sábado, 22 de setembro de 2012

Jornal ABERTURA "on line" - excepcionalmente face a greve dos correios

Caros assinantes do Jornal ABERTURA, excepcionalmente estamos publicando no blog o jornal ABERTURA de Setembro de 2012, número 281, ano XXVII, em face da greve dos Correios. Os exemplares de assinantes foram entregues ontem, dia 20 de Setembro na agência dos Correios, é possível que experimentemos algum atraso em função da greve parcial do mesmo. Por esta razão, sensíveis aos nossos leitores o estamos apresentando na íntegra aqui.

Aos internautas que gostarem da leitura e se interessarem por assinar o jornal e recebê-lo comodamente em sua residência, podem deixar um comentário aqui mesmo com seus dados, nome, endereço e email.

A assinatura anual ( 11 exemplares) representa um investimento de R$ 45,00.

Se preferirem podem enviar um email para ickardecista1@terra.com.br, venha participar da família ABERTURA!

Capa: Para visualizar melhor, basta clicar na foto.


Página 2 - Coluna ciência da Alma - homenagem póstuma a Jaci Régis espaço destinado à divulgação de seu pensamento progressista.


Página 3 - Editoriais - Mensalão - Primeiras condenações animam população brasileira e Jogos Paralímpicos

Página 4 - XXI Congresso Espírita Pan-americano cobertura completa.


Página 5 - Continuação da cobertura e participação do ICKS.

Página 6 - colunas de Carolina Régis & Reinaldo di Luccia e Milton Medran

Página 7 - Revista Espírita por Egydio Régis, Cartas Abertas e Brincando com Kadu de Cláudia Régis Machado - lembrando que o resultado das brinadeiras pode ser encontrado no blog do ICKS.

Página 8 - O Abismo entre ricos e pobres por Roberto Rufo e os Classificados com nossos patrocinadores, Lopestur - Viagens e Turismo, Ganev - corretora de seguros, Homeopatia - Dr. josé Nilson Nunes Freire , Oswaldo Ótica e Evolução - Contabilidade e Gestão Empresarial

Degustem a vontade o nosso ABERTURA - um jornal de Cultura Espírita, livre pensador e laico.

Artigos Relacionados:


25 anos do Jornal Abertura nas palavras de seus leitores


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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Justiça em xeque – STF e o mensalão

Iniciado o julgamento, proferida a acusação, seguem os advogados de defesa no seu processo de negar o inegável, defender o indefensável, mas nas palavras do Senador gaúcho Pedro Simão, “seja ladrão de galinha, ou senador, (o responsável) responderá por seus atos”. Para Simon, o julgamento do mensalão “é o momento mais importante da história do Supremo Tribunal Federal e, ao fim do processo a Justiça triunfará sobre a maré da indecência”. Gostaríamos de ter esta certeza.



                                                 Foto extraída do site: www.terra.com.br


O que consideramos o mais importante é mesmo o fato de que 38 personalidades de vários escalões do Governo e iniciativa privada serão julgadas por pretensos crimes praticados contra o bem público ou, em outras palavras, contra a população brasileira. Por se considerarem inatingíveis essas pessoas usaram os corredores do Palácio do Planalto e do Congresso para lançar mão de verbas que tinham destinação diferente, e as desviaram para ‘caixas dois’ de partidos e contas no exterior. Foram notas em malas, na cueca e tantas outras formas que não nos cabe aqui repetir.

Como espíritas acreditamos na lei do progresso, no caminhar da humanidade na direção de um mundo melhor para se viver, mas acreditamos também que além do tribunal da consciência, a vida em sociedade nos obriga a agir com dignidade e buscar sempre o bem comum. Neste sentido, o clamor pela justiça humana se faz necessário.

Está aceso o alerta aos políticos, pois em tempos de “big brother”, quando há mais de 150 milhões de celulares – com suas respectivas câmeras fotográficas e gravadores eletrônicos – nas mãos da população, eles não terão vida fácil e, de agora em diante, esta população estará mais atenta. Além disso, hoje existem muitos canais para denúncias e a Polícia Federal tem demonstrado que pode fazer a diferença, o que nos leva a pensar que, quer pela compreensão, quer pela pressão, as coisas mudarão para melhor.

