quinta-feira, 5 de julho de 2012

Nada supera a Velocidade da luz. Será?

Nada supera a Velocidade da luz. Será?
Alexandre Cardia Machado
Abrindo a Mente: Outubro 2011

À medida que o Grande Colisor de Hádrons (LHC) do Cern, nas proximidades de Genebra, opera com uma força maior, os cientistas falam cada vez mais sobre uma "Nova Física" no horizonte, que poderia mudar por completo os pontos de vista atuais sobre o universo e o seu funcionamento.




"Universos paralelos, formas desconhecidas de matéria, dimensões extras... Isso não é coisa de ficção científica barata, mas teoria física muito concreta que os cientistas tentam confirmar com o LHC e outros experimentos". Isso foi escrito no boletim do CERN, no ano passado, mas o que ninguém esperava era encontrar evidências de que alguma partícula pudesse se deslocar acima da velocidade da luz – o que contradiz a teoria da relatividade de Einstein. Durante experimentos no CERN, eles afirmam ter registrado partículas subatômicas capazes de viajar mais rapidamente que a velocidade da luz. Se a descoberta se confirmar, os principais pilares da física seriam abalados. As informações são da agência AP.

De acordo com a física padrão, é impossível que algo seja mais veloz que a luz. Mas os pesquisadores do CERN afirmam que os neutrinos - umas das partículas menos compreendidas da física - são capazes de ultrapassar a barreira dos 299.792 km por segundo. O registro de velocidade teria ocorrido quando um laboratório do CERN, em Genebra, na Suíça, disparou um neutrino a outro laboratório na Itália, a 730 km de distância.

Agora, os cientistas que realizaram o experimento pedem a colegas pesquisadores que revisem e verifiquem os dados coletados para confirmar a descoberta. Há que se entender se existiram erros de medição e, claro, uma confirmação independente do fato. De qualquer forma, a diferença medida é de apenas 20 nano segundos a menos, no tempo levado para percorrer a distância entre os dois laboratórios.

Mesmo assim, sempre que a ciência se depara com uma descoberta destas, provoca-se um choque no paradigma existente, abrindo-se uma nova oportunidade de expansão de conhecimento.

Neutrino - pertence à família dos léptons, é gerado da reação de fusão nuclear do hidrogênio. Sua massa é muito pequena (antigamente se pensava que podia ser nula). O spin do neutrino é 1/2, sua carga elétrica pode ser considerada nula. Esta partícula é formada em diversos processos de desintegração beta, e na desintegração dos mésons K. Pode-se dizer (por enquanto) que existem três tipos de neutrino. Está intimamente associado ao elétron, ao tau e ao múon. Até então acreditava-se que se deslocava à velocidade da luz.




Na edição de Maio de 2011, publicamos nesta coluna: “Pode o pensamento deslocar-se acima da velocidade da luz”. Vale a pena conferir no blog do ICKS.



Para saber mais:

• Google – procure por neutrino e dezenas de artigos sobre este fato se apresentarão.

• Blog: http://icksantos.blogspot.com/

Curso Teórico de Mediunidade de Cura termina com o sucesso de sempre.


Vejam  a foto do encerramento, a avaliação dos participantes foi muito boa o que nos anima a aperfeiçoar mais e retornar com o curso em 2013.

Deixe aqui os seus comentários.



Para assinar ou obter números avulsos do Jornal entre em contato pelo email: ickardecista1@terra.com.br. Assinatura do Abertura R$ 45,00 ou US$ 30,00 se no exterior.

Números avulsos R$ 4,50 mais custo do correio.

para saber mais: Metodologia para provar curas Espirituais - dr. Abraão Rotberg:








terça-feira, 26 de junho de 2012

Obama e o casamento gay por Marcelo C. Regis

Obama e o casamento gay

Marcelo C. Regis 

O presidente americano Barak Obama anunciou recentemente seu apoio ao casamento gay e se tornou assim o primeiro presidente americano a defender abertamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O casamento gay é um direito que avança lentamente nas democracias mais consolidadas e diversos países europeus já aprovaram a medida. Nos Estados Unidos, considerada a mais sólida das democracias ocidentais, essa questão ainda é muito relativizada. Atualmente somente seis estados americanos concedem à união entre pessoas do mesmo sexo o mesmo status legal que o casamento tradicional: New York, Massachusetts, Connecticut, Iowa, Vermont e New Hampshire – alguns outros estados americanos reconhecem alguma forma de união civil entre homossexuais e concedem benefícios mais limitados a esses casais.



Para compreender melhor esse assunto é preciso entender como funciona a federação americana. Historicamente o governo federal americano sempre deixou para os estados a tarefa de definir e sacramentar legalmente o casamento. Porém em 1996 o congresso americano promulgou o Defense of Marriage Act, definindo explicitamente o casamento como a união entre um homem e uma mulher, portanto considerando inválido em nível federal o casamento gay. Porém os estados americanos são independentes para legislar sobre esse tema e sendo assim podem considerar legal em nível estadual o casamento homossexual. Do ponto de vista prático, um casal gay casado em New York é tratado perante a lei estadual e tem acesso aos mesmos benefícios estaduais que qualquer outro casal, porém, como sua união não é reconhecida em nível federal, não tem acesso a nenhum dos benefícios federais tais como seguro social (pensão e aposentadoria,) medicare (seguro médico), food stamps (algo como o bolsa família), partilhas de bens fora do estado, etc. Atualmente 10 países reconhecem o casamento homossexual irrestritamente: Argentina, Bélgica, Canadá, Islândia, Noruega, Países Baixos, Portugal, Espanha, África do Sul e Suécia, porém vários outros países europeus reconhecem alguma forma de união civil entre pessoas do mesmo sexo e oferecem acesso a benefícios similares ou idênticos aos casais heterossexuais (adoção, herança, decisões medicas, etc.). Casamentos desse tipo também são realizados e reconhecidos no estado brasileiro de Alagoas e na Cidade do México.


Obviamente, nenhum país muçulmano aceita a união homossexual tratando-a como crime capital, punível até com a pena de morte. China e Índia também não tem legislação sobre o tema. Portanto, como quase sempre ocorre com avanços sociais e direitos humanos, são os países ocidentais que lideram o debate. Porem, na maior democracia do planeta o tema alimenta debates apaixonados entre conservadores e liberais e promete esquentar mais durante a campanha eleitoral. O debate entre as partes normalmente concentra-se em volta dos seguintes argumentos:


Argumentos contrários: moralmente a união homossexual seria contrária aos desígnios de Deus, conforme definido pelo cristianismo e outras religiões. Alguns argumentam que haveria um grande impacto na criação e desenvolvimento das crianças criadas por esses casais, impactando as novas gerações e colocando em risco a estabilidade e prosperidade do país. A união gay destruiria os valores familiares que são a base da sociedade, estimularia mais pessoas ao homossexualismo e também facilitaria a legalização da poligamia – afinal ao abrir-se o caminho para a união gay, por que não reconhecer outras formas heterodoxas de casamento? Os contrários as uniões homossexuais sustentam que crianças criadas em lares homossexuais estariam mais expostas e mais inclinadas ao homossexualismo e que ao perderem a referência do modelo familiar tradicional estariam mais propensas ao desenvolvimento de problemas psicológicos e a serem mais infelizes. Em geral se parte do pressuposto que o homossexualismo seria um mal, uma doença ou aberração e que legalizar o casamento gay, seria como legalizar qualquer outra aberração sexual e portanto a sociedade não deveria incentivar tal prática.


Argumentos a favor: legalmente os argumentos se concentram em que o homossexual ao pagar seus impostos como qualquer outro cidadão teria os mesmos direitos e deveres legais que qualquer outro heterossexual. Além disso, o reconhecimento legal viria apenas reconhecer algo amplamente aceito e praticado abertamente e evitaria os constrangimentos atuais – hoje mesmo que estejam juntos por mais de 30 anos, um parceiro do mesmo sexo não tem direito de opinar sobre decisões médicas, não tem acesso ao seguro médico federal, nem ao plano de pensão federal do parceiro, não tem direitos legais na herança e partilha de bens do parceiro, etc. A união gay conta também com amplo apoio da comunidade científica no que se refere à saúde mental e psicológica de filhos criados por casais gays. Diversas associações médicas e psicológicas americanas concordam que não há nenhuma evidência negativa que justifique a proibição da união e constituição de família por pessoas do mesmo sexo. De fato os dados disponíveis confirmam que crianças criadas por casais gay têm exatamente o mesmo desenvolvimento que qualquer outra criança. Também não se achou nenhuma correlação entre homossexualismo dos filhos e preferência sexual dos pais ou qualquer outro indício de que a perda da referência familiar tradicional impacte o desenvolvimento normal e sadio das crianças.


