sábado, 6 de junho de 2026

Alegria e Tristeza no equilíbrio mental - por Cláudia Régis Machado

                          Alegria e Tristeza no equilíbrio mental - Cláudia Régis Machado


Escrever sobre Tristeza e Alegria é dizer sobre emoções, sentimentos humanos, que constituem a dinâmica da vida. Vivemos e criamos situações que nos trazem alegria e tristeza.

Buscar o equilíbrio emocional é fator de grande importância porque o bem-estar emocional é necessário para viver com mais saúde e qualidade de vida.



Reconhecer a influência das emoções e, em resposta, exercer o autocontrole sobre elas, a fim de obter reações mais centradas, sem perder a racionalidades ou se desesperar diante das adversidades, mesmo diante de situações extremas, como as crises.

É complexo traduzir em palavras esses sentimentos, pois a manifestação tanto de alegria como de tristeza, são subjetivas, e podem ou não se manifestar com expressão corporal e comportamento mental.

Por isso definir tristeza como alegria geralmente é comparando a sensações agradáveis e desagradáveis.

A tristeza com algo amargo, escuro ou como uma dor, ou com sentimento de incapacidade. A  tristeza pode ser também comparado a consequência de emoções  como egoismo, a insegurança, a baixa estima,

Já a associamos ao com em emoções como a, empolgação, paz interna.

Nestes dois sentimentos opostos – alegria e tristeza a gente pode colocar uma diferença em ser triste e alegre e estar triste e alegre.

O equilíbrio emocional precisa ser trabalhado ao longo da vida, pois a falta de cuidado com a saúde mental é um dos principais fatores que contribuem para o surgimento do estresse e das doenças psicológicas.

Sabendo sobre os dois conceitos acreditamos neste atual momento da nossa evolução que sabendo lidar, não supervalorizando nenhum dos dois e sim aprender a manejar nossas emoções, nossos pensamentos e os sentimentos que emergem das situações da vida, é que conseguimos um equilibrio mental.

 ” Como" encarar uma dificuldade faz muita diferença no nosso dia a dia, trazendo como resultado essa palavrinha que todos almejamos: felicidade.


Segundo Jaci Régis o Perfil médio da humanidade em termos de equilíbrio mental, seria dividido em três níveis:

  1. Nível primário.
  2. Nível razoavelmente saudável-precariamente equilibrado oscilando entre os limites do equilíbrio razoável ao destempero emocional.
  3. Nível satisfatoriamente saudável.

Dizem que só crescemos e mudamos na dor e no sofrimento. (até algumas interpretações espíritas). Por que não o oposto? Infelizmente, as pessoas tendem a se acomodar quando tudo está bem.

Mas é possível mudar através da alegria e da exaltação, pois a essência para qualquer mudança é entrarmos em contato com nossos verdadeiros sentimentos e isso pode ser através do sofrimento ou da alegria.

A alegria é a nossa meta, pois, a emoção da alegria nos aquece,

Quanto estamos alegres mostramos autoconfiança, nos sentimos bem. Parece que ficamos muito mais iluminados. Geralmente ficamos mais abertos e flexíveis.

Mas a tristeza está aí e não podemos negá-la, existem no mundo, situações que nos causam e trazem tristeza e muitas provocadas por nós mesmos.

Mas frente a elas, não se deixar sucumbir, vivê-las sem desespero, procurar buscar esperança.

Aqui uma pessoa que tem alegria de viver pode encontrar outros caminhos quando surgir uma dificuldade, pois a alegria saudável nos faz criativos e exaltados.

Como o Espiritismo pode contribuir

Quando o entendimento da vida leva o indivíduo a acreditar na transcendência, na vida além da morte, na imortalidade da alma, e todas as manifestações decorrentes, ampliam-se para ele o horizonte de eventos.

É possível afirmar que o indivíduo que deposita na crença no futuro pode suportar com menos dificuldades as eventuais contrariedades do presente. O presente pode não o agradar, mas pode também não ser motivo de visível infelicidade pela expectativa e possibilidades de aprender e melhorar.

A crença no futuro, a certeza de que não estamos sozinhos e que estamos em fase de evolução de aprendizado ajudando-nos a compreender as facilidades e dificuldades da vida, facilitando a manutenção de estados de equilíbrio e de felicidade relativa.

Nota da Redação: Este artigo foi publicado no Jornal Abertura de junho de 2022, estamos repetindo por acharmos importante esta reflexão para quem sabe, ajudar a  reverter esta tendência observada pela sociedade atual de extremos de tristeza.

