quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

PEDRO BARBOZA DE LA TORRE - por Jon Aizpúrua

 

Jon Aizpúrua

 

 Personalidades Relevantes do Espiritismo Latino Americano

 

PEDRO BARBOZA DE LA TORRE

 

Homem de interesses intelectuais multidisciplinares e amplo conhecimento cultural, com uma trajetória de serviço excepcional, Pedro Alciro Barboza de la Torre foi, e continua sendo, uma figura essencial no mundo cultural, não apenas de Maracaibo, sua cidade natal, mas de toda a nação venezuelana.

 

Para compreender plenamente sua personalidade multifacetada, desenvolvida ao longo de sua vida privada e carreira pública, é necessário considerar Pedro Barboza nestes papéis fundamentais: homem de família, advogado, educador, historiador, maçom, espiritualista e escritor — todos intimamente interligados em um todo coerente, oferecendo um perfil harmonioso de sua jornada de vida.

Familia e educação

 

          Filho de Pedro René Barboza e Ángela María de la Torre Pacheco, nasceu em 8 de novembro de 1917, em Maracaibo, capital do estado de Zulia. Faleceu na mesma cidade em 29 de junho de 2002. Em casa, assim como com seus irmãos Estanislao e Ángela, recebeu lições de amor e responsabilidade que deixaram uma marca indelével em seus sentimentos, princípios, valores e conduta cívica e social. Em 1942, casou-se com Mary Pereira Arria, uma união feliz que durou toda a sua vida e deu frutos em suas filhas, Iris Marina e Alina Marina, a quem ele e sua esposa transmitiram os mesmos ensinamentos morais e espirituais que ele havia recebido.

Movido por uma sede de conhecimento, demonstrou amor pela leitura desde a infância, para grande alegria de seu pai, que era professor em escolas e liceus. Após concluir o ensino fundamental, prosseguiu seus estudos no Colégio Nacional de Maracaibo, cujo diretor era o ilustre humanista e poeta Jesús Enrique Lossada, que exerceu uma poderosa e benéfica influência no desenvolvimento progressivo de suas ideias filosóficas, sociais e políticas. A Venezuela encontrava-se então nos estágios finais do regime ditatorial liderado por Juan Vicente Gómez, e os estudantes sofriam com a repressão policial por sua luta acirrada para destituir o tirano, colocando em risco seus estudos e suas próprias vidas. O jovem Pedro Barboza uniu-se a esse movimento com fervor idealista, escrevendo seus primeiros textos em defesa dos estudantes e pela chegada da democracia, que finalmente se concretizaria em 1936, após a morte do autocrata. Cabe ressaltar que, embora não fosse filiado a nenhum partido político, suas simpatias e convicções, claramente identificadas com os princípios democráticos, o levariam ao longo de sua vida a apoiar, por meio de seus escritos, discursos e do exercício do direito ao voto, as opções ligadas ao pensamento social-democrata.

          Ele cursou seus estudos universitários na Faculdade de Ciências Políticas de Maracaibo, então parte da Universidade dos Andes, com sede na cidade andina de Mérida. A Universidade de Zulia havia sido fechada em 1904 pelo regime autocrático do General Cipriano Castro e só reabriria em 1946, com o Dr. Lossada como seu novo Reitor. Dois anos antes, Pedro Barboza havia se formado em Direito, seguido por um doutorado em Ciências Políticas. Por vinte anos, dedicou-se à advocacia privada, conquistando merecido prestígio na região de Zulia por sua sólida formação profissional, aliada à sua imparcialidade e comprovada integridade.

Exercício profissional da advocacia e ensino

          Após a reabertura da Universidade de Zulia, Pedro Barboza começou a lecionar diversas disciplinas relacionadas ao direito, história e outras áreas das humanidades. Em 1964, aposentou-se da advocacia privada e ingressou no corpo docente da universidade como professor titular, alcançando, eventualmente, o título de Professor Catedrático, o mais alto na hierarquia acadêmica. Por mais de 50 anos, milhares de alunos frequentaram suas aulas em sua alma mater, apreciando suas habilidades pedagógicas e a profundidade de seu ensino. Sempre expressaram gratidão, respeito e carinho por ele. Além de lecionar, ocupou diversos cargos de liderança administrativa na universidade, incluindo Diretor da Faculdade de Direito, Diretor da Faculdade de Jornalismo e Coordenador do Conselho de Desenvolvimento Científico e Humanístico. Também atuou como Presidente da Ordem dos Advogados do Estado de Zulia.

 

Ao longo de sua vida, Barboza demonstrou uma impressionante paixão pela história, que perdurou ininterruptamente pelas últimas seis décadas de sua vida, complementando perfeitamente suas atividades acadêmicas, jurídicas e filosóficas. Sua pesquisa se concentrou principalmente em capturar a essência e o caráter de Maracaibo por meio de esboços biográficos de suas figuras mais proeminentes, desde os heróis da independência até seus principais cientistas, educadores, escritores e artistas. Não é surpresa que ele tenha sido nomeado membro titular da Academia Estadual de História de Zulia, da qual mais tarde se tornaria presidente.

Vida Maçônica

           Barboza teve uma carreira notável na Maçonaria venezuelana e latino-americana, onde se destacou por seus dons intelectuais e sua oratória fluida e envolvente. Seguindo os passos de seu pai, maçom de longa data, foi iniciado em 1947 na Loja Regeneradores nº 6, em Maracaibo. Lá, completou todas as etapas de formação exigidas pela Ordem do Esquadro e Compasso, alcançando o 33º Grau, o mais alto do Rito Escocês Antigo e Aceito. Em sua Loja, ocupou todos os cargos, chegando a servir como Venerável Mestre por vários mandatos, mas sua maior distinção veio em sua função como Procurador, graças à sua admirável eloquência e habilidade pedagógica em explicar qualquer assunto em discussão. Em reconhecimento às suas virtudes maçônicas, foi nomeado Grão-Mestre Adjunto da Grande Loja da República da Venezuela e, em homenagem a este ilustre mestre maçom, seu nome foi adotado como epônimo de uma das lojas em sua cidade natal.

