sábado, 8 de agosto de 2015

20 REFLEXÕES ESPÍRITAS PARA O BEM VIVER - por Ricardo Nunes

Ricardo de Morais Nunes


1 -   Amar o presente. O passado já passou. O futuro ainda não existe. É necessário vivermos na dimensão do agora.

2 -    Precisamos nos conscientizar da impermanência de todas as coisas. Devemos aprender a transitar.

3 -       O pressuposto do amor ao próximo é o amor a si mesmo.

4 -   É necessário nos livrarmos da ideia da culpa e do castigo. Nossas ações têm consequências.

5 -     Não devemos nos comparar com ninguém. Temos a nossa própria individualidade. Somos únicos.

6 -    Confiar na existência de um sentido profundo, de uma diretriz maior, para a realidade.  

7 -   Somos hoje o produto do que fizemos ontem. E amanhã seremos o produto do que fizermos hoje.

8 -    Somos, em essência, espíritos imortais neste universo complexo e misterioso.  
9 -  Devemos renunciar às nossas pretensões de segurança absoluta. Nossa jornada na terra é uma verdadeira “aventura existencial”.

10 - A reencarnação e o tempo são os instrumentos de nosso aprimoramento intelecto-moral.

11 -  É necessário distinguir entre as vitórias reais e as aparentes. Nem todos que aparentam sucesso são realmente bem sucedidos, segundo as leis maiores que regem a vida.

12 -   Não precisamos ficar procurando exaustivamente as causas da dor nas vidas anteriores. A dor é inerente ao fenômeno da vida. A reencarnação é uma flecha que nos lança para o futuro e não uma âncora a nos prender ao passado.

13 - O diferente não precisa ser nosso inimigo, pode ser alguém que nos proporciona outra maneira de enxergar a vida.

14 - A solidariedade é nos reconhecermos na pessoa do outro. A indiferença ao sofrimento alheio é próprio das almas ainda egocêntricas.

15 - A família e as amizades são os pequenos grupos onde exercitamos o amor que um dia teremos à humanidade.

16 - A vontade é o grande instrumento para transformação de nós mesmos e do mundo.

17 - O prazer é o que nos move para a ação.

18 - Para a nossa saúde emocional é necessário estabelecermos sintonia mental com as mensagens positivas, desligando-nos, o quanto possível, das mensagens negativas.

19 - Possuímos amigos no plano extra-físico que desejam o nosso bem, e atuam em nossa vida através da intuição, desde que nos coloquemos em sintonia mental com eles.

20 - Conhecer e amar são os objetivos fundamentais das existências sucessivas. A felicidade é o destino final da evolução. Porém, existe uma felicidade possível já neste mundo.


Ricardo Nunes

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Gente que faz - um garoto holandês e a poluição marinha - por Alexandre Machado

Gente que faz – um garoto holandês e a poluição marinha

A revista Superinteressante de janeiro de 2015, publica uma reportagem sobre um garoto holandês que, aos 16 anos de idade, em viagem de férias pela Grécia, percebe o mar repleto de plásticos boiando. Ao contrário da maioria das pessoas que só se lamentam, ele bolou um plano de como limpar os oceanos.

Anotem este nome: Boyan Slat. A história que começamos a relatar aconteceu em 2011, hoje este jovem, já com 20 anos, vem recebendo todos os prêmios possíveis, pois desenvolveu um projeto de ciência, com uma solução simples, capaz de capturar o lixo plástico que flutua nos oceanos. Ele criou um site na internet e com as contibuições voluntárias  contratou especialistas para desenvolverem o projeto, já agora, para aplicação global.

Do que se trata este projeto?  Boyan estudou as correntes marítimas cíclicas e percebeu que, com a utilização de boias extensas, em forma de “U”, com cerca de 100 km, localizadas em cada uma destas correntes,  poderíamos coletar  cerca de 16% do plástico já existente no oceano a cada 10 anos, ou seja, em pouco mais de 50 anos, praticamente limparíamos o oceano. O projeto se completa com a utilização de cargeiros que recolheriam este plástico para reciclagem.

Boyan já arrecadou cerca de 2 milhões de dolares, pela internet. Recebeu muitas críticas de especialistas, que se referiam principalmente em  como reciclar um plástico atacado pelo mar e pelos raios solares, ou pela dificuldade técnica de execução. Um exemplo disto seria  como fixar as boias ao fundo do oceano. Ele não se intimidou, contratou mais cientistas e elaborou um procedimento detalhado, com 530 páginas provando a viabilidade de sua empreitada.

O tempo nos mostrará se ele tem razão, pois o problema que ele busca atacar é real e muito maior do que pensamos. Todos os anos, nós humanos jogamos 6,4 milhóes de toneladas de plásticos no oceano.

Boyan certamente é uma pessoa determinada e, sem conhecer o espiritismo trata  aqui  de uma série de leis naturais aplicadas. São elas: lei da sobrevivência, da destruição e do progresso. Alguém motivado pode fazer uma grande diferença. A partir de sua iniciativa,  a Universidade de Caxias do Sul fez uma pesquisa e encontrou maneiras de limpar o plástico, rico em microorganismos vivos e assim, permitir a sua reciclagem. É o efeito dominó.

Se de um lado temos pessoas empenhadas, com ideias interessantes, de outro temos uma grande maioria de pessoas que não pensam nas consequências de seus atos:  a maior parte do lixo plástico que chega ao mar  vem carregado pelas chuvas. Nós não jogamos o plástico no mar, jogamos na rua e é  a chuva que leva ao oceano, ou seja, é uma poluição gerada pela ignorância, pela falta de educação ambiental.

Ver gente que faz a diferença nos demonstra que temos encarnados Espíritos mais adiantados, capazes de se diferenciar em muitas áreas de saber. Temos gênios em matemática, física, artes, mas também temos gênios na arte de melhorar a vida de nossos semelhantes, mesmo quando a grande maioria é incapaz de percebê-los.


