quarta-feira, 20 de maio de 2026

Série Microfilme - Jornal Abertura comemorativo de 25 anos de existência

 No ano que nos encaminhamos para o nosso 40° Aniversário, trazemos esta edição especial de 25 anos.




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domingo, 17 de maio de 2026

Somos Felizes? por Cláudia Régis Machado

 Somos Felizes? por Cláudia Régis Machado


Todo final de ano muitas pessoas têm o hábito de refletir sobre o ano que finda. Quais as realizações, o que deixou de fazer? E, em seguida passa a pensar no planejamento do ano que está por vir.

No entanto raramente se fazem uma pergunta: “Fomos felizes”?

Muitos associam a felicidade com os resultados obtidos, no entanto vamos abordar o assunto enfatizando o sentimento “felicidade”, na concretude que fica diluída no abstrato, na subjetividade porque muitas vezes especificar, dimensionar felicidade se mostra bastante complicado já que não é um conceito único e está sujeito a visão de mundo de cada um, ao lugar, a época vivida, entre outras coisas. Mas ainda fica a questão O que é felicidade? Se não soubermos de que felicidade estamos falando não saberemos se fomos felizes.

Fazendo uma pesquisa na internet no site a mente maravilhosa, que mostra o conceito de felicidade de alguns filósofos dentre eles Aristóteles e Epicuro, os mais conhecidos e, dois mais modernos Nietzsche e Ortega y Gasset, podemos ter uma noção que este tema sempre foi importante e já foi estudado por muitos.

Para Aristóteles, o mais proeminente dos filósofos metafísicos, a felicidade é o maior desejo dos seres humanos. Do seu ponto de vista, a melhor forma de conseguir ser feliz é através das virtudes. Cultive as boas virtudes e alcançará a felicidade.”

Para Epicuro um filósofo grego que teve muitas contradições com os filósofos metafísicos. A diferença entre eles é que ele não acreditava que a felicidade provinha somente do mundo espiritual, mas também tinha muito a ver com as dimensões terrenas. acreditava na possibilidade de uma vida feliz e harmônica neste mundo. Ele postulou o princípio de que o equilíbrio e a temperança davam origem a felicidade”. 

“Para Nietzsche - acreditava que viver pacificamente e sem qualquer preocupação era um desejo das pessoas medíocres e que não valorizam a vida. Para ele, estar bem” graças a circunstâncias favoráveis ou a boa sorte não é felicidade. Isto é uma condição efêmera que pode mudar a qualquer momento.

Estar bem seria uma espécie de “estado ideal de preguiça“, onde não existem preocupações e sobressaltos. Em vez disso, a felicidade é força vital, espírito de luta contra todos os obstáculos que restrinjam a liberdade e a autoafirmação.”

Para Ortega y Gasset, a felicidade é definida quando “a vida projetada” e a “vida real” coincidem. Ou seja, quando a vida que desejamos coincide com o que realmente somos. Ideia de confluência. Todos os seres humanos têm potencial e desejo de ser feliz. Isto quer dizer que cada um define o que irá fazê-lo feliz; se conseguir construir a sua vida de acordo com os seus desejos, será feliz”.

O Espiritismo como filosofia espiritualista traz sua contribuição, colocando a ideia de que a felicidade é um estado que se manifesta através do servir e do bem que se oferece ao próximo, chegando à plenitude do ser não no mundo material e sim no espiritual já que somos espíritos imortais.

A questão 920. Do Livro dos Espíritos é assim colocada: O homem pode gozar na Terra uma felicidade completa? - Não, pois a vida lhe foi dada como prova ou expiação, mas dele depende abrandar os seus males e ser tão feliz quanto se pode ser na Terra.

Já na questão 922, por sua vez pergunta, há, entretanto, uma medida comum de felicidade para todos os homens? - Para a vida material, a posse do necessário; para a vida moral, a consciência pura e a fé no futuro

O espiritismo auxilia através de suas orientações morais a compreensão da felicidade propondo um futuro racional que advém das escolhas e ações por nós realizadas.