Espiritismo: o Livro dos Espíritos trata o casamento implicitamente como a união entre um homem e uma mulher e não encontramos muitas referências a homossexualidade nas obras básicas. A realidade é que o homossexualismo está presente em nossa cultura e sociedade desde os tempos tribais, é uma realidade e não é possível ignorá-lo. Parece-me o mais justo e condizente com a Doutrina Espirita deixar que pessoas adultas definam seus próprios destinos, desde que não prejudiquem um ao outro, a sociedade ou a comunidade em geral. Dessa forma me parece que mais dia, menos dia todos os países democráticos irão reconhecer legalmente a união homossexual e conceder a esses cidadãos os mesmos direitos e deveres impostos a qualquer outro casal.
publicado originalmente no ABERTURA de Junho de 2012

Outros Artigos de Marcelo Coimbra Régis:

O Terceiro Chimpanzé - Marcelo Régis


http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8190435979242028935#editor/target=post;postID=9211824297486829196





domingo, 17 de junho de 2012

CORRUPÇÃO: EPIDEMIA OU “SOBREVIVÊNCIA POLÍTICA” - por Roberto Rufo

Texto originalmente publicado no Jornal ABERTURA de Maio de 2012

Roberto Rufo e Silva
“A moral é a regra para se conduzir bem, quer dizer, a distinção entre o bem e o mal”. (Resposta dos Espíritos à pergunta 629, de O Livro dos Espíritos).
É revoltante. Acaba de ser absolvido pelo Supremo Tribunal Federal, por falta de provas, o ex-presidente Fernando Collor de Mello. Passados 20 anos ele agora é indicado pelo seu partido, o PTB, para compor a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que irá investigar as ações do contraventor Carlinhos Cachoeira.
Hoje, constato tristemente, que a corrupção está nas entranhas do Estado, em todos os seus poderes. E isto é aceito até com certa naturalidade, tendo como argumentos o presidencialismo de coalização, ser indispensável para a governabilidade, permitir que o Brasil cresça, e por muitas outras desculpas esfarrapadas. A quem interessa esse estado de coisas?
Pergunta 634: Porque o mal está na natureza das coisas? Eu falo do mal moral. Deus não poderia criar a Humanidade em melhores condições?
Resposta dos Espíritos: “Já te dissemos: os Espíritos foram criados simples e ignorantes. Deus deixa ao homem a escolha do caminho; tanto pior para ele, se toma o mau: sua peregrinação será mais longa”. Fernando Collor de Mello não teve que passar por essa longa peregrinação. Hoje no Senado preside comissões e até indica diretores de empresas estatais, como a BR Distribuidora. Por onde andam os “caras-pintadas”? Por certo muitos deles estão usufruindo agora de alguma sinecura estatal. A quem interessa esse estado de coisas?
Temo que essa CPMI do Carlinhos Cachoeira vá como as outras para as calendas, em termos de punição efetiva. Lembram-se quando o publicitário Duda Mendonça chegou a confessar na CPMI do Mensalão, que havia recebido dinheiro numa conta do exterior pelos serviços prestados na campanha do ex-presidente Lula? O fato foi recebido, inclusive pela oposição, como natural. Por que será que a oposição agiu desse modo?
Pergunta 893: Qual a mais meritória de todas as virtudes?
Resposta dos Espíritos: “Todas as virtudes têm seu mérito, porque todas são sinais de progresso no caminho do bem. Há virtude toda vez que há resistência voluntária ao arrastamento das más tendências. Mas o sublime na virtude consiste no sacrifício do interesse pessoal para o bem do próximo, sem oculta intenção”.
A nossa sorte, se podemos assim chamar, é que economia se descolou da política. O País vai avançando, não tanto quando poderia, mas muitos cidadãos constroem dignamente suas vidas.
Espero, se vivo estiver, não ver daqui 20 anos o Senador Demóstenes Torres, tal como o Collor, fazendo parte de uma CPMI, feita para apurar outra denúncia de corrupção bilionária. Algumas perguntas em nome da curiosidade: quando o Congresso vai revogar o impeachment do ex-presidente Collor e fazer uma sessão de desagravo para ele? Onde estão os “caras-pintadas”? Ninguém vai sair vestido de preto pelas ruas?
Porque em todos os indícios de malversação do dinheiro público o nome do ex-deputado José Dirceu aparece em destaque? Porque a oposição é tão bovina? A quem interessa esse estado de coisas?
Começo a suspeitar que alguns desejam que a coisa beire o insustentável, para depois aparecerem com as velhas fórmulas salvacionistas, ou seja, a “revolução redentora” (até a TFP começa a reaparecer), ou finalmente a redenção pela via do socialismo revolucionário (alguns nunca esqueceram esse velho sonho da Internacional Socialista).
Em ambos os casos a liberdade será a primeira vítima.
Numa sessão do tipo “vale a pena ler de novo” vamos à pergunta 895 do Livro dos Espíritos: Além dos defeitos e dos vícios sobre os quais ninguém se enganaria , qual é o sinal mais característico da imperfeição? "O interesse pessoal. As qualidades morais, frequentemente, são como a douração colocada sobre um objeto de cobre e que não resiste à pedra de toque. Um homem pode possuir qualidades reais que o fazem, para todo o mundo, um homem de bem. Mas essas qualidades, ainda que sejam um progresso, não suportam certas provas e basta, às vezes, tocar a corda do interesse pessoal, para por o fundo a descoberto. O verdadeiro desinteresse é uma coisa tão rara sobre a Terra, que é admirado como um fenômeno quando ele se apresenta. O apego às coisas materiais (eu acrescentaria às causas ideológicas) é um sinal notório de inferioridade, porque quanto mais o homem se prende aos bens deste mundo, menos compreende sua destinação. Pelo desinteresse, ao contrário, ele prova que vê o futuro de um ponto de vista elevado”. Na mosca!

 

Outros Artigos de Roberto Rufo e Silva:



TRABALHO ESCRAVO E A RIO+20 = DOIS BRASIS

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8190435979242028935#editor/target=post;postID=853688314930342161


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Curso sobre Mediunidade de Cura - início em 12 de Junho 2012

Não percam a oportunidade, estes cursos simplesmente não existem, vejam o conteúdo:
Curso Mediunidade de Cura:
Alexandre Cardia Machado
1 – Introdução – Mediunidade de Cura:
• Como surgiu a idéia do curso.
• Bases Teóricas da mediunidade de cura e dos médiuns curadores.
• Experiência de passe em plantas - Trabalho apresentado no XII Simposio Brasileiro do Pensamento Espírita - Alexandre Cardia Machado
2 – Grandes Médiuns Curadores:
• José Arigó
• Edson Queiroz
• Maurício da Silva Magalhães
• Rúbens Farias Jr entre outros
Textos complementare:
Fonte: Revista Internacional de Espiritismo – março/2005 Orson Peter Carrara – Mediunidade de Cura
O CURANDEIRO “PATO”: ASCENÇÃO E DECADÊNCIA DA PRÁTICA DE RELIGIOSIDADE POPULAR NO NORTE DO PARANÁ E SUAS IMBRICAÇÕES COM A DIOCESE DE JACAREZINHO Patrícia Batista Depizzol1
3 – Riscos e Metodologia de contrôle da Mediunidade Curadora
• Trabalho apresentado no IV Simposio Brasileiro do Pensamento Espírita - Alexandre Cardia Machado - GPCEB
4 – Estudos de Casos:
• Espírito Dr. Fritz
• Espírito Dr. Freerman:
• Trabalho Apresentado no III Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita – Alexandre Cardia Machado - GPCEB

Outros artigos publicados no blog sobre o mesmo assunto:

Curso Teórico de Mediunidade de Cura termina com o sucesso de sempre:


http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8190435979242028935#editor/target=post;postID=9010282574270229403


sábado, 2 de junho de 2012

O que nos pertence? Jaci Régis

Jaci Régis – originalmente publicado no jornal ABERTURA de Dezembro de 2009

O que nos pertence? Jaci Régis
Ouvia a propaganda: o que faz você feliz, faz feliz também outra pessoa?
O anúncio denuncia o que se sabe teoricamente. Que não há felicidade possível isolada e egoisticamente. Embora a maioria persiga ardentemente esse objetivo de felicidade para si e o resto que se dane.
Mas a reciprocidade está na base da existência humana. O cenário que nos cerca nos faz personagens dos fatos, das relações.
Todavia, como manter a própria serenidade? Como evitar absorver o desequilíbrio que nos cerca? Uma expressão me chamou a atenção.
– Isso não me pertence! Dizia a mulher.
Era uma senhora de talvez uns 60 anos, falando no celular. Interessei-me e, curioso, perguntei-lhe de que se tratava.
Ela não se fez de rogada.
Sorriu e disse: – Era uma questão de priorizar e cuidar apenas daquilo que nos pertence.
Diante do meu silêncio prosseguiu.
– Veja só. Acabei de receber um telefonema de minha filha. Ela queria que eu interviesse numa discussão entre ela e o marido. Ora, isso não me pertence.
Como assim, arrisquei?
– Ela é adulta, casada, dona de seu destino, continuou. Não há porque eu me intrometer nas suas desavenças e nos momentos em que precisa decidir.
E, sintomaticamente afirmou “o que não me pertence, não me angustia”.
Depois pensei sobre o episódio. O que me pertence?
Pertence-me o caminho que dou à minha vida.
Pertence-me o dia de hoje.
Pertence-me o trabalho que quero realizar.
E o que não me pertence?
Não me pertence dirigir a vida dos outros.
Não me pertence tornar-me juiz de disputa que não tenho nada a ver.
Não levarei essa atitude de defesa, pensei, a um ato de egoísmo, de indiferença?
Afinal, todos estamos entrelaçados. Nossos caminhos se cruzam, nossos interesses também.
Não somos uma ilha cercada de indiferença.
Há a questão do amor, do carinho, do auxílio, da ajuda. Entretanto, concluí, fixar-se naquilo que nos pertence não significa indiferença.
Indiferença pela dor alheia.
Indiferença pelos amigos.
Indiferença para os problemas que nos cercam.
Sou um cidadão, político. Tudo o que diz respeito à humanidade, aos problemas humanos, me interessa.
Na medida do possível não apenas me interesso por eles, mas interajo, intervindo no real.
Mas, se pratico a psicologia clínica, não sou indiferente ao problema do cliente. Ao contrário. É meu dever e meu interesse ajudá-lo a superar seus obstáculos e neuroses. Todavia, seus problemas não me pertencem.
Não vejo indiferença, mas sabedoria. Assim, creio que é sabedoria acompanhar a agitação do mundo, seus problemas, suas notícias, mas manter a visão da separação de minhas energias, meu equilíbrio diante das perturbações sociais e humanas.
Dessa forma evito entrar nessa lamentável formatação mental em que muitos entram, ao introjetar, vivenciar as dores do mundo, os desequilíbrios das pessoas, como se fossem seus mesmos.
É o que sucede, por exemplo, quando certas pessoas se fixam na visão mórbida da vida e se sentem morrer a cada notícia da morte de alguém, de desastres, calamidades.
A dor do próximo compartilho. Mas não a introjeto, nem deixo dominar minha mente.
Porque não me pertence.
E o que não me pertence não me angustia.
E me deixa pronto para refletir e decidir.