Publicado originalmente no Jornal Abertura, na edição de Janeiro - Fevereiro de 2015 - seja assinante, entre em contato conosco pelo email: ickardecista1@terra.com.br.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Corrupção à Brasileira - Reinaldo di Lucia

Conversava recentemente com um grande amigo sobre coisas sérias e amenidades quando ele soltou a pergunta: como é possível que um país que junta milhões na parada gay, milhões na marcha com Jesus, outros tantos nos protestos contra o aumento das passagens de ônibus não consiga estruturar uma manifestação contra a corrupção?

À primeira vista, isto é realmente um paradoxo. O Brasil, apesar de não ser conhecido por ser incisivo quanto a manifestações, tem um povo que, de modo geral, não se furta às manifestações. Mesmo em condições adversas, como na passeata dos cem mil – em plena ditadura militar! – a população vai às ruas, seja pela festa, seja para dar voz às suas insatisfações. Então, porque as manifestações contra os diversos casos de corrupção são tão tímidas e, normalmente, eivadas do viés político partidário inevitável? Porque não nos levantamos contra a corrupção como tal, exigindo o fim desta prática e a punição dos culpados por tais crimes contra o povo?

Tenho para mim, e foi o que respondi ao meu interlocutor, que o brasileiro tem a corrupção introjetada em seu DNA. É claro que todos, de modo geral, ficam indignados quando tomamos conhecimento da quantidade de dinheiro que é desviada e que, vez ou outra, chega ao domínio do público. Principalmente quando nos damos conta que os 50 ou 100 milhões do último escândalo seriam suficientes para resolver os problemas da saúde ou educação de muitas cidades brasileiras.

Mas algumas atitudes do brasileiro comum são interessantes: conheço mais de uma pessoa que anda com 50 reais na carteira do documento do veículo, para o caso de ser parado por uma blitz de trânsito. Ou que paga, sem pestanejar, uma “taxa de urgência” para que um documento do cartório, que demoraria seus 30 dias, saia na hora. Ou ainda que compra aquela pechincha num celular de última geração, mesmo sabendo, lá no fundo, que é roubado.

Fico com a nítida impressão que o que causa a indignação das pessoas é o volume, não o ato. Quantas vezes não ouvi que “perto desses aí do mensalão, os trinta mil reais do Magri (ex-ministro do trabalho do governo Collor, demitido por corrupção) eram dinheiro de pinga”. Há quase que um perdão ao “coitado” que roubava tão pouco que, poxa, nem conta. E quantos, quantos se rendem ao bordão “rouba, mas faz” e mantém o Maluf ativo na política desde... sempre!


O grande problema do Brasil é ético. Falta ética nas relações pessoais, comerciais e políticas, seja no cotidiano, seja nos grandes momentos. Não agimos, não nos comportamos, não votamos eticamente. Enquanto não compreendermos isso e nos esforçarmos conscientemente para mudar este estado de coisas, continuaremos na situação de, vez ou outra, nos depararmos com um evento grande de corrupção – e nos admirarmos porque não há uma mobilização contra isso.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Entrevista com Alexandre Cardia Machado - Editor-chefe do Jornal Abertura

O jornal ABERTURA, no mês de abril de 2015,  apresentou  uma entrevista com o editor-chefe do jornal, Alexandre Cardia Machado, que desde a internação e posterior desencarnação do fundador do jornal Jaci Régis passou a dirigir este veículo de comunicação. Estamos completando nesta oportunidade, a publicação de 50 edições do mesmo, sob a batuta de Machado.

Roberto Rufo pelo ABERTURA entrevista Alexandre.


Foto: Alexandre Cardia Machado

RR - Como você se sentiu tendo a missão de assumir o jornal ABERTURA após o desencarne do Jaci Régis?

Quando Jaci Régis foi internado, todos pensamos que como em ocasiões anteriores, seria por pouco tempo. Infelizmente não foi assim que ocorreu e Jaci passou quase um mês sem comunicação conosco. No momento da hospitalização o jornal de outubro de 2010, já estava em processo de elaboração, assim decidi conversar com a Danielle Pires e ver em que pé estava e claro ver como fechar a redação do mesmo.

Nesta oportunidade aprendi como o jornal era feito, as datas das fases críticas, ou seja, compor, diagramar, preparar os fotolitos, imprimir e depois preparar para enviar aos assinantes.

Acho que na verdade, eu me voluntariei para a tarefa, que pensei seria apenas para aquela edição.

RR - Como avalia estes 05 anos em que você esta como editor do jornal?

Tem sido um período de muito aprendizado, escrevo para o jornal há mais de 20 anos, meus artigos eram em sua maioria mais ligado a ciência, no entanto, desde que assumi este posto, foi necessário aprender a escrever editoriais, comunicar-me com os nossos articulistas e pensar no jornal como um todo. Na verdade, além de escrever alguns artigos, tenho que desenhar o jornal e ocupar todos os espaços. Manter o jornal atual, renovador e interessante também é uma tarefa importante. Creio que isto estamos conseguindo fazer.

RR - Quais os desafios e objetivos do ABERTURA daqui para frente?

Nosso maior desafio é continuar existindo como uma opção cultural atrativa, com custos de produção baixos e qualidade alta, de outra forma as pessoas simplesmente não renovam a assinatura e não nos indicam aos amigos. Buscamos também combinar o ABERTURA com o Blog do ICKS, aumentando o nosso alcance e permanência dos nossos artigos.

RR -  Há muitas parcerias para o desenvolvimento do ABERTURA. Qual o papel de cada parceiro?

Começamos pelos articulistas, contamos com você, com o Reinaldo de Luccia e a Caról Régis de Luccia, com o  Milton Medran, Egydio Régis, Cláudia Régis, Ricardo Nunes, temos o Marcelo Régis e Eugenio Lara como os mais frequentes e claro com os diversos componentes do CPDoc que já há alguns anos mantemos uma parceria importante. Estes escrevem o jornal junto comigo. Temos claro a revisão dos textos com a Camila Régis, a diagramação e projeto gráfico com a Danielle Pires. Ainda temos a elaboração dos fotolitos e impressão com a Márcia. Outro aspecto importantíssimo é o atendimento aos assinantes, manter os endereços atualizados, preparar os jornais para envio e o contato permanente com os nossos apoiadores culturais, feito pela Cláudia Régis . Não podemos deixar de citar Mauricy Silva que cuida da contabilidade e controle de pagamentos.

