quinta-feira, 6 de outubro de 2022

ICKS Lança o livro - Uma Breve História do Espírito de Alexandre Cardia Machado

 

O livro em formato e-book – gratuito, basta baixá-lo no site da CEPA – Associação Espírita Internacional. O autor Alexandre Cardia Machado é o Redator Chefe do Jornal Abertura.



Editora – ICKS uma nova série chamada – Abrindo a Mente.


O livro traz o prefácio do pensador espírita Reinaldo di Lucia. O autor Alexandre Cardia Machado conta a história da criação do Universo, da matéria e do espírito desde o Big Bang até os nossos dias. Navega entre cosmologia, paleontologia e espiritismo – propondo uma Cosmologia Espírita Possível.

 É um livro de estilo – Divulgação Científica – no entanto o autor sem fugir de termos técnicos, pensou em como ajudar o leitor a entender bem os conceitos, fica aqui o nosso convite – baixe aqui:

https://cepainternacional.org/libro/uma-breve-historia-do-espirito/

 Disponível em espanhol também;

https://cepainternacional.org/libro/una-breve-historia-del-espiritu/


Cláudia Régis Machado comenta sobre este livro - Uma  Breve História do Espírito.

Uma breve história do espírito – uma resenha

Cláudia Régis Machado

    É o nome do livro de Alexandre Cardia Machado, um ótimo livro que vale a pena de ser lido e estudado. É o que estava faltando na literatura espírita porque ser inovador trazendo a integração do que a ciência estudou sobre origem do universo e a evolução dos seres vivos com a contribuição do Espiritismo. Trazendo uma peça fundamental para nós, “o espírito”. Discorrendo também com muita propriedade sobre a relação do espírito com a matéria, e ainda mais com a pluralidade dos mundos habitados e a não interferência desta no desenvolvimento da geração humana.

    Livro escrito para espíritas e simpatizantes que tem fome de conhecimento nesta área. Pessoas que se interessem pela tese de como os espíritos surgem e se manifestam no universo bem como seu desenvolvimento. Ou seja, de onde viemos!

    Com este trabalho Alexandre expande e atualiza a Doutrina Kardecista criada há 166 anos, para que esta caminhe, atendendo e respondendo às questões humanas. O Espiritismo necessita ser sempre revitalizado e o autor através de seu esforço traz esse frescor para nos levar a querer sempre estudar mais, discutir e refletir.

    O livro é como se diz “um livro de fôlego” visto que não trata de comportamento moral onde as pessoas se identificam com mais facilidade, mas de tópicos da Doutrina Kardecista importantes para o entendimento da gênese humana.

    Alexandre estudioso e entusiasta de Cosmologia tem publicações de artigos em periódicos espíritas bem como apresentações de trabalhos em Simpósios, Congressos e Centros Espírita. Presidente atual do ICKS - Instituto Cultural Kardecista de Santos, sendo redator do jornal Abertura.

    A estrutura da obra foi pensada para que o leitor possa seguir a leitura em capítulos onde são estudados assuntos que oferecem a compreensão e fundamentação da breve história do espírito. Usa uma linguagem simples apesar do tema complexo, sem grandes ornamentações linguísticas. Para facilitar ao leitor no entendimento de termos e matérias especificas,  utilizou um glossário, no fim do livro, para explicação mais detalhada da nomenclatura peculiar do conhecimento científico. Em sua composição usa também de fotos, gráficos explicativos para ajudar a apreensão da ideia defendida.

    Toda a sua tese é embasada em nomes de referência cientifica como Einstein, Hawking Marcelo Gleiser, Michelson e Morley para citar alguns bem como de conceitos científicos, estudos e experimentos explicados de forma clara e acessível.

    Procurou verificar pontos na concepção kardecista que necessitavam ser aprofundados e atualizados para ocupar o seu espaço na estrutura do Espiritismo. Concentrou sua análise nos saberes pesquisados pelos encarnados, pois obras espíritas psicografadas de cunho religioso nada ajudam neste tema para esclarecer a humanidade, como bem cita Hernani Guimarães de Andrade.

