sábado, 7 de fevereiro de 2026

Sonho como objetivo por Cláudia Régis Machado

 

Sonho como objetivo - Cláudia Régis Machado

 

Enquanto espírito imortal com compreensão espírita e encarnada creio que está em minha pauta de vida aprender, acertar, errar, aproveitando algumas oportunidades que foram buscadas e outras que surgirão, sempre com o intuito de evoluir.

Creio que como ser humano já encarnado como diz Jaci Régis em seu livro Caminhos da Liberdade, deva ter estes pensamentos: “valorizo o corpo, a vida presente e incorporo as noções do tempo e espaço numa dinâmica capaz de libertar tanto a sombra do passado, quanto o medo do futuro, exaltando o momento em que se exercita o único bem imperecível que é a vida imortal que cada um possui como acervo inalienável”. Vivo o presente dessa encarnação com: infância, adolescência, vida adulta e velhice, com todos os seus momentos: estudo, trabalho, relacionamentos, família, tenho sonhos, busco o bem-estar, os valores morais e os comportamentos positivos e de equilíbrio. Sou um ser humano.

Neste momento quero explanar sobre os sonhos. Existem diferentes tipos de sonhos; como os sonhos arquetípicos, compensatórios, sonhos oníricos, sonhos premonitórios, pesadelos, sonhos espiritas e sonhos como desejos a serem realizados, vamos nos ater a esse último.

Uma máxima da atualidade: Tenha sonhos! Vá em busca de seus sonhos! Uma ideia sedutora e que nos estimula, muitas vezes.

Se diz “não sonhar é um dos grandes inimigos da felicidade. Nossa vida pode ser melhor, se tivermos coragem de sonhar e de materializar nossos sonhos”.

 Transformá-los em ação exige muito trabalho, foco, determinação e disciplina.

“Uma coisa é ter anseios que nos encantam; outra é planejar e executar tudo aquilo que for possível para alcançá-los”.

Talvez trocando a palavra sonhos por objetivos não os tornem como algo mágico, inalcançável e, encarando dessa forma é possível que diminua a distância para concretizá-los.  Acredite, o sonho fica mais próximo quando vira um objetivo.

No entanto continua difícil; planejar, investir e programar são passos básicos e é importante estarmos cientes que não dá para ter o controle total dos fatos que podem suceder e interferem em nossa trajetória de execução.

Outro fator fundamental é ter metas plausíveis e de possibilidade de realização e mesmo assim abrir espaço para acomodar o replanejamento se necessário. Ajustar a dimensão e o valor das coisas, distinguir o essencial para atingir o objetivo.

Quando escrevemos sobre qualquer assunto esperamos que tenha algum eco de reflexões no entanto tenho consciência que parte do meu público pensa que já não tem mais tempo para esses planejamentos, ou um tempo real para maiores ponderações, mas o meu desejo é que possa contribuir para um olhar para esse tipo de ideias levando sempre em conta que a  evolução, para nós espírita que temos como objetivo crescer e nos tornamos melhores, requer atitudes ainda que pequenas, mas que colaborem na solução das dificuldades e dos desafios numa escalada constante e permanente para o desejo ser realizado.

Importante ter otimismo, ajeitar e enfeitar o trajeto para que seja satisfatório e que traga prazer, mas muitas vezes isso não ocorre, muitas vezes consomem tanta energia que deixamos passar situações, momentos de bem-estar que estão no presente porque o nosso foco está no futuro. Lendo um artigo sobre o tema pensei nesta nova análise sobre os sonhos que também é válida e deve ser levada em conta.

 A busca de objetivos requer alguns sacrifícios, mas existe um limite. E muitas vezes somos perseverantes, determinados, porém constatamos que o sonho não faz mais sentido.

Desistir deles nos faz sentir fracassado e com baixa autoestima. Porém, a insistência cega também pode ser muito danosa e é a razão número um para que muitos sonhos se transformam em pesadelos.  O caminho é o do meio: não se deve persegui-los fanaticamente, nem os renunciar. A sugestão é que se faça uma hierarquia e coloque no topo — acima dos sonhos — o aprendizado. Uma maneira de buscar sonhos — sem sacrificar o presente — é construir um modo de vida que permita que você tenha o que precisa, numa atividade que você goste e onde possa desenvolver suas qualidades.

Arthur Schopenhauer colocava” a vida de todos os dias e os sonhos são páginas de um único livro”. Viva o aqui e o agora, sempre que possível busque escolhas boas e com propósito.

Gostou deste artigo? Foi publicado originalmente no Jornal Abertura de agosto de 2025.

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https://icksantos.blogspot.com/2025/08/jornal-abertura-agosto-de-2025-online.html

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