Dedicação ao espiritismo

 

          Pedro Barboza de la Torre nasceu e cresceu em um lar espírita. Seu pai, Pedro René, foi um dos fundadores e líderes ativos da Sociedade Espírita Kardeciana de Maracaibo, juntamente com notáveis ​​estudiosos do Espiritismo como Isidro Valles, Valmore Rodríguez, Manuel Matos Romero e Alberto Hernández, que também se destacaram como líderes sociais e culturais na capital do estado de Zulia.

 

Desde jovem, leu os principais autores espíritas, a começar por Allan Kardec, com cujas obras sentia uma afinidade especial e às quais se referiria frequentemente em seus trabalhos espíritas posteriores, tanto em obras escritas quanto nas numerosas palestras que proferiu. Com base no conhecimento adquirido nos círculos acadêmicos, logo aprendeu a aplicá-lo à compreensão dos fundamentos doutrinários do Espiritismo, um sistema de pensamento que ele claramente identificava como uma filosofia científica com consequências morais e sociais. Decididamente secular e livre-pensador, Barboza expressou sua discordância com a noção de que o Espiritismo deveria ser considerado uma religião, embora respeitasse com espírito tolerante aqueles que tinham opiniões diferentes.

Compreendendo a necessidade de o movimento espírita na Venezuela ser melhor organizado e de desenvolver programas de estudo seguindo sólidos princípios pedagógicos, Barboza liderou a fundação, em 1958, da Sociedade Venezuelana de Pesquisa Psíquica, dentro da qual também seriam realizadas sessões mediúnicas devidamente guiadas e supervisionadas. Seguindo essa linha de pensamento, em 1960, ele fundou a Federação Espírita Venezuelana (FEV) com o objetivo de unir os centros espíritas que operavam em todo o país, com sede em Maracaibo. Nesse admirável empreendimento, ele foi acompanhado por líderes espíritas de renomadas qualidades intelectuais, sólido conhecimento espírita e evidente integridade moral, entre os quais devemos mencionar José Naranjo Carrillo, Celmira de Pugh, Rosa Virginia Martínez, Gastón Chocrón, José Bromberg e Ramón Ocando Pérez. A presença dessas figuras públicas e sua adesão ao Espiritismo conferiram a esta religião um nível de respeitabilidade social nunca antes alcançado na Venezuela.

A Federação Espírita Venezuelana (FEV) cumpriu seus objetivos da melhor maneira possível e, para tanto, promoveu uma série de iniciativas concretas. Foi fundada a Livraria Espírita Venezuelana para vender e distribuir obras espíritas produzidas por editoras da Argentina e do México a preços acessíveis; a revista "Ciência e Consciência" foi criada para dar espaço às reflexões de escritores espíritas da época e para divulgar notícias sobre o progresso do movimento kardecista na América e na Europa; foi estabelecida a Associação Venezuelana de Jovens Espíritas para atrair e reunir jovens interessados ​​em aprender sobre a doutrina espírita; e foram promovidas visitas de líderes da Federação a grupos espíritas ativos e sérios no país para apoiá-los em seu trabalho, reorientando critérios e procedimentos doutrinários na área da mediunidade que precisavam ser adaptados às normas inerentes ao corpo de ideias teóricas e práticas do kardecismo.

 

Como era perfeitamente natural, a Federação Espírita Venezuelana (FEV), sob o ímpeto dinâmico de seu presidente, estabeleceu laços com os líderes da Confederação Espírita Argentina (CEPA) (então Confederação Espírita Pan-Americana e posteriormente Associação Espírita Internacional CEPA) com o objetivo de forjar relações de trabalho colaborativas em apoio ao ideal espírita. Aproveitando uma visita de Barboza a Buenos Aires em 1962, como representante oficial do Ministério da Educação da Venezuela em um seminário patrocinado pela UNESCO, o presidente da FEV proferiu uma palestra no auditório da Confederação Espírita Argentina, concedeu uma extensa entrevista à sua revista oficial "La Idea" e, a partir de então, as relações entre a federação venezuelana e a mais alta entidade espírita pan-americana foram formalizadas.

 

Uma distinta delegação venezuelana, chefiada por Barboza, participou do VI Congresso Espírita Pan-Americano, realizado na capital argentina em outubro de 1963. Três anos depois, ele foi responsável pela organização do VII Congresso em Maracaibo, tarefa que repetiu ao liderar o XI Congresso, também realizado na capital do estado de Zulia. De fato, a partir de então, não houve evento espírita de âmbito regional ou pan-americano em que sua presença não fosse sentida, encantando os participantes com suas magníficas e instrutivas apresentações. Representando o C.E.P.A. (Centro para a Promoção do Espiritismo), como seu Delegado Oficial, dedicou-se por quatro décadas como incansável promotor do ideal espírita em toda a Venezuela e em diversas partes das Américas, principalmente na Colômbia, Equador, Argentina, Porto Rico, Honduras, Guatemala, México e Miami. Por todas essas razões, sua eleição em 1990, por decisão unânime do XV Congresso Espírita Pan-Americano, realizado em Caracas, como Presidente do C.E.P.A., foi um feito notável. para o mandato seguinte de três anos, não poderia ter sido mais justo e merecido.

Escritor de multipla e variada obra

 

Escritor de grande produção, de estilo refinado e elegante, dedicou a maior parte da sua vida a uma rotina exaustiva de trabalho intelectual, centrada no vasto mundo da literatura, tendo como recurso indispensável a sua extensa biblioteca. Eleito pelos seus colegas de Zulia, tornou-se presidente da Associação de Escritores. Desta vocação incessante e apaixonada pela escrita surgiram inúmeros livros, monografias, panfletos, manuais, prólogos, artigos e crônicas jornalísticas, que o colocam numa posição de destaque na literatura venezuelana do século XX. Mencionaremos apenas alguns títulos-chave da sua vasta obra, distribuída pelas diversas áreas temáticas que ocuparam a sua atenção:

 

A sua especialização jurídica manifestou-se em dezenas de trabalhos doutrinários sobre a natureza do direito e sobre a relação entre o direito e as ciências sociais, publicados em revistas científicas, e nas obras *Sociologia Jurídica* e *Influência do Direito Antropológico no Direito Especial*, recomendadas como livros didáticos universitários.

 

No campo da pedagogia, devem ser mencionados seus livros *Recursos para Acadêmicos*, *O Bibliotecário Universitário como Professor*, *Manual de Pesquisa Bibliográfica* e *Planejamento Metodológico de Pesquisa*.