Na perspectiva contemporânea trazemos Jaci Regis pensador espírita que coloca a felicidade como o propósito central da vida. Inovador ao trazer o conceito de prazer, destituída da ideia crista e espírita-cristã, quando postulando o prazer como fator catalizador para o crescimento e evolução espiritual.

Segundo Jaci o “O Espiritismo não pode ser a doutrina da dor e do sofrimento. Mas a doutrina do prazer, no seu sentido amplo, libertador e construtivo”.  Conduzindo a conquista de uma vida terrena relativamente feliz e exitosa. Essa visão propõe uma ética do 'bem viver' fundamentada no otimismo e no serviço do bem. Ideias trazidas por Ricardo Nunes no artigo Jardim de Epicuro editado jornal abertura de janeiro/fevereiro a outubro de 2019.

Disponível no blog do ICKS https://icksantos.blogspot.com/2019/11/jaci-regis-e-o-jardim-de-epicuro-por.html

Artigo publicado no Abertura dezembro de 2025, quer ver o jornal? veja aqui:

https://icksantos.blogspot.com/2025/12/saiu-o-jornal-abertura-de-dezembro-de.html

quinta-feira, 14 de maio de 2026

O Deus Que as Pessoas Querem por Eugenio Lara

 

O Deus Que as Pessoas Querem

Eugenio Lara

 

Há alguns anos, em uma palestra num centro espírita sobre o tema Evolução, um dos pilares básicos do Espiritismo, após expor em linhas gerais a teoria da Seleção Natural, o evolucionismo de Charles Darwin/Russel Wallace, uma senhora ex-católica, bastante esclarecida, ficou indignada ao concluir que, pela exposição, não teria havido um momento em que Deus criou o homem e a mulher. Ou seja, Adão e Eva são figuras míticas, como se fossem personagens de contos de fadas, de contos da carochinha. Não existe na trajetória do ser humano sobre a Terra aquele momento mágico, tipo Fiat Lux, em que Deus faz o homem do barro e, depois, de sua costela cria a mulher. Deus não criou o homem nem a mulher. Neste quesito, a ação divina é inútil. Para desespero das religiões, o ser humano é produto da seleção natural e não da vontade divina.



Por sua vez, o Espiritismo ensina, de modo bastante didático e sintético, que Deus cria os espíritos simples e ignorantes. No entanto, não há como precisar em que momento a simplicidade moral e a ignorância intelectual se manifestam, pois a evolução do princípio inteligente, seu surgimento, se perde na noite dos tempos. Quando e como são criados os espíritos, se é que o são, constitui-se num mistério. E chega a ser um problema para aqueles que, ao tomarem contato com o Espiritismo, buscam nele consolo e esclarecimento para suas dúvidas existenciais. O Deus que essas pessoas vão encontrar na filosofia kardecista é radicalmente diferente do Deus das religiões, especialmente as monoteístas. Ainda que a linguagem adotada na análise de Deus seja bastante influenciada pelo cristianismo, fica difícil para uma pessoa comum e religiosa, compreender o Deus que os espíritos e Kardec ensinam.

Na verdade, o Deus que as pessoas querem, conforme o desejo daquela senhora ex-católica, é aquele que julga, castiga, abençoa, perdoa, enfim, um Deus atuante, que interfere no destino do ser humano e do mundo. É um Deus que possui atributos, que cuida de suas criaturas: “o senhor é o meu pastor, nada me faltará”, diz o Salmo. Não existe lugar para o acaso, para fatos aleatórios, pois não há uma folha que caia da árvore sem que Deus saiba. De Deus, as pessoas esperam perdão, milagres, justiça.