 

 Artigo originalmente publicado no Jornal Abertura de janeiro-fevereiro de 2025.

https://icksantos.blogspot.com/2025/02/jornal-abertura-de-janeirofevereiro.html

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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Jornal Abertura de Junho - baixe gratuitamente

Jornal Abertura junho de 2026 - Edição Especial sobre a Vida no Universo

                

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                                                                        Nesta Edição:

Dedicamos grande parte desta edição de junho a um tema que volta e meia retorna nos jornais e televisão, todos nós terrestres temos uma curiosidade, uma angústia de ser somente nós no Universo, talvez sejamos, no entanto, a probabilidade de que existem outras civilizações neste espaço enorme ao nosso redor é muito grande. 

Contamos com artigos sobre a vida a felicidade, sobre religião e livre-arbítrio, de Jaci Régis, Cláudia Régis Machado, Milton Medran e Roberto Rufo. 

Uma variedade grande sobre nossas visões espíritas.

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Novos links das publicações gratuitas do ICKS, veja abaixo:

Ano de 2026

Abertura 2026 – site do ICKS:

Abertura janeiro e fevereiro 2026

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Abertura março 2026

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Abertura abril 2026

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Abertura maio 2026

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Ano de 2025

Abertura dezembro de 2025

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Abertura junho de 2025

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Abertura abril de 2025

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Abertura janeiro e fevereiro de 2025

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Aberturas Anteriores veja no site da CEPA:

https://cepainternacional.org/journal-y-revistas/ 

Livros – ebooks do ICKS

                                            Série Abrindo a Mente:

                                                                                                            

Uma Breve História do Espírito: Alexandre Cardia Machado

Português

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Novo Pensar, Deus, Homem e o Mundo : Jaci Régis

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A busca por Planetas Habitados : Alexandre Cardia Machado e Reinaldo Di Lucia

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OUTROS LIVROS DO ICKS

O Laço e o Culto – Krishnamurti de Carvalho Dias:

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Emissões Energéticas na Prática Espírita: Vários autores

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O Laço e o Culto – Krishnamurti de Carvalho Dias:

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O Poder e o Movimento Espírita: Jaci Régis e José Rodrigues

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Modelo Conceitual – Doutrina Kardecista: Jaci Régis

Português:

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Caderno Cultural 5 - Análise da evolução do conceito de Reencarnação nas obras de Allan Kardec – Grupo de Estudos do ICKS

https://cepainternacional.org/libro/analise-da-evolucao-do-conceito-de-reencarnacao-ao-longo-das-obras-de-allan-kardec/

Amor, Casamento e Família: Jaci Régis

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Anais do VII Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita

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Anais do XV Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita

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quarta-feira, 20 de maio de 2026

Série Microfilme - Jornal Abertura comemorativo de 25 anos de existência

 No ano que nos encaminhamos para o nosso 40° Aniversário, trazemos esta edição especial de 25 anos.




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domingo, 17 de maio de 2026

Somos Felizes? por Cláudia Régis Machado

 Somos Felizes? por Cláudia Régis Machado


Todo final de ano muitas pessoas têm o hábito de refletir sobre o ano que finda. Quais as realizações, o que deixou de fazer? E, em seguida passa a pensar no planejamento do ano que está por vir.

No entanto raramente se fazem uma pergunta: “Fomos felizes”?

Muitos associam a felicidade com os resultados obtidos, no entanto vamos abordar o assunto enfatizando o sentimento “felicidade”, na concretude que fica diluída no abstrato, na subjetividade porque muitas vezes especificar, dimensionar felicidade se mostra bastante complicado já que não é um conceito único e está sujeito a visão de mundo de cada um, ao lugar, a época vivida, entre outras coisas. Mas ainda fica a questão O que é felicidade? Se não soubermos de que felicidade estamos falando não saberemos se fomos felizes.

Fazendo uma pesquisa na internet no site a mente maravilhosa, que mostra o conceito de felicidade de alguns filósofos dentre eles Aristóteles e Epicuro, os mais conhecidos e, dois mais modernos Nietzsche e Ortega y Gasset, podemos ter uma noção que este tema sempre foi importante e já foi estudado por muitos.

Para Aristóteles, o mais proeminente dos filósofos metafísicos, a felicidade é o maior desejo dos seres humanos. Do seu ponto de vista, a melhor forma de conseguir ser feliz é através das virtudes. Cultive as boas virtudes e alcançará a felicidade.”