 

De sua vasta produção maçônica, temos: *Curso de Aprendiz de Maçom*, *Curso de Companheiro Maçom*, *Curso de Mestre Maçom*, *Manual dos 33 Graus da Maçonaria* e *Maçonaria em Ação*.

 

É claro que a literatura espírita deve muito ao seu talento inesgotável, ao seu amor pelo estudo e pela pesquisa, à sua dedicação ao ensino dos princípios do Espiritismo e ao seu compromisso em moldar uma cultura espírita, divulgando e promovendo a compreensão da doutrina espírita em seu verdadeiro caráter filosófico, científico, moral, sociológico, plenamente humanista e de livre-pensamento. Barboza escreveu extensivamente para ajudar a alcançar esses objetivos e documentou isso em vários livros e artigos publicados nas Américas. Dada a sua quantidade, é muito difícil listá-los todos aqui, embora estejam disponíveis para auxiliar os estudiosos: Comentários sobre a Doutrina Espírita, Cronologia Espírita, Espiritismo para Católicos, Espiritismo para Espíritas, O Monsenhor Espírita Enrique María Dubuc, Desenvolvimento de Médiuns, Repertório Experimental para Mediunidade, Da Sombra do Dogma à Luz da Razão.         

A marca de seu legado espirita

Um exemplo de homem culto que soube conectar o conhecimento adquirido na universidade e nos círculos acadêmicos com os ideais espíritas. Um pensador elevado, que jamais deixou de agir com humildade e generosidade. Secular, racionalista e de espírito livre, era também aberto e tolerante a todas as crenças. Compreendendo que o Espiritismo precisava ser organizado em grupos dinâmicos e em sintonia com os tempos, nunca poupou esforços ou recursos para promover a criação de sociedades e federações espíritas, viajando por todo o mundo para ministrar seminários e palestras. Eficiente diretor de sessões mediúnicas, sempre agiu com sabedoria, firmeza, respeito e serenidade para obter os melhores resultados do diálogo e da troca com o mundo espiritual. Generoso no apoio aos líderes emergentes das novas gerações, estava sempre pronto a compartilhar seu vasto conhecimento e extensa experiência. Por todas essas razões, e muitas outras, não é possível desconsiderar a figura de Pedro Alciro Barboza de la Torre ao relembrar e avaliar o Espiritismo na América durante o século XX.  

 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

A Terra, o cometa 3IAtlas e o Mundo de Regeneração - por Alexandre Cardia Machado

 

Abrindo a Mente: A Terra, o cometa 3IAtlas e o Mundo de Regeneração

Nos últimos 3 meses uma grande agitação acometeu os terráqueos de todos os matizes, a aproximação de um cometa extrassolar causou  toda uma plêiade de hipóteses, para dizer o mínimo. Muitos chegaram a dizer tratar-se de uma nave alienígena.

Tela de computador com luz azul

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto. Foto NASA

Alguns espíritas ressuscitaram a ideia de um planeta chupão. Lembrando a ideia de que um planeta chupão seria enviado ao nosso planeta para garantir a regeneração planetária, em algum momento este planeta se aproximaria da Terra e “abduziria” os espíritos trevosos, com isto ficariam no planeta só os bons espíritos. Este planeta alteraria o eixo da Terra, conforme previsão de Ramatis, deveria ter ocorrido no ano 2000. Em 2000 só tivemos o bug do milênio, que na realidade não foi tão complicado como muitos alarmistas previam, mas a Terra segue a sua trajetória normal.

O cometa 3IAtlas -  esta nomenclatura se dá por ser o Terceiro Cometa Interestelar detectado pelo sistema Atlas (descoberto pela estação do Asteroid Terrestrial -Impact Last Alert System (ATLAS) no, Chile, em 1 de julho de 2025.). Ele tem características peculiares, mas é um cometa, não uma nave espacial. Sua aproximação máxima da Terra ocorrerá em 20 de dezembro de 2025 a 1,8 UA, ou seja, o cometa estará a uma distância de quase duas vezes a distância média da Terra para o Sol, ou seja, muito longe.

Papel da ciência - O legal é que vários instrumentos estão estudando o cometa, ele foi observado perto de Marte e a sonda Clipper, em rumo da lua Europa de Júpiter, passará por sua calda, entre 30 de outubro a 6 de novembro de 2026 e poderá observar utilizando seus instrumentos. Os telescópios espaciais Hubble e James Webb também fizeram observações. Dezenas de trabalhos científicos serão publicados. Aprenderemos sobre estes objetos que hoje conseguimos detectar.

A mudança da Terra, de planeta de provas e expiações se dará pelo nosso esforço político e social e não por ação divina. Cabe a nós terráqueos fazermos este trabalho.

Este artigo foi publicado no jornal Abertura de dezembro de 2025.

Quer ler o jornal completo baixe aqui:

https://icks.ong.br/download/404/?tmstv=1765291909

Para abrir mais a sua mente: leia:  OVNIS e o Planeta Chupão de minha autoria https://icksantos.blogspot.com/2022/11/ovinis-e-planetas-chupao-por-alexandre.html

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Mensagem de Ano Novo e assuntos gerais sobre o ICKS

 



Esperamos que todos vocês nossos amigos tenham um excelente 2026, com amor, fraternidade e alegrias!

 

Nosso Jornal sairá em fevereiro e será a edição de janeiro-fevereiro – O ICKS está de férias em janeiro.

 

O Concurso Literário Jaci Régis foi cancelado, por não termos recebido o número suficiente para o objetivo do mesmo. Lamentamos.

 

Como comunicamos anteriormente o jornal Abertura de dezembro de 2025 está também disponível no site da CEPA – Associação Espírita Internacional.

 

https://cepainternacional.org/journal-y-revistas/

 



 

Baixem se quiserem no site do ICKS - https://icks.ong.br/.

 

Baixem aqui:

 

https://icks.ong.br/wp-content/uploads/2025/12/Jornal-Abertura-dezembro-de-2025-2.pdf

 



 

O artigo das páginas 9,10 e 11 – Pedro Barboza de la Torre é de autoria de Jon Aizpúrua

 

 

  • Por que os links existentes no Jornal Abertura não estão funcionando?