RR -  Neste 50 números do ABERTURA  em que você esteve à frente da edição quais matérias ou artigos merecem destaque ?

Esta é uma pergunta difícil de responder, sob o aspecto emocional, o jornal mais importante foi a edição de janeiro/ fevereiro de 2011 – com a capa vermelho magenta toda dedicada a Jaci Régis.


No aspecto editorial, artigos relacionando os problemas que nos afetam no dia a dia processados sob a ótica da Doutrina Kardecista são, no momento, os que detem o meu maior interesse e acreditamos o interesse dos nossos leitores.

sábado, 11 de julho de 2015

Cientistas propõe a reencarnação humana - organizado por Gisela Régis

Cientistas propõe a reencarnação humana

Imagem: shutterstock.com

Desde que o mundo é mundo discutimos e tentamos descobrir o que existe além da morte. Desta vez a ciência quântica explica e comprova que existe sim vida (não física) após a morte de qualquer ser humano.

Um livro intitulado “O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo” “causou” na Internet, porque continha uma noção de que a vida não acaba quando o corpo morre e que pode durar para sempre.

O autor desta publicação o cientista Dr. Robert Lanza, eleito o terceiro mais importante cientista vivo pelo NY Times, não tem dúvidas de que isso é possível.

Além do tempo e do espaço Lanza é um especialista em medicina regenerativa e diretor científico da Advanced Cell Technology Company. No passado ficou conhecido por sua extensa pesquisa com células-tronco e também por várias experiências bem sucedidas sobre clonagem de espécies animais ameaçadas de extinção.

Mas não há muito tempo, o cientista se envolveu com física, mecânica quântica e astrofísica. Esta mistura explosiva deu à luz a nova teoria do biocentrismo que vem pregando desde então. O biocentrismo ensina que a vida e a consciência são fundamentais para o universo.

É a consciência que cria o universo material e não o contrário.

Lanza aponta para a estrutura do próprio universo e diz que as leis, forças e constantes variações do universo parecem ser afinadas para a vida, ou seja, a inteligência que existia antes importa muito. Ele também afirma que o espaço e o tempo não são objetos ou coisas mas sim ferramentas de nosso entendimento animal.

Lanza diz que carregamos o espaço e o tempo em torno de nós “como tartarugas”, o que significa que quando a casca sai, espaço e tempo ainda existem.

A teoria sugere que a morte da consciência simplesmente não existe. Ele só existe como um pensamento porque as pessoas se identificam com o seu corpo. Eles acreditam que o corpo vai morrer mais cedo ou mais tarde, pensando que a sua consciência vai desaparecer também. Se o corpo gera a consciência então a consciência morre quando o corpo morre. Mas se o corpo recebe a consciência da mesma forma que uma caixa de tv a cabo recebe sinais de satélite então é claro que a consciência não termina com a morte do veículo físico. Na verdade a consciência existe fora das restrições de tempo e espaço. Ela é capaz de estar em qualquer lugar: no corpo humano e no exterior de si mesma. Em outras palavras é não-local, no mesmo sentido que os objetos quânticos são não-local.

Lanza também acredita que múltiplos universos podem existir simultaneamente.

Em um universo o corpo pode estar morto e em outro continua a existir, absorvendo consciência que migraram para este universo. Isto significa que uma pessoa morta enquanto viaja através do mesmo túnel acaba não no inferno ou no céu, mas em um mundo semelhante a ele ou ela que foi habitado, mas desta vez vivo. E assim por diante, infinitamente, quase como um efeito cósmico vida após a morte.


Vários mundos

Não são apenas meros mortais que querem viver para sempre mas também alguns cientistas de renome têm a mesma opinião de Lanza.

São os físicos e astrofísicos que tendem a concordar com a existência de mundos paralelos e que sugerem a possibilidade de múltiplos universos.

Multiverso (multi-universo) é o conceito científico da teoria que eles defendem. Eles acreditam que não existem leis físicas que proibiriam a existência de mundos paralelos.

O primeiro a falar sobre isto foi o escritor de ficção científica HG Wells em 1895 com o livro “The Door in the Wall“. Após 62 anos essa ideia foi desenvolvida pelo Dr. Hugh Everett em sua tese de pós-graduação na Universidade de Princeton. Basicamente postula que, em determinado momento o universo se divide em inúmeros casos semelhantes e no momento seguinte, esses universos “recém-nascidos” dividem-se de forma semelhante. Então em alguns desses mundos que podemos estar presentes, lendo este artigo em um universo e assistir TV em outro.

Na década de 1980 Andrei Linde cientista do Instituto de Física da Lebedev, desenvolveu a teoria de múltiplos universos. Agora como professor da Universidade de Stanford, Linde explicou: o espaço consiste em muitas esferas de insuflar que dão origem a esferas semelhantes, e aqueles, por sua vez, produzem esferas em números ainda maiores e assim por diante até o infinito. No universo eles são separados. Eles não estão cientes da existência do outro mas eles representam partes de um mesmo universo físico.

A física Laura Mersini Houghton da Universidade da Carolina do Norte com seus colegas argumentam: as anomalias do fundo do cosmos existem devido ao fato de que o nosso universo é influenciado por outros universos existentes nas proximidades e que buracos e falhas são um resultado direto de ataques contra nós por universos vizinhos.


Alma

Assim, há abundância de lugares ou outros universos onde a nossa alma poderia migrar após a morte, de acordo com a teoria de neo biocentrismo.

Mas será que a alma existe? Existe alguma teoria científica da consciência que poderia acomodar tal afirmação?

Segundo o Dr. Stuart Hameroff uma experiência de quase morte acontece quando a informação quântica que habita o sistema nervoso deixa o corpo e se dissipa no universo.

