sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Ei-la de volta : a guerra - por Roberto Rufo e Silva

 

                                                   Ei-la de volta : a guerra

 

"A guerra é um massacre entre gente que não se conhece, para proveito de pessoas que se conhecem, mas não se massacram". (Paul Valéry)

 

"O otimista não sabe o que o espera". (Millôr Fernandes).

 

 


     A guerra é um conflito armado, violento e organizado entre estados, nações ou grupos, movido por disputas territoriais, políticas ou ideológicas. Caracteriza-se pelo uso da força militar, resultando em destruição, perda de vidas e impactos sociais profundos.

    Pergunta 742 do Livro dos Espíritos - Qual é a causa que leva o homem à guerra? Os espíritos responde tratar-se da predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e satisfações das paixões.

    A guerra busca impor a vontade de um grupo sobre outro, conquistar recursos, dominar territórios ou impor ideologias. Argumentos "apaixonantes" tentam explicar e justificar atos que não passam de atitudes criminosas. Não é mesmo Putin? Não é mesmo Trump? Não é mesmo Netanyahu? Os chamados revolucionários da esquerda saíram correndo em defesa do ditador Putin na sua invasão criminosa da Ucrânia. O histórico da teoria marxista assim o exigia. Josef Stálin, o sanguinário, se vivo fosse, teria uma explicação perfeitamente lógica.

    Os chamados patriotas da direita, saíram também correndo em defesa do alucinado Trump e do criminoso Netanyahu,  não só na sujeira que fizeram na Faixa de Gaza como no assassinato de civis em Teerã. Com tanta tecnologia envolvida, "erraram" o alvo e acertaram uma escola de meninas, com a morte de dezenas de crianças. Henry Kissinger, o genocida, se vivo fosse, também encontraria argumentos que justificasse a barbárie.

    A pergunta 743 dentro da utopia espírita indaga se a guerra desaparecerá um dia da face da Terra? Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus; então, todos os povos serão irmãos respondem os espíritos.

    Prevejo, que será um mundo onde o judeu e o palestino andarão de mãos dadas aos beijos e abraços.

    Alguns estudiosos da guerra consideram a guerra um aspecto universal e ancestral da natureza humana. Eu completo dizendo que a história do mundo é basicamente a história da violência. A Primeira e a Segunda Guerra Mundial atestam esse conceito. Por incrível que pareça o domínio por algumas potências mundiais de armas atômicas garante forçosamente a paz baseada no medo. A destruição seria o fim da humanidade.

    Nossos amigos espirituais, que subsidiaram  o Livro dos Espíritos , dizem que a Providência tornou a guerra necessária com o objetivo de alcançarmos a liberdade e o progresso, e que mesmo que haja uma subjugação momentânea é preciso para abater os povos, fazendo-os chegar mais depressa à perfeição. Difícil compreensão. Todo povo subjugado na história da humanidade traz consigo uma memória de humilhação. No Japão feudal, o Exército  de tinha soldados especiais cuja única missão era contar o número  cabeças de inimigos cortadas em cada batalha, para fins matemáticos e estatísticos  censitários estratégicos. Hoje em dia os bombardeios fazem esse serviço.

    Em contrapartida, Jesus de Nazaré ensinou a não violência, o amor aos inimigos e a busca pela paz, posicionando-se contra a participação ativa de seus seguidores em guerras. Eu fico ao lado de Jesus.

 

 Roberto Rufo


Artigo publicado no Jornal Abertura de abril de 2026.

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