A corrupção não acabará de um dia para o outro, pois por debaixo dela está uma vontade rasa de “se dar bem” de indivíduos e grupos que ainda não chegaram a um grau de evolução para perceber que o mal corrói a alma e traz consigo presenças espirituais negativas, enquanto que o bem é reconfortante e nos traz bem-estar permanente.

Mas o Brasil precisa ter medidas corretivas fortes. Para realmente mudar temos que investir em educação, em bons exemplos e em punição àqueles que não respeitam a sociedade.

Editorial do Jornal ABERTURA- Agosto 2012

Outros artigos relacionados publicados no blog :

CORRUPÇÃO: EPIDEMIA OU “SOBREVIVÊNCIA POLÍTICA” - por Roberto Rufo


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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Curiosidade – um dos motores que movem a humanidade



Foto Nasa - Satélite Mars Reconnaissance Orbiter registra a chegada da sonda em Marte


Esta semana, após oito meses viajando no espaço, depois de percorrer a distância de 556 milhões de quilômetros, e após passar pelo processo de entrada na atmosfera marciana a uma velocidade de 21 mil km/h – com uso de escudo protetor, paraquedas e, finalmente, foguetes desenvolvidos para parar no ar e liberar o veículo robô – pousou com absoluto sucesso a nave robô em uma cratera, na busca de uma evidência de vida bacteriana, em Marte.

A nova sonda enviada à Marte pela NASA, que na realidade trata-se de um veículo de uma tonelada, teleguiado, extremamente sofisticado, equipado com uma estação de monitoramento ambiental (REMS), desenvolvido e montado na Espanha, medirá a temperatura do solo e ar, pressão, umidade e radiação ultravioleta, e conta também com uma antena que facilitará o envio de dados e colocará o explorador diretamente em contato com a Terra.

O Robô chama-se Curiosity, ‘curiosidade’ em português. O nome não podia ser mais adequado, pois representa uma das molas propulsoras da humanidade. Orçado em 2,5 bilhões de dólares, tem como maior responsabilidade nos ajudar a conhecer o passado semelhante que Marte e o planeta Terra tiveram em comum e, como prêmio de loteria, nos traz a possibilidade de encontrar evidências de vida fora da Terra.

A pluralidade dos mundos habitados, um dos pilares do Espiritismo é, sem dúvida, o que mais precisa de evidências comprováveis. É lógico pensar que num universo tão grande não apenas a Terra possua vida. A vida, acredita-se, pode se formar em locais onde exista a presença de água. As sondas robôs enviadas previamente já encontraram evidências de minerais que só podem ser produzidos na presença de água, o que nos leva a crer que, em algum momento no passado, Marte tenha tido condições de aparecimento de vida.

É possível que estas condições ainda existam sob a superfície e é este um dos alvos da expedição.

Se descobrirmos que não estamos sós no universo, creio que esta constatação possa ser um motivo a mais para buscarmos uma integração melhor dos humanos, uma compreensão de que a vida inteligente é rara e de que não podemos desperdiçar a oportunidade especial de aqui estarmos como espíritos imortais, vivendo e criando estes equipamentos delicados e mandá-los tão longe, na busca de conhecimento. Que também sirva de estímulo a governos e governantes para que empreguem verbas semelhantes para o desenvolvimento do saber entre nós.