ABERTURA: Recebemos por e-mail várias perguntas deste tipo. O site da CEPA – Associação Espírita Internacional foi renovado, ganhando novas funções. O Site em si, não mudou de endereço, segue sendo: https://cepainternacional.org.

Site da CEPA:

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Arquivos em pdf:

Agora os arquivos mudaram de localização interna e com isto os respectivos links. Veja o exemplo: o Jornal de novembro de 2025 está no link a seguir:

https://cepainternacional.org/jornal-abertura-novembro-2025

De forma geral vejam como chegar lá:

Todos os Aberturas de 2018 a 2025 são encontrados no link a seguir, lá vocês encontrarão também outras publicações de outros grupos:

https://cepainternacional.org/journal-y-revistas/

Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

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Agora se vocês procuraram os nossos e-books, os encontrarão junto com os da Coleção Livre Pensamento da CEPA/CPDoc no link a seguir, atentando que o usuário pode escolher os idiomas ao entrar, verão como é fácil:

https://cepainternacional.org/biblioteca_portugues/

Clique em Publicações e a seguir escolha Biblioteca.

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Você encontrará os ebooks conforme a seleção de idioma feita, lá nas bandeiras.

Interface gráfica do usuário, Site

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ICKS:

O ICKS atualizou os links existentes no nosso blog e na página do ICKS, ou seja, estamos nos ajustando – a mudança é a regra de nosso mundo moderno.

 

 

O Site é da CEPA, portanto eles podem mudar conforme seja de interesse dela. Infelizmente não há como atualizar os links nos jornais antigos.

 

Blog do ICKS:

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Link: https://icksantos.blogspot.com

 

Conheçam a nossa homepage:

 

Homepage do ICKS:

 

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Homepage do ICKS: https://icks.ong.br

 

 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Cuba nas suas Letras Espíritas: Expressões da Identidade, Modernidade e Espiritualidade Laica -1860 a1960 - por Walter Walfrido Pérez Vila

 

O ICKS tem a oportunidade de apresentar este artigo de interesse histórico sobre o Movimento Espírita na ilha de Cuba, antes da Revolução Socialista. 

Primeiramente em espanhol e a seguir traduzido ao português:

“Cuba en las Letras Espíritas: Expresiones de la Identidad, Modernidad y Espiritualidad Laica (1860-1960)"

Autor : Walter Walfrido Pérez Vila

Estudiante de 5to año de Licenciatura en Historia, en la Universidad de Holguín, Cuba.

Correo electrónico: walter.fraternidad@gmail.com

Fecha: Septiembre de 2025



Resumen: Este artículo analiza la producción escrita del movimiento espiritista en Cuba entre 1860 y 1960, enfocándose en su papel como vehículo de identidad cultural, modernidad espiritual y pensamiento laico. A través de fuentes primarias como revistas doctrinales, folletos, poemas, memorias de congresos y correspondencia entre centros espiritas, se estudia como las letras espíritas contribuyeron a la formación de una espiritualidad racional y humanista en el contexto cubano.

El análisis se apoya en la historiografía cultural y en la historia intelectual, revelando la riqueza simbólica y social de estos textos en la construcción de una Cuba espiritual y moderna. 

 

Introducción

La Historia del Espiritismo en Cuba ha sido abordada desde perspectivas sociológicas, religiosas y artropológicas, pero su dimensión literaria e intelectual permanece subexplorada. Este estudio propone una mirada historigráfica a las letras espíritas como expresión de una espiritualidad laica, racional y profundamente cubana.

¿Cómo se artículo la identidad nacional en los textos espiritistas?

¿Qué valores, símbolos y discursos emergieron en sus páginas?

¿Qué papel jugaron estás letras en la modernización espiritual del país?

 

Desarrollo

El auge, desarrollo y popularidad que tomó el fenómeno mediumnico o sea la manifestación de los Espíritus a través de médiums, llevo a qué durante la segunda mitad del siglo XIX se desarrollará tanto en América como en Europa una gran variedad de publicaciones; unas avaladas por la seriedad e idoneidad de célebres científicos de la época, otras denunciando una sucesión de fraudes por parte de charlatanes que simulaban los fenómenos para lucrar con la credulidad ajena y los más desocupados lo utilizaban cómo fuente de diversión y entretenimiento.

El pedagogo francés Hippolytte Leon Denizard Rivail (1804-1869) que posteriormente sería conocido como Allan Kardec toma contacto con este fenómeno en el año 1854 donde con sumo interés y detenimiento se dedica a la observación continúa y el estudio paciente que lo llevó a la conclusión que como “ todo efecto tiene su causa", por tanto “todo efecto inteligente, tiene una causa inteligente"

El análisis detallado de las comunicaciones mediumnicas, las preguntas que realizaba a los médiums, las respuestas que obtenían por parte de los Espíritus y sus reflexiones personales sobre la gran diversidad de asuntos que allí eran abordados lo llevaron a sistematizar y organizar en un cuerpo de doctrina filosófica aquel arsenal de informaciones, conclusiones y aportes que se obtenían a través del diálogo serio con los Espíritus, o como ellos mismos se denominaban, las almas de los hombres que en el ayer habían habitado la Tierra. Todo esto dió como resultado la publicación de la obra El libro de los Espíritus, el 18 de abril de 1857, marcando el momento exacto de la fundación de la Filosofía Espírita en la historia de la Humanidad; siendo completamente impropio hablar o hacer referencia al Espiritismo antes de está fecha.

Hasta su fallecimiento, acontecido el 31 de marzo de 1869, Allan Kardec se dedicó a la consolidación y estructuración de la Filosofía Espírita a través de más de una veintena de obras publicadas y que son clasificados como el punto de partida para tener un adecuado conocimiento, al respecto de que es, y como ha de entenderse claramente el Espiritismo.

A partir de Allan Kardec, varios escritores en Europa y América, desarrollan, completan y profundizan variados y novedosos aspectos de la Filosofía Espírita, aún aquellos escasamente abordado por su fundador. Nombres como Leon Denis (1846-1927), considerado como uno de los principales seguidores de Kardec y propagador de la Filosofía Espírita, escribió varios libros considerados clásicos como “Después de la Muerte", “El problema del Ser y el Destino" y “En lo invisible". Gabriel Delanne (1857-1926) junto con León Denis, fue el discípulo más próximo de Kardec. Fundó la “Revista Científica y Moral de Espiritismo". Escribió diversas obras espíritas, entre las que se destacan: “El Espiritismo frente a la Ciencia", “El fenómeno Espírita" y “La Evolución América".