Para Epicuro um filósofo grego que teve muitas contradições com os filósofos metafísicos. A diferença entre eles é que ele não acreditava que a felicidade provinha somente do mundo espiritual, mas também tinha muito a ver com as dimensões terrenas. acreditava na possibilidade de uma vida feliz e harmônica neste mundo. Ele postulou o princípio de que o equilíbrio e a temperança davam origem a felicidade”. 

“Para Nietzsche - acreditava que viver pacificamente e sem qualquer preocupação era um desejo das pessoas medíocres e que não valorizam a vida. Para ele, estar bem” graças a circunstâncias favoráveis ou a boa sorte não é felicidade. Isto é uma condição efêmera que pode mudar a qualquer momento.

Estar bem seria uma espécie de “estado ideal de preguiça“, onde não existem preocupações e sobressaltos. Em vez disso, a felicidade é força vital, espírito de luta contra todos os obstáculos que restrinjam a liberdade e a autoafirmação.”

Para Ortega y Gasset, a felicidade é definida quando “a vida projetada” e a “vida real” coincidem. Ou seja, quando a vida que desejamos coincide com o que realmente somos. Ideia de confluência. Todos os seres humanos têm potencial e desejo de ser feliz. Isto quer dizer que cada um define o que irá fazê-lo feliz; se conseguir construir a sua vida de acordo com os seus desejos, será feliz”.

O Espiritismo como filosofia espiritualista traz sua contribuição, colocando a ideia de que a felicidade é um estado que se manifesta através do servir e do bem que se oferece ao próximo, chegando à plenitude do ser não no mundo material e sim no espiritual já que somos espíritos imortais.

A questão 920. Do Livro dos Espíritos é assim colocada: O homem pode gozar na Terra uma felicidade completa? - Não, pois a vida lhe foi dada como prova ou expiação, mas dele depende abrandar os seus males e ser tão feliz quanto se pode ser na Terra.

Já na questão 922, por sua vez pergunta, há, entretanto, uma medida comum de felicidade para todos os homens? - Para a vida material, a posse do necessário; para a vida moral, a consciência pura e a fé no futuro

O espiritismo auxilia através de suas orientações morais a compreensão da felicidade propondo um futuro racional que advém das escolhas e ações por nós realizadas.

Na perspectiva contemporânea trazemos Jaci Regis pensador espírita que coloca a felicidade como o propósito central da vida. Inovador ao trazer o conceito de prazer, destituída da ideia crista e espírita-cristã, quando postulando o prazer como fator catalizador para o crescimento e evolução espiritual.

Segundo Jaci o “O Espiritismo não pode ser a doutrina da dor e do sofrimento. Mas a doutrina do prazer, no seu sentido amplo, libertador e construtivo”.  Conduzindo a conquista de uma vida terrena relativamente feliz e exitosa. Essa visão propõe uma ética do 'bem viver' fundamentada no otimismo e no serviço do bem. Ideias trazidas por Ricardo Nunes no artigo Jardim de Epicuro editado jornal abertura de janeiro/fevereiro a outubro de 2019.

Disponível no blog do ICKS https://icksantos.blogspot.com/2019/11/jaci-regis-e-o-jardim-de-epicuro-por.html

Artigo publicado no Abertura dezembro de 2025, quer ver o jornal? veja aqui:

https://icksantos.blogspot.com/2025/12/saiu-o-jornal-abertura-de-dezembro-de.html

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quinta-feira, 14 de maio de 2026

O Deus Que as Pessoas Querem por Eugenio Lara

 

O Deus Que as Pessoas Querem

Eugenio Lara

 

Há alguns anos, em uma palestra num centro espírita sobre o tema Evolução, um dos pilares básicos do Espiritismo, após expor em linhas gerais a teoria da Seleção Natural, o evolucionismo de Charles Darwin/Russel Wallace, uma senhora ex-católica, bastante esclarecida, ficou indignada ao concluir que, pela exposição, não teria havido um momento em que Deus criou o homem e a mulher. Ou seja, Adão e Eva são figuras míticas, como se fossem personagens de contos de fadas, de contos da carochinha. Não existe na trajetória do ser humano sobre a Terra aquele momento mágico, tipo Fiat Lux, em que Deus faz o homem do barro e, depois, de sua costela cria a mulher. Deus não criou o homem nem a mulher. Neste quesito, a ação divina é inútil. Para desespero das religiões, o ser humano é produto da seleção natural e não da vontade divina.



