terça-feira, 29 de setembro de 2026

Uma aula magna sobre a ação humana por Roberto Rufo

 

Uma aula magna sobre a ação humana por Roberto Rufo e Silva







    Existe um magnífico subtítulo na Lei de Liberdade do Livro dos Espíritos, mais especificamente explicitado na pergunta 872 desse espetacular livro, de nome “Resumo Teórico da Motivação das Ações do Homem”. Por falar em Livro dos Espíritos, em 18 de abril de 2027 se completarão 170 anos do lançamento desse livro, muito bem definido por Herculano Pires na frase: "em 18 de abril de 1857 uma nova luz brilhou nos horizontes mentais do mundo".

    Como bem sabemos o livre-arbítrio é a capacidade humana de realizar escolhas autônomas, definindo o próprio destino entre o bem e o mal. Na questão da escolha se destacam a responsabilidade individual, a liberdade de ação e o debate entre autonomia e consequências.

    Voltando ao resumo teórico citado acima, na questão 872 há vários esclarecimentos muito importantes iniciando pelo excelente aviso de que "o homem não é fatalmente conduzido ao mal; os atos que ele realiza não estão antecipadamente escritos; os crimes que ele comete não resultam de uma sentença do destino". É muito difícil para as pessoas aceitarem a inoperância do destino, ainda mais num país muito místico e cheio de festas religiosas. Percebam que as maiores atrocidades ou acidentes que resultam em mortes injustas ou num desencarne inesperado são sublimadas com uma frase muito infantil: era chegada a hora dela.

    Deus nos concedeu o livre arbítrio com um único propósito, para que sejamos livres, livres para fazermos nossas próprias escolhas. Alguns pensadores atacam o livre-arbítrio como sendo uma ilusão que nos aprisiona na nossa própria ignorância e nos expõe ao sofrimento. O Livro dos Espíritos se opõe frontalmente a esse pensamento afirmando que sem o livre arbítrio o homem não tem nem demérito no mal, nem mérito no bem, e isso é reconhecido no mundo, onde se proporciona sempre a censura ou o elogio, à intenção, quer dizer à vontade. Ora, quem diz vontade, diz liberdade. 

    Santo Agostinho escreveu que o livre arbítrio é uma benção, mas se torna uma maldição quando você não educa a sua vontade. A Doutrina Espírita assinaria embaixo, pois a essência do Espiritismo é mais moral. A Doutrina Espírita admite, no homem, o livre arbítrio em toda a sua plenitude. Para a Doutrina Espírita não há arrastamento irresistível.


Artigo publicado no jornal Abertura de junho de 2026 tem uma reportagem de 7 páginas sobre a vida no Universo, baixe aqui, no site do ICKS:

https://icksantos.blogspot.com/2026/06/jornal-abertura-de-junho-baixe.html


Você também pode baixar no site da CEPA

https://cepainternacional.org/jornal-abertura-junho-2026/


sexta-feira, 11 de setembro de 2026

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Ei-la de volta : a guerra - por Roberto Rufo e Silva

 

                                                   Ei-la de volta : a guerra

 

"A guerra é um massacre entre gente que não se conhece, para proveito de pessoas que se conhecem, mas não se massacram". (Paul Valéry)

 

"O otimista não sabe o que o espera". (Millôr Fernandes).

 

 


     A guerra é um conflito armado, violento e organizado entre estados, nações ou grupos, movido por disputas territoriais, políticas ou ideológicas. Caracteriza-se pelo uso da força militar, resultando em destruição, perda de vidas e impactos sociais profundos.

    Pergunta 742 do Livro dos Espíritos - Qual é a causa que leva o homem à guerra? Os espíritos responde tratar-se da predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e satisfações das paixões.

    A guerra busca impor a vontade de um grupo sobre outro, conquistar recursos, dominar territórios ou impor ideologias. Argumentos "apaixonantes" tentam explicar e justificar atos que não passam de atitudes criminosas. Não é mesmo Putin? Não é mesmo Trump? Não é mesmo Netanyahu? Os chamados revolucionários da esquerda saíram correndo em defesa do ditador Putin na sua invasão criminosa da Ucrânia. O histórico da teoria marxista assim o exigia. Josef Stálin, o sanguinário, se vivo fosse, teria uma explicação perfeitamente lógica.

    Os chamados patriotas da direita, saíram também correndo em defesa do alucinado Trump e do criminoso Netanyahu,  não só na sujeira que fizeram na Faixa de Gaza como no assassinato de civis em Teerã. Com tanta tecnologia envolvida, "erraram" o alvo e acertaram uma escola de meninas, com a morte de dezenas de crianças. Henry Kissinger, o genocida, se vivo fosse, também encontraria argumentos que justificasse a barbárie.

    A pergunta 743 dentro da utopia espírita indaga se a guerra desaparecerá um dia da face da Terra? Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus; então, todos os povos serão irmãos respondem os espíritos.

    Prevejo, que será um mundo onde o judeu e o palestino andarão de mãos dadas aos beijos e abraços.

    Alguns estudiosos da guerra consideram a guerra um aspecto universal e ancestral da natureza humana. Eu completo dizendo que a história do mundo é basicamente a história da violência. A Primeira e a Segunda Guerra Mundial atestam esse conceito. Por incrível que pareça o domínio por algumas potências mundiais de armas atômicas garante forçosamente a paz baseada no medo. A destruição seria o fim da humanidade.

    Nossos amigos espirituais, que subsidiaram  o Livro dos Espíritos , dizem que a Providência tornou a guerra necessária com o objetivo de alcançarmos a liberdade e o progresso, e que mesmo que haja uma subjugação momentânea é preciso para abater os povos, fazendo-os chegar mais depressa à perfeição. Difícil compreensão. Todo povo subjugado na história da humanidade traz consigo uma memória de humilhação. No Japão feudal, o Exército  de tinha soldados especiais cuja única missão era contar o número  cabeças de inimigos cortadas em cada batalha, para fins matemáticos e estatísticos  censitários estratégicos. Hoje em dia os bombardeios fazem esse serviço.

    Em contrapartida, Jesus de Nazaré ensinou a não violência, o amor aos inimigos e a busca pela paz, posicionando-se contra a participação ativa de seus seguidores em guerras. Eu fico ao lado de Jesus.

 

 Roberto Rufo


Artigo publicado no Jornal Abertura de abril de 2026.

Baixe aqui gratuitamente:

https://icksantos.blogspot.com/2026/04/jornal-abertura-de-abril-de-2026-baixe.html