É justamente esse mesmo Deus que os criacionistas imaginam como um grande arquiteto, um relojoeiro que projeta e constrói a natureza, no que chamam de design inteligente, tentando inutilmente se contrapor a essa grande conquista da humanidade: a evolução. É o criacionismo bíblico travestido de cientista, como o lobo em pele de cordeiro.

Quanto às religiões monoteístas, cada qual tem o seu Deus exclusivo. Todavia, eles não são tão diferentes entre si. O Deus judeu não é tão diferenciado assim do Deus cristão, que por sua vez nada fica a dever ao Deus muçulmano. Jeová, Deus ou Alá são apenas nomes a designarem um Ser Divino criado à nossa imagem e semelhança, e não o inverso como está na Bíblia.

Esse Deus é uma invenção humana, nunca existiu. Não existe um Deus-Juiz, assim como nunca existiu um Deus-Criador. O Deus que Nietzsche diz estar morto, é justamente esse Deus humano, demasiadamente humano, que nada tem a ver com a ideia de uma Inteligência Suprema, de uma Grande Consciência Universal.

Acreditar num Deus que não julga, não condena, não cria, não abençoa etc. não é nada fácil. E não precisa ser religioso para ser deísta. Aliás, seria melhor não sê-lo, a fim de se entender um Deus não-antropomórfico, isto pela via racional e não pela fé cega. Caso existisse, ele seria, na verdade, um Deus inútil, insensível às nossas preces, inativo, ocioso, que não intervém na natureza, no mundo que não criou. É um Deus descartável diante do anseio de que há uma força poderosa a nos guiar, que nos abençoa e dirige nossas vidas.

Os cristãos dizem que Deus age em nossa existência quando estamos com o coração aberto e impregnado de fé, crentes em sua ação divina, poderosa. Quando há o orgulho e vaidade, Deus afasta-se de nós. O vulgo chega a imaginá-lo como um velhinho de barbas brancas, de olhar bondoso ou severo, quando contrariado. Pois é esse Deus antropomórfico que as religiões, especialmente as cristãs, querem que seja ensinado nas aulas de Religião, o que seria um grande retrocesso em face do avanço social conquistado pelo laicismo, com a imprescindível separação entre a Religião e o Estado.

Em que pese a linguagem maculada pelo cristianismo e as tentativas de dotar a divindade de atributos, a concepção espírita de Deus mostra-se radicalmente contrária às concepções teológicas sobre a divindade, ao dogmatismo cristão e concepções teístas que fazem de Deus um ser antropomórfico. O Deus que Allan Kardec e os espíritos ensinam é semelhante ao Deus de Leibniz, de Newton e, de certo modo, de Espinosa. Sem aderir ao panteísmo, como fez Espinosa, a suposta ação divina manifesta-se mediante leis naturais, da qual a Seleção Natural é uma delas, assim como a Lei da Gravidade e também o que o Espiritismo denomina de Leis Morais.

Na história da Humanidade nunca existiu algum povo que fosse ateu. O ateísmo é um fenômeno recente. Essa busca do divino, do transcendente, natural no ser humano, é um fato instintivo. Assim como o instinto de conservação, o de reprodução, o princípio inteligente tem em sua estrutura, no seu âmago, o que o Espiritismo denomina de instinto de adoração. Ou seja, a religião não é tão-somente um fato cultural, ela se origina dessa necessidade básica, instintiva do ser humano em buscar o sagrado, a transcendência, que muitos denominam de religiosidade ou espiritualidade, termo este mais adequado e menos comprometido. A religião não surge somente do medo, como diz Bertrand Russel, mas fundamentalmente desse sentimento íntimo, instintivo, cravado na consciência de todos nós.

“O novo pensar sobre Deus tenta harmonizar a presença divina e as necessidades do ser humano, oferecendo um conjunto de leis e sistemas vivenciais que abrem oportunidade de resolução dos problemas”, afirmou com muita propriedade o escritor espírita Jaci Regis (Novo Pensar - Deus, Homem e Mundo). O Deus que o Espiritismo pode oferecer às pessoas não é antropomórfico, não julga nem condena, mas oportuniza, não como um ser, mas como uma Inteligência Primordial, Suprema, através das leis naturais.