Por Alexandre Cardia Machado

Nota: Editorial de Agosto 2012 - Jornal ABERTURA

Outros artigos de Alexandre Cardia Machado:



Pode o Pensamento deslocar-se acima da velocidade da luz?

http://icksantos.blogspot.com/2011/10/pode-o-pensamento-deslocar-se-acima-da.html

Abrindo a Mente - Uma entrevista com Hernani Guimarães de Andrade

http://icksantos.blogspot.com/2011/10/abrindo-mente-uma-entrevista-com.html

Curso sobre a EVOLUÇÃO DO PRINCÍPIO ESPIRITUAL

http://icksantos.blogspot.com/2009/06/blog-post.html

Reencarnação e o desenvolvimento do homem

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8190435979242028935#editor/target=post;postID=4264443337118614361

Abrindo a mente - A pluralidade dos mundos habitados e o critério de falseabilidade por Alexandre Cardia Machado

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8190435979242028935#editor/target=post;postID=2096406799399550055

Abrindo a mente:60 bilhões de humanos – nossa história. Por Alexandre Cardia Machado

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8190435979242028935#editor/target=post;postID=1617735720002438799



O Ser Humano e a Evolução- - Uma análise pré-histórica

http://icksantos.blogspot.com/2011/12/o-ser-humano-e-evolucao-uma-analise-pre.html

Abrindo a Mente - 7 bilhões de humanos – estaríamos ‘raspando’ o umbral? Por Alexandre Machado

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8190435979242028935#editor/target=post;postID=4262199681238734422


terça-feira, 11 de setembro de 2012

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

XXI Congresso Espírita Pan-americano: Santos se torna a capital do Espiritismo por cinco dias

Uma característica marcante durante todo o transcorrer do XXI Congresso Espírita Pan-americano foi a perfeição de organização, a alegria da Comissão Organizadora e de Apoio, as apresentações artísticas por parte de grupos de música e de teatro santistas além, claro, de palestras de alto nível.




Ademar Arthur Chioro dos Reis, presidente da comissão organizadora do evento, e sua equipe conseguiram o apoio importantíssimo da Prefeitura de Santos, da Universidade Santa Cecília, do Santos e Região Convention & Visitors Bureau, e de patrocinadores locais anônimos. Ocorreram Mesas Redondas com os assuntos explorando as diversas facetas do tema central: “Perspectivas contemporâneas da Teoria Espírita da Reencarnação”. Fóruns de Temas livres, predominantemente sobre a Reencarnação, agigantaram na parte doutrinária do evento.



O Congresso interagiu com a cidade ao fazer uma caminhada de dois quilômetros e meio pela orla de praia, até a praça Allan Kardec, que foi reformada pela Prefeitura como um pedido especial da organização do congresso e inaugurada exatamente no dia 7 de setembro, data máxima do Brasil. No dia 8, à noite, um Jantar Dançante no Clube dos Ingleses reuniu mais uma vez os congressistas.



O encontro contou com 38 trabalhos inscritos por iniciativa própria dos autores, que foram apresentados durante cinco sessões, onde até oito trabalhos eram apresentados simultaneamente. E havia trabalhos para todos os gostos.




O Congresso foi bastante rico e contou ainda com exposições em painéis, vendas de livros e artesanato produzidos por voluntárias de casas espíritas organizadoras do evento, além da merecida homenagem especial a dois eminentes espíritas santistas: Jaci Régis e José Rodrigues.



Santos foi a capital espírita por cinco intensos dias, num Congresso que, em resumo, foi um sucesso absoluto.

RESPOSTA:  Coluna  BRINCANDO COM KADU

 Jornal ABERTURA  julho/2012        


1.Jon Aizpurua 2. Obras Póstumas 3. Caibar Shutel 4. Erraticidade 5. Richet 6. Obsediado 7.Desobsessão
8. Regredir 9. Imortal 10. Gustavo Geley 11.Universo 12.Emancipação 13. Solidariedade.