    Nesta resenha quis ressaltar alguns itens dos capítulos que revelassem de forma sucinta a profundidade e a consistência do livro, esperando que isto incentive a sua leitura e estudo.

    Por exemplo, no capítulo 2 - Modelo cosmológico espírita possível. O autor fala de Deus, espírito e matéria e desenha uma trajetória cosmológica possível dentro do Espiritismo, com perspectiva da lei de progresso considerando o saber científico atual.

    Caracteriza o desenvolvimento do espírito como princípio espiritual iniciando a sua jornada no mesmo momento da criação da matéria dando os seus primeiros passos e classifica e nomeia-o de acordo com cada fase de seu desenvolvimento.

    No capítulo 3 - A Caminhada terrestre. Primeiramente trata das diversas descrições do que é a vida, seguido de como ela surge na Terra e as condições propícias e especiais existentes em nosso planeta para o seu aparecimento.

    Traz explicações, experiências e estudos que abrangem este tema e a visão do Livro dos Espíritos e de Kardec que era, então, da geração espontânea, acreditando que cada espécie tinha um princípio espiritual pré-definido e realizando uma comparação, revelando o quanto houve de progresso neste assunto.

    O capítulo 4 - O ser humano e a Evolução, uma análise pré-histórica. Dando sequência ao processo de vida chega à espécie humana que surge nos últimos cinco milhões de anos, primeiro com os Australoptecos, iniciando nossa diferenciação dos demais primatas até o aparecimento do ser humano.

    Explica toda a trajetória dos hominídeos e os indícios e elementos que forjaram este desenvolvimento detalhando quais os fatores que a favoreceram: como a utilização e fabricação de utensílios, a capacidade de conviver e trabalhar em tarefas compartilhadas, a esperteza, a melhor adaptação e desenvolvimento da inteligência demonstrando que o princípio espiritual é um dos principais agentes desse desenvolvimento além de outros itens como a postura ereta, a dieta, o desenvolvimento do cérebro assim como a influência das mudanças climáticas.

    O paralelo com as posições de Kardec estão sempre presente onde levanta os pontos principais da Doutrina Espírita sobre a evolução do gênero humano. Examina sempre que possível esta ideias e descreve o percurso científico das mesmas ideias com estudos e descobertas que oferecem fundamento para trabalho.

    E toda a evolução foi um caminho de milhões de anos, pois há 2,5 milhões de anos surge o gênero homo onde há manifestação do espírito propriamente dito não mais do então princípio espiritual. O sucesso destes e a extinção de algumas espécies proto-humanas.

    O autor termina o capítulo com o surgimento do homo sapiens e descrevendo as raças atuai até a  pré-história.

    O capítulo 5 - Exobiologia O autor não é adepto à ideia de seres, advindo da exobiologia, para explicar o crescimento da espécie humana. Demonstra vários argumentos e itens que reforçam a solidificação de sua tese, que a história do desenvolvimento do princípio espiritual em espírito é puramente terrestre.

    O autor embora defenda sua tese não descarta a possibilidade de um potencial de vida em outros planetas, porém levanta várias dificuldades como a distância dos planetas, formação dos planetas habitáveis o tempo para alcançar este planeta, isto abordado de uma maneira científica e não na dimensão do divino.

    Examina a bibliografia espírita sobre as migrações de espíritos de outros planetas como explicações para os “saltos” da humanidade e continua a defender e evidenciar a ideia de que os saltos evolutivos humanos podem ser elucidados perfeitamente através da história terrestre de forma mais simples sem recorrermos a necessidade de migração de espíritos de outros planetas. Buscou sempre evidências históricas para ratificar a tese que o desenvolvimento da espécie humana ocorreu aqui na Terra e não com explicações de suposições exobiológicas.

    Não existe evidência da influência das migrações interplanetárias e esta não encontra eco até o momento com o conhecimento acumulado que temos de nossa origem. A literatura espírita não aponta os fatos claros que justifiquem os saltos ocorridos na população primata da Terra baseada apenas na crença dos espíritos superiores.

    Na codificação não há uma explicação de como daria estas migrações.

