domingo, 17 de maio de 2026

Somos Felizes? por Cláudia Régis Machado

 Somos Felizes? por Cláudia Régis Machado


Todo final de ano muitas pessoas têm o hábito de refletir sobre o ano que finda. Quais as realizações, o que deixou de fazer? E, em seguida passa a pensar no planejamento do ano que está por vir.

No entanto raramente se fazem uma pergunta: “Fomos felizes”?

Muitos associam a felicidade com os resultados obtidos, no entanto vamos abordar o assunto enfatizando o sentimento “felicidade”, na concretude que fica diluída no abstrato, na subjetividade porque muitas vezes especificar, dimensionar felicidade se mostra bastante complicado já que não é um conceito único e está sujeito a visão de mundo de cada um, ao lugar, a época vivida, entre outras coisas. Mas ainda fica a questão O que é felicidade? Se não soubermos de que felicidade estamos falando não saberemos se fomos felizes.

Fazendo uma pesquisa na internet no site a mente maravilhosa, que mostra o conceito de felicidade de alguns filósofos dentre eles Aristóteles e Epicuro, os mais conhecidos e, dois mais modernos Nietzsche e Ortega y Gasset, podemos ter uma noção que este tema sempre foi importante e já foi estudado por muitos.

Para Aristóteles, o mais proeminente dos filósofos metafísicos, a felicidade é o maior desejo dos seres humanos. Do seu ponto de vista, a melhor forma de conseguir ser feliz é através das virtudes. Cultive as boas virtudes e alcançará a felicidade.”

Para Epicuro um filósofo grego que teve muitas contradições com os filósofos metafísicos. A diferença entre eles é que ele não acreditava que a felicidade provinha somente do mundo espiritual, mas também tinha muito a ver com as dimensões terrenas. acreditava na possibilidade de uma vida feliz e harmônica neste mundo. Ele postulou o princípio de que o equilíbrio e a temperança davam origem a felicidade”. 

“Para Nietzsche - acreditava que viver pacificamente e sem qualquer preocupação era um desejo das pessoas medíocres e que não valorizam a vida. Para ele, estar bem” graças a circunstâncias favoráveis ou a boa sorte não é felicidade. Isto é uma condição efêmera que pode mudar a qualquer momento.

Estar bem seria uma espécie de “estado ideal de preguiça“, onde não existem preocupações e sobressaltos. Em vez disso, a felicidade é força vital, espírito de luta contra todos os obstáculos que restrinjam a liberdade e a autoafirmação.”

Para Ortega y Gasset, a felicidade é definida quando “a vida projetada” e a “vida real” coincidem. Ou seja, quando a vida que desejamos coincide com o que realmente somos. Ideia de confluência. Todos os seres humanos têm potencial e desejo de ser feliz. Isto quer dizer que cada um define o que irá fazê-lo feliz; se conseguir construir a sua vida de acordo com os seus desejos, será feliz”.

O Espiritismo como filosofia espiritualista traz sua contribuição, colocando a ideia de que a felicidade é um estado que se manifesta através do servir e do bem que se oferece ao próximo, chegando à plenitude do ser não no mundo material e sim no espiritual já que somos espíritos imortais.

A questão 920. Do Livro dos Espíritos é assim colocada: O homem pode gozar na Terra uma felicidade completa? - Não, pois a vida lhe foi dada como prova ou expiação, mas dele depende abrandar os seus males e ser tão feliz quanto se pode ser na Terra.

Já na questão 922, por sua vez pergunta, há, entretanto, uma medida comum de felicidade para todos os homens? - Para a vida material, a posse do necessário; para a vida moral, a consciência pura e a fé no futuro

O espiritismo auxilia através de suas orientações morais a compreensão da felicidade propondo um futuro racional que advém das escolhas e ações por nós realizadas.

Na perspectiva contemporânea trazemos Jaci Regis pensador espírita que coloca a felicidade como o propósito central da vida. Inovador ao trazer o conceito de prazer, destituída da ideia crista e espírita-cristã, quando postulando o prazer como fator catalizador para o crescimento e evolução espiritual.

Segundo Jaci o “O Espiritismo não pode ser a doutrina da dor e do sofrimento. Mas a doutrina do prazer, no seu sentido amplo, libertador e construtivo”.  Conduzindo a conquista de uma vida terrena relativamente feliz e exitosa. Essa visão propõe uma ética do 'bem viver' fundamentada no otimismo e no serviço do bem. Ideias trazidas por Ricardo Nunes no artigo Jardim de Epicuro editado jornal abertura de janeiro/fevereiro a outubro de 2019.

Disponível no blog do ICKS https://icksantos.blogspot.com/2019/11/jaci-regis-e-o-jardim-de-epicuro-por.html

Artigo publicado no Abertura dezembro de 2025, quer ver o jornal? veja aqui:

https://icksantos.blogspot.com/2025/12/saiu-o-jornal-abertura-de-dezembro-de.html

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