 

Eugenio Lara, arquiteto e designer gráfico, é fundador e editor do site PENSE - Pensamento Social Espírita [www.viasantos.com/pense], membro-fundador do Centro de Pesquisa e Documentação Espírita (CPDoc) e autor dos livros em edição digital: Racismo e Espiritismo; Milenarismo e Espiritismo; Amélie Boudet, uma Mulher de Verdade - Ensaio Biográfico; Conceito Espírita de Evolução e Os Quatro Espíritos de Kardec. Desencarnado em juho de 2024.

Artigo publicado no jornal Abertura de janeiro-fevereiro de 2012

 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Abrindo a Mente – A volta de humanos a Lua por Alexandre Cardia Machado

 

Abrindo a Mente – A volta de humanos a Lua

Alexandre Cardia Machado

 

Em nosso livro – A busca por Planetas habitados em coautoria com Reinaldo Di Lucia, dedicamos um espaço à exploração espacial, porque é uma forma de buscarmos por vida fora da Terra.

Entre 1969 e 1973 várias missões Apollo pousaram na Lua, 12 astronautas caminharam em sua superfície e coletaram amostras, o museu de geologia da UFRS, onde estudei possui um exemplar de rocha lunar, assim como quase todos os grandes centros de pesquisa.

No livro acima citado, no Capítulo 11- Pesquisas Científicas Atuais, subcapítulo – A Lua Nosso Satélite – desenvolvemos a cronologia das pesquisas espaciais desde a Apollo 11, até as atuais em desenvolvimento, por vários países.

Sobre a Missão Artemis destaco, chamo a atenção que este texto foi escrito em janeiro de 2025 e algumas datas previstas não ocorreram conforme o planejado:

Missão Artemis – NASA

        Está em desenvolvimento em todos os seus aspectos, desenvolvimento do foguete, dos módulos de viagem e pouso, trajes espaciais. Muitas etapas já foram superadas como podemos ver abaixo:

        A viagem da Artemis II à Lua está planejada para ocorrer em setembro de 2025, (acabamos de acompanhar que ocorreu em março e abril de 2026). Sendo que o primeiro pouso tripulado a partir de 2026 [1].

        Desenvolvimento do foguete e sistemas – Sistema de Lançamento Espacial

        Módulo Lunar – Órion – já foram feitos 4 testes do Módulo no espaço.(e foi utilizado por humanos nesta missão Artemis II)

        Artemis I (2022) – teste com Órion, dando uma volta na Lua, durou 25 dia em 11 de dezembro de 2022. Desta vez sem tripulantes.

        Artemis II (2025) – repetirá o Artemis I, só que com a tripulação a bordo, uma missão de 10 dias. Serão 4 astronautas, sendo uma mulher. (acabamos de acompanhar)

Fonte Nasa

        Artemis III (2026) – levará o gateway e está planejado a descida de 2 astronautas próximo ao polo sul da Lua. (hoje já se fala em 2027).

        Artemis IV a IX – estão planejados culminando com o início da construção de instalações no polo Sul da LUA”

São grandes passos, China e Índia também estão enviando sondas de exploração, no caso da China com objetivo de encontrar um melhor local para o pouso humano.

Termos uma base Lunar é estratégica, com o tempo conseguiremos produzir combustível de foguetes na Lua e com isto lançar foguetes com muito mais facilidade de lá em direção aos planetas do Sistema Solar.

Para Abrir mais a sua mente: Leia A busca por Planetas Habitados – de  Alexandre Cardia Machado e Reinaldo Di Lucia no link: https://cepainternacional.org/libro/a-busca-por-planetas-habitados/

Artigo originalmente publicado no jornal Abertura de maio de 2026.