    No último capítulo - A trajetória espírita, antes das conclusões finais levanta perguntas deixando para o leitor refletir se há uma ciência Espírita? Qual o seu método? Qual o seu objeto de estudo? Como o espiritismo é visto pelas instituições cientificas? Isto com intuito de reacender a chama da busca do conhecimento nas fileiras espíritas. Enfatiza como isso tem uma grande importância para várias comprovações e para alçar apoio científico.

    Analisa o atual momento que é praticamente de estagnação, que não temos saltos é preciso muitos estudos, pois são raros os trabalhos apresentados neste assunto. Saber das descobertas à custa de revelações mediúnicas, ingenuidade.

    Nas considerações finais ressalta que o Espiritismo é um conhecimento que deve andar passo a passo com todas as ciência.

    Os espíritas devem estar preparados para as mudanças constantes utilizando o critério da razão buscando sempre solução mais simples para os problemas. E outras questões mais.

    Não deixar o Espiritismo ser uma pseudociência por falta de produção científica.

    Termina com uma alusão ao porvir, evoluiremos como espécie?

    Convido a todos a descobrir nesta leitura muita informação, e atualização.

    O autor não tem a pretensão de responder todas as questões que possam advir deste assunto, a ciência em suas descobertas é dinâmica e questões podem ser levantadas a todo momento, assim como os estudos espíritas que virão poderão dar uma luz em vários pontos ainda não respondidos.

Esta resenha foi publicada no Jornal Abertura de janeiro-fevereiro de 2023.

Quer ler o jornal completo: Jornal ABERTURA janeiro-fevereiro de 2023

https://cepainternacional.org/jornal-abertura-janeiro-de-2023/

 

Aqui no blog você poderá encontrar também:


Artigos sobre os livros do ICKS

 

Livros editados ou comercializados no ICKS

https://www.blogger.com/blog/post/edit/8190435979242028935/2376729295651052388

Livro Novo Pensar sobre Deus, Homem e o Mundo - por Jaci Régis

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Imortalidade e atemporalidade – Jaci Régis  - sobre o Livro Novo Pensar sobre Deus, Homem e o Mundo

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A Doutrina Kardecista - uma reflexão -por Roberto Rufo – sobre o Livreto Modelo Conceitual Doutrina Kardecista de Jaci Régis

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Abrindo a Mente - sobre o livro O Laço e o Culto por Alexandre Cardia Machado – como obter o CD com o livro – O Laço e o Culto de Krisnamurti de Carvalho Dias

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Desafios do Kadu - Revista de Entretenimento Espírita - autora Cláudia Régis Machado

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quarta-feira, 28 de setembro de 2022

PRONUNCIAMENTO DO MOVIMENTO MUNDIAL DE MULHERES ESPÍRITAS PELOS DIREITOS HUMANOS

 

PRONUNCIAMENTO DO MOVIMENTO MUNDIAL DE MULHERES ESPÍRITAS PELOS DIREITOS HUMANOS


NOSSO APOIO À LUTA DAS MULHERES IRANIANAS


Todos os dias, ao redor do mundo, milhares de mulheres, meninas e jovens, sofrem humilhações, violência, casamentos forçados, estupros, torturas, mutilações genitais ou são assassinadas por terem nascido mulheres. Esta discriminação inaceitável é o reflexo de sociedades arcaicas que aceitam e aplicam tradições de outro tempo, sociedades com sistemas patriarcais que não oferecem direitos nem proteção às mulheres. A discriminação que sofrem, a privação de seus direitos fundamentais, é contrária aos princípios de igualdade e respeito à dignidade humana consignados na declaração universal de direitos humanos e estabelecidos pelas Nações Unidas.


A lista de países onde os direitos das mulheres retrocedem e onde suas vidas correm perigo é longa: Turquia, Afeganistão, Etiópia, Estados Unidos, Polônia, Hungria, Índia, China, Arábia Saudita, e em todas as zonas de conflito onde a escravidão sexual e o estupro se converteram em uma arma de guerra.