Nome Formado: JOSÉ RODRIGUES

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

TRABALHO ESCRAVO E A RIO+20 = DOIS BRASIS

TRABALHO ESCRAVO E A RIO+20 = DOIS BRASIS




Roberto Rufo

"O Brasil é aquele país que a cada 15 anos esquece o que aconteceu nos últimos 15 anos". (Ivan Lessa - Jornalista e Escritor)



"O Brasil deveria ser compensado por reduzir o desmate". (Pavan Sukhdev - Especialista em Economia Verde e Ecomonista do Deutesche Bank)


"Há duas espécies de progresso que se prestam mútuo apoio e que, todavia, não marcham lado a lado: o progresso intelectual e o progresso moral". (Allan Kardec - Lei do Progresso)




Acaba de ser publicado o "Atlas do Trabalho Escravo no Brasil", elaborado por geógrafos da UNESP e da USP. Os números são impressionantes: de 1995 a 2008, último ano pesquisado, 42 mil brasileiros foram libertados da escravidão pela CPT (Comissão Pastoral da Terra). Decorridos 124 anos desde a Abolição da Escravatura, em alguns lugares do Brasil. o "barracão" substituiu a senzala.


A escravidão contemporânea é mais comum em regiões remotas do País, mas é mais abrangente do que se pensa: das 27 unidades federativas do Brasil, apenas em 05 não foram encontrados trabalhadores mantidos como escravos. Para a nossa esperança e tranquilidade, hoje existe muito mais consciência por parte dos trabalhadores quanto aos seus direitos. Os barrageiros (que trabalham em hidrelétricas) são um exemplo dessa consciência, a se destacar também que muitas empresas (a maioria) também se modernizaram e hoje são as primeiras a exigir o cumprimento das leis trabalhistas. Outro grande avanço foi a aprovação pela Câmara dos Deputados da “Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438”, que prevê a expropriação de imóveis rurais e urbanos nos quais se comprovar a existência de trabalho escravo.


Como se vê não é tarefa fácil colocar um País do porte do Brasil no rumo da modernidade. A mudança de mentalidade e de caráter das pessoas que não têm respeito pelo próximo exige uma vigilância contínua. O Espiritismo, através de Allan Kardec e dos Espíritos que com ele trabalharam, tem uma posição muito bem definida sobre esse tema. Convém relembrarmos:

- Pergunta 830 de “O Livro dos Espíritos”: “Quando a escravidão está nos costumes de um povo, os que dela se aproveitam são repreensíveis, visto que não fazem senão se conformar a um uso que lhes parece natural”?

- Resposta dos Espíritos: “O mal é sempre o mal , e todos os vossos sofismas não farão com que uma ação má se torne boa”.


Mudando de assunto, tivemos neste mês de Junho/2012 a "A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável”, a Rio+20, onde moradores do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, mostram o que aprenderam sobre a técnica de baixo custo para obter e conservar água potável (cisternas). O Brasil, em se tratando de meio ambiente, é sem dúvida um dos países mais importantes no que se convencionou chamar de biodiversidade e recursos naturais. O governo sabe disso e cedeu até aviões para que alguns países pobres tenham condição de participar do evento. O Brasil transportará delegações de dez nações da África e do Caribe.


Muito interessante, e motivo de orgulho para nós, a declaração do economista do Deutsche Bank e um dos maiores especialistas em economia verde, o indiano Pavan Sukhdev, de que o Brasil deveria ser compensado por reduzir o desmate. Em suas premissas ele declara que mesmo que o mundo desenvolvido fizer tudo certo, ainda assim teremos uma catástrofe global, porque os países desenvolvidos estão consumindo muito. Não podemos seguir esse modelo, argumenta o cientista ambiental.


Retorno ao tema do desmatamento para, mais uma vez, ressaltar a posição de Pavan Sukhdev, de que o Brasil por estar reduzindo esse desmatamento deveria ser recompensado em escala global. Isso porque as florestas na Amazônia, no Congo e na Indonésia são verdadeiras fábricas de chuvas. Sem essa água, segundo cientista, não há agricultura e, portanto, não há alimento. Então é fundamental que o Brasil insista em algum suporte financeiro para gerenciar essa “fábrica”.