Outros artigos de Jaci Régis:



Livros de Jaci Régis a venda pela Internet:

http://icksantos.blogspot.com/2011/12/livros-de-jaci-regis-venda-pela.html

Um ano sem a presença física de Jaci Régis

http://icksantos.blogspot.com/2011/12/um-ano-sem-presenca-fisica-de-jaci.html

Do Jesus Pré-cristão ao Jesus Cristão - Jaci Régis

http://icksantos.blogspot.com/2011/10/do-jesus-pre-cristao-ao-jesus-cristao.html



Jaci Régis biografia e vida – por Ademar Arthur Chioro dos Reis

http://icksantos.blogspot.com/2011/10/jaci-regis-bibliografia.html

Ligação espírito cérebro

http://icksantos.blogspot.com/2009/08/ligacao-espirito-cerebro-jaci-regis.html

Considerações sobre a Reencarnação

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8190435979242028935#editor/target=post;postID=8165780535469590867

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Experiência de passe em plantas - resultado final 7% a mais de crescimento - ICKS - por Alexandre Cardia Machado

Já começa a tornar-se uma tradição, nos cursos de Mediunidade, quando do estudo teórico e prático da emissão energética próxima, mas conhecida como passe, a realização de experiência científica comparativa entre um grupo de mudas de feijão que recebem passe dos alunos e que são comparados a grupo semelhante de controle.
Um trabalho recente apresentado no XII SBPE por Alexandre Cardia Machado pode ser encontrado no link abaixo:
http://www.cepainfo.org/index.php?option=com_abook&view=book&catid=31%3Axii-simposio&id=155%3Aexperiencia-do-passe-em-plantas&Itemid=3&lang=pt
Vamos publicar a sequência de fotos, dia a dia e depois o resultado final.
Segue foto do dia 4 ( 25/05/2012 )- Em cima as plantas que estão sendo regadas com água fluidificada e que tiveram até o momento 1 sessão de passe, em baixo as plantas de controle.
Dia 5 ( 26/5/2012) - todas as plantas começaram a crescer, vamos manter a vibração à distãncia, para que no final encontremos um desenvolvimento médio superior ao das plantas de controle.
Dia 6 (27/5/2012) - a Experiência evolui bem, em 2 dias teremos uma nova sessão de passe e na quarta-feira 30/5 faremos a medição e cálculos. Segue para apreciação a foto do dia.
Dia 7 (28/5/2012) - Tudo segue muito bem, as plantas estão se desenvolvendo bem, amanhã haverá mais uma sessão de passe!
Dia 8 (29/5/2012) - hoje é um dia chave para o sucesso da experiência, pois levaremos as plantas para a sala de aula e para nova sessão de passe e irradiação na garrafa de água que é utilizada no teste.
Vejam o grupo dando passe nas plantas - amanhã será o último dia. (29/5/2012)
Hoje é o grande dia, na aparência o grupo de teste está mais desenvolvido que o controle, mas só medindo é que efetivamente saberemos, não é mesmo? Ainda hoje sairão os resultados, vamos deixar a água energizada atuar por mais algumas horas, alunos continuem com a emissão energética e demais blogueiros, torçam. À noite mediremos e pesaremos as plantas e depois publicaremos os resultados.
Após calcularmos, obtivemos um crescimento do caule e folhas de 6,8 % maior que o controle, desprezando-se o maior valor e o menor valor tanto nas plantas de teste, como no controle, chega-se a 6,9% - demonstrado com sucesso que o passe e a água fluidificada em conjunto dão um resultado positivo.

Outros artigos relacionados publicados no blog :


Este estudo foi incorporado no livro - E.book - Emissões Energéticas na Prática Espírita, disponível gratuitamente. no link Abaixo:

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Abrindo a mente - A pluralidade dos mundos habitados e o critério de falseabilidade por Alexandre Cardia Machado

A pluralidade dos mundos habitados e o critério de falseabilidade por Alexandre Cardia Machado

A ciência baseia as suas teses na possibilidade de testá-las, chamamos a isto de falseabilidade, ou seja, se eu afirmo que “meus olhos são verdes” , é possível imaginar uma série de experiências capazes de provar ou refutar a minha afirmação. Se ao final destas experiências ficar provado que eles são castanhos, a minha tese inicial é derrubada.
A pluralidade dos mundos habitados, é um dos princípios espíritas, estabelecidos por Allan Kardec, ele o fez baseado na razão, pois pensou, não haveriam razões para que apenas a Terra assim o fosse, pela confirmação de vários espíritos que se apresentaram como extraterrestres, não só a Kardec mas em diversas partes do mundo – o que garantiria a universalidade das comunicações.
A tese então apresentada era: “ todos os planetas são habitados”, convido os leitores a irem até a questão 55 do LE. São habitados todos os globos que se movem no espaço? E a resposta dos Espíritos é – sim.
Aplicando o critério de falseabilidades, testaríamos a antítese, ou seja:
Nem todos os planetas (globos) são habitados? Hoje a ciência tem feito experimentos em diversos planetas e em especial no nosso planeta irmão, que chamamos de satélite que é a Lua. Em nenhum deles até o momento foi possível observar algum sinal evidente de vida extraterrestre. Isto nos leva inevitavelmente a confirmar a antítese, ou seja: Nem todos os planetas são habitados.
Alguns espíritas seguem tentando explicar o inexplicável, dizendo que os espíritos que habitam estes planetas ou corpos celestes estão em faixas de ondas diferentes e etc. Solicito então que revisem a nota de Kardec na mesma questão, ele fala claramente de seres vivos (encarnados) e não de espíritos desencarnados.
Assim, deveríamos seguir com a tese da pluralidade dos mundos habitados, apenas que, um pouco reduzida, pois o fenômeno da vida, como já amplamente discutido em artigos anteriores é algo que leva tempo para ocorrer e não é possível imaginar, nos dias de hoje que esteja presente em todos os lugares ao mesmo tempo.
Para saber mais:
O que é método científico – Fernando Gewandsznajder – Ed Livraria Pioneira – SP -1973
Texto originalmente publicado no Jornal Abertura - Maio de 2008.

O que o amigo leitor pensa à respeito? Deixe seu comentário.


Outros artigos relacionados publicados no blog :





EVOLUÇÃO DO PRICÍPIO EPIRITUAL:

Reencarnação e o desenvolvimento do homem

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8190435979242028935#editor/target=post;postID=4264443337118614361


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Ouvir o Silêncio - conto de Jaci Régis