Você pode acessar o Jornal completo clicando no link abaixo:

https://icksantos.blogspot.com/2026/05/jornal-abertura-de-maio-de-2026-ja.html

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Jornal Abertura de maio de 2026 - já disponível para download grátis

 Jornal Abertura de maio de 2026 - já disponível para download grátis






Baixe aqui:


Nesta Edição:

  • 20° Fórum Espírita do Livre Pensar da Baixada Santista páginas, 1 a 4;
  • Editorial 39 anos de Abertura, página 5;
  • Diferentes concepções do divino a da realidade - Milton Medran, página 6 e 7;
  • E chegou a época do progresso apresentar a sua conta - Roberto Rufo, página 8;
  • A volta de humanos à Lua - Abrindo a Mente - Alexandre Machado, página 9;
  • Pedido de ajuda - Cláudia Régis Machado, página 10;
  • Caminhando com Kardec - Jaci Régis, página 11;
  • Nossas livrarias, páginas 12 e 13;

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                                Agora amigos, se desejam buscar edições anteriores vejam aqui:

                                Novos links das publicações gratuitas do ICKS, veja abaixo:

Ano de 2026

Abertura 2026 – site do ICKS:

Abertura janeiro e fevereiro 2026

https://icksantos.blogspot.com/2026/02/jornal-abertura-janeiro-fevereiro-2026.html

Abertura março 2026

icksantos.blogspot.com/2026/03/baixem-o-jornal-abertura-de-marco-de.html

Abertura abril 2026

https://icks.ong.br/wp-content/uploads/2026/04/Jornal-Abertura-abril-2026.pdf

Ano de 2025

Abertura dezembro de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/12/saiu-o-jornal-abertura-de-dezembro-de.html

Abertura novembro de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/11/jornal-abertura-novembro-de-2025.html

Abertura outubro de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/10/jornal-abertura-outubro-de-2025.html

Abertura setembro de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/09/jornal-abertura-setembro-de-2025-baixe.html

Abertura agosto de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/08/jornal-abertura-agosto-de-2025-online.html

Abertura julho de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/07/jornal-abertura-de-julho-de-2025-baixe.html

Abertura junho de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/06/saiu-o-jornal-abertura-junho-de-2025.html

Abertura maio de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/05/jornal-abertura-online-em-pdf-maio-de.html

Abertura abril de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/04/jornal-abertura-pdf-disponivel-baixe.html

Abertura março de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/03/jornal-abertura-marco-de-2025-ja-podem.html

Abertura janeiro e fevereiro de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/02/jornal-abertura-de-janeirofevereiro.html

 Aberturas Anteriores veja no site da CEPA:

https://cepainternacional.org/journal-y-revistas/


Livros – ebooks alguns deles, para ver todos vá neste link:

https://cepainternacional.org/journal-y-revistas/

 

Livros – ebooks do ICKS

O Laço e o Culto – Krishnamurti de Carvalho Dias:

https://cepainternacional.org/libro/o-laco-e-o-culto-krishnamurti-de-carvalho-dias-2/

Emissões Energéticas na Prática Espírita: Vários autores

https://cepainternacional.org/libro/emissoes-energeticas-na-pratica-espirita/

Uma Breve História do Espírito: Alexandre Cardia Machado

https://cepainternacional.org/libro/uma-breve-historia-do-espirito/

https://cepainternacional.org/libro/una-breve-historia-del-espiritu/

Novo Pensar, Deus, Homem e o Mundo : Jaci Régis

https://cepainternacional.org/libro/nuevo-pensar-dios-hombre-y-el-mundo/

A busca por Planetas Habitados : Alexandre Cardia Machado e Reinaldo Di Lucia

https://cepainternacional.org/libro/a-busca-por-planetas-habitados/

O Poder e o Movimento Espírita: Jaci Régis e José Rodrigues

https://cepainternacional.org/libro/o-poder-e-o-movimento-espirita-icksissoes-energeticas-na-pratica-espirita-2/