Amalia Domingo Soler (1835-1909) es considerada una de los mayores médiums y escritoras espíritas de España. Escribió diversos libros entre ellos: “El Espiritismo refutando los errores del catolisismo romano", “Memorias del Padre Germán" y “Hechos que prueban".

A partir del año 1870 se fundan varios periódicos y revistas espíritas en Cuba, siendo un gran paso de avance en la difusión de esta Filosofía a través del accionar de varios grupos y centros que existían a lo largo de toda la Isla.

“La luz de Ultratumba" (1874) era una de las revistas de publicación quincenal en la Habana. “La Ilustración"(1878) fue un seminario espiritista fundado por José A. Pérez Carrión, en la Habana. “La luz de los Espacios"(1881) fue una revista espiritista órgano de la sociedad del mismo nombre. “La Antorcha de los Espíritus"(1882) “El Buen Deseo” (1884) en Matanzas, eran el órgano oficial del centro Caridad. “La luz del Evangelio"(1885) “La Buena Nueva"(1886) de Santi Spiritus, fue una revista quincenal espiritista fundada por Miguel Rubet y dirigida por Santiago G. Cañizares . “La Alborada" (1888) “Revista Espiritista"(1889) “ La Evolución" (1890).

La existencia de todas estás publicaciones, evidencia claramente la génesis de un movimiento Espiritista en ascenso en la Cuba colonial del siglo XIX.

Podemos hacer referencia a las primeras investigaciones que fueron posteriormente publicadas sobre el Espiritismo y su manifestación en nuestro país a cargo del investigador Francisco Armantero y Estrada (1863-1935) quien desarrolló una intensa labor de difusión Espírita en la Isla junto a Doroteo del Valle presidente de la Federación Espiritista de la Isla de Cuba fundada en 1890.

Dos años antes de está fecha los señores Eulogio Prieto y Tomás de Oña, llevaban una muestra de la gran variedad de publicaciones espiritistas existentes en la isla de Cuba, en la segunda mitad del siglo XIX, aún siendo colonia de España hasta la ciudad de Barcelona, sede del I Congreso Espiritista Internacional acontecido del 8  al 13 de septiembre de 1888.

El antropólogo, jurista, periodista e historiador Fernando Ortiz Fernández también desarrolló una gran labor investigativa al respecto de la Filosofía Espírita y su vínculo con la criminología; el fruto de esos estudios vino a ser publicado en 1915 en la obra de autoría : “La Filosofía Penal de los Espitistas".

La obra de Ortiz no solo tiene valor jurídico sino también cultural. En ella se percibe el gérmen de su concepto de trasculturación, dónde la espiritualidad, la ética y la identidad se entrelazan. El Espiritismo le sirvió como lente para comprender la complejidad del alma cubana, marcada por la mezcla, el dolor histórico y la búsqueda de sentido.

El 7 de abril de 1919, auspiciado por la Sociedad Espiritista de Cubay a invitación de esta; en el Teatro Payret de la Habana, el ilustre artropólogo Fernando Ortiz pronuncia una conferencia de difusión sociológica titulada : “Las Fases de la Evolución Religiosa" colocando el Espiritismo en la fase superior de esta evolución. Concluyó que el fetichismo sería la religión amoral, el catolisismo enfocado por él como la religión moral y el espiritismo como la moral sin religión, sin dogmas, rito, ídolo ni sacerdote.

El señor Francisco María González (1868-1926) quien junto a José Martí, desempeñó una amplia labor en la fundación del Partido Revolucionario Cubano y quién fuera además el taquígrafo de sus discurso “Los Pinos Nuevos" y “ Con todos y para el bien de todos" ocupo la presidencia de la recién fundada Sociedad Espiritista de Cuba en 1915 y a través de su Revista Psíquis, órgano de difusión espiritista de esta institución, sentó las bases para que a partir de la década de 1920 en Cuba se dieran los primeros pasos para la institucionalización del Espiritismo a través de la creación de la Federación Nacional Espiritista de Cuba.

Otro nombre que fue una constante en el quehacer periodístico en Cuba y varios países de Latinoamérica fue Antonio Soto Paz Basulto (1889-1943) autor de entre muchos otros títulos del libro: “Las Tareas del movimiento Espírita en esta hora".

El señor Salvador Molina quien representara a Cuba en el V Congreso Espiritista Internacional en 1934 en España fue autor también de la obra: “Orientaciones para el mejor funcionamiento de los Centros Espiritistas"; su legado como Espírita y escritor en Cuba fue posteriormente reconocido en los Estados Unidos dónde radicó hasta su fallecimiento fundado varias instituciones espíritas.

Nombres como Ramón Alfonso, Isidoro Díaz Anido, Angela Rivas de la Torriente, José Jiménez y Manuel García Consuegra en Santa Clara, entonces provincia de las Villas son algunos de los más grandes voceros del Espiritismo en la región a través de la publicación de artículos en revistas y la edición y reedición de obras espíritas.

En la provincia Camagüey y como parte de la inmensa obra de difusión y propagación que el Espiritismo tuvo allí durante la primera mitad del siglo XIX no podemos dejar de significar los nombres de aquella que consagraron a la divulgación del ideal Espírita a través de los medios más conocidos y a los cuales tenían pleno acceso enla época: Armando Labrada Canto, Ofelia Leon Bravo, Anita Vallet, Hortensia Naranjo, Luis Guerrero Ovalle, Margarita Olivares.

En la región de Matanzas fue significativa la acción social y divulgativa del Grupo Rosendo, abriendo una de las mayores suscripciones en número, delante de otras publicaciones espiritistas en la época.

Miguel Santiesteban Barciela junto a Rodolfo Rigal y otros directivos de la entonces Confederación Nacional Espiritista de Cuba, quien durante los años 1953 a 1957 se desempeño en la dirección de la Confederación Espiritista Panamericana, hoy Asociación Espírita Internacional y que celebraron en la Habana el II Congreso Espírita Panamericano en el mes de octubre de 1953, fue amplia y significativa la labor desarrollada en el sentido de aumentar y perfeccionar la difusión espírita a través de la prensa escrita, de las conferencias radiofónicas y de las concentraciones Espiritistas Nacionales que cada año se celebraban desde 1934 hasta 1963.