Quando Ahmed chegou à casa de Aghan, seu mestre, encontrou-o sentado, braços largados, cabeça ereta e olhos fechados. A principio Ahmed pensou que seu mestre dormia e temeu acorda-lo. Agahan era um homem de pouco mais de sessenta anos, alto, olhos castanhos penetrantes. Usava o turbante tradicional de sua tribo.
Era respeitado pela sabedoria. Morava numa casa no alto de uma pequena colina de frente para o mar. De sua larga janela via o mar ao longe, como a perder-se no infinito das ondas. Mas assim que Ahmed entrou ele voltou-se e sorriu.
-Mestre o que estavas fazendo, perguntou Ahmed. -Ouvindo o silêncio respondeu ele O aprendiz mirou-o admirado e surpreso. Como se pode ouvir o silêncio? Na sua mente havia a surpresa, porque ouvir é uma ação de escutar sons, vozes. Teria o silêncio um som? -Sim, disse Aghan, adivinhando a perplexidade do jovem discípulo. O silêncio é provido do som sem ruído, de musica sem sonoridade, de imagens sem imagens. -Oh! Mestre recamou Ahmed, assim como posso aprender. -Aghan passou a mão delicadamente na cabeça do jovem e permaneceu silencioso.
Depois, disse,ouvimos no silencio da noite o piar de passarinhos e sons controversos. Ouvimos no silêncio de nossas preces o leve rumor da túnica do Senhor roçando docemente nossa cabeça, sem vê-lo. A pausa seguiu-se de um silencio doce.
-Sobretudo, continuou Aghan, após tomar um gole de água, ouvimos nossa alma. Quando sabemos ouvir nossa alma, é como houvesse um estouro sem som, uma erupção sem ruído, mas que nos desperta para as realidades de nosso coração. -Ah! Mestre, interrompeu Ahmed, é uma ação difícil. Quando fico em silêncio minha cabeça estoura é de pensamentos diversos, imagens difusas, sensações esquisitas. Raramente saem emoções suaves, pensamentos serenos. -Não se aflija meu amigo, respondeu Aghan, no seu silêncio você ouve o vento e não o silencio, E o veno pode ser uma brisa suave, refrescante, como um vendaval destruidor. O vento é um mensageiro, com mensagens boas e mensagens más. Ahmed era um jovem de pouco mais de vinte anos. Era um rapaz bonito, de olhos claros, altura mediana e que se decidira buscar a sabedoria. Entre seus colegas destacava-se pelo pensamento diferente, pela procura do que seria a verdade. Conhecera Aghan e se afeiçoara a ele e dele recebeu carinho e atenção. Pelo menos uma vez por semana ia até sua casa e ali ficavam horas ouvindo o mestre. Aghan ofereceu-lhe água fresca. O rapaz aceitou com alegria pois fazia calor e a subida na colina provocara suor e sede.
-Mestre, fala-me mais sobre o silêncio. Para mim, ficar em silêncio é calar a boca, não emitir som, mas não impede que meu pensamento voe. Não articulo a palavra mas discurso em mim mesmo. -É natural Ahmed que seja esquisito eu dizer que ouço o silêncio. Mas devemos aprender a buscar no interior de nós mesmos respostas sem palavras e decisões sem articular pensamentos. E prosseguiu -Há formas de comunicação sutis, além da palavra e da imagem. São ondas espontâneas que invadem o silêncio de nossa mente, com surpreendentes soluções que nos inundam, nos capturam, com respostas de antigas questões. -Seria a meditação profunda que muitos conseguem realiza/ -Certamente que sim. Mas também podemos ouvir o silêncio na multidão, dentro do vozerio externo. É uma questão de postura, não de falsa superioridade. Ahmed ficou pensativo. Ainda não penetrara no ensinamento do mestre. -Ahmed, continuou Aghan, o pensamento é uma onda que oscila, ondula no espaço, em nos e em torno de nós. É uma fonte inesgotável de sensações sem palavras, sem som. Claro que podemos povoá-lo de sons e imagens. Mas de comum, ele é um dialogo mudo da alma consigo mesma. -Continue mestre, pediu o rapaz. -Veja. Um casal de amantes, falo amantes como resultado do amor, comunica-se silêncio das expressões do olhar. Muitos se fazem entender sem palavras pelo simples franzir da testa, quando essa mensagem muda é compreendida por aqueles que a conhecem. Sinalizo com isso que todos nós temos uma vida íntima, indevassável onde construímos as idéias os sonhos. Estes sim, cheios de ação, cor, movimento e até palavras, Mas são produto do silêncio em busca de expressões visuais nas reentrâncias de nosso cérebro.
Ahmed ficou pensativo e depois falou -Mestre compreendo que ouvir o silêncio é esse momento solitário mas não penoso de se aconchegar íntimo. Nesse momento embora integrado no mundo esterno, vivemos um mundo diferente, sem limites, sem fronteiras. Vou aprender a ouvir o silêncio. Ahmed e Aghan ficaram m silêncio. Depois sorriram mutuamente e se despediram

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A Profanação do Sagrado - Coluna Ciência da Alma em homenagem a Jaci Régis

Texto originariamente publicado em no Jornal Abertura de Julho de 2009 e republicado em Março de 2012
Há muitos anos atrás, quando visitava Juiz de Fora, em Minas Gerais, um espírita, sabendo de minhas posições, perguntou para provocar-me: “O que pensa de Jesus? E eu: “sou seu fã”. Ele riu e disse: “você é iconoclasta ...”. Na verdade sou um profanador do sagrado.
Mas antes de mim, muitos anos antes, Allan Kardec também profanou o sagrado. Ao dizer que não havia milagre, nem sobrenatural, ele despiu a divindade dos adornos que lhe davam o sentido de insondabilidade de seus secretos desígnios.
Também antes dele, Karl Marx afirmou que “tudo o que é sagrado será profanado”, vaticinando os tempos que viriam e de que ele mesmo se tornou provocador.
O que é o sagrado?
Um monte é apenas um relevo no cenário da natureza. Mas se a autoridade religiosa e a cultura dizem que ele é sagrado, o crente ao galgar suas encostas sentirá um frenesi de energias misteriosas e o ouriçar de seus pelos. Ele sentirá que está perto de seu deus. Olhará aquele monte como morada divina, temerá e amará seu perfil altaneiro, coroado de neve ou cerrado de mata virgem. Penetrá-lo desavisadamente é profanar a morada de seu deus.
O rio Ganges é apenas um fluxo de águas como qualquer rio. Mas consagrado como divino, sagrado, torna-se um ícone do desejo da fé e da esperança. Banhar sem suas águas é um prêmio para o crente que sente nelas a presença de seu deus. Desrespeitar as tradições sobre o rio sagrado é profanar uma morada de seu deus.
Algumas décadas atrás, eu propus que ao invés de “evangelização” usássemos “espiritização”. Fui naturalmente criticado e a ideia rejeitada. Entretanto, tempos depois, Divaldo Franco pronunciou essa palavra. Então, houve quem quisesse atribuir-lhe a autoria que na verdade é minha. Divaldo nem sabe disso. Mas o fato chamou a atenção porque, sendo Divaldo consagrado como porta-voz do divino, suas palavras têm um poder muito maior do que as minhas, um simples homem comum.
Allan Kardec na elaboração da sua utópica terceira revelação, perguntou: “quem tem a liberdade de interpretar as Escrituras Sagradas?”. Responde dizendo que a ciência tem esse direito e, depois estendeu essa liberdade, dizendo que “o direito de exame pertence a todos, e as Escrituras não são mais a arca santa na qual ninguém se atreveria a tocar com a ponta dos dedos, sem correr o risco de ser fulminado”.
Vemos que Kardec foi um profanador do sagrado. Pois milhões acreditam que as escrituras são sagradas, intocáveis, verdade absoluta.
Todavia, o caminho da profanação é difícil.
Em primeiro lugar, os crentes não apenas temem ser fulminados, como estão certos de que são revelações divinas. Ao ouvir a leitura de um versículo sentem o arrepio das emoções da palavra de Deus escorrendo pelos seus ouvidos e compulsando os livros sagrados, mesmo tendo sido impressos recentemente. Parece que estão tocando com os dedos a mão divina escrevendo as verdades ali expostas.
Mas, por outro lado, o progresso só foi possível com a profanação do sagrado.
O casamento, por exemplo. Foi consagrado: “O que Deus uniu não desuna o homem”. Era o casamento indissolúvel, pétreo. Uma vez entrado não havia saída. A sociedade civil profanou o sagrado com o divórcio.
De passagem, recordo que o sagrado que Allan Kardec desprezou continua nas entrelinhas do entendimento dos espíritas em geral. No caso do casamento, não sendo possível atribuí-lo a Deus, resolveu-se que ele tinha que ser indissolúvel porque teria sido combinado antes do nascimento e estaria no quadro das expiações/provas, que são marca registrada do nosso mundo. Portanto, o casamento poderia ser uma forma de pagamento de débito do passado. Essa suposta combinação lhe daria uma conotação sagrada.
Voltando à pergunta do espírita de Juiz do Fora, naquela época não tinha uma visão mais clara como atualmente sobre a vida e a obra de Jesus de Nazaré, de quem continuo fã e admirador cada vez maior. O Nazareno foi consagrado. Seu nascimento, sua vida, sua morte são partes de uma encenação dramática que permeou todo o longo caminho do cristianismo. Por fim, o filho de Maria e José tornou-se o próprio Deus cristão. Portanto, sagrado.
Agora me vejo profanando seu estado sacro pensando nele como um homem extraordinário, talvez até casado e pai de filhos, com uma mensagem definitiva para a felicidade pessoal e social. Todavia, também profanei o sentido sagrado dado ao progresso, que Kardec simbolizou em três revelações, numa visão muito especial da ação divina, a partir do seu conhecido eurocentrismo.
Mas o mundo não é apenas a Europa. O mundo é uma confusão de crenças, idiomas, culturas.
Se existe um Deus acima de toda essa confusão, o sagrado é particular, regional, provisório.
Vamos descobrindo que a obra divina se manifesta pela naturalidade dos fatos, pelo conflito dos valores, esperanças e iniquidades humanas.
Para nós, que sempre tentamos sintetizar a vontade de Deus no sagrado, parece difícil entender que a profanação desse circulo de ferro de ignorância, crendice e fratricida, seja imprescindível para criar uma humanidade razoavelmente equilibrada, para não dizer feliz.
Libertos poderemos talvez entender que somente o amor será o caminho dessa felicidade.
Amor que falamos mas não sabemos como exercitar, que nos sugere algo que pretendemos alcançar, mas não sabemos como. Esse amor que não é profano ou sagrado. Estabelecerá um estado de satisfação e prazer apenas agora sonhado ou imaginado.