Modelo Conceitual – Doutrina Kardecista: Jaci Régis

https://cepainternacional.org/libro/doutrina-kardecista-modelo-conceitual/

Caderno Cultural 5 - Análise da evolução do conceito de Reencarnação nas obras de Allan Kardec – Grupo de Estudos do ICKS

https://cepainternacional.org/libro/analise-da-evolucao-do-conceito-de-reencarnacao-ao-longo-das-obras-de-allan-kardec/

Amor, Casamento e Família: Jaci Régis

https://cepainternacional.org/libro/amor-casamento-e-familia/

Anais do VII Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita

https://cepainternacional.org/libro/anais-do-vii-sbpe-simposio-brasileiro-do-pensamento-espirita/

Anais do XV Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita

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Conheçam a nossa homepage:

 

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Um grande abraço fraterno a todos,

 

Alexandre Cardia Machado

Presidente do ICKS / Editor Chefe do Jornal de Cultura Abertura

 


domingo, 3 de maio de 2026

O poder da fé e da política - por Roberto Rufo e Silva

 

                                                      O poder da fé e da política

 

"A política é um bordel. Sempre foi e sempre será. Na verdade, é pior. O bordel é mais honesto. O sujeito paga e tem um serviço".(Luiz Felipe Pondé).

 

"O mal do mundo é que Deus envelheceu e o Diabo evoluiu". (Millôr Fernandes).

 

 

Bancada Crstã no Congresso Nacional

Quem deseja ascender e se manter no poder se utiliza de várias estratégias espirituais ou filosóficas para arregimentar o maior número de seguidores e com isso pôr em prática a ideologia que lhe convém.

A cultura e a política são dois caminhos muito utilizados para se introduzir artigos de fé ou ideologias totalitárias nas mentes e corações dos cidadãos. 

Com seu aspecto mais racional e de equilíbrio emocional o Espiritismo procura, com pouco sucesso, introduzir conceitos que visem a evolução intelecto-moral da humanidade. O Espiritismo não fala às paixões, tão ao gosto dos líderes populistas e demagogos. Daí sua parca percepção junto ao conjunto da sociedade.

A literatura espírita em geral aborda temas como a vida após a morte, a reencarnação e a comunicação com os espíritos. A cultura espírita promove atividades assistenciais e educativas, valoriza a fraternidade, a solidariedade o que deveria influenciar o comportamento e as relações sociais dos seus seguidores. Sem arroubos de fé ou discursos revolucionários de tomada do poder pela força.

De larga influência nos meios de esquerda mundiais o filósofo marxista Antônio Gramsci viu com clareza em sua teoria da hegemonia cultural que o Estado usa , nas sociedades  ocidentais, as instituições culturais para conservar o poder. Logo para se alterar esse quadro urge que os grupos de esquerda assumam o controle dos meios culturais e de comunicação. Sua teoria obteve grande êxito nos países do ocidente, já que no países do leste europeu o estado totalitário sempre teve enorme poder sobre os  meios culturais. O cancelamento é hoje  uma ação muito utilizada em redes sociais por quem detém o poder dos meios de comunicação culturais e artísticos. Atualmente é um alto risco o livre pensar pois a patrulha ideológica, como descreveu o cineasta Cacá Diegues a respeito da crítica cinematográfica de sua época, hoje está instalada nas universidades  federais, nas redações de jornais e no sites. Ouso dizer que o Jaci Regis que conhecemos não teria o mesmo espaço hoje e sofreria na pele o processo de cancelamento. Depois de desencarnado o processo de apagamento já se instalou.