Por sua vez, o Espiritismo ensina, de modo bastante didático e sintético, que Deus cria os espíritos simples e ignorantes. No entanto, não há como precisar em que momento a simplicidade moral e a ignorância intelectual se manifestam, pois a evolução do princípio inteligente, seu surgimento, se perde na noite dos tempos. Quando e como são criados os espíritos, se é que o são, constitui-se num mistério. E chega a ser um problema para aqueles que, ao tomarem contato com o Espiritismo, buscam nele consolo e esclarecimento para suas dúvidas existenciais. O Deus que essas pessoas vão encontrar na filosofia kardecista é radicalmente diferente do Deus das religiões, especialmente as monoteístas. Ainda que a linguagem adotada na análise de Deus seja bastante influenciada pelo cristianismo, fica difícil para uma pessoa comum e religiosa, compreender o Deus que os espíritos e Kardec ensinam.

Na verdade, o Deus que as pessoas querem, conforme o desejo daquela senhora ex-católica, é aquele que julga, castiga, abençoa, perdoa, enfim, um Deus atuante, que interfere no destino do ser humano e do mundo. É um Deus que possui atributos, que cuida de suas criaturas: “o senhor é o meu pastor, nada me faltará”, diz o Salmo. Não existe lugar para o acaso, para fatos aleatórios, pois não há uma folha que caia da árvore sem que Deus saiba. De Deus, as pessoas esperam perdão, milagres, justiça.

É justamente esse mesmo Deus que os criacionistas imaginam como um grande arquiteto, um relojoeiro que projeta e constrói a natureza, no que chamam de design inteligente, tentando inutilmente se contrapor a essa grande conquista da humanidade: a evolução. É o criacionismo bíblico travestido de cientista, como o lobo em pele de cordeiro.

Quanto às religiões monoteístas, cada qual tem o seu Deus exclusivo. Todavia, eles não são tão diferentes entre si. O Deus judeu não é tão diferenciado assim do Deus cristão, que por sua vez nada fica a dever ao Deus muçulmano. Jeová, Deus ou Alá são apenas nomes a designarem um Ser Divino criado à nossa imagem e semelhança, e não o inverso como está na Bíblia.

Esse Deus é uma invenção humana, nunca existiu. Não existe um Deus-Juiz, assim como nunca existiu um Deus-Criador. O Deus que Nietzsche diz estar morto, é justamente esse Deus humano, demasiadamente humano, que nada tem a ver com a ideia de uma Inteligência Suprema, de uma Grande Consciência Universal.

Acreditar num Deus que não julga, não condena, não cria, não abençoa etc. não é nada fácil. E não precisa ser religioso para ser deísta. Aliás, seria melhor não sê-lo, a fim de se entender um Deus não-antropomórfico, isto pela via racional e não pela fé cega. Caso existisse, ele seria, na verdade, um Deus inútil, insensível às nossas preces, inativo, ocioso, que não intervém na natureza, no mundo que não criou. É um Deus descartável diante do anseio de que há uma força poderosa a nos guiar, que nos abençoa e dirige nossas vidas.

Os cristãos dizem que Deus age em nossa existência quando estamos com o coração aberto e impregnado de fé, crentes em sua ação divina, poderosa. Quando há o orgulho e vaidade, Deus afasta-se de nós. O vulgo chega a imaginá-lo como um velhinho de barbas brancas, de olhar bondoso ou severo, quando contrariado. Pois é esse Deus antropomórfico que as religiões, especialmente as cristãs, querem que seja ensinado nas aulas de Religião, o que seria um grande retrocesso em face do avanço social conquistado pelo laicismo, com a imprescindível separação entre a Religião e o Estado.

Em que pese a linguagem maculada pelo cristianismo e as tentativas de dotar a divindade de atributos, a concepção espírita de Deus mostra-se radicalmente contrária às concepções teológicas sobre a divindade, ao dogmatismo cristão e concepções teístas que fazem de Deus um ser antropomórfico. O Deus que Allan Kardec e os espíritos ensinam é semelhante ao Deus de Leibniz, de Newton e, de certo modo, de Espinosa. Sem aderir ao panteísmo, como fez Espinosa, a suposta ação divina manifesta-se mediante leis naturais, da qual a Seleção Natural é uma delas, assim como a Lei da Gravidade e também o que o Espiritismo denomina de Leis Morais.

Na história da Humanidade nunca existiu algum povo que fosse ateu. O ateísmo é um fenômeno recente. Essa busca do divino, do transcendente, natural no ser humano, é um fato instintivo. Assim como o instinto de conservação, o de reprodução, o princípio inteligente tem em sua estrutura, no seu âmago, o que o Espiritismo denomina de instinto de adoração. Ou seja, a religião não é tão-somente um fato cultural, ela se origina dessa necessidade básica, instintiva do ser humano em buscar o sagrado, a transcendência, que muitos denominam de religiosidade ou espiritualidade, termo este mais adequado e menos comprometido. A religião não surge somente do medo, como diz Bertrand Russel, mas fundamentalmente desse sentimento íntimo, instintivo, cravado na consciência de todos nós.