A hora da classe C - Editorial Jornal Abertura Março de 2012

O site Terra assim publicou no dia 8 de março: “Eles já são 53% da população do Brasil e até 2014 serão 60%”. Eles são a novidade e estão fazendo com que as empresas corram para entender como querem ser servidos, o que querem consumir, a quais valores são fiéis. A nova classe C movimenta a economia brasileira e faz com que o País passe com mais calma pela crise, em relação a americanos e europeus. Especialista nesses novos consumidores, o presidente do instituto Data Popular, Renato Meirelles, diz que essa transformação ainda está em curso e que “as empresas que melhor entenderem as demandas desses brasileiros terão mais chances de serem líderes”.
Parece que estamos no rumo certo. Com o crescimento percentual e real do poder de compra desta parte tão importante da nação, o país começa a apresentar um perfil mais próximo ao dos chamados desenvolvidos. A história demonstra que somente um superávit de riqueza é capaz de sustentar o crescimento de um país; primeiro há a necessidade de haver algum consumo, depois haverá um refino na qualidade deste consumo. Abrirá espaço para a cultura, primeiro pelo entretenimento, depois para as coisas mais sérias. Hoje existe acesso ao ensino, com um resultado muito ruim e de baixa absorção pelos jovens. Com o passar do tempo, com as avaliações periódicas iniciadas há mais de 15 anos e com as mudanças que vem ocorrendo desde então, mais recursos serão direcionados e o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano, que seguirá o do crescimento da renda, sempre defasado, é verdade.
As classes A e B já começam a consumir produtos mais naturais, mais caros. O número de teatros, centros culturais, museus vêm aumentando, propiciando o conhecimento a toda população. As passagens aéreas caíram de preço para aqueles que planejam a viagem com antecipação e, o brasileiro nunca gastou tanto no exterior. Este movimento foi precedido por outros países; na década de 70 eram os europeus, na de 90 os japoneses – hoje os principais turistas internacionais –, ao lado dos americanos vêm os chineses e, em pouco tempo, indianos e brasileiros farão o mesmo. Como e onde entra o lado espiritual nesta mudança social parece ser, para nós o mais importante. Sabe-se que junto com esta alteração no perfil econômico houve também uma debandada de católicos. A grande maioria migrou para as igrejas evangélicas, muito mais efetivas nas ações imediatas, muitas delas baseadas no aqui e agora – “trabalhe duro, pague seu dízimo e Jesus é teu pastor e nada te faltará”. Os diversos ramos de Espiritismo também crescem, porém mais lentamente, pois nossa proposta é de desenvolvimento contínuo e infinito, o que não parece animar muito aqueles que têm pressa.
Peter Jay, autor do livro ‘A riqueza do homem – uma história econômica’, editora Record, que cobre a evolução econômica mundial desde a pré-história até nossos dias, defende que todo o progresso da humanidade se deu pela geração de excedentes (produção agrícola como o primeiro grande impulsor, depois as navegações de longo curso, a máquina a vapor entre outros). A geração de excedentes em quantidades superiores às necessidades de produzi-las permitiu ao homem liberar energias para outras atividades. É exatamente isto que começamos a ver acontecer no Brasil, em larga escala: a existência de um círculo virtuoso.
Nossa expectativa é de que junto com esta ascensão da classe C, também ascendam os desejos de paz, harmonia, ética e compreensão de que nossos limites chegam quando encontramos os limites do outro.

Abrindo a mente:60 bilhões de humanos – nossa história. Por Alexandre Cardia Machado

No mês de julho de 2011 escrevi nesta coluna o artigo “7 bilhões de humanos”, que buscava relacionar o aumento populacional e a lei de reencarnação. Caso você tenha repassado o seu exemplar do jornal a algum amigo, ele poderá ser relido no blog do ICKS.
Consultando várias fontes, obtive um número médio de 60 bilhões vidas (encarnações) de hominídeos seguidos de humanos, que estiveram sobre a superfície da Terra, nos últimos quatro milhões de anos. Uma conta rápida e, claro, imprecisa nos permite dizer que, na média, cada um de nós encarnado hoje reencarnou entre humanos e hominídeos apenas oito vezes, mas não é bem assim.
Este número é de fazer pensar. Claro que foram mais vezes, porque a população na Terra jamais foi tão grande. Portanto, encarnamos por aqui de oito a 1.000 vezes em média, sendo que 100 vezes corresponderia a uma população de 600 milhões de pessoas, equivalente à população de 1500 dC. Para que reencarnássemos 1.000 vezes, a nossa população terrestre teria de ser de 60 milhões – só atingida na pré-história e que parece uma média mais razoável.
Ao contrário do que previa Kardec, baseado nas explicações dadas pelos Espíritos, quanto mais evoluímos, nesta fase em que estamos na Terra, mais rápido reencarnaremos. Pois já somos 7 bilhões de encarnados.
A nossa grande incógnita é saber qual o número de desencarnados neste momento, mas seja ele qual for, é limitado pela lei de evolução. Há que ser um número bem menor que 53 bilhões, calculado através do número total de vidas ao longo de toda a existência do homem (60 bilhões), menos o número dos atualmente encarnados (7 bilhões). Porém, 53 bilhões só existiriam se encarnássemos somente uma vez. Somos certamente menos do que isto.
Portanto, com o aumento da população, mais rapidamente reencarnamos. Vejo isto como algo bom porque aceleramos a evolução conjunta da humanidade.
Passado o momento que vivemos, onde espíritos atrasados naturalmente forçados a reencarnar, com este número muito maior de encarnados, tudo indica que em poucos ciclos reencarnatórios a mais no futuro teremos a possibilidade matemática de refinar o caráter de todos os humanos.
Sem recorrer a migrações de Espíritos a outros planetas, a regeneração da Terra acontecerá mesmo através da reencarnação que fará, a cada ciclo, o nosso planeta Terra um planeta melhor, que progredirá pelas leis, pelo progresso da sociedade. Esta é a verdadeira lei de Progresso. Para saber mais : veja o link sugerido na wikepedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Crescimento_populacional#Previs.C3.B5es_sobre_a_popula.C3.A7.C3.A3o_mundial_futura
http://icksantos.blogspot.com/2012/03/abrindo-mente-7-bilhoes-de-humanos.html
Texto originalmente publicado no Jornal Abertura - Março 2012

Outros artigos relacionados publicados no blog :




EVOLUÇÃO DO PRICÍPIO EPIRITUAL:

Reencarnação e o desenvolvimento do homem

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8190435979242028935#editor/target=post;postID=4264443337118614361


Abrindo a mente - A pluralidade dos mundos habitados e o critério de falseabilidade por Alexandre Cardia Machado

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8190435979242028935#editor/target=post;postID=2096406799399550055