Hoje, a detenção e a obscura morte de Masha Amini, de tão só 22 anos, dia 13 de setembro de 2022, por usar um véu de forma inapropriada, aos olhos das abusivas leis postas em vigor despois da revolução de 1979, está incendiando o Irã.


Masha Amini se converteu em símbolo da opressão das mulheres pelo regime da República Islâmica. Para serem ouvidas, as mulheres iranianas se gravam nas redes sociais, queimando seus véus, cortando o cabelo, mostrando uma imensa coragem frente à violenta repressão do regime. Os protestos pacíficos se reprimem com violência e impunidade. Dezenas de mortos, centenas de feridos: do que têm medo as autoridades? De sua liberdade? De sua inteligência? De sua educação? De sua coragem?


"Mulheres, vida, liberdade" é o lema das manifestantes, que ecoa hoje para todas as mulheres do mundo. Devemos apoiar este movimento sem precedentes!


Como espíritas, damos todo nosso apoio a esta nova manifestação popular que nos mostra a vontade de mulheres indignadas e dispostas a se enfrentarem à brutalidade do poder, que provocam o poder religioso exigindo direitos reais e o fim da perseguição.


Desde o princípio da história do espiritismo kardecista, ficou bem claro que as mulheres e os homens eram iguais perante Deus, que não podia haver diferenças nos direitos humanos. Dentro do espiritismo, portanto, está claro que os direitos devem ser estritamente idênticos entre os dois sexos, em todos os aspectos da vida cívica e social. Esta era uma posição de destaque para o século XIX.


Por outro lado, se segundo o espiritismo todos somos iguais perante Deus, em algumas instituições e culturas religiosas esta noção não existe. O Deus mal-entendido, especialmente entre os islâmicos fundamentalistas, se opõe totalmente a esta igualdade natural. É a lei patriarcal do masculino que proíbe toda normalidade e toda emancipação para as mulheres, que são relegadas a um papel de procriação e de servidão doméstica conferindo-lhes uma forma de escravidão.




Assim, o Espiritismo, por sua própria essência, apoia com força esta luta pela igualdade dos sexos e denuncia a ignominia criminal de outra época.


Com efeito, deve-se falar de crime, porque ao crime de impedir que as mulheres vivam normalmente, se somam os crimes perpetrados pela polícia contra os manifestantes. Enfrentamos um Estado criminal que, em nome do patriarcado e do islamismo radical, está semeando terror no país todo.


Apoiamos a luta destas mulheres e homens, destas populações que se levantam para que as mulheres tenham liberdade de sair à rua e não se submetam a códigos pseudorreligiosos de um setor islâmico canalha e radical. É uma luta que infelizmente deixará muito mais vítimas. Mas é uma luta justa que demonstra até que ponto o povo pode se levantar arriscando sua vida. É esta luta que todos devemos apoiar, em nome do nosso ideal, em nome do humanismo espírita, que pode e deve, em cada oportunidade, tomar uma posição a favor dos direitos humanos, da liberdade e da justiça.
https://movmmesp.wixsite.com/movmmesp/post/pronunciamento-do-movimento-mundial-de-mulheres-esp%C3%ADritas-pelos-direitos-humanos
leia gratuitamente o Jornal Abertura online: https://cepainternacional.org/jornal-abertura-setembro-de-2022/

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Abrindo a Mente: Telescópio James Webb um novo túnel do tempo por Alexandre Cardia Machado

 

Abrindo a Mente

Telescópio James Webb um novo túnel do tempo

 

Toda a vez que olhamos por um telescópio, na verdade fazemos uma viagem no tempo, em direção ao passado. Quando apontamos para uma estrela, como por exemplo a estrela Alfa de Centauro, uma estrela dupla, a mais próxima do Sol e consequentemente de nós terrestres, ela está a 4 anos luz de distância e o que vemos é a luz emitida há 4 anos. Ou seja, estamos vendo o passado.


Crédito fotográfico – NASA, ESA, CSA e STScl.

O Telescópio Espacial James Webb, lançado ao espaço este ano, está posicionado no ponto de Lagrange – L2 a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, é uma posição no espaço onde o telescópio fica em equilíbrio gravitacional entre a Terra e o Sol. Neste mesmo local outros 2 telescópios espaciais já ficaram por lá, foram eles o Herschel e o Observatório Plank.