Todo este significativo accionar quedaba registrado impreso y era dado a conocer a través de las páginas del Boletín de la Asociación Espírita Enrique Carbonell, quien de forma mensual reseñaba en sus páginas tanto al acontecer del movimiento espírita nacional en Cuba.

En la región de Santiago de Cuba y Bayamo, centro histórico de significativas acciones y cuna de la nacionalidad cubanas se reconocen como oradores y propagandistas espíritas a figuras como Evangelistas Tamayo, Caridad Villalón, Juan Villalón, Glicerio Cedeño, Adolfina Estrada y Darío Reyes. Fidela Cobo Sabas al frente de la publicación de la Revista “Reivindicación" en Santiago de Cuba es un referente para la difusión y popularización de la Filosofía Espírita en esta zona del país.

En el norte del Oriente de Cuba tenemos la notable influencia ejercida por los médiums Espírita Inés María Fresno Basulto con la publicación de su obra :“La Historia de Julia Hernández", La Joven Suicida", en 1948 y que fueron ampliamente difundida gracias a la gestión de Enrique Rosell Carbó, presidente del Periódico Espírita Unión Social, Órgano difusor de la Unión Social Espiritista de Oriente.

La capital arqueológica de Cuba, Banes, en Holguín, tuvo el trabajo de difusión y propaganda desarrollado por la médiums Espírita Isolina Feria quien mantenía en la región prendida la llama viva del ideal espírita, e irradiando las saludables influencias que a través de su facultad mediumnica se obtenían.

Tristemente el año 1963, con el arribo de una Revolución Socialista al poder en el país marcó el cierre y el freno de la gran mayoría de las instituciones genuinamente espíritas en Cuba, pero su legado escrito y su trascendencia dentro de la historiografía espiritista en nuestro país está siendo ampliamente rescatada a conocer la Memoria Histórica del Espiritismo en una región que sin lugar a dudas fue y es un referente Espírita en toda Latinoamérica: Cuba, la mayor de las Antillas.

 

Conclusión

Las letras espíritas cubanas constituyen una fuente invaluable para comprender la espiritualidad moderna en Cuba. Lejos de ser mero texto religioso, son expresiones de identidad, resistencia y pensamiento crítico. Este estudio demuestra que el Espiritismo no fue solo una práctica espiritual, sino también una corriente intelectual que contribuyó a la construcción de una Cuba ética, racional y profundamente humana.


Trabalho com tradução livre para o Português:

“Cuba na Literatura Espírita: Expressões de Identidade, Modernidade e Espiritualidade Secular (1860-1960)”

Autor: Walter Walfrido Pérez Vila

 

Estudante do quinto ano de História na Universidade de Holguín, Cuba.

Resumo: Este artigo analisa a produção escrita do movimento espírita em Cuba entre 1860 e 1960, com foco em seu papel como veículo de identidade cultural, modernidade espiritual e pensamento secular. Por meio de fontes primárias como periódicos doutrinários, panfletos, poemas, atas de congressos e correspondências entre centros espíritas, examina-se como a literatura espírita contribuiu para a formação de uma espiritualidade racional e humanista no contexto cubano.

 

A análise se baseia na historiografia cultural e na história intelectual, revelando a riqueza simbólica e social desses textos na construção de uma Cuba espiritual e moderna.

 

Introdução

A história do Espiritismo em Cuba tem sido abordada sob perspectivas sociológicas, religiosas e antropológicas, mas sua dimensão literária e intelectual permanece pouco explorada. Este estudo propõe uma análise historiográfica da literatura espírita como expressão de uma espiritualidade secular, racional e profundamente cubana.

 

Como a identidade nacional foi articulada nos textos espíritas?

 

Que valores, símbolos e discursos emergiram em suas páginas?

 

Que papel essa literatura desempenhou na modernização espiritual do país? 

 

Desenvolvimento

O surgimento, desenvolvimento e popularidade do fenômeno mediúnico — isto é, a manifestação de espíritos por meio de médiuns — levou a uma ampla variedade de publicações tanto na América quanto na Europa durante a segunda metade do século XIX. Algumas foram endossadas pela seriedade e expertise de cientistas renomados da época, enquanto outras denunciavam uma sucessão de fraudes perpetradas por charlatães que simulavam os fenômenos para lucrar com a credulidade alheia. Os menos ativos entre eles o utilizavam como fonte de diversão e entretenimento.

 

O educador francês Hippolytte Léon Denizard Rivail (1804–1869), que mais tarde seria conhecido como Allan Kardec, deparou-se pela primeira vez com esse fenômeno em 1854. Com grande interesse e atenção aos detalhes, dedicou-se à observação contínua e ao estudo paciente, o que o levou à conclusão de que, assim como "todo efeito tem sua causa", portanto, "todo efeito inteligente tem uma causa inteligente".

 

A análise detalhada das comunicações mediúnicas, as perguntas que ele fazia aos médiuns, as respostas que recebia dos Espíritos e suas reflexões pessoais sobre a ampla gama de tópicos discutidos o levaram a sistematizar e organizar essa riqueza de informações, conclusões e percepções em um corpo de doutrina filosófica. Essas percepções foram obtidas por meio de um diálogo profundo com os Espíritos, ou, como eles se autodenominavam, as almas daqueles que outrora habitaram a Terra. Tudo isso culminou na publicação de *O Livro dos Espíritos* em 18 de abril de 1857, marcando o momento preciso da fundação da Filosofia Espírita na história da humanidade. É totalmente inadequado falar ou se referir ao Espiritismo antes dessa data.

 

Até sua morte, em 31 de março de 1869, Allan Kardec dedicou-se à consolidação e estruturação da Filosofia Espírita por meio de mais de vinte obras publicadas, que são consideradas o ponto de partida para uma compreensão adequada do que é o Espiritismo e como ele deve ser compreendido claramente.