quinta-feira, 3 de maio de 2012

25 anos do Jornal Abertura na palavra de seus leitores

25 anos de Jornal Abertura! O significado deste jornal para alguns de nossos assinantes e colaboradores está expressada nas mensagens abaixo, publicadas sem qualquer corte, deixando que a expressão dos autores possa ser absorvida na íntegra, por nossos leitores. Muito obrigada! Vocês são a essência de nossa existência jornalística!
Camila Regis – Santos/SP
O Abertura representa a oportunidade do livre-pensar espírita e a possibilidade de se discutir a Doutrina além do que é habitualmente dito. Representa, principalmente, a luta e dedicação de meu avô - Jaci Regis - em difundir, discutir e engrandecer o Espiritismo. Sem dúvida a edição mais marcante para mim foi aquela em homenagem à Jaci, após seu desencarne.
Ciro Pirondi – São Paulo/SP
O Abertura é a memória de uma indignação, sentida há 25 anos, quando iniciamos um movimento, liderado pelo Jaci, contra o marasmo do Espiritismo. Gisela Régis – Rio Claro/SP
Eu tenho três matérias muito importantes para mim: 1-A ressurreição de Lázaro, de Jaci Regis (junho/2003); 2- 60 anos, de Jaci Régis (novembro/2007); 3- Princípios da Doutrina Kardecista (junho/ 2006). O Abertura representa a vanguarda da Doutrina Kardecista. E para mim, é o único veículo que realmente pensa e discute a doutrina!
Marcelo Henrique – Florianópolis/SC
Olá, Alexandre. Cumprimentamos você e a equipe pela feliz iniciativa. Vida longa ao ABERTURA!
Marcelo Régis – Cidade do Panamá/Panamá
O Abertura representou e representa um sopro de ar fresco e renovador na Doutrina Espírita. Receber o Abertura todo mês mantém minha ligação com o movimento, a Doutrina Kardecista e também me reconecta com seu criador, pensador e meu pai Jaci Regis.
Além de várias matérias sensíveis e marcantes escritas pelo Jaci Regis, sempre na página 2, a matéria que mais me marcou foi uma que eu mesmo escrevi assim que voltei de minha primeira visita ao túmulo de Allan Kardec, no Cemitério Père Lachaise, em Paris. A emoção que senti e penso que consegui transmitir no artigo foram, talvez, o ponto alto de minha contribuição ao jornal. Milton Medran Moreira – Porto Alegre/RS
Posso dizer que acompanho o Abertura desde antes de ele existir. Conheci as ideias materializadas nesse projeto quando ainda eram gestadas no extinto jornal Espiritismo e Unificação, também editado pelo Jaci, juntamente com José Rodrigues. Se o anterior jornal representou o duro momento da ruptura com o espiritismo evangélico, aquele que o sucederia e que, agora, completa 25 anos, significa o amadurecimento e a consolidação de uma nova proposta espírita, compatível com nosso tempo e fiel aos objetivos progressistas de Allan Kardec.
Exatamente essa forma de assimilar as ideias espíritas como propostas de mudança é que me encantou no projeto jornalístico posto em prática por Jaci Regis. Como ele, minha trajetória no jornalismo espírita se deu, primeiro, como editor de um boletim espírita do chamado movimento unificador, na Federação Espírita do Rio Grande do Sul. Acompanhei, no tempo e nas ideias, espelhando-me nestas, as ações de Jaci, migrando do movimento federativo para uma proposta livre-pensadora, magnificamente liderada por Abertura, no Brasil. Toda a coragem e a combatividade de Jaci se expressaram magnificamente no Abertura, ao curso destes 25 anos. Para mim, e, certamente, para todos os que ousam pensar o espiritismo com liberdade, o Abertura significa um permanente estímulo à humanização e à dessacralização do espiritismo.
É difícil apontar uma matéria como marcante por si própria. É que o Abertura se caracteriza justamente pela concatenação de ideias num ritmo progressivo e progressista, capaz de conduzir o leitor a uma nova postura perante a vida e, especialmente, perante a proposta espírita. Mesmo com uma visão muito clara acerca da proposta filosófica espírita, Jaci, no Abertura, estava numa constante busca de novas formas de verbalizar sua proposta de futuro para o espiritismo. Em lapso temporal bastante curto, fluiu da proposta de "espiritização" para a de "doutrina kardecista" e desta para a "ciência do espírito", nominações diferentes para um consistente e claro projeto de mudança do qual fazia do Abertura um verdadeiro laboratório de ideias. Estas se concatenam admiravelmente no conjunto editorial que faz a história do jornal.
Se, no entanto, tenho dificuldade de apontar uma matéria isoladamente como marcante na história do Abertura, não teria qualquer dúvida em identificar os últimos anos da vida física de Jaci como de extrema superação em sua capacidade de trabalho. Ele esteve sempre, pessoalmente, à testa do projeto editorial do jornal até os últimos dias de sua vida física. De tal forma e com tanta intensidade, coragem e garra, que, pessoalmente, eu temia pela extinção do jornal, imediatamente após a sua partida. Com alegria, vejo, hoje, que o projeto continua com a mesma qualidade, graças à soma de esforços de seus familiares, alguns amigos e o firme suporte institucional do ICKS. Um legado dessa qualidade precisa, efetivamente, ser preservado. Parabéns a vocês, pelos 25 anos do Abertura.
Ricardo Nunes – Santos/SP
O Abertura tem feito parte de minha vida em todos estes anos. Já é um costume aguardar todos os meses a chegada do jornal em casa. O Abertura é verdadeiramente um jornal espírita livre pensador, no qual a polêmica não é evitada, mas sim desejada. Não a polêmica pela polêmica, mas sim a polêmica que visa discutir seriamente os variados temas do pensamento espírita com o propósito de tornar a filosofia espírita aberta aos novos tempos. Infelizmente, a maioria dos jornais espíritas é "doutrinante", "evangelizante" e "alienante". O Abertura é uma das poucas honrosas exceções neste universo de tradições carolas que se tornou a maior parte da imprensa espírita brasileira. Cláudia Régis Machado – Santos/SP
O Jornal Abertura representou para mim e ainda representa a grande possibilidade de abrir a mente para o novo. Saber que nele encontraria ideias espíritas de vanguarda e da atualidade. Representou a consistência e a profundidade da prática do Espiritismo. Vários temas me encantaram porque me fizeram refletir e buscar saber mais, dentre eles destaco os que levantaram a bandeira sobre o fato de que o Espiritismo não é religião, sobre a Espiritização e o Espiritismo pós-cristão. Outros me emocionaram porque tocaram a minha alma, como Bruna e eu no século XXI, e a chance de ter uma coluna no renomado jornal, chamada Brincando com Kadu.
Reinaldo de Luccia – Santos/SP
O Abertura é o Jornal Espírita de maior arrojo e que tem a mesma importância fundamental do SBPE no âmbito de trabalhos e de pensamento, só que na área da Imprensa Espírita. Ocupa um lugar de destaque neste meio, junto com o Opinião e o Pense.
Carol Régis – Santos/SP
Quando estava na Infância Espírita, achava o máximo aqueles pensadores que debatiam, por escrito, temas interessantes, com pontos de vista distintos e discussões, por vezes, acaloradas. Nunca imaginei que um dia teria a oportunidade de estar entre essas pessoas, assinando uma coluna do Jornal Abertura, presente de Jaci Régis, que tanto admirei por seus textos históricos. Poderia citar inúmeras contribuições de pensadores que passaram pelas minhas leituras, mas não posso deixar de lembrar da repercussão de um dos meus primeiros textos, que me motivaram a continuar escrevendo para o Jornal. O tema era filme Brokeback Mountain, que trata da questão do homossexualismo. A repercussão foi bastante positiva, com retorno de leitores de todo o Brasil, e gerou um convite para escrever em outro veículo, a Revista Delphos, também Espírita. Pra mim, o fato retrata a seriedade, a repercussão e a liberdade de expressão, símbolos do Jornal Abertura.

Para assinar ou obter números avulsos do Jornal entre em contato pelo email: ickardecista1@terra.com.br. Assinatura do Abertura R$ 45,00 ou US$ 30,00 se no exterior.


Números avulsos R$ 4,50 mais custo do correio.

Comente aqui também !   Artigos Relacionados:   Um ano sem a presença física de Jaci Régis

http://icksantos.blogspot.com/2011/12/um-ano-sem-presenca-fisica-de-jaci.html

 

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O movimento pela ética marca mais pontos - Alexandre Cardia Machado

Este Artigo foi publicado originalmente no Jornal ABERTURA em Dezembro de 2011. A revista Veja publicou na sua edição 23 de Novembro de 2011, um artigo de Renata Betti , sobre um professor de Harvard, o filósofo Michael Sandel, que conseguiu atrair milhões de seguidores pela internet, tornando-se uma celebridade.
Sandel usa o método do filósofo clássico grego Sócrates, jamais respondendo às questões diretamente, mas devolvendo a questão com outra, mais profunda, fazendo assim com que seus alunos pensem cada vez mais em outras possibilidades. Este método chamado maiêutica é interessantíssimo, pois quem chega às conclusões são aqueles que têm a dúvida, ajudados claro pelo sábio professor.
A novidade é que Harvard resolveu inovar e as classes são transmitidas pela internet, infelizmente não em tempo real, mas são transmitidas, inclusive, por redes de televisão como a Japonesa NHK e a rede estatal chinesa. O professor só trata de assuntos ligado à ética, ele lança, por exemplo,o seguinte problema: “o que você faria se por uma decisão sua, você só pudesse salvar um entre dois grupos de pessoas, num deles apenas com uma pessoa e o outro com cinco?” – a partir daí vocês podem imaginar todo o desenrolar do assunto. Suas aulas reúnem mais de 1000 pessoas na platéia entusiasmada.
Sandel lançou um livro em 2009 – O que É fazer a coisa Certa, já traduzido para o Português. Não o encontrei na internet, pois talvez tenha um outro título aqui por nossas terras.
Mas o que há de tão extraordinário nisso tudo? Talvez o brilhantismo deste homem formado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Acredito, porém, que o sucesso se dê porque pensar o que é certo faz bem, atrai energias positivas. O talento da condução da discussão tem todo o mérito, entretanto, mais do que isto há uma carência fora dos movimentos organizados, de ideais morais, que promovam a reflexão, discussão sobre ética e principalmente os bons exemplos.
A internet e as TVs a cabo nos fornecem opções às programações das TVs abertas, focadas nas altas taxas de retorno de propagandas de cervejas, automóveis de luxo e coisas desta natureza. Este, quem sabe, seja um caminho a seguir: lançar nossas boas ideias na “Web”, compartilhar saber e conhecimento parece ser a melhor opção. Temos que considerar que fazer alguém sair de casa para assistir uma palestra exige um esforço enorme de marketing ou mesmo de convencimento. Nada substitui uma boa conversa frente a frente, mas cada vez mais alternativas “on line” concorrem conosco. Fica a boa notícia de que a discussão sobre a ética vem ganhando espaço.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Ciência da alma - por Jaci Régis

Este texto lido por Jaci Régis na forma de um discurso no II Encontro Nacional Da CepaBrasil em Bento Gonçalves, RS em 4 de setembro de 2010. Sendo este o último discurso feito por Jaci.

O Autor deste texto desncarnou em 13 de dezembro do mesmo ano, após 45 dias internado por uma complicação renal.

A identidade do Espiritismo no século XXI

Allan Kardec elaborou o Espiritismo dentro da cultura cristã. Formatou a doutrina dentro de 3 parâmetros, compatíveis com o modelo cristão. 1. O mundo é de provas e expiações, 2, Os habitantes são espíritos imperfeitos que expiam suas faltas no processo de vidas sucessivas, 3. Deus se manifestou em tres grandes momentos, para a salvação moral humanidade, nos dez mandamentos de Moises, nas palavras de Jesus Cisto e, finalmente, pela manifestação dos Espíritos. São as três revelações da Lei de Deus Dentro desses parâmetros, aceitou que Jesus Cristo trouxe a verdade possível e que o Espiritismo completaria a verdade atual.

A trajetória de Kardec é sinuosa. Queria que o Espiritismo fosse uma ciência. Mas criou uma religião, sem querer que fosse religião. Na verdade agiu como equilibrista da razão e da fé. Todavia aceitou que o motivo central do Espiritismo era restaurar o cristianismo e implantar no mundo o Reino de Deus, utopia evangélica que está na base das aspirações místicas e irreais da humanidade ocidental, cristã. Isso levou à aceitação do Espiritismo como o Consolador Prometido, representava também tacitamente a certeza de que Jesus Cristo era a verdade e toda a verdade teria vertido pela sua boca. Esse Consolador simbolizaria a vinda do Senhor ao mundo, completaria todas as verdades e ficaria conosco para sempre. Era a expressão da ilusão de que, brevemente, por obra divina, haveria modificações espetaculares na face da Terra.
Surgiria um reino de paz, de alegria, de fraternidade. Era a implantação do Reino de Deus no mundo. Que mundo? Sem qualquer demérito para as lições inigualáveis do Nazareno, estamos num tempo em que as exclusividades e as verdades absolutas não têm lugar. No Evangelho segundo o Espiritismo, Kardec afirmou que o Espiritismo não vinha destruir a lei cristã, como o Cristo não teria destruído a lei mosaica. Essa seqüência teológica provinha do sentimento de uma intervenção direta de Deus ou Jesus no encaminhamento das soluções e no desenvolvimento moral das civilizações.

