremamente brilhante
observado próximo à estação espacial.
- Vimos aquele satélite cerca de uma semana antes do pouso
na água. Foi uma das coisas mais incomuns que vimos, relatou Owen Garriott.
Segundo o astronauta, o objeto possuía uma tonalidade
avermelhada e parecia estar em uma órbita muito semelhante à da Skylab.
- Era muito mais brilhante do que Júpiter ou qualquer outro
planeta -, afirmou Garriott em outro trecho do relatório técnico.
A tripulação acompanhou o objeto por cerca de cinco a dez
minutos antes do pôr do Sol. Os astronautas também relataram que o brilho
variava em intervalos regulares, sugerindo um movimento de rotação”.
A maior parte dos relatórios e imagens não são conclusivas,
por isto mesmo são classificadas como não identificadas. Mas tem o peso de
abrir ao público que sim, os EUA pesquisa os OVNIs.
O livro “A busca por planetas habitados” de minha autoria e
de Reinaldo Di Lucia, tem um capítulo sobre este tema. Este mês estamos disponibilizando
a versão em espanhol, também no site da CEPA.
Para abrir mais a sua Mente: Leia o livro - A busca
por planetas habitados” gratuitamente no link a seguir: https://cepainternacional.org/libro/a-busca-por-planetas-habitados/
Gostou? O jornal Abertura de junho de 2026 tem uma reportagem de 7 páginas sobre a vida no Universo, baixe aqui, no site do ICKS:
https://icks.ong.br/wp-content/uploads/2026/06/Jornal-Abertura-Junho-2026-1.pdf
Você também pode baixar no site da CEPA
https://cepainternacional.org/jornal-abertura-junho-2026/