 

A partir de Allan Kardec, diversos escritores na Europa e na América desenvolveram, expandiram e aprofundaram vários aspectos inovadores da Filosofia Espírita, inclusive aqueles pouco abordados por seu fundador. Figuras como Léon Denis (1846-1927), considerado um dos principais seguidores de Kardec e um dos propagadores da Filosofia Espírita, escreveram vários livros considerados clássicos, como "Depois da Morte", "O Problema do Ser e do Destino" e "No Invisível". Gabriel Delanne (1857-1926), juntamente com Léon Denis, foi o discípulo mais próximo de Kardec. Ele fundou o "Jornal Científico e Moral do Espiritismo". Escreveu diversas obras espíritas, entre as quais se destacam "O Espiritismo Diante da Ciência", "O Fenômeno Espírita" e "A Evolução na América".

Amália Domingo Soler (1835-1909) é considerada uma das maiores médiuns espíritas e escritoras da Espanha. Ela escreveu diversos livros, entre eles: "O Espiritismo Refutando os Erros do Catolicismo Romano", "Memórias do Padre Germán" e "Fatos que o Provam".

 

A partir de 1870, vários jornais e revistas espíritas foram fundados em Cuba, representando um avanço significativo na disseminação dessa filosofia por meio das atividades de diversos grupos e centros em toda a ilha.

 

"A Luz do Além-Túmulo" (1874) foi uma das revistas quinzenais publicadas em Havana. "O Iluminismo" (1878) foi um seminário espírita fundado por José A. Pérez Carrión em Havana. "A Luz do Espaço" (1881) foi uma revista espírita, publicação oficial da sociedade de mesmo nome. “A Tocha dos Espíritos” (1882) e “O Bom Desejo” (1884), publicados em Matanzas, eram as publicações oficiais do Centro de Caridade. “A Luz do Evangelho” (1885) e “A Boa Nova” (1886), do Santi Spiritus, eram revistas espiritualistas quinzenais fundadas por Miguel Rubet e dirigidas por Santiago G. Cañizares. “A Aurora” (1888), “Revista Espiritualista” (1889) e “A Evolução” (1890) também foram publicadas.

A existência de todas essas publicações demonstra claramente a gênese de um movimento espírita em ascensão na Cuba colonial do século XIX.

 

Podemos nos referir às primeiras investigações, posteriormente publicadas, sobre o Espiritismo e sua manifestação em nosso país, realizadas pelo pesquisador Francisco Armantero y Estrada (1863-1935), que desenvolveu um intenso esforço para disseminar o Espiritismo na ilha ao lado de Doroteo del Valle, presidente da Federação Espírita da Ilha de Cuba, fundada em 1890.

Dois anos antes dessa data, Eulogio Prieto e Tomás de Oña levaram uma amostra da grande variedade de publicações espíritas existentes na ilha de Cuba na segunda metade do século XIX, quando ainda era uma colônia espanhola, para a cidade de Barcelona, ​​local do Primeiro Congresso Espírita Internacional, realizado de 8 a 13 de setembro de 1888.

O antropólogo, jurista, jornalista e historiador Fernando Ortiz Fernández também realizou extensa pesquisa sobre a Filosofia Espírita e sua conexão com a criminologia. O fruto desses estudos foi publicado em 1915 na obra de sua autoria: “A Filosofia Penal dos Espiritas”.

A obra de Ortiz possui valor não apenas jurídico, mas também cultural. Nela, percebe-se o germe de seu conceito de transculturação, onde espiritualidade, ética e identidade se entrelaçam. O Espiritismo serviu como uma lente através da qual se pôde compreender a complexidade da alma cubana, marcada por sua mistura de culturas, dor histórica e busca por sentido.

 

Em 7 de abril de 1919, a convite da Sociedade Espírita Cubana, e com o patrocínio desta, o ilustre antropólogo Fernando Ortiz proferiu uma palestra sociológica intitulada "As Fases da Evolução Religiosa" no Teatro Payret, em Havana. Ele posicionou o Espiritismo na fase mais elevada dessa evolução. Concluiu que o fetichismo seria a religião amoral, o catolicismo, que ele considerava a religião moral, e o Espiritismo, a moralidade sem religião, dogma, rito, ídolo ou sacerdote.

 

O Sr. Francisco María González (1868-1926), que, juntamente com José Martí, desempenhou um papel significativo na fundação do Partido Revolucionário Cubano e que também foi o taquígrafo de seus discursos "Los Pinos Nuevos" e "Con todos y para el bien de todos", ocupou a presidência da recém-fundada Sociedade Espírita de Cuba em 1915. Através de sua revista, Psíquis, publicação espírita desta instituição, ele lançou as bases para os primeiros passos rumo à institucionalização do Espiritismo em Cuba a partir da década de 1920, com a criação da Federação Espírita Nacional de Cuba.

Outro nome constante no jornalismo cubano e em diversos países da América Latina foi Antonio Soto Paz Basulto (1889-1943), autor, entre outros títulos, do livro: “As Tarefas do Movimento Espírita na Atualidade”.

 

Salvador Molina, que representou Cuba no Quinto Congresso Internacional Espírita em 1934, na Espanha, também foi autor da obra: “Diretrizes para o Melhor Funcionamento dos Centros Espíritas”. Seu legado como espírita e escritor em Cuba foi posteriormente reconhecido nos Estados Unidos, onde viveu até sua morte, fundando diversas instituições espíritas.

 

Nomes como Ramón Alfonso, Isidoro Díaz Anido, Angela Rivas de la Torriente, José Jiménez e Manuel García Consuegra, em Santa Clara, então parte da província de Las Villas, estão entre os maiores porta-vozes do Espiritismo na região, por meio da publicação de artigos em revistas e da edição e republicação de obras espíritas.

Na província de Camagüey, e como parte do imenso trabalho de difusão e propagação que o Espiritismo ali realizou durante a primeira metade do século XIX, não podemos deixar de mencionar os nomes daqueles que se dedicaram a difundir o ideal espírita pelos meios mais conhecidos a que tinham pleno acesso na época: Armando Labrada Canto, Ofelia León Bravo, Anita Vallet, Hortensia Naranjo, Luis Guerrero Ovalle e Margarita Olivares.

 

Na região de Matanzas, o trabalho social e educativo do Grupo Rosendo foi significativo, estabelecendo uma das maiores bases de assinaturas em termos de número de membros, superando outras publicações espíritas da época.