O céu comandando a Terra. Jesus Cristo, o rei governando o mundo. Mas o tempo da era cristã, no seu aspecto institucional, político e religioso estava no fim. Desenvolver a idéia espírita dentro do caldo de cultura cristã foi um paradoxo. Pois o Espiritismo na sua estrutura básica é a negação do cristianismo. Consequentemente ficou prisioneiro dessa imagem profética da vinda do reino. Kardec então elaborou seu pensamento tentando encontrar justificativas e argumentos para as afirmações teológicas dos profetas e messias.

Seria diminuir seu gênio reduzir sua obra a essa análise simples. Pois sua obra é capaz de superar os entraves contextuais e projetar-se para o futuro, porque teve s sabedoria de abrir o caminho para o progresso, de tal forma que seria capaz de reciclar-se, aceitando as novas idéias e mudar o que fosse necessário para não imobilizar-se, que seria, disse, o suicídio da doutrina.
É baseado nessa extraordinária abertura para a evolução e progresso das idéias que creio ser válido propor uma definição dinâmica para o Espiritismo nos dias atuais. A definição do Espiritismo: O século vinte um desponta como uma incógnita sob a liderança inconteste da ciência dura e coadjuvada pelas ciências humanas.
Como definir, compreender e projetar o Espiritismo neste século vinte e um? Neste século, o Espiritismo terá pelo menos duas expressões.

1.O Espiritismo cristão a) Religião Espírita Atualmente, de modo geral e majoritariamente o Espiritismo é uma religião cristã, cujos programas e o entendimento remetem-se aos textos evangélicos e aos enunciados do século dezenove, repetindo as palavras de Allan Kardec, sem atentar para o contexto em que foram ditas. Os espíritas cristãos são basicamente católicos mediúnicos. b) Espiritismo laico cristão. Substituiu-se o tríplice aspecto de Ciência Filosofia e Religião, por Ciência, Filosofia e Moral, isto é a moral cristã. Ambos os movimentos não fazem ciência e não filosofam.

2 - Espiritismo pós-cristão A única saída para o Espiritismo alcance sua originalidade e ofereça uma contribuição genuína para a sociedade é escoima-lo do enfoque teológico da Igreja. Isto é, ser um Espiritismo pós-cristão. Esse Espiritismo pós-cristão não apenas abandonará a retórica e a teologia católica, como se organizará sugestivamente como uma ciência humana.

A Ciência da alma Como conseqüência, o Espiritismo pós-cristão, se estruturará como a Ciência da Alma , a maneira de uma ciência humana, especifica e sui generis,... Como Ciência da Alma, o Espiritismo abandona a ilusão de ser uma revelação divina, para ombrear-se com o esforço das ciências humanas que surgiram para entender o ser humano, suas limitações, problemas e futuro, fora dos limites das ciências duras, físicas. Isto é, uma ciência humana cujo objeto é explicar o ser humano, como uma alma, sua estrutura, sua atuação e sua evolução. Com isso pode desenvolver um espírito crítico e explorar a realidade essencial do ser humano dentro da lei natural, da naturalidade dos processos evolutivos, através da reencarnação, como uma alma atemporal, imortal e em crescimento, seja no campo intimo seja no campo social.

Como Ciência da Alma, o Espiritismo abandona sua pretensão autárquica de se abranger todos os problemas da humanidade, mas apóia-se nos esforços das demais ciências humana que compõem o leque das realidades e comportamentos das pessoas. O objetivo maior será dar na cultura o sentido sério, basicamente defensável aos postulados puros do Espiritismo. Terá que dispor de recursos e meios para provar, insofismavelmente, a imortalidade. O que implicará na renovação do exercício e objetivos da mediunidade, superando a fase meramente moralista e religiosa em que se situa atualmente. Só a prova da imortalidade será a base de renovação social, humana e do pensamento humano e sustentará as teses da reencarnação e da evolução do Espírito. Investindo na estruturação de uma base compatível com a evolução do conhecimento humano, introduzindo a noção de espiritualidade como uma busca natural, imprescindível para o equilíbrio pessoal e social, a Ciência da Alma,ajudará o desenvolvimento ético na sociedade em mudança que vivemos.

Ou seja, a Ciência da Alma tentará por todos os modos oferecer um tipo de entendimento do ser humano que sempre foi o objeto do Espiritismo, de forma atualizada, dentro de um aspecto que integrará o rigor cientifico e a expressão da sensibilidade e do sentimento na análise da realidade da alma humana. Muitos podem questionar se um Espiritismo pós-cristão, a estruturação da Ciência da Alma, pode ser kardecista, dada a crítica e a reelaboração que se faz necessária do trabalho de Allan Kardec, conforme temos provado. É kardecista na medida em que se apoiará nos alicerces básicos, puros, do pensamento doutrinário, desprezando os acessórios das interpretações e extensões contextualizadas no inicio e do tempo decorrente. O caráter da Ciência da Alma, como qualquer ciência humana será essencialmente progressivo, jamais se imobilizando no presente, apoiada somente no que for provado. Assimilará as idéias reconhecidamente justas, de qualquer ordem que sejam físicas ou metafísicas. Pois não quer ser jamais ultrapassada, constituindo isso uma das principais garantias de credibilidade.

Outros artigos de Jaci Régis:

Livros de Jaci Régis a venda pela Internet:


http://icksantos.blogspot.com/2011/12/livros-de-jaci-regis-venda-pela.html

Um ano sem a presença física de Jaci Régis

http://icksantos.blogspot.com/2011/12/um-ano-sem-presenca-fisica-de-jaci.html

Do Jesus Pré-cristão ao Jesus Cristão - Jaci Régis

http://icksantos.blogspot.com/2011/10/do-jesus-pre-cristao-ao-jesus-cristao.html



Jaci Régis biografia e vida – por Ademar Arthur Chioro dos Reis

http://icksantos.blogspot.com/2011/10/jaci-regis-bibliografia.html

Ligação espírito cérebro

http://icksantos.blogspot.com/2009/08/ligacao-espirito-cerebro-jaci-regis.html

Considerações sobre a Reencarnação

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8190435979242028935#editor/target=post;postID=8165780535469590867

O que nos pertence? Jaci Régis

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8190435979242028935#editor/target=post;postID=3579958591861873931

sábado, 21 de abril de 2012

Jornal ABERTURA Comemora 25 anos

Jornal ABERTURA Comemora 25 anos


    Na noite de ontem, nas dependências do Edifício Jaci Régis, sede do ICKS juntamente com a realização do V Forum do Livre Pensar Espírita da Baixada Santista, onde Ademar Quioro dos Reis e Alexandre Cardia Machado discorreram sobre a Reencarnação sob a ótica livre pensadora, apresentados por Roberto Rufo. Cerca de 70 pessoas prestigiaram o evento que terminou com um parabéns ao Jornal ABERTURA e confraternização de todos. Vida longa - ABERTURA.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Terceiro Chimpanzé - Marcelo Régis

Este Artigo foi originalmente publicado no Jornal ABERTURA em Maio de 2011.
Comente - queremos saber o que você pensa a respeito.


“O Terceiro Chimpanzé” é o título de um dos livros do cientista americano Jared Diamond e indica que o Homem, como espécie, é muito similar a outros dois grandes primatas parentes nossos – bonono e chimpanzé. Na verdade, após o mapeamento genético das três espécies, foi constatado que o código genético humano é 98,4% similar ao dos chimpanzés, ou seja, do ponto de vista genético somos apenas 1,6% distintos de nossos parentes animais mais próximos. Ainda é sabido que do ponto de vista genético, os chimpanzés são mais próximos de nós humanos (1,6% de diferença) do que dos gorilas, com quem possuem 2,3% de diferença genética. Como explicar então a nítida diferença evolutiva entre nós e os animais? Afinal, apenas o Homem desenvolveu linguagem falada e escrita, artes e tecnologia suficientes para povoar todos os continentes, enviar sondas ao espaço e explorar o fundo dos oceanos.
Interessante notar que essa evolução e diferenciação são recentes em termos biológicos. Afinal, o Homo Sapiens sapiens, a espécie a qual pertencemos, evoluiu há apenas 200 mil anos.

Dados genéticos indicam que todas as pessoas existentes na Terra descendem diretamente de um pequeno grupo, que viveu entre 100 e 200 mil anos, na África. Anatomicamente éramos o que somos hoje, por certo: pegue um homem de 130 mil anos atrás, faça sua barba, o vista e ninguém, em lugar nenhum, vai considerá-lo mais ou menos diferente. 

Nos primeiros 80 mil anos do Homo sapiens sapiens na Terra, ele continuava o mesmo bicho nu com suas pedras lascadas. Só que aí, 50 mil anos atrás, aconteceu algo repentinamente. Passamos a costurar e fazer roupas, fizemos arcos para lançar flechas, pintamos nas cavernas. Houve um salto. Buscamos nos fósseis anteriores e posteriores e não há diferença no bicho homem. 