Ao contrário do que defendem os materialistas, Dr. Hameroff oferece uma explicação alternativa da consciência que pode, talvez, apelar para a mente científica racional e intuições pessoais.


A consciência reside, de acordo com Stuart e o físico britânico Sir Roger Penrose, nos microtúbulos das células cerebrais que são os sítios primários de processamento quântico. Após a morte esta informação é liberada de seu corpo, o que significa que a sua consciência vai com ele.

Eles argumentaram que a nossa experiência da consciência é o resultado de efeitos da gravidade quântica nesses microtúbulos, uma teoria que eles batizaram Redução Objetiva Orquestrada.

Consciência ou pelo menos proto consciência é teorizada por eles para ser uma propriedade fundamental do universo, presente até mesmo no primeiro momento do universo durante o Big Bang. “Em uma dessas experiências conscientes comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.”

Nossas almas estão de fato construídas a partir da própria estrutura do universo e pode ter existido desde o início dos tempos. Nossos cérebros são apenas receptores e amplificadores para a proto-consciência que é intrínseca ao tecido do espaço-tempo. Então, há realmente uma parte de sua consciência que é não material e vai viver após a morte de seu corpo físico.

Dr. Hameroff disse ao Canal Science através do documentário Wormhole: “Vamos dizer que o coração pare de bater, o sangue pare de fluir e os microtúbulos percam seu estado quântico. A informação quântica dentro dos microtúbulos não é destruída, não pode ser destruída, ele só distribui e se dissipa com o universo como um todo.”

Robert Lanza acrescenta aqui que não só existem em um único universo, ela existe talvez, em outro universo.

Se o paciente é ressuscitado, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos e o paciente diz: “Eu tive uma experiência de quase morte”.

Ele acrescenta: “Se ele não reviveu e o paciente morre é possível que esta informação quântica possa existir fora do corpo talvez indefinidamente, como uma alma.”

Esta conta de consciência quântica explica coisas como experiências de quase morte, projeção astral, experiências fora do corpo e até mesmo a reencarnação sem a necessidade de recorrer a ideologia religiosa. A energia de sua consciência potencialmente é reciclada de volta em um corpo diferente em algum momento e nesse meio tempo ela existe fora do corpo físico em algum outro nível de realidade e possivelmente, em outro universo.

Artigo publicado originalmente em inglês no site SPIRIT SCIENCE AND METAPHYSICS.
http://www.duniverso.com.br/cientistas-comprovam-reencarnacao-humana/ 
Fonte: "Fórum Espírita" 

Comentario: Considero muito importante esse estudo que vêm comprovar os ensinamentos da Doutrina Espirita com o peso científico. Elucidam as teorias espíritas corroboradas pela cieência. E voce, o que tem a comentar sobre esse artigo?

domingo, 5 de julho de 2015

Livro Novo Pensar sobre Deus, Homem e o Mundo - por Jaci Régis

NOVO PENSAR SOBRE
DEUS, H0MEM E O MUNDO


Um novo pensar sobre Deus começará por deixar de lado o Deus Jeová, as afirmativas bíblicas e, de modo geral, as teorias  que fazem dele uma pessoa.
As palavras do louco de Nietzsche sobre a morte de Deus não devem ser tomadas como blasfêmia mas como a exclamação maior da decepção com o amor de Deus.
O Deus que Nietzsche matou é esse criado à semelhança das pessoas e cultuado, imposto pelas teologias de todos os tempos.
Isso não significa  a completa e satisfatória resolução da questão divina. Nem elimina a crença em Deus.