Do lado do "pensamento" espiritual de direita o perigo para a obstrução da evolução racional das pessoas é mais devastador ainda. O novo filme da diretora Petra Costa de nome Apocalipse nos Trópicos, se propõe a examinar a interseção entre a política e as lideranças evangélicas no Brasil. Ela filmou um ato convocado pelo pastor Silas Malafaia e ouviu uma declaração inflamada que lhe chamou a atenção: "Deus deve tomar o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, e expulsar a escória desse país". E um dos pastores falava que "deus decretou o fim do governo do ímpio e falava da necessidade de uma guerra espiritual". As músicas eram sobre o apocalipse, os cultos falavam e associavam a pandemia ao apocalipse. Os pastores pediam ao governo Bolsonaro que ele criasse uma situação que aceleraria o fim do mundo e, portanto, a volta de Jesus.

Isso é uma teologia muito presente entre os evangélicos fundamentalistas no Brasil e nos EUA. Os aliados  dominionistas de Donald Trump acreditam nisso, e que acelerar o fim do mundo vai acelerar a volta de Jesus.

Dominionismo, também conhecido como teologia do domínio, é uma corrente teológica e política que interpreta Gênesis 1:28 como um mandado para os cristãos exercerem controle sobre a sociedade e suas diversas esferas, como governo, cultura (olha ela aqui de novo) e economia.

Nos resta o Espiritismo com sua visão otimista da vida, enfatizando a imortalidade da alma, a reencarnação como motor da evolução pela sucessão de aprendizados. A vida passa a ser uma oportunidade de crescimento, mesmo diante de adversidades. Se vai triunfar só saberemos num futuro muito distante.

 Artigo publicado originalmente no Jornal Abertura de setembro de 2025

Baixe o jornal Aqui:

Abertura setembro de 2025

https://icksantos.blogspot.com/2025/09/jornal-abertura-setembro-de-2025-baixe.html

 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

O Real e o Virtual por Eugenio Lara

 

O Real e o Virtual

Eugenio Lara

Interessante observar as similaridades entre o conceito espírita de mundo extrafísico e a realidade virtual. Quando se adentra e se imerge num mundo onde não há o espaço nem o tempo que, portanto, não influem em nossa percepção simplesmente porque não existem, a realidade muda completamente, assim como nossa percepção dessa mesma realidade. Não há lugar, não há sucessão temporal.

Na realidade virtual, o sujeito/objeto e o objeto/sujeito estão imersos em um mundo atópico, acrônico, características essenciais do ciberespaço. Num certo sentido, o mundo virtual gerado pela cibernética, pela internet, as redes sociais, o ciberespaço, é um mundo com características semelhantes ao mundo extrafísico, é seu reflexo, mas não há lugar, não há espaço, não há corpo e o tempo deixa de ser contado, deixa de existir. É o eterno presente, a realidade on-line.

Atopia é a ausência de espaço, de lugar, como aquela estranha e engraçada casa do poema de Vinícius de Morais: “não tinha teto não tinha nada”, não tinha chão, não tinha parede... E Acronia é a inexistência do tempo, de sua não decorrência, da insucessão das coisas. O mundo virtual se define por ser atópico e acrônico, particularidades basilares do mundo extrafísico, do mundo dos espíritos, sem tempo e sem espaço.

A percepção do tempo e do espaço se dá através da experiência corporal, das sensações físicas, no enfrentamento das vicissitudes. Na visão espírita, vicissitude é um conjunto de necessidades, de limitações físicas, psíquicas e psicológicas. Trata-se do enfrentamento da materialidade no processo evolutivo, no embate, na superação de toda e qualquer limitação, segundo a causalidade e a casualidade.

Pela causalidade, em função da materialidade como causa eficiente, fatal, da palingenesia e, da casualidade, devido à inexistência de fatalidade nas ações humanas, volitivas e delineadas pelo livre-arbítrio. É o acaso, descartado pelos espíritos, na época, em função do padrão newtoniano vigente, mas que sob outra ótica, quântica, exerce importante papel na realidade, seja ela física ou extrafísica, real ou virtual.