O crânio é igualzinho, cabe lá um cérebro do mesmo tamanho; as mãos têm os mesmos dedos, pés e pernas, a mesma firmeza. São os ossos do mesmo animal. Mas esse animal tinha adquirido uma miríade de talentos. Esse grande salto para frente, como chamam alguns dos estudiosos, permitiu o aparecimento da cultura. Por quê? Não sabemos. 

Uma das possibilidades é a de que nossa linguagem tenha se sofisticado. Talvez alguma mudança em nosso aparelho vocal tenha permitido uma quantidade maior de sons, que foi dar na estruturação de línguas complexas. Quando você pode explicar uma coisa direito, começa a comunicar; quando a comunicação é precisa, há troca de idéias; dois ou mais discutindo um problema encontram melhores soluções. Nasce a tecnologia.
 
Outro grande acontecimento em nossa evolução foi o desenvolvimento da agricultura. A transição do nomadismo da vida de caçadores-coletores para um estilo de vida agrícola sedentário aconteceu há uns 10 ou 15 mil anos e, pode representar a primeira vez que as pessoas tiveram um conceito de lar. Também propiciou a liberação de corpos e mentes para outras tarefas que não exclusivamente procurar o alimento do dia, impulsionando a cultura e a sociedade moderna que conhecemos e isso foi há muito pouco tempo, evolutivamente falando.



Se somos tão similares aos nossos parentes chimpanzés, será que esse 1,6% é tão especial assim para explicar todas essas diferenças? Parece que não, pois as pesquisas atuais ainda não encontraram uma relação direta, de causa e efeito, entre esse 1,6% e nossas habilidades específicas. 

É aí que se encaixa o espírito. Afinal, se considerarmos que além do corpo físico possuímos uma alma, um espírito capaz de armazenar informações e aprendizados de inúmeras vidas passadas, podemos concluir que temos à nossa disposição infinitamente mais recursos que nossos parentes chimpanzés. Interessante pensar que, muito provavelmente, os chimpanzés também possuem algum componente espiritual, pois parece que na natureza não existem transições bruscas. 

Portanto, provavelmente, os 1,6% têm alguma relação direta com o fato de possibilitar que Espíritos habitem nossos corpos, enquanto princípios espirituais com capacidade de evolução mais restrita estariam ligados aos chimpanzés. Afinal, os chimpanzés habitam a Terra há mais de 6 milhões de anos, não tendo evoluído nenhuma característica cultural, artística ou tecnológica distintas em todo esse tempo evolutivo. 

Novamente, apenas a integração das teorias materialista e espiritualista pode ajudar a melhor entender o Homem em sua totalidade. Esforços isolados se mostram incompletos e insuficientes e temos que reconhecer que, apesar de todos os esforços feitos até hoje, ainda estamos longe de entender toda a beleza e complexidade da evolução material-espiritual em sua plenitude. O Espiritismo tem muito a contribuir nesse assunto, pois pode adicionar o componente espiritual à equação humana.

Para saber mais: O TERCEIRO CHIMPANZÉ: A EVOLUÇAO E O FUTURO DO SER HUMANO; Jared Diamond; Editora: Record.

Outros artigos relacionados publicados no blog :




EVOLUÇÃO DO PRICÍPIO EPIRITUAL:

Reencarnação e o desenvolvimento do homem

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8190435979242028935#editor/target=post;postID=4264443337118614361


Abrindo a mente - A pluralidade dos mundos habitados e o critério de falseabilidade por Alexandre Cardia Machado

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8190435979242028935#editor/target=post;postID=2096406799399550055


Abrindo a mente:60 bilhões de humanos – nossa história. Por Alexandre Cardia Machado

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8190435979242028935#editor/target=post;postID=1617735720002438799




O Ser Humano e a Evolução - Uma análise pré-histórica

http://icksantos.blogspot.com/2011/12/o-ser-humano-e-evolucao-uma-analise-pre.html


A Ecologia à Luz do Espiritismo por Junior da Costa e Oliveira


Este artigo foi originalmente publicado no Jornal Abertura de agosto de 2011.
Releia o artigo e faça seus comentários:

ECOLOGIA À LUZ DO ESPIRITISMO

Junior Costa Oliveira

A ecologia é, atualmente, um dos temas mais discutidos pela sociedade em geral. Iniciaremos nosso estudo analisando o termo “Ecologia” em oikos (casa, lugar onde se vive) e logos (estudo de); e a sua definição como a ciência das inter-relações entre os organismos vivos e o meio ambiente.

Os estudiosos da matéria comentam que, desde cedo, o homem tem se interessado pela Ecologia e, já nos primeiros tempos, para sobreviver, precisava ter conhecimento definido do seu meio, procurando compreender as forças da Natureza em seus diferentes reinos (mineral, animal e vegetal). No início, o homem primitivo observava o céu, os ventos, a chuva, as variações das temperaturas, percebendo que estes eventos influenciavam o meio em que habitava, porém com o passar dos milênios, tem usurpado o seu meio ambiente, provocando uma série de eventos danosos.

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, em seu livro de 1992 “O equilíbrio da Terra”, mencionou que não surpreende que o homem tenha se tornado tão desconcertado com o mundo natural. O homem tinha uma ideia de um mundo sem futuro e, hoje, começa a entender através de experiências que, obrigatoriamente, a procura é pelo equilíbrio saudável dos elementos da natureza, com o equilíbrio saudável das forças dos sistemas políticos.

O Espiritismo tem dado a sua contribuição como ciência que se preocupa com o meio ambiente e suas repercussões, já que a natureza é um dos pontos que os espíritos (encarnados) utilizam para desenvolver suas habilidades, buscando atingir o progresso como ser imortal.

O Livro dos Espíritos, no capítulo V, Lei de Conservação, menciona que “a Terra produziria sempre o necessário, se com o necessário o homem contentar-se. Se o que nela produz não lhe basta a todas as suas necessidades, é que ele emprega no supérfluo, o que poderia ser empregado no necessário”. Entenda-se que o materialismo exacerbado é a causa de todos os eventos da natureza, pois o modelo econômico imposto à sociedade atual é fruto de produção de bens de consumo mais caros e sofisticados, produzindo além do necessário. Surge então uma nova questão nos dias de hoje: “Você já parou para pensar como é a nossa relação com o meio ambiente atual? Quais são as nossas responsabilidades perante a emissão de carbono na atmosfera, o aquecimento global, a produção cada vez maior de lixo e o possível esgotamento dos recursos naturais da Terra?” Emmanuel coloca no livro “O Consolador” que devemos entender a Natureza como elemento importante para o progresso espiritual do homem, pois ela é a própria essência de Deus, e o meio ambiente influencia de maneira decisiva a existência do espírito, pois afetará a sua personalidade, o seu progresso e a sua transformação como ser, buscando novas condições materiais e morais.

André Trigueiro, jornalista da Rede Globo, com pós-graduação em Gestão do Meio Ambiente, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, autor do livro “Mundo Sustentável” acredita que o Movimento Espírita tem que absorver e contextualizar, à luz da Doutrina, os sucessivos relatórios científicos que denunciam a destruição dos recursos naturais não renováveis. A preocupação com os atuais meios de produção e consumo precipitarou a humanidade na direção de impasse civilizatório, onde o lucro justifica os meios, além de atentarmos pelo uso insustentável dos mananciais de água e os seus efeitos (a desertificação do solo), o aquecimento global, a monumental produção de lixo e, finalmente, os efeitos colaterais de um modelo de desenvolvimento ecologicamente predatório, perverso e injusto.

A pergunta 799 do Livro dos Espíritos questiona “de que maneira o Espiritismo pode contribuir para o Progresso?” A resposta afirma que ‘destruindo o materialismo’, que é um ponto das chagas da sociedade, levando-nos a discutir e entender o que é necessário e o que é supérfluo. E, este ponto, passa pela questão moral, pois o espírita deve entender que quando o planeta adoece, o projeto evolutivo fica comprometido, e deve acreditar que não podemos ficar inertes. Alguns, em atitudes comodistas diante deste cenário, pensam que tudo se resolverá quando se completar o ciclo da Terra. Puro engano. Precisamos ficar em alerta e agir imediatamente, pois resta-nos esperanças de mudar este quadro, hoje, nada favorável.

A correção do rumo do desenvolvimento sustentável é possível, pois já temos vários diagnósticos que nos ajudariam a resolver o problema da água, mas nada está sendo feito e, segundo a ONU, sua escassez já atinge dois bilhões de pessoas. Existem tecnologia e vários pequenos projetos no mundo, de dessalinização da água dos mares, que poderiam ser multiplicados. André Trigueiro diz que a ciência ecológica oferece um amplo espectro de observação, interligando sistemas que variam do micro ao macrocosmo. O Espiritismo desdobra este olhar na direção do plano invisível, alargando enormemente o campo de investigação, pois a Ciência Espírita e a Ecologia são afins há pelos menos 150 anos, já que ambas têm a mesma visão sistêmica para a defesa da biodiversidade, o uso sustentável dos recursos naturais, o consumo consciente e primam pelos projetos coletivos sem detrimento dos individuais.

E, finalizando, o Movimento Espírita deveria “acordar” para as oportunidades que o mundo oferece e contribuir com o vasto conhecimento sobre a vida material e espiritual que a teoria dispõe, a fim de que a evolução do espírito pudesse acontecer em um mundo auto-sustentável.

Portanto, espírita, sua participação é fundamental, mas para isso tem que haver ação efetiva, opinião pois, afinal, somos todos responsáveis pelo que fazemos ou deixamos de fazer. Mãos à obra!