O que colocar em nossa mente a respeito de Deus. em substituição ao modelo rejeitado? É difícil fugir da realidade sensorial. Quando pensamos criamos imagens. Atendendo a essa necessidade do ser humano, todas as crenças criaram imagens concretas dos entes invisíveis.
Pensamos em Deus como “alguém”. Mas um “alguém” transcendendo o  delineamento corporal que nos dá o sentido das coisas. Deus continua invisível. O silêncio é a resposta das preces e imprecações. Há até um ditado “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Daí a dificuldade de pensar num Deus sem face, sem corpo, sem imagem.
Mas Deus é o que é, não o que queremos que seja.
Isso nos autoriza a pensar em Deus sem imagem, limitações e sem ser uma pessoa.
O que seria então?
Não temos como saber, atualmente.
Todavia, a sua presença se faz na visão macro da vida, no encaminhamento através do tempo, que resulta invariavelmente no benefício da pessoa. Tudo começa no nível microscópico  num desenrolar dinâmico, atemporal dos elementos envolvidos para surgir, depois, um corpo, um animal, um primata, um homem, como conseqüência da seleção das espécies, da sobrevivência dos modelos mais resistentes transmitindo DNA que cria a cadeia genética.
O novo pensar vê nesse extraordinário poder de  desenvolvimento seqüencial dos seres a presença da inteligência divina. Na semente, como no embrião, existem códigos perfeitos que no ambiente adequado produzem a árvore e os frutos, o feto, a criança, a pessoa humana.
Assim como a ciência não sabe como esses fatores começaram a interagir, assim também não sabemos como a inteligência divina intervém para  dotar a natureza de princípios básicos, genéticos, que redundaram no panorama atual da Terra.
Entretanto, o novo pensar sobre Deus refaz o entendimento da relação divina com o ser humano.
Liberta-nos das cadeias de pecado, punição, morte e castigo que definem o Deus Jeová travestido no Deus cristão de amor, misericórdia e justiça.
O crente pergunta, onde está o Deus onipotente que não atua para eliminar o mal, punir os que praticam crimes e não salva e cura livrando-nos da morte?
A decepção provém do que se fala e diz sobre o amor de Deus.
A natureza não é lírica, mas objetiva, eficiente. Todavia não é perfeita. Esse paradoxo  precisa ser entendido:  a imperfeição dentro da perfeição.
Ou seja,  a perfeição absoluta atribuída à divindade comporta a imperfeição dinâmica dos processos evolutivos.
Um novo pensar sobre Deus nos conduz à compreensão de que a dinâmica da vida, em qualquer dos setores em que se manifesta, prima pela criação de  ambientes de oportunidade, seleção e superação.
Podemos questionar porque as coisas são assim. Todavia elas são assim.
O novo pensar sobre Deus pensa que o objetivo da vida é a felicidade.
A inteligência divina proporciona meios para isso, no tempo, através da lei da evolução.
A singularidade individual se envolve no processo para adquirir a sua própria identidade como ser único, imortal, progressivo, atemporal. O novo pensar sobre Deus tenta harmonizar a presença divina com  as necessidades do ser humano, oferecendo um conjunto de leis e sistemas vivenciais que abrem oportunidade de resolução dos problemas.
Dar atributos morais a Deus e sua transformação numa pessoa é fruto da criação da divindade à nossa imagem. Neste modelo não existe espaço para a personalização do Ser Supremo, nem cabe o estabelecimento de atributos, que o humanizariam, porque o paradigma disponível para pensar as virtudes é o humano.
O novo pensar começará por estabelecer que o universo não é estruturado, mas delineado. Seria, metaforicamente talvez, uma projeção da intenção divina, inteligência suprema e causa primária, centro ordenador e controlador, manifestado através da Lei Natural. Porque onde há Lei existe necessariamente controle.
A Lei Divina ou Natural está na base do universo, regulando a vida. Ela exprime a sabedoria divina na condução da humanidade, só apreciada ao longo do tempo.
A Lei divina ou natural, não cogita de julgar, condenar. Ou seja, Lei Natural não é uma lei moral. Ela controla a vida universal estabelecendo uma diretriz positiva que sobrevive e se impõe no aparente caos e nos limites do livre arbítrio.
E a Lei Natural está inscrita no Espírito através do processo evolutivo.
A existência da Lei Natural como centro irradiador do pensamento divino, é fundamental para compreender como o universo pode ser simultaneamente controlador e caótico. Para argumentar sobre essa polarização, poderíamos  aplicar a definição do elétron que pode ser substância e onda, sem alterar a estabilidade universal.
A Lei Natural exprime a sabedoria divina, com mecanismos extremamente competentes, estabelecendo o ritmo e a sucessão dos fatores com o fim de equacionar, no universo energético, tanto quanto no universo inteligente, o princípio do equilíbrio. Atuando através da lei de causa e efeito ou ação e reação, ferramenta de busca do equilíbrio, pela reciprocidade dos fatores.
Reside no campo moral, no campo das inteligências menores que somos nós, nos nossos anseios e esperanças, medos e expectativas, o principal problema.
Quem somos e porque somos. Eis a questão.

NR: Se você gostou do que leu, este é o primeiro capírtulo do último livro de Jaci Régis, NOVO PENSAR SOBRE DEUS, H0MEM E O MUNDO, compre aqui mesmo, basta enviar um email para ickardecista1@terra.com.br. Preço R$ 20,00 no Brasil sem custo do correio.

Temos este livro na forma em pdf  - grátis: baixe no site da CEPA - Associação Espírita Internacional.




terça-feira, 23 de junho de 2015

Corrupção: Doença com residência na alma - Por Jacira Jacinto da Rocha

Corrupção: Doença com residência na alma.
19/3/15: Operação Implante
19/3/15: Operação Boneco

Jacira Jacinto da Silva

Não se alcança fácil a corrupção para extirpá-la da sociedade. Em se tratando de doença com residência na alma, pertencente ao conjunto de valores imateriais do ser humano, que não se modifica, tampouco se burila por meras deliberações, haveremos de construir um novo padrão de educação, em que as ações de pais, educadores, políticos e formadores de opinião, reflitam lições! Conversa fiada não serve.



Vivemos tempos difíceis, ou tempos melhores? O mundo está progredindo, ou estaria regredindo? É natural que muitas vezes nos bata um desânimo danado e que em muitas ocasiões cheguemos a pensar que a lei de evolução não se confirma, ou que Kardec se equivocou ao negar a possibilidade de regressão da evolução espiritual.
O cenário político nacional é espantoso, chocante, assustador, diríamos! Quando poderíamos imaginar assistir ao vivo e a cores nossos representantes políticos fazerem suas negociações e barganhas às escâncaras, na frente das câmeras de TV, diante de jornalistas, declarando sem pudor as razões dos seus ardis mais desprezíveis, sob a capa do interesse público? Pois estamos vendo, diariamente. Basta ligarmos a televisão, abrirmos a revista ou o jornal e nos deparamos com essas possibilidades.
O mundo virou pelo avesso? Parece que não; ao meu ver, com o máximo de respeito a quem pensa diferente, estamos sendo mais transparentes, desenvolvemos mais mecanismos de acessar informações, a vida dos representantes políticos está menos obscura, já não permitimos mais tanto autoritarismo, temos sede de informações sobre tudo; enfim, estamos evoluindo!
O mundo está melhor hoje do que já foi no passado, sem dúvida, e a lei do progresso se confirma, na minha limitada visão. Mas, claro, nós estamos bem devagar; atrasados, cheios de egoísmo e dificuldades para superar.
Propõe-se trocar a Presidente da República, e seria maravilhoso se com esse gesto baníssemos a corrupção do nosso país, mas, lamentavelmente não atingiremos esse patamar com tal gesto. E se numa só tacada trocássemos também todos os representantes das Casas Legislativas, Senado e Câmara dos Deputados? Ainda assim não daria. Mas poderíamos, então, substituir os nossos representantes dos três poderes, do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Hum! Que pena, ainda não daria certo. Mas, e se nós mudássemos os representantes políticos do Executivo, do Legislativo e do Judiciário das esferas Federal, Estadual e Municipal, em todos os Estados e todos os Municípios? A razão nos diz que não adiantaria e que a corrupção seguiria sendo um câncer da nossa sociedade.
É possível fazer essa afirmação com facilidade, pois num só dia, 19/3/2015, enquanto o noticiário se dividia entre as várias novidades do cenário nacional, a Polícia Federal efetuava inúmeras prisões decorrentes de duas operações, denominadas “Implante” e “Boneco”, envolvendo pessoas outras, que não pertencem aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Segue um resumo:

Implante: Caxias do Sul/RS – A Polícia Federal, em parceria com a Receita Federal, deflagrou nesta manhã (19/3/2015) a Operação Implante com objetivo de combater um esquema de fraudes no Imposto de Renda da Pessoa Física. Investigações apontaram o funcionamento de um esquema de fraudes, no qual despesas médicas fictícias eram inseridas na Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física – DIRPF, com a finalidade de reduzir o imposto a pagar e obter restituições indevidas. Apenas em despesas odontológicas e médicas, estima-se que a fraude ultrapassa R$ 1,5 milhão.

