Ei-la de volta : a guerra
"A guerra é um massacre entre gente que não se conhece,
para proveito de pessoas que se conhecem, mas não se massacram". (Paul
Valéry)
"O otimista não sabe o que o espera". (Millôr
Fernandes).
A guerra é um conflito armado, violento e organizado
entre estados, nações ou grupos, movido por disputas territoriais, políticas ou
ideológicas. Caracteriza-se pelo uso da força militar, resultando em
destruição, perda de vidas e impactos sociais profundos.
Pergunta 742 do Livro dos Espíritos - Qual é a causa que
leva o homem à guerra? Os espíritos responde tratar-se da predominância da
natureza animal sobre a natureza espiritual e satisfações das paixões.
A guerra busca impor a vontade de um grupo sobre outro,
conquistar recursos, dominar territórios ou impor ideologias. Argumentos
"apaixonantes" tentam explicar e justificar atos que não passam de
atitudes criminosas. Não é mesmo Putin? Não é mesmo Trump? Não é mesmo
Netanyahu? Os chamados revolucionários da esquerda saíram correndo em defesa do
ditador Putin na sua invasão criminosa da Ucrânia. O histórico da teoria
marxista assim o exigia. Josef Stálin, o sanguinário, se vivo fosse, teria uma
explicação perfeitamente lógica.
Os chamados patriotas da direita, saíram também correndo em
defesa do alucinado Trump e do criminoso Netanyahu, não só na sujeira que
fizeram na Faixa de Gaza como no assassinato de civis em Teerã. Com tanta
tecnologia envolvida, "erraram" o alvo e acertaram uma escola de
meninas, com a morte de dezenas de crianças. Henry Kissinger, o genocida, se
vivo fosse, também encontraria argumentos que justificasse a barbárie.
A pergunta 743 dentro da utopia espírita indaga se a
guerra desaparecerá um dia da face da Terra? Sim, quando os homens
compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus; então, todos os povos serão
irmãos respondem os espíritos.
Prevejo, que será um mundo onde o judeu e o palestino
andarão de mãos dadas aos beijos e abraços.
Alguns estudiosos da guerra consideram a guerra um aspecto
universal e ancestral da natureza humana. Eu completo dizendo que a história do
mundo é basicamente a história da violência. A Primeira e a Segunda Guerra
Mundial atestam esse conceito. Por incrível que pareça o domínio por algumas
potências mundiais de armas atômicas garante forçosamente a paz baseada no
medo. A destruição seria o fim da humanidade.
Nossos amigos espirituais, que subsidiaram o Livro dos
Espíritos , dizem que a Providência tornou a guerra necessária com o objetivo
de alcançarmos a liberdade e o progresso, e que mesmo que haja uma subjugação
momentânea é preciso para abater os povos, fazendo-os chegar mais depressa à
perfeição. Difícil compreensão. Todo povo subjugado na história da
humanidade traz consigo uma memória de humilhação. No
Japão feudal, o Exército de tinha soldados especiais cuja única missão
era contar o número cabeças de inimigos cortadas em cada batalha, para
fins matemáticos e estatísticos censitários estratégicos. Hoje em dia os
bombardeios fazem esse serviço.
Em contrapartida, Jesus de Nazaré ensinou a não violência, o
amor aos inimigos e a busca pela paz, posicionando-se contra a
participação ativa de seus seguidores em guerras. Eu fico ao lado de Jesus.
Roberto Rufo
Artigo publicado no Jornal Abertura de abril de 2026.
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