Este telescópio custou 10 bilhões de dólares, e por que gastamos tanto com um projeto como este? Porque ele tem objetivos de grande interesse científico, nos ajudará a entender melhor nossa história. Seu primeiro objeto de pesquisa foi a fotografia em infravermelho de uma estrela muito distante com uma idade aproximada de 700 milhões de anos após o Big Bang, ou seja, a luz emitida por ela está navegando pelo espaço há cerca de 13 bilhões de anos e de igual maneira fazemos uma viagem no tempo de 13 bilhões de anos.

O Telescópio James Webb foi construído por um consórcio entre a NASA (EUA), ESA (Europeia e a Agência Espacial Canadense, contou com a ajuda de 300 universidades, desde o projeto e execução do telescópio, foguete e objetivos. Tem a previsão de operação de 5 anos, podendo operar por mais 5, dependendo do consumo de combustível.

Os principais objetivos são, revisitar exoplanetas já identificados, buscando fotografar em espectro de infravermelho, buscar as primeiras luzes do Universo, que como sabemos levou bastante tempo até que esfriasse o suficiente para que a matéria pudesse dar início a formação de estrelas e fotografar as nebulosas, buscando entender o nascimento de estrelas.

Um outro telescópio espacial o Kepler, lançado em 2009, encontrou 2,6 mil planetas fora do sistema solar (exoplanetas). Ele operou até 2018, hoje vaga no espaço e um dia se chocará com o Sol. Dentre estes planetas, 30 são os que requerem mais atenção do Webb, são os que tem até duas vezes o diâmetro da Terra e estão localizados nas zonas de habitabilidade de suas estrelas.


Crédito fotográfico – NASA, ESA, CSA e STScl.

Sendo a Pluralidade dos Mundos Habitados um princípio Espírita, ainda que nem todos os planetas sejam habitados, alguns devem ser, logo, acompanhar o desenrolar desta missão Webb, passa a ser um objetivo desta coluna e de tempos em tempos vamos atualizando os nossos leitores.

Para abrir mais a sua mente: vá ao site da Nasa específico para esta missão - https://www.nasa.gov/mission_pages/webb/main/index.html

 Artigo publicado no jornal ABERTURA de SETEMBRO DO 2022. Os dois últimos parágrafos não saíram por erro na edição. Caso você tenha gostado deste artigo e queira ler o jornal Abertura na integra, clique no link abaixo:

Já está disponível gratuitamente o exemplar de setembro de 2022, no link abaixo, no site da CEPA:

 https://cepainternacional.org/jornal-abertura-setembro-de-2022/

 



quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Abertura setembro 2022 - já está disponível online

 

Caros Amigos,

O jornal ABERTURA segue a todo o vapor na forma online.

 Queremos nos conectar com vocês que já foram nossos assinantes, agora o ABERTURA é grátis, mas não menos importante!


Já está disponível gratuitamente o exemplar de setembro de 2022, no link abaixo, no site da CEPA:

 

https://cepainternacional.org/jornal-abertura-setembro-de-2022/

 

Desfrute, caso tenha interesse em adquirir algum livro editado pelo Icks entre em contato pelo e-mail: ickardecista1@terra.com.br 

 

Além disto disponibilizamos também todos os ABERTURAS de 2020, 2021 e os de 2022 na página da CEPA:

https://cepainternacional.org/journal-y-revistas/

 

Como acredito que já saibam, estamos disponibilizando o jornal no site da CEPA – Confederação Espírita Internacional

  

O nosso Abertura, colorido, está totalmente grátis e disponível desde janeiro de 2022 e com acesso livre em qualquer parte do mundo.

 Você já pode baixar o Jornal Abertura digital diretamente, basta clicar sobre a foto no Blog do ICKS à direita,no menu principal. Aqui no nosso Blog: https://icksantos.blogspot.com/



sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Geraldo Spínola - desencarnado em 8/09/2022 uma homenagem

 Seu Geraldo como o conhecíamos foi até o ano passado assinante do nosso Jornal Abertura, quando passamos a ser apenas online, sempre foi um grande amigo e companheiro.