Boneco: Rio de Janeiro/RJ – A Polícia Federal, o Ministério da Previdência Social-MPS e o Ministério Público Federal deflagraram hoje (19/3/2015) a Operação Boneco para desarticular uma quadrilha que fraudou o INSS em mais de R$ 7 milhões. Numa primeira etapa, os servidores envolvidos da Previdência Social concediam benefícios fictícios, ou irregulares para pessoas que não faziam jus. Algumas vezes, o LOAS era concedido a pessoas inexistentes utilizando-se documentação falsa.
A segunda célula era responsável pelos saques dos benefícios previdenciários irregulares. Idosos eram recrutados e se faziam passar pelos verdadeiros beneficiários para fazer o saque nas instituições financeiras. Cada idoso assumia até mais de dez identidades diferentes, recebendo uma quantia fixa para cada saque efetuado. Os idosos eram tratados pela alcunha de “boneco”, daí a origem do nome da operação. O prejuízo, apenas dos mais de 350 benefícios identificados, chegava a superar o valor mensal de R$ 200 mil. A PF estima que a quadrilha lesou o INSS em mais de R$ 7 milhões.


Vi com certa surpresa pessoas reagirem agressivamente contra Marina Silva pelo fato de ela ter declarado que a corrupção não é um problema desse ou daquele político, mas de todos nós. Houve quem dissesse, até com manifestação odiosa, que não tinha nada a ver com isso.
Ouso dizer que a corrupção é sim problema de todos nós, pois se trata de doença crônica, com sede na alma, vulnerável a pequenas oscilações das “condições ambientais”. Dizem que ninguém tem imunidade absoluta, mas é certo que a filosofia espírita oferece muito bons antídotos. Particularmente, penso que a primeira lição espírita, sobre a qual deveríamos refletir diariamente, está na questão n. 913 de OLE. Dentre os vícios, qual o que se pode considerar radical? “Temo-lo dito muitas vezes: o egoísmo. Daí deriva todo mal. Estudai todos os vícios e vereis que no fundo de todos há egoísmo”.
É pelo nosso egoísmo e por nenhum outro motivo que aceitamos acessar todos os canais de TV por assinatura sem pagar nada, fazendo um simples “gato”; que reduzimos a conta de água ou de luz, colocando um desvio no relógio; que compramos um recibo de dentista ou de médico para reduzir o IR; que colocamos o valor do imóvel adquirido abaixo do valor real na escritura para sonegar o ITBI; que compramos produtos piratas; que fazemos caixa dois em nossa empresa; que registramos a empregada com valor menor do que pagamos; que furamos fila; que tentamos subornar guarda para evitar multa; que apresentamos atestado médico falso; que batemos ponto pelo colega de trabalho etc.
Sempre atenta ao direito do outro de pensar diferente, entendo ser sagrado o direito de contestar contra os abusos, mas precisamos nos educar antes de tudo. Quem pratica ato de corrupção (pequeno pode?) não tem o direito de exigir lisura do outro, nem mesmo dos seus representantes políticos. Presenciei pessoa que não paga seus impostos – eu sei, pois tem uma empresa e já me confessou o uso do caixa dois – participando do panelaço. Não tem moral.
A palavra, no meu entender, está com Leon Denis:

O estado social não sendo, em seu conjunto, senão o resultado dos valores individuais; importa antes de tudo de obstinar-nos nessa luta contra nossos defeitos, nossas paixões, nossos interesses egoístas.
O estudo do ser humano nos leva, pois, a reconhecer que as instituições, as leis de um povo, são a reprodução, a imagem fiel de seu estado de espírito e de consciência e demonstram o grau de civilização ao qual ele chegou. Em todas as tentativas de reformas sociais é preciso falar ao coração do povo ao mesmo tempo que à sua inteligência e à sua razão.
A sociedade não é senão um agrupamento de almas. Para melhorar o todo, é preciso melhorar cada célula social, isto é, cada indivíduo (o grifo é meu).
  
Um grande educador escreve para a eternidade.
Faço minhas as suas palavras, Eminente Professor.



Jacira Jacinto da Silva, juíza de Direito em São Paulo, membro do CPDoc, da CEPABrasil e cofundadora da Fundação Porta Aberta. É autora do livro Criminalidade: Educar ou Punir? que você pode adiquirir aqui no ICKS, através do email: ickardecista1@terra.com.br


sexta-feira, 19 de junho de 2015

Texto da internet - colocado aqui para discussão, qual a sua opinião?