Mais uma vez percebe-se que não é simples colocar um País no rumo da modernidade. Em se tratando de meio ambiente, a ganância e o egoísmo falam alto. A crueldade contra a natureza parece não ter limites. Tem muito chão pela frente. Se der tempo, é claro. O Espiritismo, no Livro dos Espíritos, na sua Lei de Destruição esclarece a nossa posição sobre esse tema. Convém relembrarmos:

- Pergunta 752: “Pode-se atribuir o sentimento de crueldade ao instinto de destruição”?

- Resposta dos Espíritos: “É o instinto de destruição no que tem de pior, porque se a destruição, algumas vezes, é necessária, a crueldade não é jamais. Ela é sempre o resultado de uma natureza má”.


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Republicado no Abertura - Outubro de 2011

 

Caminhando com Kardec


Jaci Regis


Quando convivemos durante sessenta anos com uma idéia, passamos a ter certa intimidade com seu autor.

É o que aconteceu comigo.

Quando, aos quinze anos, comecei efetivamente a militar no movimento espírita, tive a sorte de ser orientado por pessoas que, não obstante com forte pendor evangélico, jamais traíram a importância de Kardec.

Já estávamos em plena era Chico-Emmanuel e o valor da palavra do ex-Manuel da Nóbrega e seu médium estava acima de qualquer suspeita e vinha ao encontro dos corações que não suportam não ter uma religião.

E Emmanuel fez, mais do que ninguém, o papel decisivo na implantação do lema Deus, Cristo e Caridade, lançado pelo “anjo” Ismael.

Comecei aceitando que ele era o “codificador”. Mas conforme andamos juntos, percebi que era uma injustiça coloca-lo na posição de mero colecionador e ordenador de idéias, sem participar fundamente na elaboração delas.

O acesso à Revista Espírita me deu mais proximidade com o trabalho dele. Ali temos uma idéia de como ele desenvolveu a doutrina e ficou mais clara sua personalidade.

O professor Rivail foi determinado, mas positivamente influenciado pela cultura de seu tempo.

Embora afirmasse a ascendência do ensino dos Espíritos, eclipsando-se, compreendi o quanto de estratégia essa afirmativa continha. Ele sofreu ataques de dentro e de fora do movimento.

A ascensão do discreto professor ao pálido das celebridades moveu ciúmes e ataques gratuitos e não tão gratuitos. A Igreja, os cientistas, os espiritualista, os ateus e materialista se uniram para ironizar sua pretensão de mudar o panorama psicológico, social e humano da sociedade.

Ele resistiu quanto pode.

Após o lançamento e consolidação do Livro dos Espíritos e O Livro dos Médiuns, teve três anos para meditar e refletir sobre os rumos que queria dar ao Espiritismo.

Seja porque seja, decidiu entrar no perigoso caminho da análise dos livros sagrados do cristianismo, tomados como fonte da verdade e "palavra de Deus”, tentando encontrar sustentação para as teses espíritas nas tradições cristãs.

Ele ansiava por um Espiritismo capaz de modificar as criaturas e a sociedade.

Humanista percebeu que se o conjunto básico do pensamento espírita que ele elaborou, nessa espetacular e inédita parceria com os “mortos”, fosse aceito, abriria as portas de uma nova mentalidade e atuação nas relações humanas.

Sua previsão da vitória espetacular do Espiritismo no século vinte foi conseqüência de seu idealismo e exame da realidade de seu tempo.

Acreditou que “os Espíritos” constituíam uma plêiade de sábios ocultos, com mandato divino para ensinar a verdade e liderar o progresso humano.

Passei a ver nele o homem maduro e decidido extremamente só. Sua solidão é patente no esforço hercúleo que realizou com mais de vinte volumes, escritos a bico de pena e projetando sua mente fertilizada pelo raciocínio lógico e reflexão positiva, num labor diário por mais de catorze anos.

Foi o trabalho de sua vida e a lê se entregou totalmente.

Vemos claramente a influência das idéias de seu tempo. Mas, prudente e previdente, não se jactou em profeta ou em missionário divino. Fez-se, o que realmente era, um homem dotado de bom senso, eficaz, estudioso, culto.