Como homenagem a ele e a sua família de numerosos espíritas, republicamos esta entrevista de 2005 feita por Marçal Gouveia. àquela época o Sr. Geraldo Spínola estava com 79 anos, tendo desencarnado ontem, aos 96 anos no mesmo dia e com a mesma idade da Raínha Elisabeth que também voltou ao Mundo dos Espíritos na mesma data.

Geraldo Spínola em 2011, em Santos no XXII SBPE



Autor: Marçal Gouveia

Apresentação: Geraldo Spínola, morador do bairro da Penha em São Paulo (desde 1942), 79 anos, casado com a Sra. Neide, pai de sete filhos (Mauro, Emiliana, Álvaro, Marcelo, Paula, Cláudia e Rogério). Secretário Geral do Centro de Estudos Espíritas José Herculano Pires e Vice-Presidente da Comissão Executiva da USE Distrital Penha.

 Para o nosso conhecimento, faça alguns comentários sobre a sua participação no movimento espírita.

Eu sou espírita desde a infância, meus pais já eram. Começamos no espiritismo na cidade de Tambaú – SP. Quando mudamos para a Capital, começamos a participar de um Centro com o objetivo de receber assistência, porque eu estava doente na época. Depois de algum tempo minha mãe desencarnou, eu já estava próximo de 25 anos; nós começamos a participar de um grupo que minha irmã estava iniciando, devido a sua mediunidade, então passamos para o estudo do  Evangelho e prática da mediunidade, baseado em Allan Kardec. Esse grupo quando assumi, passou a ter outra dimensão, foi crescendo e tendo a participação de outros companheiros. Pensamos em ter acomodações melhores, passamos então a ocupar a casa de meu pai que vivia sozinho, e aí o grupo começou a tomar jeito de Centro Espírita. Fizemos um registro oficial, nomeamos a primeira diretoria, eu como Presidente, depois ingressamos na USE – Distrital da Penha, com muito entusiasmo, fiz alguns cursos na Federação Espírita do Estado de São Paulo, exerci algumas tarefas no serviço de assistência social e infância espírita. Ingressei na USE, na comissão executiva da Distrital da Penha, como Secretário. Fui presidente em mais de uma oportunidade – representando a Penha, na USE Regional, que na época era Conselho Metropolitano Espírita, também assumi como Secretário da Diretoria Executiva, por pelo menos dois mandatos e depois como Secretário Geral. Enquanto isso o centro Herculano Pires continuou a crescer na divulgação da doutrina. Ingressamos na Confederação Espírita Pan-americana (CEPA), que envolve todas as Américas. Continuamos participando de diversas atividades do movimento espírita. Nossa preocupação  sempre foi a Doutrina Espírita.

O sr. participou das atividades de Mocidade Espírita?

Eu tinha 16 anos, nós não tínhamos nenhuma atividade de Mocidade na minha cidade, o que existia era o Centro Espírita, chamava-se Centro Espírita Paula Vitor. Quanto a Mocidade naquela época não tinha, quando eu vim para São Paulo é que começaram a ser criadas; o centro começou a se interessar, cresceram o interesse e o volume de Mocidades em São Paulo. Me parece que a USE ai cumpriu um papel relevante, porque a USE começou a organizar encontros de Mocidades, confraternizações de mocidades. Foi crescendo o interesse do jovens, meus filhos inclusive participaram e assumiram diversos cargos dentro do movimento de jovens. Enfim o trabalho de Mocidades quando começou, trouxe uma mudança muito grande em todo movimento espírita que nós procuramos sempre apoiar.

Como se organizavam?