RELATO DO UMBRAL


Está circulando na internet o que seria uma psicografia de um médium ditada pela cantora Cássia Eller, desencarnada no dia 29 de dezembro de 2001, aos 39 anos, após sofrer quatro paradas cardíacas.
Wilson Pinto, presidente do Lar de Frei Luiz, conhecido centro espírita de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, teria confirmado que a suposta carta foi escrita no centro, e que já recebeu psicografias de Chorão e Cazuza. “Não é a primeira desse tipo que recebemos. Já recebemos do Chorão, do Cazuza… é verdadeira. O que não é de nosso costume é a divulgação dessas psicografias, é um assunto interno da casa, não deveria ter vazado”, disse Wilson ao jornal EXTRA.
A publicação fez uma boa cobertura sobre a possível carta psicografada de Cássia Eller, entrevistando a ex-companheira de Cássia, Maria Eugênia Martins, o diretor de marketing da Federação Espírita Brasileira, João Rabelo, a mãe do cantor Cazuza, e o presidente da Rádio Rio de Janeiro Espírita, Gerson Monteiro. 
"Se eu disser para vocês que o inferno existe, acreditem, pois eu estava mergulhada nele, de corpo e alma, num espaço sombrio e frio, bem interno do ser, dos pés à cabeça, sem tempo, sem luz, nem descanso e afogava-me, a cada segundo, num oceano de matéria viscosa que roubava até minha ilusória alegria… Naquele lugar não havia luz, somente nuvens cinza e chuvas com raios e trovões, gritos estridentes e desesperados, gemidos surdos, pedidos de socorro, lágrimas, desalento, tristeza e revolta…
Preciso descrever mais as cenas dantescas de animais que nos mastigavam e, em seguida, nos devoravam sem consumir nossos corpos; se é que posso dizer que aquilo, que sobrou de mim, era um corpo humano. Queria fugir para bem longe dali, mas tudo em vão, quanto mais me debatia no fluido grudento, mais me afundava e, quando alcançava, de novo, a superfície apavorante, mãos e garras afiadas faziam-me submergir naquele líquido pastoso e mal cheiroso.
Dragões lançavam chamas de suas bocas sujas e nos queimavam, machucando e estilhaçando a pouca consciência que me restava da lembrança de minha estada no corpo físico, neste planeta azul. Guardiões das trevas olhavam atentos seus presos e vigiavam todos os movimentos realizados naquele imenso espaço de sofrimentos, dores, lamentos, depressões, angústias e arrependimentos tardios… O ar era ácido e provocava convulsões diversas.
Perguntava-me porque ali estava se nada fizera por merecer tão infeliz destino, depois de ser expulsa do corpo de carne através do uso maciço de drogas. A dúvida assaltava-me os raros momentos de raciocínio menos desequilibrado e as crises de abstinência trancavam todas as portas que dariam acesso à saída daquele campo de penitência de espíritos rebeldes e viciados com eu.
Os filmes de horror que assisti, quando encarnada, estariam ainda muito distantes dos padecimentos, pânicos, pavores e temores que ficariam para sempre registrados na minha memória mental, os piores dias que vivi até hoje, como joguete e marionete de forças que me escravizavam o ser, debilitado, fraco, desprovido de energias, suja, carente e chorosa.
Não me lembrava do que acontecera comigo… Quando o medo é maior que as necessidades básicas, a mente fica encarcerada num labirinto hipnótico e ‘torporizante’ de emoções truncadas e desconectadas da realidade… Assemelha-se a um pesadelo sem fim, sempre com final trágico e apavorante. Quando conseguia conciliar um pequeno tempo de sono; era imediatamente desperta por seres que me insultavam e xingavam, acusavam-me de suicida maldita e jogavam-me lama misturada com pedras… Insetos e anfíbios ajudavam a traçar o perfil horrendo dos anos que passei no umbral. Preciso escrever estas palavras para nunca mais me esquecer: ‘Com o fenômeno da morte, nós não vamos para o umbral, nós já estamos no umbral quando tentamos forjar as leis maiores da criação com nossas más intenções e tendências viciantes’.
Tudo fica registrado num diário mental que traça nosso destino futuro, no bem ou no mal. O umbral não fora criado por Deus; ele é de autoria dos espíritos que necessitam de um autêntico e genuíno estágio educativo em zonas inferiores, onde poderão se depurar de suas construções aleijadas no campo dos sentimentos e dos pensamentos disformes, mal estruturados e mal conduzidos por nossa irresponsabilidade, de mãos dadas com a imensa ignorância que nos faz seres infelizes e distantes da tão sonhada paz de consciência.
Após alguns anos umbralinos, despertei numa tarde serena, num campo verdejante e calmo. Não acreditava no que via, pois tudo, agora, parecia um sonho… Percebi, ao longe, o canto de uma ave que insistia em acordar-me daquele pesadelo no qual já me acostumava a viver; a morrer todos os dias… Seu canto era uma música que apaziguava meu coração e aguçava meus pensamentos na lembrança de como fui parar ali naquele campo gramado e repleto de árvores. Consegui sentar-me na relva e ao olhar todo aquele espaço natural, deparei-me com milhares de outros seres como eu, nas mesmas condições de debilidade moral, usufruindo, agora, de um bem que não merecia, mas vivia! Todos nós dormíamos e fomos despertos com música e preces em favor de todos os presentes…
A maioria era de jovens e adultos, poucos idosos e centenas de enfermeiros que olhavam atentos para nossos movimentos no gramado. Com seus olhos serenos, projetavam em nós a mansidão e a paz tão esperadas por nossos corações enfermos, débeis e carentes de atenção, de afeto e carinho.
Alguém me tocava, de leve, os ombros e chamava-me pelo nome, como se me conhecesse há muito tempo. Eu identifiquei aquela voz e ‘temia’ olhar para trás e confirmar minha impressão auditiva, era Cazuza todo de branco, como lindo enfermeiro, de cabelos cortados bem curtos e estendia suas mãos para que eu levantasse, caminhasse e conversasse um pouco em sua companhia. Não consegui me levantar, porque uma enxurrada de lágrimas vertia dos meus olhos, como nascente de rio descendo a montanha das dores que trazia no peito. Meu ídolo ali estava resgatando e cuidando de sua fã, debilitada e muito carente. Ele cantou pequena canção e tive a capacidade de avaliar o que Deus havia reservado para aqueles que feriam suas leis e buscavam consolo entre erros escabrosos e desconcertantes.
A misericórdia divina sempre conspira a nosso favor, nós desdenhamos do amor divino com nossas desatenções e desequilíbrios das emoções comprometedoras, que arranham e esmagam as mais puras sementes depositadas no ser imortal. Aprendi palavras boas! Somente agora enxergo que sou espírito e que a vida continua e precisa seguir o curso natural das existências, como na roda-gigante: hora estamos aqui no alto; hora estamos aí embaixo encarnados. Daqui de cima, parece ser mais fácil compreender porque temos de respeitar as leis e descer num corpo físico para, igualmente, quando aí estivermos, conquistarmos, pelo trabalho no bem, a lucidez que explica porque há a reencarnação, filha da justiça divina.
Após um tempo no campo reconfortante, fui reconduzida para um hospital onde me recupero até hoje dos traumas e cicatrizes que criei no corpo do perispírito. As lesões que provoquei foram muito graves, passei por várias cirurgias espirituais e soube que minha próxima encarnação será dolorosa e expiarei asma, deficiência mental e tuberculose. Mesmo assim, estou reunindo forças para estudar, pois sempre guardamos, no inconsciente, todos os aprendizados conquistados. Reencarnarei numa comunidade carente no interior do Brasil e passarei por muitos reveses, para despertar em mim o valor da vida do espírito na pobreza e na doença crônica. Peço orações e a caridade dos corações que já sabem o que fazem e para onde desejam chegar. Invistam suas forças e energias espirituais em trabalhos de auxílio ao próximo e serão, naturalmente, felizes. Obrigada por me aceitarem como necessitada que sou!"
O que dizer deste relato...verdadeiro? falso? Só posso dizer que o que foi descrito vem de encontro ao que aprendemos com a doutrina Espírita. A verdade é que sempre seremos responsáveis pelas escolhas que fizermos e sofreremos suas consequencias.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Jovens Voluntários - uma experiência nova no Lar Veneranda - por Alexandre Cardia Machado