Por isso deixou aberto o caminho da renovação, da constante e cuidadosa evolução das idéias.

Passei a ver nele o que ele é, o fundador do Espiritismo.

Deixei, com ele, de crer nas revelações, que para ele era apenas o andamento natural do processo evolutivo.

Consegui, seguindo além de suas palavras, mas entendendo, penso eu, o dinamismo de seu pensamento, que a estrutura do cristianismo é falsa e incapaz de explicar minimamente o complexo e ao mesmo tempo simples, dinamismo vivencial.

O tempo se encarregou de mostrar um rumo diferente, apresentando o progresso científico, as mudanças sociais como obras do homem mas na visão kardecista, fruto da aliança entre encarnados e desencarnados, com suas falhas e vitórias. Mas a fluir sem fenômenos extraordinários. Pois extraordinária é a vida em si mesma.

Hoje, sessenta anos depois, caminhando ao lado do mestre, posso acrescentar idéias sobre as idéias deles, modernizando linguagem, reescrevendo caminhos. Sem feri-lo, sem desmerecê-lo.

Faço isso, porque andando ao seu lado, percebi que não o idolatrava, nem o santificava, mas admirei, cada vez mais sua humanidade, seu talento e sua decisiva participação na minha vida.

Caminho com ele há mais de sessenta anos e agradeço a ele, o que de bom descobrir em mim e a fé que posso ter no futuro da humanidade.

Por isso, atualizo seus pensamentos, torno-os meus e ando ao seu lado, porque a Doutrina Kardecista superará os desafios enquanto for livre para pensar, refletir, mudar e crescer, como ele queria.

terça-feira, 31 de julho de 2012

O que eu penso sobre mudanças?

 

Alexandre Cardia Machado



A maior verdade, diria até uma das únicas verdades absolutas é que tudo muda, e muda o tempo todo, nosso Espírito imortal evolui do simples e ignorante a um Espírito puro, na jornada pelo Universo. O Universo conhecido muda do big bang até o que conhecemos hoje e continua em expansão, a energia liberada por Deus neste evento se transformou em matéria e energia existente no Universo e permance mudando de estado a todo o momento.

O ICKS nasceu no Lar Veneranda, mudou-se para o edifício Jaci Régis, agora volta ao Lar Veneranda e no ano que vem irá para sua nova sede. Esta é a rotina da vida, Centros Espíritas abrem e fecham as portas, empresas quebram, ontem mesmo a Pluna empresa aérea Uruguaia quebrou, deixando muitas pessoas com as passagens na mão, exatamente na época das férias.

Mudança é a mola da vida, lutamos contra ela pois gostamos do conforto, mas a rotina da vida é a mudança. Podemos claro mudar para melhor, este é o grande objetivo da vida, a busca do melhor, da felicidade. Nosso projeto espírita livre-pensador kardecista é a própria demonstração disto, estamos preparando um congresso da CEPA em Santos, o próprio prédio antigo do ICKS seria pequeno para um evento deste porte que foi planejado desde o início para ser realizado na Universidade Santa Cecília que além de ter melhores acomodações, seria o suporte corporativo universitário ao nosso evento.

O ICKS mudou, nossas reuniões de sexta-feira, antes abertas agora só o são uma ou duas vezes ao mes, resolvemos usar o tempo para desenvolvermos trabalhos, o primeiro resultado desta mudança de comportamento acaba de ser conseguido, desenvolvemos um curso de mediunidade de cura, planejamos e pesquisamos o material no ano passado e este ano realizamos, mais virá pois as mudanças servem para trazer impulso às atividades fins de uma associação, no nosso caso o ICKS.

Mas a mudança deixa dor, a dor do desligamento com o passado e neste caso não há como evitar, pois estamos saindo de uma instalação com multiplas opções, para uma instalação com menor potencial, daí a necessidade de mais mudanças, mais criatividade, esperamos continuar sempre para frente e com projetos novos, para levar avante o nosso ideal Kardecista, livre pensador, pós cristão e fundamentalmente a ciência da alma.