 Aqui na Penha nós tivemos a MEVE – MOCIDADE ESPÍRITA DE VILA ESPERANÇA –era um grupo muito destacado. Ela tinha personalidade jurídica, não era ligada a nenhum centro, mas utilizava os centros da região, como utilizou o Centro Herculano Pires como sede. Mauro, Emiliana, Marcelo, Álvaro (filhos), participavam e nós dávamos todo apoio. Eu também freqüentava as reuniões da MEVE – era sábado a noite. A MEVE tinha no seu estatuto a nomeação de uma pessoa que tivesse condições de ser uma espécie de mentor do grupo, então eu fui mentor da Mocidade em várias oportunidades; gostava muito e incentivava bastante. A MEVE também passou a integrar o movimento espírita da capital, do estado e ai começaram a surgir outras Mocidades aqui na Penha. A MEVE foi uma das pioneiras do movimento de Mocidade Espírita.

Como o sr. percebe a participação do jovem no movimento espírita?

 Eu sempre tenho dito que os melhores espíritas do estado de São Paulo são oriundos de Mocidades, citaria por exemplo o presidente da FEB: “Nestor Mazotti”, com quem eu tive atividades espíritas na Diretoria Executiva da USE. Nestor Mazotti é oriundo de Mocidade Espírita, eu estou citando o nome dele, porque considero hoje que os espíritas que tiveram a  Mocidade por primeira atividade, e depois passaram a integrar os Centros Espíritas tem uma preparação melhor. Então vejo a mocidade uma etapa de “formação” para ser um espírita, principalmente pelo interesse das mocidades em manusear livros, em estudar, em organizar atividades espíritas, inclusive da Unificação. O aproveitamento dos moços é indispensável para o movimento espírita como foi em épocas de ouro do Espiritismo em São Paulo. Os moços vêem desempenhando um papel relevante na minha opinião.

O sr. conhece os trabalhos das Semanas dos Jovens Espíritas?

 Eu sou um entusiasta desse trabalho, já participei de confraternizações de Mocidades, como adulto, ajudando, participando, orientando em alguns casos, dando minha contribuição no trabalho de execução, colaborando para que o sucesso fosse o maior possível, assim como a SEJESPAR por exemplo, que é realizado aqui na Penha. No Tatuapé também há um encontro… SEJEST, até assisti algumas atividades. Todos esses eventos são uma grande oportunidade de manter os jovens unidos, manter a chama viva do entusiasmo pelo trabalho dos moços dentro do Centro Espírita. Então, esse trabalho deve ser apoiado.

Como o sr. enxerga o movimento espírita daqui para frente ?

             Sou obrigado a falar que ainda há muito “igrejeirismo” nos Centros Espíritas, com muitas exceções, mas ainda prevalece as pessoas buscando o centro espírita com o interesse na transmissão de energia ou passe, como queiram chamar. Muito poucos se interessam em estudar o espiritismo. A doutrina espírita só pode ser desenvolvida estudando, pesquisando e até formando grupos de pesquisas espíritas. Allan Kardec até previu e fez muitas observações nesse sentido, então vejo que o futuro nas mãos dos moços. Boa parte dos jovens, hoje fazem Faculdade, estão num nível de cultura muito maior e melhor do que no tempo em que nós iniciamos. O Centro Espírita não é mais aquela casa onde as pessoas só sabem ouvir. Hoje os moços sabem escrever, sabem falar, podendo oferecer uma produção melhor. Cabe a todos nós colocarmos o Espiritismo onde Allan Kardec desejou. Nós temos esperança que o espiritismo possa ser a grande alavanca dos seres humanos no nosso planeta, para que os homens esclarecidos pelos assuntos espirituais, pelo reconhecimento dos princípios básicos do espiritismo, possam desenvolver melhores condições de viver. Um mundo que terá paz, progresso, igualdade social, sem guerras, sem terrorismo – como o ataque que aconteceu na cidade de Londres, na Inglaterra. Isso deixou a todos nós tristes e preocupados, com aquela pergunta: – Quando é que vamos acabar com isso? Atitudes violentas de homens que querem impor suas idéias. Então por essa razão e por tudo isso eu vejo o espiritismo, muito mais que outras doutrinas, em condições de cumprir um papel para que o mundo possa ser melhor. Vejo que esse é um papel nosso, de dirigentes, integrantes de Grupos Espíritas e de Mocidades Espíritas.

Fala MEU! Edição 29, ano 2005