A Comunidade Assistencial Espírita Lar Veneranda, fundada há 61 anos e desde então totalmente dedicada a promoção social e a educação infantil, amparando crianças que adentram desde o berçario e ficam até a conclusão do Ensino Fundamental . O Lar Veneranda sempre contou com muitos trabalhadores voluntários de diversas idades, mas este ano inovou, recebendo, além de brasileiros como de costume, dois estrangeiros.



Relatamos aqui uma experiência nova, temos dois intercambistas, Kerly peruana e Philip alemão. Fomos conversar com eles, também participou da entrevista Max, um jovem santista que  também é voluntário e que estava junto, morador do bairro Campo Grande, onde se localiza o Lar.



Kerly Rufasto Reyes, 23 formada como Designer, trabalhou por um ano e meio em Lima, sua cidade natal e resolver conhecer o Brasil, através de um programa de intercâmbio.



Philip Michels, 24 graduado em Gerenciamento de Esportes, nascido em Dattemberg, próximo à cidade de Colônia, faz o mesmo intercambio, através da ONG AIESEC.



Conversamos também com Max Garcia Pereira, 24 tecnólogo em logística e Transporte pela FATEC –BS. Fáz seu segundo trabalho voluntário, antes trabalhou com atividades esportivas, especialmente futebol e agora no Lar Veneranda explora jogos lúdicos com as crianças mais velhas da instituição. Comparece ao Lar duas vezes por semana por uma hora.

Perguntamos aos jóvens qual seria o maior ganho pessoal que cada um obtem com esta experiência voluntária. Kerly a Philips ressaltaram a questão da barreira linguística, na comunicação com as crianças e de como elas, as crianças, são maravilhosas corrigindo-lhes o português de forma muito afetiva. Philips disse que na Alemanha as pessoas de uma forma geral são mais frias e que o calor humano é que mais marca os brasileiros, de todas as idades. Pela dificuldade na linguagem ele “ teve que confiar mais nos outros”, o que foi muito bom para ele. Já Kerly tinha uma expectativa de que o Brasil estivesse muito mais desenvolvido que o Perú, mas o que viu, foram sociedades muito parecidas, embora tenha gostado muito daqui e tem planos de trabalhar efetivamente no Brasil. Achou as crianças brasileiras muito curiosas, querendo saber a todo momento, como se dizia alguma coisa em espanhol.

Max tem uma motivação adicional em ser voluntário no Lar Veneranda, ele estudou no colégio Barão de Rio Branco, mesmo local, onde as crianças do Lar estudam. Ele acredita que por ter crescido junto com antigos alunos que frequentávam o Lar, hoje, formado e vindo a ajudar outros jóvens que percorrem o mesmo caminho, acredita que possa ser um bom exemplo de sucesso. Seu enfoque maior está em ensinar Xadrex um jogo que considera fundamental para o desenvolvento do intelecto.
O Lar Veneranda, uma casa Espírita, não faz pregação sobre a DoutrinaEspírita, mas aplica o princípio básico da evolução contínua como fundamento de sua organização e direção. Estes jóvens se encaixam perfeitamente no objetivo da instituição.

Os estrangeiros vieram através desta ONG que tem 3 princípios básicos: Todos seus intercambios visam desenvolver nos estagiários e também nos grupos em que eles se inserem, trabalho em equipe, desenvolver o estado de atenção aos riscos sociais e a liderança. Neste momento Santos recebe 25 jóvens de outros países – e aqui desenvolvem um projeto chamado “ driblando”.
Não fazem intercambio só para aprender linguas, ou conhecer culturas diferentes o grande objetivo é formar líderes com visão global.

Vale conferir o trabalho da ONG no site: http://www.aiesec.org.br/  destacamos de sua página na internet:

“A AIESEC é a maior organização sem fins lucrativos gerida por jovens e é a única que desenvolve liderança responsável e empreendedora por meio de intercâmbios realizados em parceria com organizações, instituições e negócios ao redor do mundo, nos mais de 120 países e territórios onde está presente. Convivendo em um ambiente internacional e desafiador, e movidos pela mudança, trabalhamos para engajar e desenvolver todos os jovens do mundo, proporcionando experiências de alto impacto”.

Que rica combinação de ideais semelhante entre a AIESEC e o Lar Veneranda, entidade à qual o ICKS é vinculado umbilicalmente, pois o Presidente do ICKS, por estatuto tem que ser necessariamente Conselheiro do Lar Veneranda.

Posteriormente adicionaremos à materia no blog o mesmo texto em Inglês.