 

Na região de Matanzas, o trabalho social e educativo do Grupo Rosendo foi significativo, estabelecendo uma das maiores assinaturas em termos de número de membros, superando outras publicações espíritas da época. Miguel Santiesteban Barciela, juntamente com Rodolfo Rigal e outros diretores da então Confederação Nacional Espírita de Cuba, que atuaram na direção da Confederação Espírita Pan-Americana, agora Associação Espírita Internacional, durante os anos de 1953 a 1957 e que celebraram o II Congresso Espírita Pan-Americano em Havana, em outubro de 1953, realizaram um trabalho extenso e significativo para aumentar e aperfeiçoar a disseminação do Espiritismo por meio da imprensa escrita, conferências de rádio e encontros espíritas nacionais que foram realizados todos os anos de 1934 a 1963.

Toda essa atividade significativa foi registrada em documentos impressos e divulgada nas páginas do Boletim da Associação Espírita Enrique Carbonell, que fornecia relatórios mensais sobre os eventos do movimento espírita nacional em Cuba.

 

Na região de Santiago de Cuba e Bayamo, centro histórico de atividades significativas e berço da nacionalidade cubana, figuras como Evangelista Tamayo, Caridad Villalón, Juan Villalón, Glicerio Cedeño, Adolfina Estrada e Darío Reyes são reconhecidas como oradores e propagandistas espíritas. Fidela Cobo Sabas, à frente da publicação da revista "Reivindicación" em Santiago de Cuba, é uma figura fundamental na disseminação e popularização da filosofia espírita nessa parte do país.

 

No norte do Oriente de Cuba, destaca-se a notável influência da médium espírita Inés María Fresno Basulto com a publicação de sua obra: “A História de Julia Hernández”, “A Jovem Suicida”, em 1948, que foi amplamente divulgada graças aos esforços de Enrique Rosell Carbó, presidente do jornal espírita Unión Social, publicação oficial da União Social Espírita do Oriente.

A capital arqueológica de Cuba, Banes, em Holguín, beneficiou-se do trabalho de divulgação e propaganda realizado pela médium espírita Isolina Feria, que manteve viva a chama do ideal espírita na região, irradiando as influências benéficas obtidas por meio de suas habilidades mediúnicas.

 

Infelizmente, o ano de 1963, com a chegada da Revolução Socialista ao poder no país, marcou o fechamento e a paralisação da grande maioria das instituições genuinamente espíritas em Cuba. Contudo, seu legado escrito e sua importância dentro da historiografia espírita de nosso país estão sendo amplamente recuperados, permitindo-nos compreender a memória histórica do Espiritismo em uma região que, sem dúvida, foi e é um ponto de referência espírita em toda a América Latina: Cuba, a maior das Antilhas. 

Conclusão

A literatura espírita cubana constitui uma fonte inestimável para a compreensão da espiritualidade moderna em Cuba. Longe de serem meramente textos religiosos, são expressões de identidade, resistência e pensamento crítico. Este estudo demonstra que o espiritismo não foi apenas uma prática espiritual, mas também uma corrente intelectual que contribuiu para a construção de uma Cuba ética, racional e profundamente humana.


sábado, 27 de dezembro de 2025

Abrindo a Mente – sobre o livro A busca por Planetas Habitados atinge mais de 1000 livros baixados - por Alexandre Cardia Machado

 

Abrindo a Mente – sobre o livro A busca por Planetas Habitados

 

O livro A busca por Planetas Habitados, disponibilizado este ano no fim de janeiro. É lançado oficialmente no VI Encontro da CEPABrasil, em Porto Alegre em maio de 2025. O livro é de autoria de Alexandre Cardia Machado e Reinaldo Di Lucia.

No mês passado, outubro de 2025, o livro atingiu a marca de 1000 unidades baixadas, havíamos pensado que ao atingir esta marca, valeria a pena traduzir para o espanhol e assim será feito, portanto aguardem pois brevemente, o ICKS contará com nosso quarto e-book em espanhol.

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Perguntas recorrentes quando fazemos apresentações sobre o conteúdo do livro:

1.      Quando vocês afirmam que até hoje não foi encontrado seres vivos em outros planetas, vocês só consideram seres corpóreos?

Resposta: Sim, toda a nossa pesquisa busca seres vivos, encarnados, sejam eles qualquer tipo de ser vivo, desde microrganismos até seres mais avançados. Até o momento não conseguimos ter nenhuma observação positiva com 100% de certeza, ainda que, claro, acreditamos que sim existam planetas habitados, mas é incorreto dizer que todos o são.

2.      O que dizer de centenas de comunicações mediúnicas com seres que se apresentam como extraterrestres?

Resposta: A comunicação mediúnica é um processo bastante complexo, envolve o médium e seu ambiente, portanto as suas crenças. Prefiro ficar com Allan Kardec e com o Espírito Erasto que no livro dos médiuns disse: “Não admitais, pois, o que não for para vós de evidência inegável. Ao aparecer uma nova opinião, por menos que vos pareça duvidosa, passai-a pelo crivo da razão e da lógica. O que a razão e o bom senso reprovam, rejeitai corajosamente. Mais vale rejeitar dez verdades do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa – ERASTO. O Livro dos Médiuns, item 230.

Em nosso livro, na sua Segunda Parte apresentamos diversas comunicações de Espíritos sobre o tema que abordamos e fazemos uma análise crítica. Em sua grande maioria, as comunicações eram absolutamente discordante do conhecimento científico atual, portanto por princípio muito cuidado, pois há uma grande chance de serem espíritos pseudossábios.

Para abrir mais a sua mente: baixe gratuitamente o livro - A busca por Planetas Habitados

 - no link a seguir: https://cepainternacional.org/libro/a-busca-por-planetas-habitados/


segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Série Microfilme História do Abertura - Tributo a Jaci Régis

Série Microfilme História do Abertura - Tributo a Jaci Régis

 Esta é a segunda publicação desta série - este exemplar do Abertura de dezembro de 2020 está disponível em pdf em qualidade melhor no site da CEPA, mas o incluímos aqui pela importância desta marca temporal.

https://cepainternacional.org/jornal-abertura-dezembro-de-2020/

Este Abertura captura os primeiros 10 anos sem a presença física de Jaci Régis, criador do ICKS - Instituto Cultural Kardecista de Santos e do Jornal de Cultura Espírta Abertura.

Disponibilizamos aqui no formato que chamados de microfilme:



Conheça nossa homepage: https://icks.ong.br/













Confira nossos Aberturas Históricos que chamamos de Série Microfilme -História do Abertura

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