“O novo pensar sobre Deus tenta harmonizar a presença divina e as necessidades do ser humano, oferecendo um conjunto de leis e sistemas vivenciais que abrem oportunidade de resolução dos problemas”, afirmou com muita propriedade o escritor espírita Jaci Regis (Novo Pensar - Deus, Homem e Mundo). O Deus que o Espiritismo pode oferecer às pessoas não é antropomórfico, não julga nem condena, mas oportuniza, não como um ser, mas como uma Inteligência Primordial, Suprema, através das leis naturais.

 

Eugenio Lara, arquiteto e designer gráfico, é fundador e editor do site PENSE - Pensamento Social Espírita [www.viasantos.com/pense], membro-fundador do Centro de Pesquisa e Documentação Espírita (CPDoc) e autor dos livros em edição digital: Racismo e Espiritismo; Milenarismo e Espiritismo; Amélie Boudet, uma Mulher de Verdade - Ensaio Biográfico; Conceito Espírita de Evolução e Os Quatro Espíritos de Kardec. Desencarnado em juho de 2024.

Artigo publicado no jornal Abertura de janeiro-fevereiro de 2012

 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Abrindo a Mente – A volta de humanos a Lua por Alexandre Cardia Machado

 

Abrindo a Mente – A volta de humanos a Lua

Alexandre Cardia Machado

 

Em nosso livro – A busca por Planetas habitados em coautoria com Reinaldo Di Lucia, dedicamos um espaço à exploração espacial, porque é uma forma de buscarmos por vida fora da Terra.

Entre 1969 e 1973 várias missões Apollo pousaram na Lua, 12 astronautas caminharam em sua superfície e coletaram amostras, o museu de geologia da UFRS, onde estudei possui um exemplar de rocha lunar, assim como quase todos os grandes centros de pesquisa.

No livro acima citado, no Capítulo 11- Pesquisas Científicas Atuais, subcapítulo – A Lua Nosso Satélite – desenvolvemos a cronologia das pesquisas espaciais desde a Apollo 11, até as atuais em desenvolvimento, por vários países.

Sobre a Missão Artemis destaco, chamo a atenção que este texto foi escrito em janeiro de 2025 e algumas datas previstas não ocorreram conforme o planejado:

Missão Artemis – NASA

        Está em desenvolvimento em todos os seus aspectos, desenvolvimento do foguete, dos módulos de viagem e pouso, trajes espaciais. Muitas etapas já foram superadas como podemos ver abaixo:

        A viagem da Artemis II à Lua está planejada para ocorrer em setembro de 2025, (acabamos de acompanhar que ocorreu em março e abril de 2026). Sendo que o primeiro pouso tripulado a partir de 2026 [1].

        Desenvolvimento do foguete e sistemas – Sistema de Lançamento Espacial

        Módulo Lunar – Órion – já foram feitos 4 testes do Módulo no espaço.(e foi utilizado por humanos nesta missão Artemis II)

        Artemis I (2022) – teste com Órion, dando uma volta na Lua, durou 25 dia em 11 de dezembro de 2022. Desta vez sem tripulantes.

        Artemis II (2025) – repetirá o Artemis I, só que com a tripulação a bordo, uma missão de 10 dias. Serão 4 astronautas, sendo uma mulher. (acabamos de acompanhar)

Fonte Nasa

        Artemis III (2026) – levará o gateway e está planejado a descida de 2 astronautas próximo ao polo sul da Lua. (hoje já se fala em 2027).

        Artemis IV a IX – estão planejados culminando com o início da construção de instalações no polo Sul da LUA”

São grandes passos, China e Índia também estão enviando sondas de exploração, no caso da China com objetivo de encontrar um melhor local para o pouso humano.

Termos uma base Lunar é estratégica, com o tempo conseguiremos produzir combustível de foguetes na Lua e com isto lançar foguetes com muito mais facilidade de lá em direção aos planetas do Sistema Solar.

Para Abrir mais a sua mente: Leia A busca por Planetas Habitados – de  Alexandre Cardia Machado e Reinaldo Di Lucia no link: https://cepainternacional.org/libro/a-busca-por-planetas-habitados/

Artigo originalmente publicado no jornal Abertura de maio de 2026.

Você pode acessar o Jornal completo clicando no link abaixo:

https://icksantos.blogspot.com/2026/05/jornal-abertura-de-maio-de-2026-ja.html