E a simulação do real pelo virtual é tão intensa e impregnante que há quem tenha predileção pela vida virtual em detrimento da real, como naquele famoso game Second Life. É a segunda vida, paralela, adjacente, vida contígua e que transcende a vida atual, real. Há quem se realize no Facebook e nas redes sociais, preferindo o ser virtual ao ser real.

A realidade virtual se renderiza; o espírito se materializa, se corporifica, reencarna. O corpo ensina a consciência. A consciência se expande através do corpo, que recebe os impulsos mentais durante a encarnação, mas possui sua própria determinação, suas próprias leis. O mecanismo da vida não depende do espírito para existir, ele simplesmente existe, resultante da seleção natural, da evolução universal.

O virtual colocava-se no plano da possibilidade, do vir a ser, de algo quase que totalmente possível, daí as expressões “o virtual candidato”, “o virtual campeão”. Expressões que hoje fornecem outro entendimento, ganharam outro significado, porque o virtual conquistou autonomia, é “existente”, a realidade simulada, a hiper-realidade, o simulacro de que falava o filósofo pós-moderno Baudrillard: “É a geração pelos modelos de um real sem origem nem realidade: hiper-real”. (Jean Baudrillard - Simulacros e Simulação).

O advento da realidade virtual recoloca a histórica questão entre a matéria e o espírito, entre a alma e o corpo, entre o físico e o extrafísico. Do mesmo modo que podemos simular a realidade extrafísica através do mundo virtual, suponho que a recíproca também seja verdadeira. No extrafísico, a simulação do físico, reproduzindo de forma artificial o físico na realidade extrafísica, o que permitiria, teoricamente, ao espírito na erraticidade, permanecer de modo indefinido nesse estado transitório, sem precisar reencarnar, ato que dependerá, tão-somente, de seu livre-arbítrio e merecimento moral.

Se na astronáutica simulamos a ausência da gravidade, de modo análogo, no extrafísico, pode-se simular o físico, em processo inverso ao da realidade virtual, como se o virtual se apoderasse do real, na metáfora da Matrix, da simulação da realidade. Mera aparência que daria razão à tese orientalista de que vivemos em um mundo de aparências, no mundo de Maya ou num mundo de simulacros, segundo Baudrillard.

Ou, de modo verossímil, na ideia de Avatar, da consciência em outro corpo, virtual, simulado, mas que promove reações no corpo originário da consciência encarnada. Interessante lembrar que a palavra Avatar vem do sânscrito e significa a encarnação de uma consciência imortal, de uma suprema criatura como Krishna, na filosofia hindu. Na linguagem cristã, Jesus seria um Avatar: “o verbo que se fez carne”.

Por outro lado, lembremos de Kardec ao afirmar que o mundo extrafísico é o mundo primitivo, originário:O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo. O mundo corporal é secundário; poderia deixar de existir ou nunca ter existido, sem alterar a essência do mundo espírita”. (Allan Kardec - O Livro dos Espíritos, Introdução).

Não é um juízo de valor. São apenas mundos de naturezas diferentes, essencialmente diferenciados. Algo próximo à tese do universo holográfico, desenvolvida pelo físico quântico David Bohm, que consiste na ideia de que todo o universo não passaria de um gigantesco holograma (reprodução tridimensional por meio do laser), da imagem formulada e criada pela mente como um campo único, material e consciencial. De que o universo é uma grande projeção, de um nível de realidade além do tempo e do espaço e, quem sabe, a projeção de uma Grande Consciência.

Eugenio Lara é membro-fundador do Centro de Pesquisa e Documentação Espírita e autor de Breve Ensaio Sobre o Humanismo Espírita. E-mail: eugenlara@hotmail.com

Artigo publicado no jornal Abertura de outubro de 2013

sexta-feira, 3 de abril de 2026

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